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Uso de antibióticos e controle de resíduos no leite

By Agro Sem comentários

O Brasil possui o segundo maior rebanho de bovinos no mundo, sendo o primeiro colocado em termos de rebanho comercial. Desta forma, devemos ficar muito atentos às parasitoses, visto que, as infestações por carrapatos, moscas e verminoses são fatores fundamentais a sanidade e lucratividade do rebanho.

Para ser considerado seguro para a saúde, o leite não deve conter resíduos de drogas veterinárias, como antibióticos e antiparasitários. Em função disso, há um limite máximo permitido estabelecido pelo Codex Alimentarius, que é um programa conjunto da FAO e da OMS. O Brasil é membro do Codex desde 1970.

A presença de resíduos de antibiótico no leite é usada como critério para rejeição do leite cru que chega aos laticínios, pois ele não pode ser processado e deve ser descartado. A maioria dos laticínios já adotaram algum programa de penalização para o produtor responsável, como o pagamento de toda a carga contaminada. O prejuízo é grande para todos.

Todo antibiótico possui um período de carência que deve ser rigorosamente respeitado. Período de carência é o tempo que o leite leva após o último tratamento para apresentar resíduos menor do que o limite máximo permitido, ou seja, ainda há traços do medicamento no organismo do animal, porém em quantidades inferiores ao limite máximo.

A duração deste período varia de acordo com a dose e esquema de tratamento utilizado, via de administração, produção do animal e formulação do produto.

As principais classes de antimicrobianos utilizados são:
– beta-lactânicos (penicilinas, cefalosporinas)
– tetraciclinas (oxitetraciclina e clortetraciclinas)
– aminoglicosídeos (estreptomicina, neomicina, gentamicina)
– macrolídios (eritromicina, espiramicina, tilosina)
– sulfonamidas (sulfametazina, sulfadiazina)
– quinolonas (enrofloxacino, ciprofloxacino)

Alguns dos testes mais utilizados pelas indústrias para detecção de resíduos são: Charm Test, Snap, BetaStar, Delvotest, entre outros. A maioria deles é do tipo teste rápido, onde o resultado fica pronto em até 10 minutos.

Dentre as formas mais comuns e com alto risco de contaminação do leite por
resíduos , podemo citar:

1 – Não observar e/ou respeitar o período de carência indicado na bula do produto.
2 – Não identificar o animal tratado e não fazer as anotações do tratamento.
3 – Uso de superdosagem ou administração por vias diferentes da recomendada na
bula
4 – Descartar o leite apenas do quarto tratado.
5 – Vacas tratadas com antibiótico de vaca seca que pariram antes da data prevista.
6 – Uso de medicamentos de vaca seca em vacas que estão em lactação.
7 – Ordenha acidental das vacas que foram secas recentemente
8 – Erro ao misturar leite com e sem resíduos no tanque de expansão.

Os resíduos de antibiótico são os que mais chamam a atenção dos consumidores e das indústrias, devido aos seus efeitos negativos na saúde e na imagem do produto, mas outras drogas também podem gerar resíduos no leite, como é o caso dos carrapaticidas e vermífugos. O controle dos parasitas deve ser feito sempre de forma racional , e respeitando o período de carência do produto utilizado.

A melhor forma de se evitar a contaminação é adotar medidas preventivas e de controle. Podemos citar algumas:

1 – Reduzir o uso de medicamentos. Para isto, é necessário implantar um programa
de controle de mastite para reduzir a prevalência da doença e consequentemente o uso do antibiótico.
2 – Identificar da melhor forma possível todas as vacas que estão em tratamento
(fitas coloridas, cordinhas, spray, colar…) e ordenhá-las por último e separadamente.
3 – Respeitar o período de carência dos medicamentos.
4 – Utilizar a dose e/ou protocolo recomendados na bula.
5 – Treinar os colaboradores, inclusive os foguistas,sobre o uso correto de medicamento nos animais.
6 – Realizar a limpeza da ordenha e utensílios após a ordenha das vacas tratadas.
7 – Ter um controle (anotações) de aplicação de medicamentos de cada animal, anotando a data, nome/brinco da vaca, qual medicamento foi aplicado e qual a data de retorno para a ordenha.

Ter o registro e o controle dos animais em tratamento, associado ao correto período de carência, é fundamental para se evitar contaminação do leite do tanque e também do caminhão de coleta. O prejuízo é grande, é preciso ficar atento!

Bibliografias consultadas:

Livro Controle da Mastite e qualidade do leite – Marcos Veiga dos Santos e Luis Fernando Laranja Fonseca.

“SILAGEM E ENSILAGEM”. Acessado 7 de janeiro de 2020.

http://old.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/divulga/GCD02.html.

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Autora:

Eduarda Pereira Viana

Zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa com grande experiência em qualidade do leite, tendo atuado por mais de 9 anos junto aos produtores de variadas regiões do país.

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Dicas de sucesso na produção da silagem

By Agro Sem comentários

Historicamente, a evolução da pecuária nacional sempre acompanhou a ocupação territorial, expandindo a produção e gerando o desenvolvimento econômico de diversas regiões brasileiras.Tendo em vista que o mercado se tornou mais propício e as soluções para o aumento da produtividade estão cada vez mais disponíveis com novas tecnologias para o campo, o planejamento se tornou essencial na vida do pecuarista. A silagem então, se apresentou como uma maneira de manter ou aumentar a produtividade dependendo pouco, ou nada, da qualidade e disponibilidade do pasto.

No processo de ensilagem, o princípio de conservação da forragem é a redução do pH (aumento da acidez) pela fermentação dos açúcares solúveis da planta. O processo para uma silagem de qualidade é feita através do preparo do solo, escolha da matéria prima que será utilizada para a formação da silagem, plantio, colheita, o tipo de silo que vai de acordo com a demanda de cada produtor e o valor no qual ele pode investir, o processo de ensilagem e a desensilagem.

O processo de ensilagem, da colheita ao fechamento do silo, deve ser feito o mais rápido possível, o ideal é que o silo seja cheio e fechado em um dia. Para evitar perdas na qualidade da silagem, deve-se atentar para a umidade da forragem no momento da colheita, que facilitará na hora da picagem e compactação. O teor de matéria seca, que determina o momento da colheita, deve estar entre 30 e 35%, ou entre 65 e 70% de umidade. Após o enchimento do silo é necessário vedá-lo. O ideal é que essa vedação seja feita com lona de polietileno com o mínimo de 200 micras de espessura.

Sabe-se que os silos são uma ótima solução para o armazenamento da forragem em épocas de seca e para garantir uma boa nutrição dos animais. Mesmo sendo considerada por muitos como um processo que precisa de maquinário e infraestrutura com custo elevado, a ensilagem pode sim ser feita em propriedades de pequeno e médio porte. É importante destacar que esse método é válido tanto para o pecuarista que quer aumentar a produção de leite da fazenda, como para aquele que quer engordar o gado.

Durante todo o processo, é importante que o produtor tenha um planejamento para que nada saia do controle e por isso é indicado que tenha uma boa ferramenta onde possa anotar e analisar todos os seus gastos e áreas utilizadas assim como a quantidade do seu rebanho e o quanto ele gastará por dia com alimentação, facilitando nas tomadas de decisões, podendo encontrar todos esses recursos em um único programa, o ESTEIO.

Bibliografias consultadas:

Campo, Tecnologia no. “Silagem – Entenda o que é, e aprenda como você deve fazer”.

Tecnologia no Campo, 3 de maio de 2018. https://tecnologianocampo.com.br/silagem/.“cnpgc-divulga-02.pdf”. Acessado 7 de janeiro de 2020.

https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/139015/1/cnpgc-divulga-02.pdf.

HARFUCH, L.; PALAURO, G.; KIMURA, W. Visão de longo prazo para a pecuária brasileira:
Impactos da implementação do código florestal e da redução de desmatamento. INPUT,
São Paulo,1-9, Agosto. 2016.

Issa, Mahmod A. “13 dicas para produzir silagem de qualidade para a pecuária leiteira”. Acessado 7 de janeiro de 2020.

http://www.semagro.ms.gov.br/13-dicas-para-produzir-silagem-de-qualidade-para-a-pecuaria-leiteira/.

“Prepare-se para a estação de ensilagem: passo a passo para a produção estratégica de silagem | DeLaval – Produção de Leite Eficiente | MilkPoint”. Acessado 7 de janeiro de 2020.

https://www.milkpoint.com.br/canais-empresariais/delaval/preparese-para-a-estacao-de-ensilagem-passo-a-passo-para-a-producao-estrategica-de-silagem-98904n.aspx .

“SILAGEM E ENSILAGEM”. Acessado 7 de janeiro de 2020.

http://old.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/divulga/GCD02.html.

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Autora:

Sábata C. J. Raimundi

Estudante de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa, atualmente estagiária na empresa Dinni Soluções.

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Entrevista para G1 Zona da Mata em reportagem sobre parque tecnológico

By Esteio na Mídia Sem comentários

No ano de 2016, o G1 Zona da Mata realizou uma reportagem em comemoração aos cinco anos de inauguração do Parque Tecnológico de Viçosa (tecnoPARQ), local onde a fábrica de softwares desenvolvedora da Esteio, Dinni Soluções, é residente.

Na reportagem, nosso CEO Gardiego Luiz fala um pouco sobre como o parque tecnológico contribui para o desenvolvimento da empresa.


Confira a reportagem completa:

“Parque Tecnológico completa cinco anos em Viçosa com lançamentos”

http://abre.ai/aPrV

Reprodução: G1 Zona da Mata

Saiba mais sobre a fábrica de softwares e veja como a tecnologia pode otimizar os resultados do seu negócio!

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Cooperativa COMIGO aborda benefícios da plataforma Esteio/Super-PEC em revista oficial

By Esteio na Mídia Sem comentários

A revista informe de Julho/Agosto de 2019 produzida pela Cooperativa COMIGO, nossa parceira do estado de Goiás, fez uma matéria sobre a fazenda LeiteRia Paraíso do Rio Verde da cidade de Caçu, onde o pecuarista Rogério Trevisoli, cooperado da COMIGO utiliza o Esteio Super-PEC para gerenciamento da sua fazenda leiteira.

Na matéria, Rogério Trevisoli e sua filha, a Veterinária Marina Anchieta Trevisoli mostram os benefícios da utilização da plataforma na fazenda:

“Com o Super-PEC estou saindo das anotações dos animais no tradicional caderninho, em fichas de cada animal, para um aplicativo que funciona em múltiplas plataformas e me possibilita ter acesso a todas essas anotações em tempo real, onde quer que eu esteja. Tenho condições de tomar decisões a qualquer hora. Posso ver a situação global do rebanho, ter acesso a gráficos e avaliar todos os dados de forma mais eficiente. Isso faz muita diferença. Vejo como estão meus custos agora passo a enxergar a propriedade com uma visão mais estratégica. Tenho como saber se estou perdendo e entender onde estou com problemas.”

Há quatro anos a COMIGO é parceira da Esteio Gestão Agropecuária e possui parceria através do programa Super-PEC, personalizado para a cooperativa, atendendo a cooperados produtores da pecuária de leite e corte que recebem acesso ao aplicativo além do auxílio de consultores técnicos especializados e capacitados para utilizar o Super-PEC.

Confira a matéria completa:

Link para a revista completa:

http://abre.ai/revistainformecomigo

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Fazendas conectadas conseguem melhorar a produtividade do agronegócio (Reportagem Globo)

By Esteio na Mídia Sem comentários

Uma reportagem exibida pelo Jornal da Globo no dia 19 de abril de 2019 fala sobre como fazendas conectadas conseguem melhorar a produtividade do agronegócio.

Como exemplo de aumento de produtividade por meio do uso da tecnologia, a equipe de reportagem entrevistou o proprietário de uma fazenda de produção leiteira que realiza o gerenciamento com a plataforma vinculada a Cooperativa COMIGO do estado de Goiás.

Há quatro anos a COMIGO é parceira da Esteio Gestão Agropecuária e possui parceria através do programa Super-PEC, personalizado para a cooperativa.

Confira a reportagem:

“Fazendas conectadas conseguem melhorar a produtividade do agronegócio”
Reprodução: TV Globo
http://globoplay.globo.com/v/7531333/?fbclid=IwAR1PUnfNijglUaF6jRbzgFbYfbgzuLhkib14DDtmtehP-saRyaBmbBQPXHw

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Planejamento de volumosos: essencial para resultados eficientes

By Agro Sem comentários

É possível observar de forma notória e evidente que o sucesso na bovinocultura leiteira se apoia basicamente na boa condução de fatores como genética, nutrição, manejo e sanidade além, é claro, de uma eficiente gestão econômica. Nesse contexto, a execução de um concreto planejamento de volumosos apresenta-se como ferramenta essencial para uma produção eficaz a nível de fazenda.

Diante dessa realidade, ao término de um ano agrícola, torna-se necessário traçar o manejo alimentar mais adequado para o próximo período objetivando-se sempre maximizar as margens obtidas ancoradas na elevação das receitas juntamente com a redução de custos, salientando-se assim a importância da nutrição em influenciar o alcance de bons indicadores de produção, reprodução e saúde do rebanho.

Em relação à utilização de concentrados, compras estratégicas aliadas à possibilidade de estocagem e uso de subprodutos com relação benefício : custo favorável se mostram como algumas formas de potencializar a utilização desse recurso nas propriedades leiteiras. Referindo-se a produção de volumosos, componente mais barato da dieta das vacas leiteiras e também o que participa em maior proporção, um planejamento antecipado propicia tomar conhecimento da área destinada ao plantio a fim de ser possível a aquisição de insumos a preços mais viáveis economicamente.

Considerando à elaboração da necessidade de volumosos para suplementação do rebanho, alguns pontos devem ser observados como:

  • Consumo por categoria;
  • Número médio de animais no período;
  • Segmentação dos volumosos para cada categoria;
  • Descarte voluntário(venda de animais);
  • Descarte Involuntário( mortes, por exemplo);
  • Número de parições(taxa de natalidade);
  • Idade ao primeiro parto;

Chegando-se a quantidade de volumosos a ser produzida, a partir da produtividade média das forrageiras da fazenda, é possível se obter a área necessária para plantio e implantação das culturas, ressaltando-se a relevância de levar em consideração uma margem de segurança de 20 a 30%, devido a perdas no campo e na colheita e também para sobras no cocho.

Somado a essas ações, o seguimento do calendário agronômico conforme as culturas, promover o fornecimento da dieta aos animais nas proporções adequada; a realização do descarte dos animais sugeridos, conforme as ordens de prioridade; suplementar os animais durante o período estipulado, seguindo a formulação de dietas, fazer compras e vendas de animais somente dentro do planejado, são atitudes essenciais para impedir transtornos como compra de volumosos a preços elevados e necessidade de realizar plantios em condições desfavoráveis pela possível falta de alimento na fazenda e sendo possível evitar prejuízos como queda no volume de leite, diminuição do escore de condição corporal, ineficiência reprodutiva entre outros.

Logo, a união de todos esses fatores irá interferir direta ou indiretamente nos índices técnicos e econômicos da fazenda, ocasionando assim, grandes impactos nos custos de produção. Portanto, elaborado o planejamento, torna-se imprescindível executar, monitorar e/ou até mesmo refazer o projeto de acordo com as necessidades pontuais inerentes a cada propriedade leiteira.

Preço dos insumos altos… Como atravessar por um momento difícil?

By Agro Sem comentários

Administrar qualquer empresa é extremamente difícil, quando o mercado não está num bom momento isso se torna mais desafiador ainda. O Consultor de Orientação Empresarial do Sebrae/SP Sérgio Diniz escreveu um resumo sobre como atuar em empresas que estão passando por momentos de crise e nos quais seu mercado muda a cada virada de mês. Isso acontece na pecuária de leite também? Vamos as dicas feitas por ele e a alguns comentários sobre a pecuária leiteira:

  1. Comprar bem: “Adquirir mercadorias com especificações corretas, em quantidades adequadas, de boa qualidade e por preços competitivos são as dicas para esse momento” (Sérgio Diniz). Isso quer dizer que o desespero não pode tomar conta do empresário. No entanto, é comum deparar com produtores que nesses momentos passam a comprar matérias primas de qualidade inferior, por pensar única e exclusivamente no preço das mesmas. Comprar bem é conseguir negociar produtos de qualidade para não comprometer a qualidade e a eficiência de produção da fazenda. Neste sentido, o produtor deve se atentar especialmente para os índices reprodutivos das vacas e novilhas, pois os efeitos negativos de uma “economia mal feita” neste momento resultará em menos animais produzindo no ano seguinte, o que gerará menor receita no mesmo período também.
  2. Controlar os estoques: “Controlar o valor médio dos estoques, o estoque atual, grupos de produtos que pesam mais nos estoques, rotatividade-giro, valor médio de perdas por quebra, furto ou prazo de validade” (Sérgio Diniz). Quando se fala de controlar os estoques médios, é importante que o produtor entenda a importância de analisar o custo de produção médio do ano, lógico sem esquecer-se do fluxo de caixa que é fundamental para a empresa rural também. É interessante analisar o item relacionado ao controle de perdas. Numa propriedade rural, as perdas por mastite podem voltar a acontecer nos momentos de crise justamente por algumas economias erradas e/ou desatenção no manejo causado por desânimo da equipe e do proprietário. Quando se pensa a respeito da alimentação do rebanho o volumoso produzido erradamente sofre muito, pois é comum diminuir a adubação, mudar de híbrido, diminuir o número de operações para controle de pragas e plantas daninhas. Na verdade o custo da maioria dos volumosos é altamente dependente da produtividade, ou seja, quando maior a produção, menores são os custos/tonelada. Mais importante que isso é o reflexo que pode gerar a falta de volumoso suficiente para alimentar o rebanho e o aumento de desembolso com concentrado para compensar a falta de volumoso. Se esse alimento é tão nobre dentro da fazenda, é imprescindível diminuir as perdas do mesmo, que geralmente acontecem por mal aproveitamento das pastagens ou por perdas durante o armazenamento dos alimentos, como as silagens. Além de existir muita perda de silagem estragada, existe outro “inimigo invisível” que são as micotoxinas produzidas pelos fungos, que estão presentes nas silagens e grãos mal armazenados. Essas micotoxinas podem gerar diminuição de desempenho, de saúde e vários problemas reprodutivos. Isso significa que além das perdas por desperdício, o produtor precisa conhecer melhor os prejuízos causados pela baixa qualidade dos alimentos conservados e tentar prevenir os efeitos negativos, melhorando o armazenamento e utilizando adsorventes de micotoxinas.
  3. Produzir com qualidade: “Contínuo aperfeiçoamento, eliminação do desperdício, fazer as coisas certas da primeira vez, rápida preparação das máquinas e comprometimento do pessoal” (Sérgio Diniz). Apesar de existir uma oferta de mão-de-obra muito superior nas cidades, o problema relacionado a qualidade da mesma é algo que aflige a todos os empresários. Portanto, aperfeiçoar a equipe (funcionários e patrões) é essencial. Diminuir o desperdício começa desde coisas básicas relacionadas a fábrica de ração, a silagem que cai fora do cocho, a quantidade de detergente para limpeza de ordenha etc. Tudo isso tem tudo a ver com a preparação das máquinas, pois nossas fazendas ainda usam poucos maquinários devido ao passado recente de custo de mão de obra barato. No entanto, isso está acabando, pois o salário mínimo cresce a taxas fortes ano a ano. Não adianta lutar contra isso, pois a eficiência da equipe, que pode ser medida pela quantidade de leite que é produzida na fazenda dividida pelo número de pessoas envolvidas na produção de leite (litros/dia homem) é o principal diferencial se as fazendas são rentáveis ou não. Quanto maior esse indicador, maior é a tendência de maior rentabilidade, por consequência, mais preparada está a fazenda para passar por momentos de crise.
  4. Acompanhamento mensal dos custos: “identificar qualquer variação fora do normal, para permitir a tomada de decisão que evite prejuízo” (Sérgio Diniz). É comum nesse momento, buscarmos subprodutos para diminuir os custos da dieta. Para que isso seja bem feito, lembrar-se dos conceitos discutidos acima é essencial, pois não é interessante diminuir o custo em X reais e, por consequência, diminuir a receita em X reais também. Esse é o conceito que muitos produtores usam e que é chamado por alguns especialistas como a “lei dos rendimentos decrescentes”. Por exemplo, se o meu concentrado custa R$ 1,00/kg e o leite é vendido por R$ 0,90/litro, aumentar 1 kg de concentrado e obter apenas 1 litro de leite não seria economicamente viável. O que é preciso ressaltar neste momento é que biologia não é matemática, ou seja, os produtores que estão todos os dias com seus animais e os conhecem bem, muitas vezes fazem essa mesma conta, mas procuram “OLHAR” para as vacas. Pois elas nos “dizem” se estão bem de saúde ou não, além do que o desempenho reprodutivo não pode ser esquecido de maneira alguma. Portanto, o bom senso e a experiência de produtores e consultores devem ser levados em consideração.
  5. Manter um efetivo controle do fluxo de caixa: O controle das contas a pagar e a receber, além de analisar o que poderá acontecer nos próximos meses, é importante para o produtor ter mais noção sobre os seus compromissos e onde ele pode atuar. Muitos já conseguem um nível de planejamento do fluxo de caixa que permite fazer algumas reservas financeiras durante os meses mais positivos para fazer uma compra estratégica, de determinado insumo, no momento em que este está em baixa de preço.
  6. Compatibilizar os prazos das compras e das vendas: “Evitar um desequilíbrio financeiro, que afete o fluxo de caixa e a necessidade de capital de giro” (Sérgio Diniz). Outra dica que tem tudo a ver com a pecuária de leite, pois além dos momentos de crise, existem os momentos de bonança, e é neste momento que o produtor precisa se organizar, para passar pelo momento de crise sem se atrapalhar e fazer muitas dívidas.
  7. Vender bem: O autor descreve sobre a importância de manter as condições de preço, prazo, condições de pagamento e pontualidade. Diante disso, devemos pensar nos animais, já que o preço do leite sofre outras variações. Manter o equilíbrio e a qualidade dos animais a serem comercializados é uma das estratégias para aqueles que querem manter o “nome” respeitado no mercado de comercialização de animais. Todo e qualquer desespero pode jogar por terra o trabalho de anos para conquistar uma boa clientela.
  8. Rever constantemente o planejamento: “Avaliando e revisando as metas, os objetivos e as estratégias” (Sérgio Diniz). Todos já ouviram aquela frase: “Fazenda é sempre fazendo.” Isso na verdade está relacionado a dois fatores, um de caráter emergencial e outro relacionado ao planejamento. O primeiro está mais relacionado aos empresários que não possuem planejamento e, por isso, sempre estão ocupados em resolver os problemas que aparecem no dia a dia da fazenda. No segundo caso, existe um planejamento e os empresários estão sempre atentos em dar manutenção a sua propriedade, por isso, o número de “problemas” emergenciais tendem a ser menores.

Ninguém gosta ou está completamente preparado para passar por uma crise. Mesmo assim, é possível ver a lógica que faz a diferença entre os que sentem mais ou menos os efeitos de um momento adverso. Pensar no bolso e nas vacas é essencial para uma boa administração do próprio negócio. Por isso, trabalhar com fluxo de caixa, custo de produção, com alta qualidade de volumoso, com poucos desperdícios e alta eficiência de mão-de-obra são dicas para uma fazenda eficiente. Isso tudo só é possível se tivermos vacas com boa capacidade de produção, longevas, com baixa CCS, sem problemas de casco e com a reprodução em dia. Por isso, é preciso estar atento as ferramentas que existem para melhorar a eficiência produtiva e a saúde dos animais.

Autor: Daniel Navarro, zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa, mestre em Produção de Ruminantes pela Universidade Federal de Viçosa. Atualmente é gerente de vendas da Alltech.

Importância da escrituração e acompanhamento técnico-econômico na atividade leiteira

By Agro Sem comentários

A atividade leiteira do século XXI vem sendo discriminada dentro da cadeia agropecuária como uma atividade instável e pouco lucrativa, com queixa de alto preço das commodities agrícolas e baixo preço pago pelo litro de leite.

Ao relembrar a década de 90, onde os produtores tinham seus preços tabelados, em que prevalecia o custo de produção para então ser estipulado o preço pago pelo leite. Nesta época a preocupação com resultados técnicos e econômicos eram negligenciados pela comodidade do produtor de leite, que como formadores de preço, tampouco sofriam com as influências do mercado e suas margens eram asseguradas pela ineficiência mútua.

Após o fim do tabelamento, o preço do leite passou a ser influenciado pelo mercado, aonde a oferta e a demanda é o principal balizador, e daí então a preocupação com os resultados técnicos, e principalmente econômicos ganharam força, e se tornaram não só importantes, mas também essenciais para a competitividade do setor.

Antes de salientar a importância do acompanhamento dos resultados técnicos e econômicos da propriedade, vale ressaltar a importância das anotações à nível de propriedade, onde muitas vezes exige disciplina e rotina por parte do responsável pela escrituração, com objetivo de traduzir os acontecimentos da propriedade para a tomada de decisão. As anotações devem ser práticas e acuradas na medida do possível, podendo ser realizada de diversas maneiras, em cadernos, agendas, quadros ou planilhas, de acordo com a preferência do responsável por esta atividade, seja ele o funcionário ou o proprietário. Lembre-se que a qualidade do acompanhamento dos resultados depende diretamente da acurácia das anotações.

Voltando ao cenário da crescente preocupação com os resultados econômicos da propriedade, o custo de produção do leite passou a ser o principal vilão da eficiência econômica, e seu valor é determinado pelas despesas variáveis e fixas que a propriedade dispendeu no último ano. Desta forma, o conhecimento deste indicador é essencial nas tomadas de decisão para o futuro do negócio, tornando possível traçar estratégias objetivas para então “sair do vermelho”. Os resultados econômicos da propriedade leiteira são também reflexos do equilíbrio técnico da propriedade, que por último, mas não menos importante, também possui grande destaque nesta abordagem.

Chegou a hora de fazer o “dever de casa”, o preço do leite possui sim, grande importância para o sucesso econômico da propriedade, mas é apenas um dos pilares que sustentam o negócio, o restante é da “porteira para dentro”, e depende, portanto do comprometimento do técnico e do produtor na busca do equilíbrio do custo de produção, aliado a escala de produção e qualidade do produto, desta forma, os argumentos citados no início da matéria deverão mudar, onde um alto custo pode sim justificar a falta de competitividade de um negócio, mas a importância de conhecê-los é essencial para saber aonde é preciso melhorar.

Com os dados em mãos e acompanhamento profissional, aliado a sensibilidade e planos do produtor, os resultados devem servir de reflexão para a busca de melhores indicadores de eficiência, tendo como objetivo principal a maior rentabilidade do negócio, sempre aliando o ótimo produtivo ao ótimo econômico. Desta forma, o primeiro passo começa com a educação na propriedade para as anotações, que evoluem para resultados e análises comparativas, e então a busca de metas cada vez mais desafiadoras, assuntos que serão abordados nas próximas matérias.

Até a próxima.

Autor: Marcelo Bianco Nascimento Moreira, zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa.

Gerenciamento e monitoramento da qualidade de alimentos, controle de micotoxinas

By Agro Sem comentários

A palavra do momento no Brasil é CRISE… Momento este muito delicado para todos os setores do país. Sabemos que nas fazendas de leite existem vários setores que podem tornar a fazenda mais ou menos eficiente economicamente. O principal custo da propriedade é a alimentação, portanto, reflitamos sobre: como estamos lidando com os ALIMENTOS? Estamos dando a devida atenção a este fator tão importante?

Desde a produção de silagens até a escolha dos grãos para o concentrado é preciso focar na qualidade do alimento produzido e/ou comprado. Silagens mal feitas acabam gerando perdas de matéria seca, principalmente como resultado de uma má fermentação. Os grãos, por sua vez, tem sido comprados por vários produtores apenas mediante uma avaliação por preço, adquirindo os mais baratos sem avaliação alguma sobre a qualidade do mesmo. Esse tipo de economia gera lucro no final das contas? Vamos entender um pouco mais as micotoxinas que surgem nos alimentos e as consequências que elas podem causar.

Micotoxinas são substâncias produzidas por fungos, que normalmente são produzidas como uma defesa desses microrganismos. Todos os alimentos que são manipulados por nós estão sujeitos a contaminação por fungos. O crescimento deles pode ser “estimulado” pelo calor e umidade. As micotoxinas por consequência podem ser produzidas por qualquer tipo de fungo.

A produção dessas toxinas acontece diante de várias situações:

  • Estresse nas plantas: baixa fertilidade do solo, lesão causada por insetos, alta/baixa temperatura e umidade;
  • Colheita: colheita tardia, enchimento do silo lento e contaminação com solo;
  • Armazenamento: grãos com alta umidade, falhas no fechamento do silo, fermentações indesejadas nos alimentos ensilados;
  • Alimentos fornecidos: exposição a umidade, baixa higiene dos cochos e dos equipamentos (misturadores e vagões misturadores).

A presença de vários tipos de fungos e micotoxinas significa que os sintomas podem resultar em múltiplas e confusas características, o que dificultam o diagnóstico mais correto do problema.

Principais fungos e micotoxinas encontrados nos alimentos dos animais:

Fusarium

Deoxynivalenol (DON)

Zearalenona

T-2

Fumonisina

Ácido Fusárico

Originado da Lavoura

Originado da Lavoura

Penicillium

Ochratoxina

Patulina

Citrinina

Toxina PR

Ácido penicílico

Aspergillus

Aflatoxina

Ochratoxina

Fumitoxinas

Gliotoxina

Sterigmatocistina

Sintomas comuns diante da presença de micotoxinas incluem:

  • Baixa performance
  • Problemas reprodutivos
  • Laminite
  • Imunidade inadequada/falha vacinal

Muitas estratégias podem ser usadas para controlar a contaminação por micotoxinas na ração animal. Evitar a monocultura irá minimizar a captura de esporos de fungos no solo e reduzir a possível contaminação por micotoxinas das lavouras. O cultivo do solo também reduz a contagem de esporos de fungos no solo e a possibilidade de micotoxicoses. Os fungicidas podem ser aplicados no campo, na pré-colheita, para controlar o crescimento de fungos.

Os grãos podem ser processados para remover as impurezas leves, já que essas pequenas frações de grãos quebrados muitas vezes são as partes mais contaminadas de grãos de cereais, na medida em que os revestimentos exteriores naturais de proteção são violados. Os inoculantes para silagem reduzem o pH da silagem. Isso mata esporos de bolor e estabiliza a silagem. Os inibidores dos fungos podem similarmente baixar o pH de grãos com umidade elevada em armazenamento para evitar a deterioração ao longo do tempo.

Os adsorventes de micotoxinas são mais adequados para os desafios com multiplas micotoxinas observados na alimentação de ruminantes. Estudos sobre alimentação de gado leiteiro com um TMR contendo múltiplas micotoxinas Fusarium (principalmente DON (desoxinivalenol, vomitoxina)) indicou que o efeito mais importante de tais dietas foi a imunossupressão. Isso pode resultar em problemas de saúde prolongados no rebanho, animais que não respondem aos medicamentos e falha nos programas de vacinação. O declínio da saúde do rebanho é provavelmente o maior custo econômico das micotoxinas de origem alimentar. O uso de um adsorvente polimérico glucomanano impediu grande parte da imunossupressão.

Quando a contaminação com micotoxinas não pode ser evitada, os adsorventes de micotoxinas podem ser uma ferramenta muito eficaz para prevenir a redução do desempenho animal. Além de trabalhar com este aditivo de forma preventiva, é preciso evitar presença de fungos nas silagens, ter mais critério na compra de subprodutos e do milho, além de cuidados básicos na higiene dos alimentos e do processo de alimentação do rebanho.

Autor: Daniel Navarro, zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa, mestre em Produção de Ruminantes pela Universidade Federal de Viçosa. Atualmente é Gerente de Vendas – Equipe de Ruminantes – Alltech do Brasil.

Composição do Leite: foco nos componentes básicos para aumentar a lucratividade

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O leite bovino é um dos produtos agrícolas mais importantes do setor rural, desempenhando papel fundamental no suprimento da alimentação e na nutrição, já que possui diferentes tipos de vitaminas, proteínas e sais minerais, combatendo a anemia, fortalecendo os ossos e contribuindo ainda para o desenvolvimento físico e intelectual, além de gerar renda e diferentes oportunidades de empregos para população.

A composição desta fonte nutricional é basicamente a mistura de diversos sólidos em água, sendo esta responsável por 87-88% do volume total, e os elementos sólidos apenas 12-13% divididos em gordura (lipídeos), carboidratos, proteínas, sais minerais e uma pequena quantidade de enzimas. Esta composição pode variar de acordo com as condições nutricionais dos animais, com as diferentes raças existentes, as diferentes variáveis ambientais, o manejo da ordenha e presença de infecção na glândula mamaria.

Gordura: O teor de gordura presente no leite varia de 4,5 a 3,0% devido a influência direta existente entre as raças, a alimentação e o estágio da lactação. Normalmente, a raça Holandesa devido a sua alta produção, possui teores de gordura mais baixos, próximos a 3,0%. Já a raça Jersey, possui uma produtividade menor, em compensação os teores de gordura presentes em seu leite chegam a 4,5%. Uma das soluções encontradas por muitos produtores é realizar o cruzamento destas duas raças, ou na composição do rebanho, manter de 15 a 20% Jersey para assim aumentar o teor de gordura do tanque.

A maior parte da gordura do leite é constituída por ácidos graxos ligados ao glicerol (triglicerídeos), presentes na forma de pequenos glóbulos em suspensão na água, que auxiliam na manutenção da fração sólida lipossolúvel, como as vitaminas A, D, E e K, colesterol e carotenoides, o que contribui expressivamente para o valor nutricional.

Proteínas: O teor de proteína varia de 3,0 a 3,6%, oscilando menos entre as raças, sendo diretamente relacionado com a quantidade de gordura presente no leite, ou seja, quanto maior a porcentagem de gordura, maior é a porcentagem de proteína. Todavia, o teor de gordura deve sempre manter-se maior que o teor de proteína, devido aos problemas de Acidose Ruminal, em que o pH do rúmen está abaixo de 5,8.

Aproximadamente 94% da proteína bruta é constituído por proteínas verdadeiras, e o restante (6%), é formado por compostos não proteicos. A principal proteína é a caseína, que apresenta em sua composição uma alta qualidade nutricional e é essencial para fabricação de queijos e derivados, por estarem organizadas na forma de micelas, que são pequenos agrupamentos com várias moléculas de caseínas e cálcio, fósforo e outros sais minerais, responsáveis por grande parte das propriedades de consistência e cor dos derivados lácteos.

Sua estrutura não é afetada por diferenças na temperatura, todavia, quando ocorre variação no pH do leite, há a desnaturação e, portanto, a precipitação da caseína.

Outra proteína importante presente no leite, é a albumina, sendo esta hidrossolúvel e presente no soro, sendo esta influenciada pela alteração na temperatura e no pH.

Vitaminas e Sais minerais: A fração do leite correspondente aos minerais varia de 0,8 a 1%, sendo o cálcio e o fósforo encontrados em maior quantidade, por estarem associados a caseína, sendo fundamental para manutenção e desenvolvimento ósseo.

As principais vitaminas encontradas no leite em sua maior fração estão associadas com a gordura, e o restante associadas com o soro (parte aquosa do leite). Dentre as lipossolúveis temos a Vitamina A, D, E e K. Já as hidrossolúveis temos as vitaminas do complexo B e a Vitamina C.

O produtor deve manter-se sempre atento a estes valores, tendo em vista que, desde 2002 está em vigor a IN. 51, sendo esta substituida pela IN. 62 em 2012, em que são exigidos teores mínimos de cada um dos componentes do leite, visando melhorar a qualidade e consequentemente a nutrição da população, já que este é um dos alimentos base para o brasileiro. Além disto, para indústrias que utilizam o leite como matéria-prima para fabricação de produtos lácteos, alterações nos teores de sólidos totais, pode implicar em ganhos ou perdas. Se ocorre uma diminuição, por exemplo, de 0,5% de sólidos totais ou 0,1% de proteína bruta, pode significar perdas de até 5 toneladas de leite em pó ou até 1 tonelada de queijo, para cada tonelada de leite processado (Santos e Fonseca, 2007). Tendo em vista isto, muitos laticínios direcionam bonificações e remunerações extras para aqueles pecuaristas leiteiros que conseguem superar metas e melhorar a qualidade do leite produzido em sua propriedade, o que é um artifício potencialmente efetivo e economicamente viável à cadeia de leite.

Autor: Juliana Carrizo; Agrônoma pela Universidade Federal de Viçosa e Consultora de Desenvolvimento e Inovação do Esteio Controle.