Por que se preocupar com a brucelose bovina?

Fonte: https://goo.gl/k4RDPa

A brucelose é uma doença infecciosa que afeta principalmente o rebanho bovino, e por se tratar de uma zoonose, também pode ser transmitida aos humanos, é distribuída mundialmente e é responsável por consideráveis perdas econômicas dentro do rebanho bovino. Dentre as mais variadas cepas encontradas, a de maior importância para o rebanho bovino é a  Brucella abortus.

Os bovinos podem se infectar por via via oral e a aerógena, uma enorme quantidade da B. abortus é eliminada durante o aborto e partos de animais infectados,  juntamente com a elevada resistência deste patógeno no meio ambiente, torna-se a principal via de contaminação. Outros hábitos, como os de cheirar e lamber o bezerro após o nascimento auxiliam na transmissão da bactéria. A transmissão através do coito é pequena, pois a vagina representa uma barreira que dificulta a infecção. Já a transmissão pela inseminação artificial é grande, pois o sêmen contaminado é depositado diretamente no útero da vaca, não havendo a barreira (vagina).

Quando a contaminação se dá por contato direto com fetos abortados, restos placentários e descarga uterina há a penetração da bactéria pela mucosa: nasofaringe, conjuntival ou genital e pele íntegra. Após esta penetração, o agente cai na corrente sanguínea sendo transportado para diversos tecidos e órgãos do corpo do animal, multiplicando-se.

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O Brasil está autorizado a exportar leite e derivados para o Japão.

Nessa última quarta-feira 1º de novembro a Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), recebeu um comunicado da abertura do mercado japonês para o leite e produtos lácteos do Brasil. A negociação demorou dois anos até a aprovação do Certificado Sanitário Internacional (CSI).  Agora, os produtos de regiões de áreas livres de febre aftosa, mesmo sem vacinação, podem ser comercializados no mercado externo. A confirmação foi oficializada pelo encarregado agrícola da embaixada do Brasil em Tóquio, Marcelo Mota.

Considerado um cliente importante no comércio internacional de produtos lácteos, o mercado japonês poderá agora comprar de agricultores brasileiros, além de leite, produtos como manteiga, queijo, soros e leite em pó. De acordo com o ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o setor de lácteos brasileiro está iniciando sua entrada no comércio internacional, somente no ano passado  2016, o país asiático importou cerca de 62 mil toneladas de soro de leite em pó, 13 mil toneladas de manteiga, 258 mil toneladas de queijos e 201,5 mil toneladas de outros produtos lácteos (leite em pó desnatado, caseína, caseinatos, lactose, entre outros).

“O Japão, que é o sétimo maior mercado do mundo, conhecido como um cliente muito importante pelo grande potencial de consumo e pelo grau de exigência que tem, demonstrando a capacidade do Brasil de atender a essas exigências”, ponderou o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Odilson Ribeiro e Silva.

Fonte:  Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)