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Da fazenda ao frigorífico: práticas que influenciam na qualidade da carne

By Agro Sem comentários

Os consumidores estão cada vez mais preocupados e buscando carnes de qualidade, é preciso ficar atento a alguns processos que acontecem a partir do momento que os animais embarcam para os frigoríficos

Sabemos que uma carne de qualidade é produzida do lado de dentro da porteira, mas alguns fatores externos possuem grande influência no resultado do produto que chega ao consumidor. Essa influência pode ser positiva, realçando o trabalho do produtor, ou pode comprometer de forma severa a qualidade da carne.

E como os consumidores estão cada vez mais preocupados e buscando carnes de qualidade, é preciso ficar atento a alguns processos que acontecem a partir do momento que os animais embarcam para os frigoríficos.

Dentre as principais perdas de qualidade oriundas de práticas mal executadas podemos citar:

  • Hematomas (contusão);
  • pH final inadequado;
  • Carne escura;
  • Dureza;
  • Redução do peso de carcaça.

Todos esses problemas podem ser evitados se as pessoas envolvidas souberem conduzir e manejar corretamente os animais.

Gado em pré-abate

Garantindo a qualidade da carne

Ao fim do ciclo produtivo chega o momento que o produtor tanto esperou:  a hora de vender os animais para o abate e receber por todos os esforços e investimentos feitos em nutrição, manejo, genética e sanidade. Para que todo esse esforço seja percebido são necessários alguns cuidados pré-abate que vão garantir a qualidade da carne produzida.

E esse cuidado começa no momento do embarque dos animais, onde eles estarão mais susceptíveis ao estresse, ficando mais agitados e aumentando o risco de lesões. Para evitar que isso aconteça o embarque deve ser feito de forma calma e tranquila, sem gritos e sem o uso de choques e ferrões. Se possível, conduza os animais em grupos pequenos, sem misturar com outros lotes para evitar problemas com a hierarquia.

É importante ressaltar que o momento do desembarque também deve ser feito de forma tranquila, evitando ao máximo os sentimentos de estresse e medo.

O segundo ponto está relacionado ao transporte desses animais, que deve ser feito em veículos adequados e adaptados para isso. Um ponto crucial nesta etapa é a densidade animal, que não deve ser muito alta e nem muito baixa. Uma densidade alta causa mais estresse aos animais, enquanto uma densidade baixa aumenta o risco de quedas e lesões.

Após o desembarque no frigorífico é importante que os animais não passem sede e nem fiquem mais de 24 horas em jejum de alimentos sólidos, pois isso aumenta ainda mais o estresse e interfere diretamente no processo de transformação do músculo em carne.

Pense sempre no bem-estar dos animais, pois ele faz toda diferença neste momento. O medo e o estresse prejudicam muito a qualidade da carne, e devem ser minimizados ao máximo para evitar prejuízos.

Cuidar e respeitar os animais é dever de todas as pessoas, principalmente dos produtores, já que não há produtividade se não houver bem-estar. Pense nisso!

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Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

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Aleitamento de bezerras com leite de alta CCS

By Agro Sem comentários

Cerca de 70% do custo com a alimentação das bezerras é proveniente do fornecimento de leite e por este motivo muitos produtores buscam reduzir esse custo fornecendo leite de descarte de animais com alta CCS

A criação de bezerras é um desafio econômico para muitos produtores, visto que os custos são elevados e o retorno só ocorre quando esses animais se tornam vacas e começam a produzir leite. Cerca de 70% do custo com a alimentação das bezerras é proveniente do fornecimento de leite e por este motivo muitos produtores buscam reduzir esse custo fornecendo leite de descarte de animais com alta CCS ou que estejam em tratamento para mastite.

O período de aleitamento dura, em média, 60 dias, com um volume fornecido variando de 4 a 8 litros por bezerra ao dia, dependendo do manejo e dos objetivos da propriedade. Todo esse volume seria vendido para o laticínio caso não houvesse a necessidade de alimentar as bezerras, o que contribui para aumentar o custo de produção.

O uso de leite de descarte proveniente de vacas com alta CCS ou em tratamento para mastite é uma prática muito utilizada pelos produtores para reduzir os custos, pois este leite não pode ser vendido, sendo um prejuízo para o produtor. O problema é que fornecer este tipo de leite para as bezerras pode ser tornar um prejuízo ainda maior para o produtor.

Bezerra sendo aleitada com mamadeira

 Riscos para as bezerras

Apesar de ser uma prática comum e utilizada há bastante tempo, fica o questionamento: se é um leite de descarte, não adequado ao consumo humano, será que é apropriado fornecê-lo às bezerras?

Leite com alta CCS é um leite proveniente de vacas que estão com mastite, que é uma inflamação da glândula mamária. Além de elevar a contagem de células somáticas a mastite também altera toda a composição do leite, causando variação nos teores de gordura, proteína, lactose e minerais, e muitas vezes apresentam contaminação por patógenos como Staphylococcus aureus, Mycobacterium, Salmonella, Mycoplasma, Escherichia coli, dentre outros.

Sendo assim, além de ser um leite de composição variável e que não irá nutrir adequadamente as bezerras, também é um leite contaminado com patógenos que podem causar inúmeros problemas, como: aumento na incidência de diarreias, doenças respiratórias e causar mastite em novilhas.

As bezerras recém-nascidas são ainda mais sensíveis a estes patógenos, visto que ainda não possuem todo o sistema de absorção intestinal amadurecido, sendo capazes de absorver os microrganismos e as suas toxinas.

Quanto à mastite em novilhas, este é um problema que pode se iniciar no bezerreiro e ser percebido somente após o parto. A transmissão ocorre devido a mamada cruzada entre as bezerras e o patógeno pode ficar latente até o momento da lactação. Uma forma de reduzir o risco de transmissão desses patógenos é realizar a pasteurização desse leite antes de fornecê-lo às bezerras, porém poucas fazendas possuem um pasteurizador.

Além disso, na maioria das vezes, o leite de vacas com mastite apresenta resíduos de antibióticos, o que o torna ainda mais impróprio para as bezerras. Elas podem desenvolver resistência a essas drogas e não responder aos tratamentos no futuro. E mesmo que esse leite seja pasteurizado, o pasteurizador não é capaz de eliminar as moléculas de antibiótico, apenas os microrganismos.

Portanto, o produtor precisa analisar a sua situação e ponderar se fornecer leite com alta CCS para as bezerras é uma maneira de economizar ou se assim aumentará as chances de ter um prejuízo ainda maior.

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Timpanismo em bovinos

By Agro Sem comentários

Saiba mais sobre essa enfermidade que acomete os bovinos de todas as idades

O timpanismo, também conhecido por empanzinamento ou meteorismo ruminal, é uma enfermidade que acomete os bovinos de todas as idades, causada pelo acúmulo excessivo de gases provenientes da fermentação ruminal, que leva a uma distensão do rúmen e retículo.

O problema pode surgir em qualquer sistema de criação, porém é mais comum em confinamentos ou em animais que recebem dietas com alto fornecimento de concentrados. Alguns alimentos também aumentam o risco de timpanismo, como é o caso do feno de leguminosas como alfafa e trevos ou o leite quando ingerido em grandes quantidades pelo bezerro.

A fermentação ruminal é um processo natural que ocorre durante a digestão dos alimentos e os gases produzidos são eliminados por vias fisiológicas normais. Quando há excesso de gases o animal não consegue eliminá-los, o que leva à distensão do rúmen e do retículo, provocando um quadro de dificuldade respiratória e circulatória, podendo até causar a morte.

Tipos de timpanismo

O timpanismo pode se apresentar de duas formas, primária ou secundária.

No timpanismo primário, também conhecido como timpanismo espumoso, é quando ocorre a distensão do rúmen, havendo também aumento na viscosidade do líquido ruminal e presença de bolhas na espuma, que dificultam ainda mais a sua eliminação. Geralmente o timpanismo primário está relacionado a fatores nutricionais, como baixa proporção de volumoso: concentrado, forrageiras altamente fermentativas e concentrados com granulometria muito fina.

Já o timpanismo secundário ocorre quando há alguma dificuldade ou anormalidade física que atrapalha a eructação. É menos comum que o timpanismo primário e está relacionado com a obstrução do esôfago por um corpo estranho ou lesões das vias do reflexo de eructação.

Boi comendo no cocho

Sintomas e tratamento

O timpanismo evolui rapidamente, aumentando o volume e a pressão ruminal, aumento da salivação, desconforto, dor abdominal, redução no consumo de alimentos e aumento da frequência respiratória. Ocorre a queda do animal, com a cabeça distendida, língua para fora e olhos dilatados. Se não for tratado pode morrer poucas horas após o aparecimento dos sintomas.

O tratamento é feito promovendo a expulsão dos gases e aliviando a pressão dentro do rúmen. Além de estimular a eructação e a salivação, usa-se a sonda orogástrica , que segue até o estômago e permite a expulsão dos gases. Em casos mais graves é necessário fazer uma rumenotomia.

Prevenção

A prevenção deve ser feita utilizando dietas balanceadas feitas por um profissional capacitado, para evitar que haja ingestão excessiva de alimentos rapidamente fermentáveis. Outro ponto importante é impedir o acesso de animais aos galpões de ração, evitando que haja consumo acidental de grandes quantidades de concentrado.

O produtor deve sempre buscar a orientação profissional para cuidar da alimentação dos animais. Uma dieta desbalanceada traz grandes prejuízos e pode causar a morte dos animais.

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Pontos de atenção no confinamento do gado leiteiro

By Agro Sem comentários

Apesar de proporcionar maior conforto e controle da ingestão de matéria seca, alguns pontos precisam de mais atenção na hora de montar o projeto ou pensar no aumento do rebanho, pois podem prejudicar o desempenho dos animais e elevar os custos para o produtor.

O confinamento é um tipo de sistema de produção onde os animais ficam contidos em uma área delimitada, recebendo alimentação exclusivamente no cocho durante todo o ano. Para o gado leiteiro, é um sistema projetado para promover maior conforto dos animais, possibilitando o aumento da produção de leite, principalmente de raças mais especializadas.

Como todo sistema de produção, o que determina o seu sucesso é a forma como ele é manejado. Existem dois tipos principais de confinamento que são os mais utilizados no Brasil, o Free Stall e o Compost Barn. No Free Stall as vacas são alojadas em galpões que possuem camas individuais e acesso comum aos cochos e bebedouros. Já no Compost Barn não há o alojamento individual das vacas, elas ficam alojadas em um espaço coberto revestido por uma cama que é composta por um material orgânico como serragem, maravalha, casca de café, etc.

Apesar de proporcionar maior conforto e controle da ingestão de matéria seca, alguns pontos precisam de mais atenção na hora de montar o projeto ou pensar no aumento do rebanho, pois podem prejudicar o desempenho dos animais e elevar os custos para o produtor.

Além dos pontos básicos relacionados à construção dos galpões como altura do pé direito, orientação e equipamentos necessários para a manutenção, existem outros pontos que precisam de uma atenção especial, como:

Vacas em Compost Barn
  • Espaço adequado por animal

O espaço por animal está relacionado diretamente com o bem-estar das vacas, pois a alta lotação é um fator estressante para elas. Além disso, alta lotação no Compost Barn dificulta o manejo da cama, deixando-a mais úmida e aumentando as chances do desenvolvimento de mastite. Já no Free Stall o espaço por vaca é definido de acordo com o número e o tamanho das camas, sendo que elas devem ser projetadas respeitando o tamanho dos animais da propriedade.

  • Espaço de cocho

De forma análoga ao item anterior, o espaço de cocho precisa ser compatível com a quantidade de animais, para evitar a dominância e competição pela comida. As vacas dominantes impedem o acesso de outras vacas ao cocho e, desta forma, comem mais que as outras. Isso se torna um problema porque as vacas que comem mais podem desenvolver doenças metabólicas (dependendo da dieta), enquanto as vacas que comem menos apresentam queda na produção de leite e acabam emagrecendo e prejudicando também a reprodução. Por isso é importante ter atenção ao espaço disponível de cocho.

  • Funcionamento de ventiladores e aspersores

Estes dois equipamentos são muito utilizados para melhorar o conforto térmico, especialmente durante os meses mais quentes do ano. Além disso, no Compost Barn os ventiladores também possuem a função de acelerar a secagem e a compostagem da cama. Ou seja, precisam funcionar não somente nos meses quentes, mas durante todo o ano.

  • Qualidade da água

A qualidade da água influencia diretamente no consumo de alimentos, que por sua vez, está relacionado com o aumento ou a redução da produção de leite. Vacas gostam de água limpa, portanto, a água disponível precisa ser de qualidade e em quantidade suficiente para todas as vacas. Não se pode esquecer da limpeza dos bebedouros, que precisa ser feita periodicamente, de preferência todos os dias.

  • Tipo de cama

O material das camas precisa ser confortável, para que as vacas passem a maior parte do tempo deitadas. Camas de material abrasivo machucam e as vacas evitam de deitar, ficando muitas horas de pé e intensificando a pressão sobre os cascos, aumentando assim a chance de lesões podais. No Free Stall as camas de areia são bem aceitas pelos animais, enquanto as de borracha são menos confortáveis.

Estes são alguns pontos que podem passar despercebidos durante o dia a dia numa propriedade leiteira, mas que fazem toda a diferença no desempenho e na saúde dos animais, afetando diretamente o bolso do produtor. Portanto, observe a sua estrutura e faça as adequações necessárias para garantir os melhores resultados.

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Do boi se aproveita tudo!

By Agro Sem comentários

A criação e produção de bovinos possibilita o aproveitamento de praticamente todas as partes do corpo do animal e não somente a carne e o leite, que são os produtos principais

“Do boi se aproveita até o berro” é uma frase que você já deve ter ouvido algumas vezes e talvez não tenha prestado atenção que realmente há fundamento nestas palavras. Isto porque a criação e produção de bovinos possibilita o aproveitamento de praticamente todas as partes do corpo do animal e não somente a carne e o leite, que são os produtos principais. Os produtos derivados dos bovinos participam de inúmeros segmentos da indústria, sendo utilizados de diferentes formas.

Além da carne destinada ao consumo humano, outras partes do animal também são aproveitadas, chamadas de subprodutos, que são utilizados em inúmeros tipos de indústrias, desde as alimentícias até farmacêuticas.

Subprodutos bovinos

Conheça agora as principais partes utilizadas como matéria-prima para outras indústrias.

  • Couro

Depois de tratada, a pele do boi que é conhecida como couro, é utilizada em roupas, sapatos, bolsas, estofados e revestimentos e artigos esportivos (como bolas, chuteiras e luvas). Na pele está presente o colágeno, que é extraído e utilizado principalmente pelas indústrias farmacêuticas e cosméticas.

  • Pelos, sebo, gordura, ossos e sangue

Os pelos são usados na fabricação de pincéis, vassouras, filtros de ar e de combustível. A gordura está presente na fabricação de sorvetes e é muito utilizada em confeitarias. Já o sebo, que não é comestível, é matéria-prima para a produção de velas, sabão, sabonetes, cremes, detergentes e shampoos.

Já os ossos são utilizados na alimentação animal (aves, suínos e cães, por exemplo) na forma de farinha, rica em cálcio e fósforo. O sangue também pode ser aproveitado na forma de farinha ou para a produção de soro e plasma, sendo este último usado para confeccionar vacinas. Também podem ser aplicados como fertilizantes, devido à sua rica composição.

  • Tendões e ligamentos

São utilizados na indústria alimentícia na forma de gelatina e geleias. Também estão presentes em óleos lubrificantes e graxas para couros e máquinas.

  • Cascos e chifres

São muito encontrados em artesanatos e deles também são extraídos componentes utilizados no pó de extintores de incêndio, adesivos, plásticos e também são aproveitados como alimentos para pets.

  • Órgãos internos

Além das vísceras comestíveis, os órgãos dos bovinos são utilizados na fabricação de produtos que sequer imaginamos, como: produção de hormônios, enzimas, vitaminas, corda de instrumentos, materiais médicos, raquete de tênis e embutidos.

Até o som (o berro) é aproveitado em gravações musicais de filmes e novelas. Sem contar as fezes, utilizadas como adubo e as mais variadas partes aproveitadas como alimentos e petiscos para pets. Muitos componentes são extraídos dos bovinos e praticamente 100% do corpo animal é aproveitado, o que torna a pecuária uma atividade sustentável do início ao fim.

Agora você já sabe: do boi se aproveita tudo, até o berro!

 

 

 

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Dicas para armazenar corretamente os alimentos na fazenda

By Agro Sem comentários

Uma boa nutrição começa com a qualidade dos alimentos, que devem ser armazenados corretamente na fazenda

Tão importante quanto fornecer uma boa dieta é utilizar alimentos de qualidade e em bom estado e isto está diretamente relacionado com o correto armazenamento deles na fazenda.

Alimentos que são armazenados de forma incorreta trazem prejuízos diretos para o produtor, não somente pelas perdas e desperdício por deterioração, mas também por prejudicar muito o desempenho e saúde dos animais.

Se o local de armazenamento não for bem arejado e houver problemas com umidade e alta temperatura ocorrerá a proliferação de bactérias e de fungos, que produzem as temidas micotoxinas que provocam grandes perdas para o produtor.

As micotoxinas são substâncias produzidas pelos fungos e que são tóxicas para os animais e para os seres humanos. Elas estão presentes em vários alimentos e a contaminação pode ocorrer desde a produção no campo até o armazenamento, seja nas fábricas de ração ou no galpão dentro da propriedade. Alguns dos efeitos das micotoxinas são:

  • Problemas reprodutivos;
  • Queda no consumo de matéria seca;
  • Patologias renais e hepáticas;
  • Problemas nos sistemas circulatório, respiratório e nervoso;
  • Problemas no sistema imune;
  • Reações alérgicas;
  • Risco de morte.

Além dos fungos, um outro problema que pode surgir devido às más condições de armazenamento são as bactérias do gênero Clostridium, produtoras da toxina causadora do botulismo nos bovinos. O botulismo afeta o sistema nervoso, causando a paralisia flácida dos membros e o animal passa a ter dificuldades para se levantar e se alimentar, podendo evoluir para paralisia do sistema cardiorrespiratório, levando o animal ao óbito.

Assim, para evitar esses transtornos, é fundamental que o produtor saiba como armazenar os alimentos utilizados na alimentação animal corretamente.

Silo de armazenamento

Seguem algumas dicas:

  • Cobertura: os alimentos devem ser abrigados dentro de um galpão coberto, ao abrigo do tempo, protegido das chuvas e da exposição solar direta;
  • Ventilação: o galpão deve ser arejado e iluminado, com boa ventilação para que não ocorra problemas de altas temperaturas lá dentro;
  • Umidade: um dos principais causadores de problema é a umidade. Sendo assim, não encoste os alimentos diretamente nas paredes nem no chão, principalmente se estiverem ensacados. Coloque os sacos em cima de paletes ou estrados e nunca os encoste na parede. O uso de silos de armazenamento também é recomendado, caso o volume de alimentos seja maior;
  • Não armazene outros produtos como adubos ou materiais de limpeza no mesmo local onde estão os alimentos;
  • Controle de pragas: faça o controle de pragas e roedores. Além de causarem desperdício podem transmitir doenças aos animais;
  • Limpeza: o local deve ser limpo e inspecionado periodicamente.

Lembre-se: estes pequenos atos evitam desperdício de alimento e doenças para o seu rebanho. Uma boa nutrição começa com a qualidade dos alimentos, portanto, armazene corretamente os alimentos que você fornece para os seus animais.

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Como aproveitar o bezerro macho leiteiro?

By Agro Sem comentários

O produtor precisa olhar os seus números e analisar a viabilidade de engordar os machos leiteiros, complementando a renda da propriedade

A criação de bezerros machos na pecuária leiteira não é uma prática muito habitual, visto que por muito tempo não era vantajoso realizar a engorda destes animais devido às características genéticas não tão favoráveis ao ganho de peso.

Além disso, por ser tratar de pecuária leiteira, as bezerras fêmeas têm a função de substituírem as vacas ou aumentar o rebanho, enquanto os machos, por não produzirem leite, aumentam os custos e não geram receita. Sendo assim, muitos produtores optam por doá-los, já que mantê-los no rebanho não é viável economicamente.

Com as recentes mudanças no cenário global, que resultaram na valorização do preço da arroba do boi, muitos debates referentes à criação de machos leiteiros vieram à tona. Mesmo tendo um custo por arroba mais elevado e necessitando de maior tempo para atingir o peso de abate, para muitos produtores tem sido viável a sua criação e engorda para posterior venda ao frigorífico.

Bezerro recém-nascido

Quais os desafios na criação dos machos leiteiros?

Antes de tomar a decisão de cria-los, o produtor precisa conhecer todas as variáveis e os desafios que envolvem a criação de um macho leiteiro, como:

  • Custo de criação mais elevado: ao contrário dos bezerros de corte, que são amamentados via aleitamento natural, isto é, permanecem ao pé da vaca por aproximadamente 6 a 8 meses, o bezerro leiteiro precisa ser aleitado artificialmente, como as fêmeas, com quantidade de leite suficiente para um bom desenvolvimento e crescimento, além de receber volumoso e concentrado.
  • Menor rendimento de carcaça: por não possuírem genética especializada para maximizar o ganho de peso, os machos leiteiros apresentam menor eficiência alimentar e menor rendimento de carcaça.
  • Menor ganho de peso: demoram mais tempo para atingirem o peso de abate, aumentando o custo da arroba produzida.
  • Necessidade de alimentos: a propriedade precisa ter alimento suficiente para alimentar os animais leiteiros e os que serão engordados. Para isso, o planejamento de volumoso é essencial.

Como saber se é a viável engordar os machos leiteiros?

Vale lembrar que cada produtor necessita olhar os seus números e a sua realidade, para então analisar a viabilidade de engordar os machos leiteiros.  É necessário incluir algumas variáveis para que essa análise seja feita da melhor forma possível.

Confira abaixo o que você precisa saber para analisar a viabilidade de engordar os machos leiteiros:

  • Custos relacionados à inseminação e alimentação da vaca durante a gestação;
  • Custo com mão-de-obra: criar os machos irá aumentar a necessidade de mão-de-obra?
  • Custo com aleitamento: contabilizar todo o volume de leite necessário durante a fase de aleitamento;
  • Custo com alimentação: ração e volumosos;
  • Custos com vacinas, vermífugos e medicamentos.

Após descobrir o custo de produção de um macho leiteiro na sua propriedade o produtor poderá analisar se realmente será viável ou não realizar a sua criação, e optar por criá-lo ou doá-lo, como fazem a maioria dos produtores.

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Recria: indicadores que você precisa acompanhar

By Agro Sem comentários

A recria é uma fase importante do ciclo produtivo da pecuária de corte e alguns indicadores te ajudam a acompanhar a produtividade e o desempenho dos animais

A recria é uma fase importante do ciclo produtivo da pecuária de corte e a maneira como ela é conduzida pode influenciar de forma positiva ou negativa nos resultados financeiros do produtor, principalmente se a fazenda realiza o ciclo completo de cria, recria e engorda. Desse modo, é necessário acompanhar alguns indicadores que mostram a eficiência e o desempenho dos animais, facilitando o domínio da situação pelo produtor e consequentemente, as suas tomadas de decisão.

Um dos maiores desafios da recria é fazer com que os animais cheguem à fase reprodutiva ou de terminação no menor tempo possível e com um custo equilibrado. É a fase mais extensa e a sua duração é variável dentro do ciclo produtivo, sendo 2 anos a duração média no Brasil.

É durante a recria que os animais começam a ganhar músculos e aumentam o desenvolvimento dos ossos, de forma a expressarem a sua genética e seu desempenho. Assim, uma boa recria começa com animais que foram desmamados com um peso superior, bem nutridos e saudáveis.

O planejamento nutricional exerce um papel fundamental nos resultados da recria. Animais bem nutridos, com suplementação e oferta de volumosos, terão um desempenho maior e poderão ser abatidos mais cedo, resultando numa carne de melhor qualidade e mais valorizada. Para que isso aconteça, alguns indicadores precisam ser acompanhados e monitorados, para que o produtor consiga atingir as metas e intervir caso algum fator possa distanciá-lo dos objetivos propostos.

Gado no campo

Indicadores de produtividade

O primeiro e o mais básico de todos os indicadores a serem acompanhados em uma fazenda de pecuária de corte é o ganho de peso médio diário (GMD). O GMD é um número que varia de acordo com a fazenda e está diretamente relacionado ao planejamento nutricional. A pesagem dos animais se torna necessária para acompanhar o desempenho e calcular outros indicadores de produtividade que mostram a eficiência da propriedade, como taxa de lotação/ha e quantidade de arrobas produzidas por área (@/ha/ano).

De acordo com o GMD o pecuarista analisa se há necessidade de alterar o plano nutricional, se os animais estão respondendo ao manejo aplicado e principalmente se o número está dentro das metas programadas para gerar os resultados econômicos esperados. Não adianta ter um alto GMD se o custo está alto e compromete os resultados da fazenda, é preciso aliar o ótimo produtivo com o ótimo econômico.

Os outros indicadores – taxa de lotação e @/ha/ano – mostram a eficiência de utilização da área disponível, um dos desafios da pecuária de corte no Brasil. Conseguir otimizar a área da propriedade significa produzir mais na mesma área e até em menor tempo, o que demanda ter uma assistência técnica de qualidade e a aplicação de tecnologias que vão ajudar no manejo dos pastos, saúde dos animais, planejamento e gerenciamento da fazenda.

Apesar de ser muito negligenciada por grande parte dos pecuaristas, a recria é uma fase decisiva para se obter bons resultados econômicos, portanto, o produtor precisa se atentar ao planejamento e acompanhamento do rebanho que está nesta fase do ciclo produtivo.

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Leite orgânico: como produzir?

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O leite orgânico é aquele produzido sem a utilização de defensivos químicos, adubos, fertilizantes, transgênicos e medicamentos alopáticos

A produção de leite orgânico, que atende um público bem restrito e específico, vem crescendo no Brasil, impulsionada pelas demandas de consumidores mais exigentes que buscam um produto saudável, certificado e que cause o menor impacto possível ao meio ambiente.

Neste tipo de sistema de produção a saúde de todos os envolvidos na cadeia produtiva é considerada como um todo, não somente dos consumidores, mas também dos produtores, colaboradores, das vacas, da propriedade e do meio ambiente. Vamos entender um pouco mais como este sistema funciona ao longo do texto.

O que é o leite orgânico?

De forma resumida, o leite orgânico é aquele produzido sem a utilização de defensivos químicos, adubos, fertilizantes, transgênicos e medicamentos alopáticos.

A legislação vigente que estabelece o regulamento da produção de leite orgânico é Instrução normativa 46, de 6 de outubro de 2011 (MAPA). Nela consta as substâncias e práticas que são permitidas neste tipo de sistema de produção.

Confira alguns critérios para a produção de leite orgânico:

  • Pastagens e alimentação dos animais:

Os animais não podem ser criados em sistema 100% confinados; devem receber uma alimentação livre de alimentos transgênicos; as pastagens devem ser livres de defensivos agrícolas e fertilizantes; não pode utilizar compostos nitrogenados não proteicos na dieta; o uso de suplementos minerais e vitamínicos deve ocorrer de tal forma que os componentes não apresentem resíduos contaminantes acima do permitido; deve ser realizado a rotação de culturas ou consórcio nas pastagens.

  • Tratamento de doenças:

No sistema orgânico são permitidos apenas tratamentos homeopáticos e fitoterápicos, seja para o tratamento e doenças ou controle de endo e ectoparasitas. O uso de medicamentos alopáticos só é permitido quando o animal estiver em sofrimento ou houver risco de morte, sendo o máximo duas vezes ao ano. O animal deve ser identificado e separado do rebanho e o período de carência deverá ser o dobro do que consta na bula indicado pelo fabricante.

Já a aplicação de vacinas é permitida, de acordo com o calendário da região.

  • Reprodução

Com relação à reprodução a inseminação artificial é permitida, contanto que o sêmen utilizado seja de um touro criado em sistema orgânico. O melhoramento do rebanho deve ser feito com base na adaptabilidade dos animais às condições do local de criação, optando por animais mais resistentes ao calor e ectoparasitas.

Vacas na pastagem

Como implantar o sistema orgânico?

Para implantar o sistema de produção orgânico é necessário fazer a conversão do sistema tradicional para o orgânico, que dura cerca de 18 meses.

Durante este tempo, aproximadamente 12 meses são destinados à conversão das pastagens, que não devem receber nenhum tipo de fertilizante químico ou defensivo agrícola. Já a conversão dos animais demora cerca de 6 meses, podendo receber somente 15% da ingestão de matéria seca composta por alimentos convencionais, contanto que não haja transgênicos na sua composição.

Após a conversão, é necessário contratar uma empresa especializada e credenciada pelo MAPA para fazer a certificação da propriedade, para que o produtor receba o selo comprovando a produção orgânica. Essas empresas realizam auditorias que atestam que o leite foi produzido de acordo com as normas da produção orgânica, sendo uma forma de garantir ao consumidor a idoneidade do produto.

A produção de leite orgânico possui muitos desafios, relacionados principalmente à alimentação dos animais, visto que a obtenção de matéria-prima orgânica não é fácil e possui alto custo. A assistência técnica precisa ser especializada, para orientar o produtor em todos os aspectos da produção. O custo de produção é alto, porém o preço pago pelo leite também é maior do que aquele recebido pelos produtores convencionais. Mas não podemos esquecer que apenas o preço não garante uma boa rentabilidade, é preciso gerenciar toda a atividade.

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Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

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Importância do manejo no período seco

By Agro Sem comentários

Saiba porque é preciso dar atenção ao manejo no período seco

O período seco é uma fase crítica para as vacas leiteiras, definido por diversas mudanças fisiológicas e metabólicas que impactam na saúde das vacas e na produção da próxima lactação. Por este motivo, ele não deve ser negligenciado, pois, apesar dos animais não estarem produzindo leite, eles têm necessidades que precisam ser acompanhadas para não afetar o desempenho após o parto.

O período seco inicia-se normalmente 60 dias antes da previsão do parto, com a interrupção da lactação e pode ser dividido em duas fases:

  • Período seco: 60 a 21 dias antes do parto
  • Pré-parto: 21 dias antes do parto

É importante compreender que a secagem não consiste apenas em promover “descanso” para a vaca. É um período extremamente necessário para a recuperação da glândula mamária, a fim de proporcionar maior produção de leite na próxima lactação. Essa recuperação também é fundamental para a qualidade do colostro, principal via de transferência de imunidade para a bezerra. Nesses últimos 60 dias antes do parto ocorre o maior desenvolvimento do bezerro e se a vaca estiver seca, um grande aporte sanguíneo será direcionado para o útero ao invés da glândula mamária, favorecendo a entrega de nutrientes que irão contribuir para o nascimento de um bezerro saudável.

Além disso, é no momento da secagem que tratamos as infecções intramamárias subclínicas, utilizando antibióticos de longa ação que vão agir na glândula mamária eliminando a mastite e evitando novas infecções no período seco.

Vaca leiteira pastejando

Cuidados necessários durante o período seco

No momento da secagem do animal é importante fazer a ordenha completa e desinfetar bem os tetos antes de aplicar o antibiótico de vaca seca e o selante. Isso vai reduzir as chances de novas infecções durante o período seco, cujos primeiros dias são bem desafiadores para as vacas.

Além do cuidado com a saúde da glândula mamária, o produtor precisa se atentar para o manejo nutricional e para o lote pré-parto. A dieta destas vacas não pode ser a mesma das vacas em lactação, é preciso ajustar para que elas não ganhem peso durante esse período, principalmente as vacas do pré-parto. Estas precisam receber uma dieta específica para evitar a ocorrência de distúrbios metabólicos no pós-parto, como hipocalcemia e cetose, por exemplo.

Da mesma forma, o ambiente em que essas vacas passarão o período seco e o pré-parto também influenciam no seu desempenho após o retorno à lactação. É importante cuidar do conforto e da higiene, para se evitar casos de mastite, estresse térmico, disputas hierárquicas dentro do lote e redução drástica do consumo. Portanto, algumas medidas são necessárias, como:

  • Sombreamento e resfriamento das vacas;
  • Espaço de cocho adequado;
  • Evitar superlotação;
  • Ter acesso à água limpa e de qualidade;
  • Ter um ambiente limpo e seco.

Tudo isso impacta negativamente na produção, na saúde e no desempenho reprodutivo das vacas após o parto. Por isso é tão importante ter um bom manejo no período seco, especialmente para as vacas que estão no pré-parto. A prevenção dos problemas é muito mais barata do que a resolução deles, o produtor só tem a ganhar, tanto pela maior produção quanto pela saúde e reprodução das vacas após o parto.

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Eduarda Viana

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