Leite menos alergênico é realidade com melhoramento genético!

O setor lácteo no Brasil começou a explorar um importante nicho de mercado: a produção de leite para pessoas que possuem alergia às beta-caseínas, que correspondem a 30% das proteínas do leite. Trabalhos de melhoramento genético, desenvolvidos pela Embrapa Gado de Leite (MG) em parceria com as associações de criadores das raças Gir Leiteiro e Girolando, irão impulsionar ainda mais esse segmento.

Fonte: Getty imagens

Os sumários de touros do teste de progênie dessas raças, que trazem características genéticas dos touros cujo sêmen será usado na fertilização das vacas, já apresentam a característica para a produção do leite que vem sendo chamado de “A2”. Os pesquisadores da Embrapa dizem haver evidências científicas de que a beta-caseína do leite A2 não causa reações em pessoas que possuem alergia a essa proteína específica.

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Por que se preocupar com a brucelose bovina?

Fonte: https://goo.gl/k4RDPa

A brucelose é uma doença infecciosa que afeta principalmente o rebanho bovino, e por se tratar de uma zoonose, também pode ser transmitida aos humanos, é distribuída mundialmente e é responsável por consideráveis perdas econômicas dentro do rebanho bovino. Dentre as mais variadas cepas encontradas, a de maior importância para o rebanho bovino é a  Brucella abortus.

Os bovinos podem se infectar por via via oral e a aerógena, uma enorme quantidade da B. abortus é eliminada durante o aborto e partos de animais infectados,  juntamente com a elevada resistência deste patógeno no meio ambiente, torna-se a principal via de contaminação. Outros hábitos, como os de cheirar e lamber o bezerro após o nascimento auxiliam na transmissão da bactéria. A transmissão através do coito é pequena, pois a vagina representa uma barreira que dificulta a infecção. Já a transmissão pela inseminação artificial é grande, pois o sêmen contaminado é depositado diretamente no útero da vaca, não havendo a barreira (vagina).

Quando a contaminação se dá por contato direto com fetos abortados, restos placentários e descarga uterina há a penetração da bactéria pela mucosa: nasofaringe, conjuntival ou genital e pele íntegra. Após esta penetração, o agente cai na corrente sanguínea sendo transportado para diversos tecidos e órgãos do corpo do animal, multiplicando-se.

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O Brasil está autorizado a exportar leite e derivados para o Japão.

Nessa última quarta-feira 1º de novembro a Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), recebeu um comunicado da abertura do mercado japonês para o leite e produtos lácteos do Brasil. A negociação demorou dois anos até a aprovação do Certificado Sanitário Internacional (CSI).  Agora, os produtos de regiões de áreas livres de febre aftosa, mesmo sem vacinação, podem ser comercializados no mercado externo. A confirmação foi oficializada pelo encarregado agrícola da embaixada do Brasil em Tóquio, Marcelo Mota.

Considerado um cliente importante no comércio internacional de produtos lácteos, o mercado japonês poderá agora comprar de agricultores brasileiros, além de leite, produtos como manteiga, queijo, soros e leite em pó. De acordo com o ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o setor de lácteos brasileiro está iniciando sua entrada no comércio internacional, somente no ano passado  2016, o país asiático importou cerca de 62 mil toneladas de soro de leite em pó, 13 mil toneladas de manteiga, 258 mil toneladas de queijos e 201,5 mil toneladas de outros produtos lácteos (leite em pó desnatado, caseína, caseinatos, lactose, entre outros).

“O Japão, que é o sétimo maior mercado do mundo, conhecido como um cliente muito importante pelo grande potencial de consumo e pelo grau de exigência que tem, demonstrando a capacidade do Brasil de atender a essas exigências”, ponderou o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Odilson Ribeiro e Silva.

Fonte:  Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)


5 passos para a produtividade do Milho

1 – Época de plantio
Importância:
O plantio de milho na época correta não interfere no custo de produção, mas pode afetar o rendimento e o lucro do agricultor.

Consequências:
A produtividade geralmente é mais alta quando as condições do clima permitem o plantio em setembro-outubro. Na região Sul, devido à ocorrência de chuvas praticamente o ano todo, a amplitude da época de plantio é muito maior, indo de agosto a dezembro, dependendo do sistema de exploração da propriedade, que geralmente envolve a sucessão de culturas. Depois da época de recomendação, há uma redução no ciclo da cultura e queda no rendimento por área. O atraso do plantio pode diminuir o rendimento em até 30 kg de milho por hectare/dia.

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Importância da cloração de água nas propriedades rurais

Nas propriedades rurais é comum o uso de água oriunda de diversas fontes e sem tratamento  adequado. As águas superficiais, tais como córregos, açudes e ribeirões, e ainda nascentes ou minas, são mais fácies de serem utilizadas, porém são mais susceptíveis a contaminações externas. A utilização de água proveniente de lençóis subterrâneos como poços profundos, tem-se expandido no país, e apesar da menor interferência de fontes poluidoras ambientais, tem pouca capacidade de suportar ampliação nos volumes de captação e a real necessidade de fornecimento para o rebanho durante todo o ano.

A desinfecção da água representa um grande desafio para o produtor, o qual se tem menor acesso às medidas de saneamento, aliado ao impacto Continuar lendo…


Produtores de leite fazem manifestação na cidade de Prata, importante bacia leiteira de Minas Gerais

Produtores, cooperativas de leite e sindicatos do Brasil promoveram, hoje segunda-feira, dia 16 de outubro de 2017, o Manifesto Nacional em Prata (MG), organizado pelo Núcleo dos Sindicatos Rurais e Fecoagro Leite Minas Gerais. De acordo com Vicente Nogueira, coordenador da câmara de leite da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), “o objetivo é alertar as autoridades do risco de se aprofundar ainda mais a crise no setor leiteiro por falta de mecanismos que garantam renda para o setor ”, alerta.

A manifestação  contou com a  presença do ministro da Agricultura Blairo Maggi e produtores de leite apoiados por sindicatos rurais e cooperativas. No seu pronunciamento o ministro falou sobre a suspensão de importação do leite uruguaio e as respectivas averiguações, alertando que não é uma  medida definitiva. O grande pedido dos produtores é a obtenção de um preço justo no litro de leite, que é definido pelo mercado, em que o ministro fala da impossibilidade de intervenção do governo nessa regulação. Ele destaca também a existência de instrumentos que o governo tem, porém falta orçamento no ministério para a execução. Um desses instrumentos seria  a compra de leite pelo governo a fim de enxugar o mercado colocando em estoque público, aumentando o preço do leite para o consumidor final (prateleiras) e assim colocar a venda, porém existe muita discussão sobre isso na busca de recursos, o que também interfere na importação do Uruguai.

Acredita-se que o preço interno do leite volte a reagir em breve, porém esta medida tem que ser cautelosa e exigirá todas as fiscalizações necessárias para ser mantida por um  período sustentável e para que essa reação positiva aconteça. Também se faz necessário o estímulo ao consumo interno do leite no Brasil, ajuda essa realizada em conjunto com produtores de leite e cooperativas.

O leite é uma das atividades que mais gera empregos no país. Segundo o IBGE, são 1,3 milhão de  propriedades que produzem leite; considerando a ocupação média de quatro pessoas por propriedade, são mais de 5 milhões de empregos gerados nas indústrias de laticínios e no campo com a produção primária. Em grande parte dessas propriedades, o pequeno produtor recebe o equivalente a menos de um salário mínimo vigente no país. O leite está presente em 99% dos municípios da federação. O Brasil é o quarto maior produtor de leite do mundo. Em 2016, o faturamento gerado pela produção de leite foi de R$ 44,7 bilhões 24% do VBP(Valor Bruto da Produção) gerado pela pecuária. É inferior apenas ao VBP da carne bovina, mas superior ao valor de frangos, suínos e ovos.

Em outubro, o preço do leite pago ao produtor apresentou a quarta queda seguida. Resultado de aumento da captação e baixo consumo pelos brasileiros, segundo relatório mensal do Cepea. Para amenizar a situação, o ministério da Agricultura decidiu suspender a licença de importação de leite em pó do Uruguai. Os produtores brasileiros alegam que a entrada de produtos concorrentes prejudica o mercado interno. Em 2016, o Uruguai, parceiro do Mercosul, teve saldo positivo na balança comercial com o Brasil de US$418 milhões. Do total, 36% são resultado da exportação de lácteos. No ano, o Brasil foi o destino de 86% do leite em pó desnatado, e 72% do leite em pó integral exportado pelo Uruguai.

As informações são do Sistema Brasileiro de Agronegócio e G1.


Brasil suspende a importação de leite do Uruguai por tempo indeterminado

Segundo anúncio feito pelo Ministro da Agricultura Blairo Maggi na terça-feira (10/10), o governo brasileiro vai suspender por tempo indeterminado a licença de importação de leite no Uruguai. A alegação é devida a suspeitas que o alimento não seja totalmente produzido nesse País.

O governo brasileiro pretende descobrir se o Uruguai importa o leite da Argentina e reexporte o produto para o Brasil, com custos ainda competitivos com o produzido aqui. Uma investigação da Receita Federal Continuar lendo…


Boas Notícias para o Mercosul

Após 18 anos União Europeia apresenta esta semana oferta decisiva ao Mercosul

Ainda nesta semana, o bloco europeu apresentará sua oferta de que está disposto a abrir em seu mercado para as exportações dos países do Cone Sul. A expectativa do Mercosul é de que, pela primeira vez, etanol e carnes estejam no pacote, o que tem gerado fortes críticas por parte do lobby protecionista europeu.

INÍCIO: O processo de negociação começou em 1999, mas em 2004 o processo entrou em um longo período de impasse. O governo brasileiro recusou um acordo com os europeus diante do acesso aos produtos agrícolas considerados como insuficientes. Agora, a meta de ambos os lados é a de fechar um acordo inicial até dezembro.

Uma primeira troca de ofertas foi realizada em maio, com o Mercosul indicando a abertura de setores industriais, enquanto a Europa apresentou sua proposta inicial. Mas o pacote oferecido naquele momento não incluía produtos considerados como fundamentais para os exportadores do Cone Sul.

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Tratamento e manejo de dejetos bovinos

Um dos maiores problemas em sistemas de manejo intensivo de bovinos é a quantidade de dejetos produzidos diariamente, sendo um grande desafio a disposição dos resíduos das instalações animais envolvendo aspectos técnicos, sanitários e econômicos. A quantidade total de efluentes orgânicos produzida em confinamentos de vacas leiteiras varia de 9,0 a 12,0% do peso vivo do rebanho por dia, e depende, também, do volume de água utilizado na limpeza e desinfecção das instalações e equipamentos da unidade de produção (CAMPOS et. al., 2002). No que se refere às características qualitativas da água residuária da bovinocultura de leite, pode-se afirmar que a água é rica em material orgânico, sólidos totais e nutrientes, tais como o nitrogênio e o potássio (ERTHAL et. al., 2010). Neste contexto, destacam–se alguns trabalhos que apresentam técnicas de tratamento de fácil operação e de baixo custo as quais são recomendadas para o meio rural,  os quais citam as lagoas de estabilização, biodigestores, reatores UASB, wetlands construídos e também disposição no solo como opções para tratamento de efluentes de agroindústrias.

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