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Você sabe o que é biosseguridade?

By Agro Sem comentários

Conheça algumas práticas que podem ajudar a prevenir a disseminação de agentes causadores de doenças na propriedade

 

A palavra biosseguridade se refere a normas e procedimentos feitos na propriedade que têm como objetivo evitar a entrada de microrganismos causadores de doenças, bem como a sua disseminação pelo rebanho e por outras propriedades. A ocorrência de agentes infecciosos no rebanho tem um impacto muito grande na produtividade animal e na lucratividade do produtor além de afetar a segurança do alimento produzido ao consumidor, e, por esses motivos, as práticas de biosseguridade devem estar atreladas a um bom controle sanitário.

Muitas doenças que acometem os animais causam queda no desempenho, problemas reprodutivos, baixa produção de leite e até a morte, sendo que algumas são zoonoses importantes que impactam na saúde pública. Dentre elas podemos citar a raiva, a febre aftosa, a brucelose e a tuberculose, que geram inúmeros prejuízos tanto para a saúde quanto para setor em geral.

Além das zoonoses, outras doenças podem se instalar dentro da propriedade, por meio de patógenos trazidos por terceiros, como visitantes e transportadores, por exemplo. Sendo assim, algumas medidas de controle precisam ser implantadas para evitar esses riscos.

Vacas pastando

Medidas de biosseguridade

As medidas de biosseguridade são implantadas para evitar ou controlar a introdução de um novo patógeno no rebanho, chamada de biosseguridade externa, ou para controlar a disseminação dos patógenos já conhecidos dentro da propriedade, que é a biosseguridade interna.

  • Biosseguridade externa

-Quarentena: isolar animais que foram comprados recentemente até que se façam exames que comprovem a sua saúde, como testes de brucelose, tuberculose, cultura microbiológica para mastite, entre outros.

-Acesso ao interior da propriedade: evitar o acesso de terceiros ao interior da propriedade onde ficam os animais, especialmente os animais mais jovens como os bezerros, que possuem a imunidade mais baixa e podem facilmente ser contaminados. É importante demarcar a área de acesso aos veículos, como caminhões de leite, de ração e serviços, e que estes circulem somente onde não haja animais.

-Uso de EPI´s: os profissionais devem usar EPI’s higienizados e quando possível evitar o mesmo utilizado em outras propriedades, bem como descartar, em local apropriado, os materiais usados, como luvas cirúrgicas, luvas de palpação e agulhas.

-Pedilúvio e/ou rodolúvio: para lavagem e desinfecção das patas dos animais e dos calçados de funcionários de outros setores da propriedade e de visitantes, bem como as rodas dos veículos.

 

  • Biosseguridade interna

-Dividir os animais em lotes e realizar o controle sanitário próprio de cada fase: Lotes de vacas, novilhas e bezerros em ambientes separados. Cada fase exige um controle sanitário específico que deve ser atendido. Atentem-se para vacinação, é uma das medidas mais eficazes para o controle e erradicação de doenças no rebanho.

-Rotina de ordenha: realizar teste da caneca, pré e pós-dipping em todas as vacas.

-Realizar linha de ordenha: vacas com mastite clínica e/ou subclínica devem ser ordenhadas por último, especialmente se o patógeno causador for contagioso.

-Limpeza dos equipamentos de ordenha e tanque: devem ser lavados com água quente e com detergentes específicos.

-Fornecimento de colostro e cura do umbigo: o colostro deve ser ordenhado de forma higiênica, seguindo a rotina de ordenha, e fornecido ao bezerro nas seis primeiras horas após o nascimento. O umbigo deve ser curado com iodo 10% para evitar infecções.

-Piquete enfermaria: para animais que estão debilitados ou doentes, que devem ficar isolados e em ambiente apropriado.

-Uso de água limpa e de boa qualidade: usar água de boa qualidade para a limpeza dos equipamentos de ordenha, tanque e fornecimento aos animais, além de se atentar para a limpeza da caixa d’água e bebedouros.

-Controle de pragas, insetos e roedores: são animais que podem ser vetores de doenças, portanto, precisam ser controlados.

-Destino de carcaças: animais mortos apresentam risco potencial à saúde, por isso devem ser incinerados ou enterrados, de acordo com a situação, e a pessoa que for manusear precisa utilizar vestimentas e EPI’s para sua proteção.

– Higienização das mãos: prática que deve ser adotada por todos antes e após a realização das tarefas.

 

Essas são algumas das várias práticas de biosseguridade que devem ser adotas nas propriedades. Em cada fazenda o desafio sanitário é diferente, portanto, além do controle sanitário específico, as medidas de biosseguridade precisam ser adotadas e repassadas para todos os envolvidos. O treinamento constante aos colaboradores é fundamental para que as práticas se tornem rotineiras e assim, garantam a saúde e segurança de todos, bem como a qualidade do alimento produzido.

 

 

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Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

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Indução à lactação: você já ouviu falar desta técnica?

By Agro Sem comentários

Saiba mais sobre a indução à lactação, uma técnica que possibilita que vacas saudáveis e com problemas reprodutivos entrem em lactação sem passarem pelo período de gestação

 

O bom desempenho reprodutivo do rebanho é um dos pilares para o sucesso na atividade leiteira, visto que ele indica boa saúde reprodutiva e bom preparo da mão de obra da propriedade. Quando uma vaca apresenta problemas reprodutivos persistentes, geralmente ela é selecionada para o descarte involuntário, visto que não é viável economicamente mantê-la no rebanho. Nesses casos, a indução à lactação entra como uma alternativa ao invés do descarte, possibilitando que a vaca entre em lactação sem passar pelo período de gestação.

 Fatores que afetam o desempenho reprodutivo

Além de fatores relacionados à própria fertilidade da vaca, alguns outros podem afetar negativamente o seu desempenho reprodutivo, aumentando o intervalo de partos e prejudicando os índices da fazenda. São eles:

-Nutrição: animais com deficiências nutricionais e baixo escore corporal tendem a atrasar a manifestação de cio ou não conseguem seguir com a gestação quando emprenham. Animais com alto escore corporal também apresentam problemas.

-Conforto térmico: no período mais quente do ano a falha na detecção de cios é maior, pois o calor reduz a duração do cio e normalmente as vacas expressam o cio nos períodos mais frescos do dia, como a noite e a madrugada, dificultando a sua observação.

-Qualidade do sêmen: sêmen de baixa qualidade reduz a taxa de concepção;

-Habilidade do inseminador: o inseminador precisa ser treinado e ter experiência em inseminação artificial, sabendo o momento certo de inseminar e como fazê-lo de forma correta.

Vaca leiteira pastejando

Como funciona a indução

O protocolo de indução simula as variações hormonais que ocorrem no organismo algumas semanas antes do parto, sinalizando que chegou a hora de voltar a produzir leite e estimulando o desenvolvimento da glândula mamária. Vacas que passam pelo protocolo de indução produzem cerca de 77% do leite que foi produzido na sua última lactação, de acordo com FREITAS et al., 2010 apud RAMOS, 2013.

Para induzir a produção de leite são utilizados hormônios como progesterona, prostaglandina, estrógeno, somatotropina e cortisol, que simulam a condição que ocorre nas semanas anteriores ao parto, no momento da colostrogênese. Desta forma, vacas que passam por esse protocolo produzem colostro e leite de transição como vacas que acabaram de parir, e por isso este leite não deve ir para o tanque até que esteja próprio para o consumo.

Além de vacas com problemas reprodutivos, novilhas que não conseguiram emprenhar após várias montas ou inseminações também podem passar pelo processo de indução. Antes de realizar o protocolo é necessário observar alguns critérios como:

– Ter bom escore corporal;

-Estar sadia, sem problemas crônicos como mastite ou problemas de casco;

-Estar seca no mínimo a 60 dias;

-Ter uma nutrição adequada, principalmente após iniciar a produção de leite.

 

A indução à lactação é uma ferramenta que auxilia muitos produtores que enfrentam problemas reprodutivos em animais de boa produtividade, pois evita o descarte involuntário e reverte a condição improdutiva dos animais. Antes de optar pela indução, o produtor deve consultar o técnico responsável e analisar a viabilidade financeira do protocolo.

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Produção de volumoso com qualidade na fazenda

By Agro Sem comentários

A produção de volumoso com qualidade é essencial para reduzir os custos com alimentação e aumentar a produtividade dos animais

 

A disponibilidade de alimentos durante o ano – principalmente as pastagens – é um dos obstáculos da pecuária, seja ela de corte ou leite. Com o objetivo de reduzir essa sazonalidade e evitar que falte alimento para o gado durante a época mais seca do ano, muitos produtores optam por conservar as forragens na forma de silagem, feno ou pré-secado, ou investir em irrigação e pastejo rotacionado para aumentar a produção do capim. Em ambos os casos é preciso conhecer alguns fatores que são determinantes para que o volumoso a ser produzido tenha qualidade e quantidade suficiente para atender a demanda da propriedade.

As forragens são fontes de vários nutrientes, principalmente de fibras, que são essenciais na dieta dos ruminantes. Por este motivo, quanto melhor for o volumoso utilizado na dieta, ou seja, quanto mais qualidade de fibra ele tiver, melhor será a seu aproveitamento pelos animais e, consequentemente, menor será o uso de ração concentrada para ajustar a dieta de acordo com as exigências nutricionais. Desta forma, o custo alimentar se torna mais baixo, pois a ração concentrada possui um custo mais alto do que os volumosos, por isso é necessário otimizar o uso dos volumosos para equilibrar os custos da dieta.

Além da redução de custo devido à menor necessidade do uso de concentrado, produzir volumoso na própria fazenda é mais barato do que comprar de terceiros, além do produtor poder controlar melhor todos os fatores que influenciam na qualidade da forrageira escolhida.

Canavial

Como escolher a forrageira a ser plantada?

O primeiro passo é definir o tipo de volumoso que será produzido, se será silagem, feno, pré-secado, volumoso picado no cocho ou pastagem. Após, o produtor precisa observar as condições edafoclimáticas da propriedade, como clima, relevo, condições pluviométricas e tipo de solo. Desta forma, poderá escolher a forrageira mais adaptada para as condições da sua fazenda.

Após a escolha da forrageira, é imprescindível que se faça a análise do solo, para fazer a correção e a correta adubação. Além da adubação, os tratos culturais como controle de pragas e plantas daninhas garantem que a produtividade da forrageira seja maior, melhorando o seu desenvolvimento.

Saber o momento certo de colher a forrageira é outro fator importante que impacta diretamente na qualidade da fibra. Cada planta possui um momento ideal para ser colhida, onde a disponibilidade de nutrientes será mais bem aproveitada pelo animal.

No caso dos volumosos conservados, conhecer e executar adequadamente o processo de conservação também é um ponto crucial para garantir a qualidade da forragem. Tamanho adequado do corte, compactação, vedação e armazenamento são pontos-chaves para garantir um volumoso de qualidade.

Tipos de volumosos mais utilizados

Devido à extensão territorial do Brasil, inúmeras forrageiras são utilizadas para a alimentação animal, mas algumas se destacam, como:

-Silagens: A silagem é um alimento conservado por meio da fermentação anaeróbica, dentro de um silo, e é muito utilizada principalmente na pecuária leiteira. As silagens mais utilizadas são a de milho, sorgo, capim e cana-de-açúcar.

-Fenos: Também é um alimento conservado, mas o processo é diferente da silagem. A conservação ocorre por meio da desidratação da planta forrageira e logo após esse processo ela é armazenada em galpões cobertos.

-Pré-secado: é uma forma de conservação onde a planta sofre uma desidratação (porém menor do que ocorre no feno) e logo em seguida é envolta em plástico por uma máquina envelopadora.

-Capim picado no cocho: a cana-de-açúcar e o capim elefante são as forrageiras mais utilizadas para o fornecimento in natura no cocho. Também podem ser ensiladas a fim de reduzir a mão de obra com o corte e a picagem diários. São forrageiras de alta produtividade e muito bem aceitas pelos animais, porém com valor nutritivo mais baixo do que a silagem de milho, por exemplo.

 

Independente do tipo de volumoso escolhido, a produção com qualidade depende do manejo correto em todas as etapas, desde a adubação, tratos culturais, colheita, armazenamento e fornecimento. Assim, a produtividade será maior, a fibra terá mais qualidade e os custos com a alimentação serão menores.

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Importância da terapia de vaca seca na prevenção de mastite no período seco

By Agro Sem comentários

Saiba o que é a terapia de vaca seca e como ela atua prevenindo os casos de mastite que podem ocorrer durante o período seco

 

Para que a produção de leite na lactação seguinte seja otimizada e o colostro tenha qualidade satisfatória, é necessário que a glândula mamária passe por um período seco, com duração de 45 a 60 dias antes do parto. O período seco é uma fase crítica para a saúde da glândula mamária, pois podem ocorrem novas infecções que irão se manifestar após o parto, causando mastite e reduzindo a produção de leite. Para evitar que isso aconteça, é recomendado utilizar a terapia de vaca seca, que é a principal estratégia de controle de mastite no período seco.

A glândula mamária passa por três fases distintas durante o período seco: a involução ativa, involução completa e lactogênese ou colostrogênese. Na involução ativa, que se inicia assim que a vaca deixa de ser ordenhada, ocorre um aumento de imunoglobulinas e de lactoferrina, que são mecanismos de defesa do organismo contra infecções, já que a produção de leite ainda continua por 2 ou 3 dias e se acumula no úbere, causando aumento da pressão intramamária. Também ocorre a formação do tampão de queratina nos tetos, que atua como uma barreira física contra a entrada de patógenos, entre 1 e 2 semanas após a secagem.

Após essa fase, ocorre a involução completa, e não há mais nenhuma secreção dentro do úbere. Ao mesmo tempo, o tampão de queratina já está formado, e esta é considerada a fase de maior resistência contra as infecções.

A última fase do período seco é a lactogênese ou colostrogênese, onde há a atuação de hormônios que estão preparando a vaca para a lactação e o parto que se aproximam. Aqui, o risco de infecções volta a ser alto, pois com a síntese do colostro ocorre aumento da pressão intramamária, juntamente com a redução da atividade dos leucócitos e aumento dos desafios ambientais.

Para reduzir o risco de infecções no período seco e para curar infecções existentes no momento da secagem, é recomendado utilizar um antibiótico específico para vacas secas, com tempo de ação prolongado e de amplo espectro de ação contra bactérias.

Como fazer a secagem?

Há duas formas de se secar uma vaca: de forma abrupta ou de forma intermitente.

Na secagem abrupta a vaca é ordenhada completamente no dia pré-estabelecido, que deve ser 60 dias antes da data prevista do parto. Após a ordenha, os tetos são desinfetados e é utilizado um antibiótico intramamário específico para vacas secas.

Já na secagem intermitente, a vaca é ordenhada somente uma vez ao dia durante uma semana, e em seguida é feita a aplicação do antibiótico intramamário.

É importante lembrar que a produção de leite é um fator de risco para novas infecções no período seco. É recomendado retirar o concentrado das vacas de alta produção 7 a 10 dias antes da secagem, para que o volume produzido diminua.

Vacas pastando

Escolha do antibiótico de vaca seca

Além de prevenir novas infecções no período seco causadas por patógenos ambientais, a terapia de vaca seca também trata as infecções subclínicas da lactação anterior causadas por patógenos contagiosos. O antibiótico utilizado deve possuir longo tempo de ação, concentração em quantidade suficiente e ser de liberação lenta. Como a vaca ficará um tempo sem ser ordenhada, o risco de contaminação e descarte do leite é baixo. No entanto, ainda assim, é importante que o período de carência do antibiótico seja observado, caso alguma vaca venha a parir antes da data prevista.

Selante de teto

O selante interno de teto também é uma ferramenta que previne novas infecções no período seco. A sua função é bloquear fisicamente o canal do teto, impedindo a entrada de patógenos. Como o tampão de queratina demora até duas semanas para ser formado e nem sempre se forma de maneira eficiente, o selante cumpre esse papel, protegendo a glândula mamária. Quando o selante é utilizado junto com o antibiótico de vaca seca, chamamos de terapia completa de secagem.

O controle da mastite nas fazendas está ligado ao manejo e ao gerenciamento dos fatores de risco, sendo a terapia de vaca seca uma grande aliada do produtor.

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Como realizar uma recria bem-feita nos rebanhos leiteiros

By Agro Sem comentários

Conheça algumas estratégias que podem melhorar o desempenho das novilhas leiteiras, de modo a refletir na saúde e na produtividade das futuras vacas

A recria é a fase que se estende do desaleitamento até a primeira cobrição das novilhas, ou seja, até o início da sua vida reprodutiva. Muitas vezes essa fase é negligenciada por parte do produtor, pois durante esse período os animais não proporcionam ganhos financeiros ainda. Porém, é nessa fase que o produtor precisa cuidar melhor dos animais, pois estas novilhas se tornarão vacas e farão parte do rebanho produtivo da fazenda.

Após o desaleitamento as novilhas passam por situações que geram um grande estresse, pois ocorrem mudanças na dieta, no ambiente que elas estavam acostumadas e até na interação com as outras novilhas.  Assim, é preciso cuidado e atenção com esses animais.

É durante a recria que ocorre o crescimento do corpo e o desenvolvimento da glândula mamária, que possui um crescimento alométrico, ou seja, a sua taxa de crescimento é bem maior do que a taxa de crescimento do corpo da novilha. Por este motivo, elas devem receber uma dieta balanceada, pois a exigência de nutrientes para a glândula mamária é grande.

Novilhas leiteiras

Estratégias para uma boa recria

É preciso observar alguns pontos que são fundamentais e que fazem toda a diferença na saúde, desenvolvimento e na vida produtiva futura que as novilhas terão. São eles:

1 – Alimentação

As novilhas precisam ser alimentadas com volumosos de qualidade e concentrado, sem se esquecer do fornecimento de água limpa. Fazer a divisão de lotes ajuda a manter a homogeneidade dos animais e facilita o manejo, evitando competição por parte das novilhas mais dominantes.

É importante ressaltar que as novilhas não devem ser superalimentadas nesta fase, pois estudos já mostraram que um alto ganho de peso, prejudica o desenvolvimento da glândula mamária. Isso causa um acúmulo de gordura no úbere, com menos espaço para crescimento do parênquima e dos dutos, refletindo em uma menor produção de leite na primeira lactação.

2 – Manejo sanitário

Um bom manejo sanitário é necessário para que as novilhas se desenvolvam com saúde e cheguem à lactação com condições de produzirem leite com qualidade e segurança alimentar. Por isso, os animais devem ser vistoriados com frequência, a fim de diagnosticar o mais rapidamente qualquer doença ou anormalidade que esteja acontecendo.

Uma das doenças mais comuns da recria é a tristeza parasitária bovina, cujos vetores são os carrapatos e moscas hematófagas. Outros ectoparasitas muito comuns nesta fase são os bernes e as bicheiras, portanto, deve-se fazer o controle para minimizar a ação destes parasitas e evitar doenças e perda de peso dos animais.

Aliado a esse controle, o produtor não pode esquecer das vacinas. A vacina contra brucelose é obrigatória, e deve ser feita em todas as fêmeas de 3 a 8 meses de idade. Outras vacinas, que não possuem obrigatoriedade da aplicação, também podem contribuir para manter a saúde dos animais, como as vacinas contra carbúnculo, IBR/BVD e raiva. Lembrando que cada fazenda possui as suas particularidades, portanto, o técnico responsável poderá indicar o melhor calendário de vacinação.

3- Reprodução

O início da vida reprodutiva das novilhas está diretamente relacionado com o seu peso corporal, e não somente com a idade. As novilhas são consideradas aptas para a primeira inseminação ou primeira cobertura quando atingem 60% do peso adulto. Ou seja, para raças grandes, como a Holandesa, esse peso será de 350 a 380 quilos, e para raças pequenas, como a Jersey, será de 280 quilos. Desta forma, no momento do parto as novilhas estarão com cerca de 85% do seu peso adulto.

 

Apesar de não gerarem lucro imediato para o produtor, as novilhas são as futuras vacas da fazenda, são animais de reposição, e deverão ser cuidadas e monitoradas para que possam expressar seu potencial produtivo quando se tornarem vacas, gerando retorno econômico para o produtor.

 

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Sistemas de produção na pecuária leiteira

By Agro Sem comentários

Conheça os principais sistemas de produção utilizados no Brasil para a pecuária leiteira

 

Um dos fatores importantes para ter sucesso na pecuária leiteira é a escolha adequada do sistema de produção. Muitas pessoas se perguntam qual é o melhor sistema de produção para produzir leite, e a verdade é que não existe uma resposta para esta pergunta. O melhor sistema será aquele condizente com uma série de fatores existentes na propriedade, como área destinada à pecuária, capacidade de produção de alimentos, genética dos animais, nível tecnológico, mão de obra disponível e perfil do pecuarista.

No Brasil, um país com grande diversidade em condições climáticas e de relevo, além das condições sociais, culturais e econômicas, é muito comum encontrar diferentes sistemas de produção, cada um com as suas particularidades, vantagens e desvantagens.

Deve-se buscar sempre a alta eficiência de cada sistema, e isso está relacionado com os manejos reprodutivo, nutricional e sanitário empregados em cada propriedade, além de utilizar raças apropriadas para cada tipo de sistema.

Principais sistemas de produção na pecuária leiteira encontrados no Brasil

1 – Extensivo

O sistema extensivo é um tipo de exploração onde os animais se alimentam exclusivamente a pasto e não recebem nenhum tipo de suplementação de ração concentrada. As instalações são mais simples, sem grandes investimentos, e muitas vezes os animais não possuem um padrão racial definido, sendo as raças zebuínas as que se adaptam melhor a este tipo de sistema. O custo de produção é baixo, quando comparado aos outros sistemas, mas é preciso ter áreas maiores para haver disponibilidade de pasto suficiente. A produção de leite varia bastante durante o ano, especialmente nas épocas mais secas, quando a disponibilidade de pasto é menor.

vaca

2 – Semi-intensivo

Neste sistema os animais são criados a pasto, porém recebem alimentação no cocho também, podendo ser ração concentrada e até mesmo outro tipo de volumoso, principalmente na época da seca, quando o crescimento do pasto é menor. Um exemplo de sistema semi-intensivo são os piquetes rotacionados, utilizados por muitos pecuaristas. O nível de investimento e de tecnologias neste sistema é maior, portanto a produção de leite também é maior em relação ao sistema extensivo, principalmente quando se utiliza animais mais produtivos.

3 – Intensivo

No sistema intensivo os animais são confinados em barracões do tipo Free stall ou Compost barn, e recebem alimentação exclusivamente no cocho durante o ano todo. É preciso ter forragens conservadas, como silagens, fenos e pré-secados, além de mão de obra mais especializada. O nível de investimento é bem maior, tanto em estrutura quanto em genética e alimentação.

 

A escolha do sistema de produção deve ser pensada com cautela, observando os fatores limitantes de cada propriedade, para que possa ser feita da melhor forma, trazendo resultados para o produtor.

 

 

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Você conhece o Boi 777?

By Agro Sem comentários

Saiba mais como funciona essa técnica de produção animal, onde a idade ao abate é reduzida com aumento no peso da carcaça

 

O Boi 777 é uma técnica desenvolvida pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) que visa reduzir o tempo de abate dos animais e aumentar o peso da carcaça, além de melhorar a qualidade da carne. Os produtores do Brasil, em média, produzem um boi com 18 arrobas em aproximadamente três anos, considerando todas as fases do ciclo produtivo, como cria, recria e engorda.

Com o método Boi 777 a meta é abater animais com 21 arrobas em no máximo dois anos, pois o método preconiza que os animais consigam alcançar sete arrobas na desmama, sete na recria e mais sete na fase de terminação ou engorda. Isso aumenta a produtividade e traz mais lucros para o produtor.

Mas além da produção de sete arrobas em cada fase, o diferencial desta técnica é fazer com que o produtor passe a fazer planejamentos e estabelecer metas, por meio do diagnóstico da sua propriedade. Assim ele poderá traçar planos coerentes com a sua realidade e ajustar a estratégia para alcançar os resultados.

Gado no pasto

O método em cada fase do ciclo produtivo

1 – Cria:

Para alcançar as sete arrobas no desmame, entre sete e oito meses de idade, o manejo sanitário e nutricional dos animais precisa ser muito bem-feito. As pastagens precisam ter qualidade e a suplementação não pode faltar, nem para as matrizes e nem para os bezerros.

O creep-feeding é um grande aliado desta fase, já que permite que os bezerros comam ração e ao mesmo tempo, permaneçam com as mães – o que favorece o desenvolvimento das papilas ruminais e aumenta o ganho de peso.

2 – Recria

Esta é a fase mais longa da pecuária de corte, chegando a 24 meses em média no sistema tradicional e variando entre 10 e 12 meses no método Boi 777.

Para criação a pasto é importante realizar o manejo das pastagens junto com a suplementação. Nesta fase os animais ainda estão em crescimento, por isso a estratégia nutricional é fundamental para que se alcance as sete arrobas. Ter pastagens de qualidade no período das águas e suplementação adequada no período da seca garante o ganho de peso e reduz o tempo de duração desta fase.

3 – Engorda/ terminação

Este período é o mais curto e esta fase é crítica para determinar a qualidade da carne com a deposição de gordura e o rendimento da carcaça. Mais do que nunca o manejo nutricional deve ser ajustado e a ração oferecida deve ser de qualidade, na maioria das vezes com alta inclusão de grãos, possibilitando o ganho de peso a redução no tempo de abate.

 

Como você viu, o sucesso do método depende de gestão e planejamento. Avaliar as condições de produção de alimento da propriedade, os manejos envolvidos, a genética dos animais e a  equipe de funcionários envolvidos são pontos fundamentais para que o produtor consiga produzir as vinte e uma arrobas em dois anos.

O produtor precisa ter em mente que será necessário investir em suplementação, e que o retorno não será de um dia para o outro, mas somente quando ele vender os animais. Nesse contexto ter um profissional que faça a assistência técnica e gerencial é imprescindível, visto que será necessário ter todo o controle da atividade, acompanhando os indicadores técnicos e econômicos para alcançar as metas da propriedade.

 

 

 

 

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Principais raças de vacas leiteiras utilizadas no Brasil

By Agro Sem comentários

Conheça as principais raças e características das vacas leiteiras encontradas no Brasil e saiba escolher a que mais irá se adaptar ao seu sistema de produção

 

O Brasil é o quinto maior país produtor de leite, produzindo cerca de 7% de todo o volume de leite mundial, segundo dados da Conab (2018). Com grandes extensões territoriais e climas variados nas suas diferentes regiões, produzir leite no Brasil pode ser um desafio para os produtores que não possuem vacas bem adaptadas às suas condições.

Antes de iniciar na atividade leiteira é importante que o produtor saiba qual a raça que será mais interessante para a sua propriedade, pois raças diferentes possuem exigências e produtividades diferentes, e isso influencia diretamente no lucro da atividade.

Além disso, conhecer as características das raças leiteiras permite ao produtor fazer o melhoramento genético do rebanho, por meio de cruzamentos que irão produzir animais que atendam aos interesses do produtor, seja para aumentar a produção de leite, de sólidos ou ter mais rusticidade.

As raças leiteiras são classificadas em taurinas e zebuínas. As raças taurinas são provenientes da Europa, onde os animais são adaptados a um clima mais ameno, como a raça Holandês, Jersey e Pardo Suíço. Enquanto as zebuínas são oriundas da Ásia, e toleram mais o clima quente, como a raça Gir, Guzerá e Sindi.

Principais raças de vacas leiteiras utilizadas no Brasil

1 – Holandês

É a raça mais conhecida devido à sua capacidade de produzir grandes volumes de leite. Os animais são dóceis e de grande porte, com pelagem preta e branca ou vermelho e branca. Além da alta produtividade, possuem boa longevidade e fertilidade quando bem manejadas.

São muito sensíveis ao calor e a parasitas como carrapatos. Por este motivo, expressam melhor seu potencial produtivo em sistemas de confinamento, que tenham conforto térmico e instalações apropriadas. A produção de uma vaca holandesa diminui drasticamente nos dias mais quentes, visto que sua zona termoneutra se situa entre 5 e 25°C. Então, instalações com ventilação e aspersão se tornam necessárias para que as vacas tenham o máximo desempenho produtivo e reprodutivo.

Vaca Holandesa
Foto: gadoholandês.com

2 – Jersey

Também de origem europeia, esta raça é originaria da ilha de Jersey, situada entre a França e a Inglaterra. Os animais são extremamente dóceis, de porte pequeno e elevada produção de sólidos no leite, além de apresentarem uma tolerância ao calor um pouco maior do que a raça holandesa.

Possuem boa produtividade, alta precocidade e facilidade de parto, alta longevidade, excelente qualidade do leite e menor ingestão de matéria seca, o que reduz os custos em comparação com vacas holandesas.

Vaca Jersey
Foto: Embrapa – Foto de Paulo Lanzetta

3 – Pardo Suíço

São animais de porte grande, com pelagem de cor parda e boa longevidade. Apesar de serem de origem europeia, são mais rústicos e apresentam precocidade sexual e alta fertilidade.

Também possuem bons aprumos, cascos fortes e boa produção de sólidos, mas com produção média menor em comparação com a raça Jersey e Holandês.

Vaca Pardo suiço
Foto: Rural Pecuária

4 – Gir

É originária da Índia e hoje é a raça zebuína de maior produtividade leiteira em clima tropical devido à sua adaptação e rusticidade.

Apresenta boa resistência aos ectoparasitas e boa capacidade de pastejo, sendo muito indicada para sistemas a pasto. O leite possui grandes quantidades de sólidos e a maioria das vacas produzem leite tipo A2.

Porém, a produção de leite é mais baixa e a persistência da lactação também. Possuem menor precocidade sexual e alguns animais necessitam do bezerro ao pé na hora da ordenha, o que dificulta o manejo.

Vaca Gir
Foto: ABCGIL

5 – Girolando

Raça brasileira formada pelo cruzamento das raças Gir e Holandês, com o objetivo de aliar as características produtivas e precoces da Holandesa com a rusticidade e adaptação da raça Gir.

Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, o padrão racial é 5/8 Holandês e 3/8 Gir.

A raça apresenta boa produtividade, rusticidade e adaptação ao clima brasileiro.

Vaca Girolando
Foto: Compre Rural

6 – Guzerá

É uma raça rústica e os animais são bem adaptados ao calor. Os animais possuem boa fertilidade e participam de cruzamentos com a raça Holandês, para formar a Guzolando, que não tem ainda tanta expressividade como a Girolando, que é altamente difundida e utilizada.

O leite possui grande teor de sólidos e é uma raça considerada de dupla aptidão.

Vaca Guzerá

Foto: Globo Rural – Foto de Marcelo Cordeiro

7 – Sindi

Os animais desta raça possuem pequeno porte e são adaptados às regiões quentes e secas, sendo muito utilizados no Norte e Nordeste. Porém, apresentam baixa produtividade leiteira.

Vaca Sindi
Foto: Compre Rural

Mais importante do que conhecer as raças, é saber as características da região e da própria fazenda. Antes de optar por uma raça, o produtor precisa ter atenção ao seu sistema de produção, área para produção de alimentos, capacidade de investimentos e expansão… tudo para otimizar a produção de leite e aumentar os lucros da atividade.

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Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

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Influência da qualidade do sêmen na reprodução bovina

By Agro Sem comentários

Entenda como as características do sêmen são analisadas e como isso interfere nos resultados da fazenda

 

A eficiência reprodutiva de uma fazenda é um dos fatores que está diretamente ligado ao retorno econômico da atividade. No Brasil, o uso de técnicas reprodutivas como a inseminação artificial (IA) e a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) vem crescendo a cada ano, e junto com elas, a comercialização de sêmen.

Um dos desafios dos pecuaristas com relação à reprodução é a detecção de cio, quando se utiliza apenas a inseminação artificial convencional. Mas isso pode ser contornado quando o produtor opta por fazer a IATF, que por meio do uso de protocolos hormonais os animais são inseminados em um dia e hora determinados, aumentando a taxa de prenhez.

Porém, outros fatores, além da inseminação no tempo correto, afeta a taxa de prenhez dos animais, como a nutrição adequada, a saúde, escore corporal, manejo dos animais, habilidade do inseminador e a qualidade do sêmen utilizado.

Para um sêmen ser considerado de boa qualidade é necessário que ele apresente algumas características físicas e morfológicas adequadas para que ocorra a fertilização, aliado à sua correta manipulação.

Fertilização

Parâmetros utilizados para avaliar a qualidade do sêmen

Para avaliar a qualidade do sêmen são feitas algumas análises laboratoriais que medem alguns parâmetros que estão relacionados a um maior potencial fertilizante do sêmen. É importante ressaltar que para mensurar e validar a qualidade do sêmen é preciso haver uma associação positiva entre os parâmetros, ou seja, não é apenas um ou outro que determina a qualidade, mas sim o conjunto.

A maior parte das centrais de sêmen avaliam quatro parâmetros básicos, que são:

1 – Motilidade dos espermatozoides pós-congelação

A amostra pode ser avaliada de forma direta ao microscópio ou por meio de uma avaliação computadorizada.  Apesar de não ser um fator decisivo na hora de escolher um sêmen para inseminação artificial, o que se espera da amostra é que tenha no mínimo 30% de motilidade após o descongelamento.

2 – Número de espermatozoides móveis por dose

As primeiras análises indicavam que o padrão para sêmen congelado deveria ser de 10 milhões de espermatozoides com motilidade progressiva por dose, mas com o aumento de estudos e informações de campo as indústrias de sêmen começaram a trabalhar com 6 a 10 milhões de espermatozoides móveis por dose. Touros de alta fertilidade podem ter esse número reduzido, enquanto touros de média a baixa fertilidade precisam de uma concentração maior desses espermatozoides.

3 – Morfologia espermática

A morfologia espermática está relacionada com a anatomia dos espermatozoides, e a análise busca identificar defeitos nas células que possam prejudicar a fertilização. Algumas anormalidades podem ser compensadas quando se aumenta a concentração de espermatozoides por dose, como células abaxiais, caudas dobradas e alguns defeitos de cabeça.

Já outras anomalias não são compensadas mesmo se aumentar a concentração, como os defeitos do núcleo e de cabeça (piriformes e acrossomas com grânulo). Estes espermatozoides podem até fertilizar o óvulo, mas na maioria das vezes ocorrerá perda embrionária logo após.

4 – Teste de incubação ou termo resistência

Esse teste avalia a capacidade de resistência dos espermatozoides ao meio diluidor, onde a amostra fica incubada por 3 horas a uma temperatura de 36° graus.

 

Apesar da importância da qualidade do sêmen utilizado no momento da inseminação, este é apenas um dos fatores que podem contribuir para o aumento da eficiência reprodutiva. O produtor precisa cuidar da saúde e da nutrição das vacas, e contar com colaboradores que estejam aptos para realizar a inseminação. Caso contrário, o número de vacas prenhes ficará abaixo do esperado, e isso trará grandes prejuízos econômicos.

 

Referência bibliográfica:

-Influência da qualidade do sêmen bovino congelado sobre a fertilidade – Disponível em http://revivah.com.br/site/wp-content/uploads/2015/04/Bovinos-Qualidade-do-S%C3%AAmen-Congelado-Fertilidade-2009.pdf

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Você conhece o leite A2?

By Agro Sem comentários

Saiba tudo sobre o leite A2 e quais os benefícios que ele proporciona para a saúde

O leite é um dos alimentos mais ricos nutricionalmente, composto por água, proteínas, gorduras, carboidrato vitaminas e minerais, e é consumido por grande parte da população.

No entanto, algumas pessoas sentem grandes desconfortos ao ingerir leite, seja por apresentarem intolerância à lactose, alergia à proteína do leite ou por ter dificuldades na sua digestão. E é aí que surge o leite A2, que é naturalmente mais fácil de digerir e não causa desconfortos abdominais que algumas pessoas sentem com o leite convencional. 

Composição do leite

Como dito anteriormente, o leite é composto por água (cerca de 87%) e sólidos (13%), e dentro dos sólidos estão as proteínas, correspondendo de 3,3 a 3,5% do total de sólidos do leite.

As proteínas podem ser divididas em duas frações, as caseínas e as proteínas do soro, sendo que aproximadamente 80% são caseínas e 20% são proteínas do soro.

-Caseínas: são classificadas em alfa s1, alfa s2, kappa e beta-caseína.

-Proteínas do soro: alfa-lactoalbumina e betalactoglobulina.

A beta-caseína compõe aproximadamente 30% da proteína total, e os tipos mais comuns encontrados no leite de vaca são a beta-caseína A1 e A2.

Garrafas de Leite

Beta-caseínas A1 e A2

Acredita-se que a beta-caseína A1 surgiu devido a uma mutação genética há 10 mil anos, já que o leite de todas as fêmeas mamíferas, como as humanas, cabras, búfalas etc. possuem apenas a beta-caseína A2, sendo esta a caseína “natural” do leite.

Essa mutação fez com que algumas vacas passassem a produzir leite com caseína A1, e esta mudança provocou uma alteração na sua digestão.

Durante o processo digestivo, a caseína A1 é quebrada e libera um peptídeo de sete aminoácidos chamado beta-casomorfina 7 ou BCM-7. Esse peptídeo é o responsável pelo desconforto e geração de efeitos indesejáveis sobre o trato gastrointestinal, como redução das contrações intestinais e aumento da produção de muco.

No leite que contém apenas a caseína do tipo A2 esse peptídeo BCM -7 não é formado e a digestão ocorre de forma “mais fácil” e sem nenhuma alteração, por isso ele é chamado de leite de fácil digestão.

A produção de beta-caseína A2 é maior em raças zebuínas, como a raça Gir, e menor em raças européias como a Holandesa. Para saber qual tipo de caseína as vacas produzem é necessário realizar um teste genômico nos animais, e hoje já existe a certificação de propriedades que produzem exclusivamente leite do tipo A2.

O preço pago ao produtor de leite A2 é cerca de 20 a 40% maior do que o preço pago no leite convencional, sendo, portanto, mais um nicho em que o produtor poderá crescer.

Todo leite do tipo A2 que é comercializado possui identificação no rótulo, para facilitar o reconhecimento pelo consumidor.

Intolerância ou alergia?

Uma confusão conceitual muito comum ocorre com relação a intolerância e a alergia ao leite. A intolerância está relacionada com a lactose presente no leite, e as pessoas intolerantes não possuem ou então produzem baixas quantidades da enzima lactase, responsável por digerir a lactose. Nesse caso, o leite A2 não terá influência sobre estes indivíduos, já que possui lactose da mesma forma que o leite convencional.

Já a alergia está relacionada com a proteína do leite, também conhecida pela siga APLV (Alergia à Proteína do Leite de Vaca).

Pessoas com APLV podem ingerir leite A2? A resposta é: depende. Geralmente a alergia está relacionada com mais de um tipo de proteína, então o mais indicado é fazer os testes indicados pelo alergista para identificar as proteínas responsáveis pela reação alérgica.

 

 

 

 

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