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Diferença entre o período seco e período de transição

By Agro Sem comentários

O período de transição em vacas leiteiras é definido como o intervalo entre as três semanas que antecedem o parto e as três semanas após. Durante esse período, há um aumento expressivo na demanda de nutrientes para produção de leite e as vacas reduzem o consumo, por isso é considerado como um período crítico.

O período seco marca o final da lactação atual e prepara a vaca para a próxima lactação. O tempo de duração do período seco vai depender muito do sistema de produção e também das raças, mas usualmente o tempo de duração mínimo é de sessenta dias para garantir uma boa recuperação das células epiteliais do úbere e completar as reservas corporais.

Período de transição – Importância 

É um período no qual o animal é extremamente desafiado, variando de baixa exigência metabólica até alta exigência de nutrientes necessários para o parto. Durante esse período, as vacas apresentam consumo reduzido, uma vez que o espaço da cavidade abdominal passa a ter maior ocupação pelo trato reprodutivo, limitando fisicamente o consumo de alimentos.  Desta forma, conhecer as modificações metabólicas, fisiológicas e endócrinas que a vaca sofre é importante para o manejo e para os produtores e nutricionistas que  precisam atuar para garantir o sucesso das adaptações do organismo, buscando favorecer a gestação e a lactação sem afetar a saúde do animal. 

Manejo nutricional no período seco

Para auxiliar o início desse período, o  aplicativo da Esteio Gestão Agropecuária possui lembretes para notificar o início da secagem e também configurações para que você possa definir quando se deve iniciar a secagem das suas vacas de acordo com o seu rebanho.

A estratégia adotada para a secagem vai depender de cada um, podendo acontecer de forma mais abrupta ou gradual. O método abrupto é feito pela interrupção das ordenhas em um dia específico, com base na data prevista de parto e no total de dias desejado para o período seco, já a secagem gradual, ocorre pela redução da frequência diária de ordenha durante um período determinado, normalmente se faz uma ordenha por dia até quando a vaca reduzir a produção de leite a um volume desejado.

A secagem deve ser feita até no máximo 230 dias de gestação. Nesta fase, pode ser que algumas vacinas sejam necessárias e claro, deve ser feito um programa de vacinação de acordo com os desafios de cada rebanho. 

Para um melhor acompanhamento dessas vacas, o ideal é separar em grupos com o mesmo tempo gestacional e assim quando iniciar o período seco alimentá-las com pastagem de boa qualidade, feno, silagem e/ou a combinação desses. E para isso, você pode contar com uma ferramenta de gestão que auxilie e permita que você consiga acompanhar a composição do seu rebanho, facilitando na hora do manejo.

Considerações finais

Os períodos seco e de transição são pontos críticos para o sucesso da fêmea leiteira, sendo assim, para obter o sucesso nessa fase é preciso seguir algumas recomendações:

  1. Não permita que as vacas estejam magras ou acima do peso no momento do parto, visto que vacas que parem mais gordas tendem a consumir menos alimentos no pós-parto, precisando mobilizar mais reservas corporais, estando mais sujeitas aos problemas metabólicos, gerando prejuízo na produção de leite. E deste modo, vacas magras no momento do parto não possuem adequadas reservas de energia para suportar este período crítico de transição e manter uma lactação produtiva; 
  2. Aumento no consumo de matéria seca: deve ser feito formulando corretamente a dieta dos animais buscando o fornecendo de uma dieta com volumosos de excelente qualidade e grãos com carboidratos altamente fermentáveis, e mantendo um nível mínimo de ingestão de fibra; 
  3. A adição de gordura na dieta (caroço de algodão ou soja em grão) pode aumentar a ingestão de energia pelo animal, mas sempre  nas proporções corretas;
  4. Oferecer dietas à vontade e manter espaço de cocho adequado para todos os animais; 
  5. Todos os rebanhos sofrem algumas enfermidades e é imprescindível monitorá-las e realizar um bom manejo para assegurar a sanidade dos animais e a qualidade do leite produzido. Com o auxílio de um software de qualidade como o Esteio Gestão Agropecuária, que permite acompanhar de uma maneira fácil e simples o seu rebanho, você consegue obter resultados positivos na sua propriedade.

Bibliografias consultadas:

MARCONDES, M. I.; ROTTA, P. P. et al. Nutrição e manejo de vacas de leite no período de transição. Viçosa, MG. 2019.

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Autora:

Sábata Raimundi - Autora do Artigo e Veterinária na Esteio Gestão

Sábata C. J. Raimundi

Estudante de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa, atualmente estagiária na empresa Dinni Soluções.

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Enchendo um copo de leite de vaca.

Importância do leite no período atual

By Agro Sem comentários

Importância do leite no período atual

Estamos vivendo um período atípico para a população do mundo todo e o melhor que temos a fazer, é cuidar de nossa saúde!

Os alimentos são as melhores fontes que temos para obter nutrientes e vitaminas que são essenciais para nos mantermos fortes e imunes. E o LEITE  é uma fonte natural de cálcio que possui um papel central na ativação, sobrevivência, regulação e proliferação de células do sistema imune, como os linfócitos, essenciais para combater as infecções.

O leite tem um papel fundamental em todas as etapas da vida de um ser humano e por isso somos os únicos que consumimos leite durante toda nossa vida. 

Na infância, ajuda no desenvolvimento, provendo proteínas, sais minerais e gordura. Durante a adolescência, o leite garante condições para o rápido crescimento com boa constituição muscular, óssea e endócrina. Para os adultos e idosos, garante a manutenção da densidade mineral óssea, sendo muito indicado o consumo de leite desnatado por possuir um reduzido teor de gorduras, para evitar o desenvolvimento e agravamento de doenças.

Por isso, em tempos de desafio imunológico, como a pandemia de Coronavírus que o mundo está vivendo, é importante se alimentar bem, para estimular a imunidade, além disso o consumo de produtos lácteos ajuda no desenvolvimento dos nossos produtores de leite que trabalham todos os dias para que tenhamos em nossas mesas produtos de qualidade.

Com a pandemia, muitos produtores tiveram que diminuir a produção de leite, tendo em vista os preços de insumos que aumentaram e também as ofertas que diminuiram. As mudanças nos preços não se deram apenas devido à pandemia, mas também ao período de seca onde muitos produtores enfrentam essa alta no preço dos insumos ano após ano. Muitos viram que esse momento deve ser levado com cautela e corte de gastos e isso não refere-se apenas aos produtores como também aos consumidores. 

A pandemia de Coronavírus chegou mudando a vida de muitos, principalmente para os  produtores, onde todo o cuidado é pouco na hora de evitar a contaminação do produto final e garantir que chegue em ótimo estado aos laticínios.

A Esteio apoia os produtores de leite, e pedimos para que você também apoie consumindo produtos lácteos. BEBA LEITE  e CUIDE-SE!!

Bibliografias consultadas:

 Porque consumir mais lácteos durante a pandemia de coronavírus?.Nutron. 2020. Disponível em <http://blog.nutron.com.br/bovinos-de-leite/por-que-consumir-mais-lacteos-durante-a-pandemia-de-coronavirus/>. Acesso em: 12 ago. 2020

RODRIGUES, Adriele Barcelos. A importância de consumir leite e derivados. Cemil. Disponível em <https://www.cemil.com.br/pratique-saude-artigo/12,A-import>. Acesso em: 12 ago. 2020.

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Gado de corte

Como evitar a perda de peso do rebanho

By Agro Sem comentários

O período de entressafra compreende o final da colheita atual e se estende até o início da próxima colheita. Durante esse período, que na maioria das vezes coincide com o  inverno e consequentemente a seca, alguns pecuaristas necessitam de um suporte alimentar para evitar a perda de produtividade do rebanho. A pecuária tem evoluído e se fortalecido cada vez mais, porém mesmo quem tem experiência com esse tipo de atividade, pode enfrentar algumas dificuldades durante a entressafra.

Como evitar a perda de peso do rebanho

O crescente uso da tecnologia é um avanço não se restringe à pecuária, mas também abrange diversas áreas da agricultura. Muitas práticas são usadas para aumentar os índices zootécnicos e alinhá-los às expectativas dos produtores.

A boa notícia é que diversas estratégias nesse contexto podem ser aplicadas visando à manutenção da produtividade. Pode-se usar um pastejo rotacionado, fazer uma formação de pastagem e promover uma integração entre lavoura e pecuária, para revitalizar o solo, como também aderir à produção de silagem. Cuidar do pasto e evitar um pastejo excessivo também são outras formas de evitar a baixa produtividade. 

Pensando na baixa oferta de forragem, o cuidado com a nutrição é importantíssimo. Para isso, defina um sistema de criação o quanto antes. Faça um planejamento nutricional de acordo com o seu rebanho e use a suplementação alimentar a seu favor.

Finanças – Como andam as suas?

Para tanto, é necessário programação e planejamento prévios por parte do produtor. Assim, usar o período entressafra para se programar para o próximo pode ser uma vantagem.  Para começar a se programar ou até mesmo se organizar para isso, deve-se antes por em dia as finanças. É preciso avaliar tudo o que foi gasto e que ainda se pode gastar até o próximo período. O que tornaria mais fácil essa avaliação e análise desse período seria poder contar com um aplicativo/software que forneça todos esses dados. 

O aplicativo ESTEIO GESTÃO é completo e prático de usar, com o seu desenvolvimento pensado para a parte Zootécnica, você consegue acompanhar a evolução do seu rebanho, assim como analisar os dados de produtividade de cada lote por você cadastrado e enfim, ao final dessas análises, é possível saber a quantidade pela qual deverá se programar para o período de entressafra do ano seguinte e evitar a perda de peso e produtividade. A parte financeira do aplicativo foi pensado para lhe dar o suporte necessário para que saiba quanto foi gasto para o ganho de cada @ dos seus animais, contando com receitas, despesas, compras, estoques, inventários e relatórios para que possa analisar todo o investimento dentro do tempo que lhe cabe.

Planeje-se 

Ter boas ferramentas tecnológicas à disposição pode fazer a diferença, mas é preciso se planejar para conseguir criar uma previsibilidade e reduzir os riscos produtivos. A ESTEIO GESTÃO AGROPECUÁRIA, de forma simples e prática, te fornece todos os dados necessários para se programar. Vale ressaltar que o aplicativo é bem completo e se encaixa super bem no dia a dia facilitando principalmente o seu manejo e, consequentemente, maximizando a sua gestão. Lembre-se, é imprescindível levar em conta determinados aspectos durante esse planejamento, como:

  • recuperação de pastagens e adubação;
  • manejo sanitário adequado;
  • cruzamento eficiente e genética;
  • estruturas e manutenção;
  • suplementação alimentar.
Aplicativo Esteio gestão

Bibliografias consultadas:

BAPTISTELLA, João Leonardo Corte. Como utilizar a entressafra de maneira produtiva em sua fazenda. Lavoura 10, 2019. Disponível em <https://blog.aegro.com.br/entressafra/#:~:text=A%20entressafra%20compreende%20o%20per%C3%
ADodo,per%C3%ADodo%20que%20caracteriza%20a%20entressafra
>. Acesso em: 05 Ago. 2020. 

Como o período entressafra prejudica a produtividade do rebanho?. Arames Belgo, 2020. Disponível em <https://blog.belgobekaert.com.br/agro/periodo-de-entressafra/> . Acesso em: 05 Ago.2020.

Final de safra – início de entressafra. BeefPoint Educação, 2005. Disponível em <https://www.beefpoint.com.br/final-de-safra-inicio-de-entressafra-24080/>. Acesso em: 05 Ago.2020.

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Sábata Raimundi - Autora do Artigo e Veterinária na Esteio Gestão

Sábata C. J. Raimundi

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Uso de antibióticos e controle de resíduos no leite

By Agro Sem comentários

O Brasil possui o segundo maior rebanho de bovinos no mundo, sendo o primeiro colocado em termos de rebanho comercial. Desta forma, devemos ficar muito atentos às parasitoses, visto que, as infestações por carrapatos, moscas e verminoses são fatores fundamentais a sanidade e lucratividade do rebanho.

Para ser considerado seguro para a saúde, o leite não deve conter resíduos de drogas veterinárias, como antibióticos e antiparasitários. Em função disso, há um limite máximo permitido estabelecido pelo Codex Alimentarius, que é um programa conjunto da FAO e da OMS. O Brasil é membro do Codex desde 1970.

A presença de resíduos de antibiótico no leite é usada como critério para rejeição do leite cru que chega aos laticínios, pois ele não pode ser processado e deve ser descartado. A maioria dos laticínios já adotaram algum programa de penalização para o produtor responsável, como o pagamento de toda a carga contaminada. O prejuízo é grande para todos.

Todo antibiótico possui um período de carência que deve ser rigorosamente respeitado. Período de carência é o tempo que o leite leva após o último tratamento para apresentar resíduos menor do que o limite máximo permitido, ou seja, ainda há traços do medicamento no organismo do animal, porém em quantidades inferiores ao limite máximo.

A duração deste período varia de acordo com a dose e esquema de tratamento utilizado, via de administração, produção do animal e formulação do produto.

As principais classes de antimicrobianos utilizados são:
– beta-lactânicos (penicilinas, cefalosporinas)
– tetraciclinas (oxitetraciclina e clortetraciclinas)
– aminoglicosídeos (estreptomicina, neomicina, gentamicina)
– macrolídios (eritromicina, espiramicina, tilosina)
– sulfonamidas (sulfametazina, sulfadiazina)
– quinolonas (enrofloxacino, ciprofloxacino)

Alguns dos testes mais utilizados pelas indústrias para detecção de resíduos são: Charm Test, Snap, BetaStar, Delvotest, entre outros. A maioria deles é do tipo teste rápido, onde o resultado fica pronto em até 10 minutos.

Dentre as formas mais comuns e com alto risco de contaminação do leite por
resíduos , podemo citar:

1 – Não observar e/ou respeitar o período de carência indicado na bula do produto.
2 – Não identificar o animal tratado e não fazer as anotações do tratamento.
3 – Uso de superdosagem ou administração por vias diferentes da recomendada na
bula
4 – Descartar o leite apenas do quarto tratado.
5 – Vacas tratadas com antibiótico de vaca seca que pariram antes da data prevista.
6 – Uso de medicamentos de vaca seca em vacas que estão em lactação.
7 – Ordenha acidental das vacas que foram secas recentemente
8 – Erro ao misturar leite com e sem resíduos no tanque de expansão.

Os resíduos de antibiótico são os que mais chamam a atenção dos consumidores e das indústrias, devido aos seus efeitos negativos na saúde e na imagem do produto, mas outras drogas também podem gerar resíduos no leite, como é o caso dos carrapaticidas e vermífugos. O controle dos parasitas deve ser feito sempre de forma racional , e respeitando o período de carência do produto utilizado.

A melhor forma de se evitar a contaminação é adotar medidas preventivas e de controle. Podemos citar algumas:

1 – Reduzir o uso de medicamentos. Para isto, é necessário implantar um programa
de controle de mastite para reduzir a prevalência da doença e consequentemente o uso do antibiótico.
2 – Identificar da melhor forma possível todas as vacas que estão em tratamento
(fitas coloridas, cordinhas, spray, colar…) e ordenhá-las por último e separadamente.
3 – Respeitar o período de carência dos medicamentos.
4 – Utilizar a dose e/ou protocolo recomendados na bula.
5 – Treinar os colaboradores, inclusive os foguistas,sobre o uso correto de medicamento nos animais.
6 – Realizar a limpeza da ordenha e utensílios após a ordenha das vacas tratadas.
7 – Ter um controle (anotações) de aplicação de medicamentos de cada animal, anotando a data, nome/brinco da vaca, qual medicamento foi aplicado e qual a data de retorno para a ordenha.

Ter o registro e o controle dos animais em tratamento, associado ao correto período de carência, é fundamental para se evitar contaminação do leite do tanque e também do caminhão de coleta. O prejuízo é grande, é preciso ficar atento!

Bibliografias consultadas:

Livro Controle da Mastite e qualidade do leite – Marcos Veiga dos Santos e Luis Fernando Laranja Fonseca.

“SILAGEM E ENSILAGEM”. Acessado 7 de janeiro de 2020.

http://old.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/divulga/GCD02.html.

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Autora:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Pereira Viana

Zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa com grande experiência em qualidade do leite, tendo atuado por mais de 9 anos junto aos produtores de variadas regiões do país.

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Dicas de sucesso na produção da silagem

By Agro Sem comentários

Historicamente, a evolução da pecuária nacional sempre acompanhou a ocupação territorial, expandindo a produção e gerando o desenvolvimento econômico de diversas regiões brasileiras.Tendo em vista que o mercado se tornou mais propício e as soluções para o aumento da produtividade estão cada vez mais disponíveis com novas tecnologias para o campo, o planejamento se tornou essencial na vida do pecuarista. A silagem então, se apresentou como uma maneira de manter ou aumentar a produtividade dependendo pouco, ou nada, da qualidade e disponibilidade do pasto.

No processo de ensilagem, o princípio de conservação da forragem é a redução do pH (aumento da acidez) pela fermentação dos açúcares solúveis da planta. O processo para uma silagem de qualidade é feita através do preparo do solo, escolha da matéria prima que será utilizada para a formação da silagem, plantio, colheita, o tipo de silo que vai de acordo com a demanda de cada produtor e o valor no qual ele pode investir, o processo de ensilagem e a desensilagem.

O processo de ensilagem, da colheita ao fechamento do silo, deve ser feito o mais rápido possível, o ideal é que o silo seja cheio e fechado em um dia. Para evitar perdas na qualidade da silagem, deve-se atentar para a umidade da forragem no momento da colheita, que facilitará na hora da picagem e compactação. O teor de matéria seca, que determina o momento da colheita, deve estar entre 30 e 35%, ou entre 65 e 70% de umidade. Após o enchimento do silo é necessário vedá-lo. O ideal é que essa vedação seja feita com lona de polietileno com o mínimo de 200 micras de espessura.

Sabe-se que os silos são uma ótima solução para o armazenamento da forragem em épocas de seca e para garantir uma boa nutrição dos animais. Mesmo sendo considerada por muitos como um processo que precisa de maquinário e infraestrutura com custo elevado, a ensilagem pode sim ser feita em propriedades de pequeno e médio porte. É importante destacar que esse método é válido tanto para o pecuarista que quer aumentar a produção de leite da fazenda, como para aquele que quer engordar o gado.

Durante todo o processo, é importante que o produtor tenha um planejamento para que nada saia do controle e por isso é indicado que tenha uma boa ferramenta onde possa anotar e analisar todos os seus gastos e áreas utilizadas assim como a quantidade do seu rebanho e o quanto ele gastará por dia com alimentação, facilitando nas tomadas de decisões, podendo encontrar todos esses recursos em um único programa, o ESTEIO.

Bibliografias consultadas:

Campo, Tecnologia no. “Silagem – Entenda o que é, e aprenda como você deve fazer”.

Tecnologia no Campo, 3 de maio de 2018. https://tecnologianocampo.com.br/silagem/.“cnpgc-divulga-02.pdf”. Acessado 7 de janeiro de 2020.

https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/139015/1/cnpgc-divulga-02.pdf.

HARFUCH, L.; PALAURO, G.; KIMURA, W. Visão de longo prazo para a pecuária brasileira:
Impactos da implementação do código florestal e da redução de desmatamento. INPUT,
São Paulo,1-9, Agosto. 2016.

Issa, Mahmod A. “13 dicas para produzir silagem de qualidade para a pecuária leiteira”. Acessado 7 de janeiro de 2020.

http://www.semagro.ms.gov.br/13-dicas-para-produzir-silagem-de-qualidade-para-a-pecuaria-leiteira/.

“Prepare-se para a estação de ensilagem: passo a passo para a produção estratégica de silagem | DeLaval – Produção de Leite Eficiente | MilkPoint”. Acessado 7 de janeiro de 2020.

https://www.milkpoint.com.br/canais-empresariais/delaval/preparese-para-a-estacao-de-ensilagem-passo-a-passo-para-a-producao-estrategica-de-silagem-98904n.aspx .

“SILAGEM E ENSILAGEM”. Acessado 7 de janeiro de 2020.

http://old.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/divulga/GCD02.html.

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Autora:

Sábata Raimundi - Autora do Artigo e Veterinária na Esteio Gestão

Sábata C. J. Raimundi

Estudante de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa, atualmente estagiária na empresa Dinni Soluções.

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Entrevista para G1 Zona da Mata em reportagem sobre parque tecnológico

By Esteio na Mídia Sem comentários

No ano de 2016, o G1 Zona da Mata realizou uma reportagem em comemoração aos cinco anos de inauguração do Parque Tecnológico de Viçosa (tecnoPARQ), local onde a fábrica de softwares desenvolvedora da Esteio, Dinni Soluções, é residente.

Na reportagem, nosso CEO Gardiego Luiz fala um pouco sobre como o parque tecnológico contribui para o desenvolvimento da empresa.


Confira a reportagem completa:

“Parque Tecnológico completa cinco anos em Viçosa com lançamentos”

http://abre.ai/aPrV

Reprodução: G1 Zona da Mata

Saiba mais sobre a fábrica de softwares e veja como a tecnologia pode otimizar os resultados do seu negócio!

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Cooperativa COMIGO aborda benefícios da plataforma Esteio/Super-PEC em revista oficial

By Esteio na Mídia Sem comentários

A revista informe de Julho/Agosto de 2019 produzida pela Cooperativa COMIGO, nossa parceira do estado de Goiás, fez uma matéria sobre a fazenda LeiteRia Paraíso do Rio Verde da cidade de Caçu, onde o pecuarista Rogério Trevisoli, cooperado da COMIGO utiliza o Esteio Super-PEC para gerenciamento da sua fazenda leiteira.

Na matéria, Rogério Trevisoli e sua filha, a Veterinária Marina Anchieta Trevisoli mostram os benefícios da utilização da plataforma na fazenda:

“Com o Super-PEC estou saindo das anotações dos animais no tradicional caderninho, em fichas de cada animal, para um aplicativo que funciona em múltiplas plataformas e me possibilita ter acesso a todas essas anotações em tempo real, onde quer que eu esteja. Tenho condições de tomar decisões a qualquer hora. Posso ver a situação global do rebanho, ter acesso a gráficos e avaliar todos os dados de forma mais eficiente. Isso faz muita diferença. Vejo como estão meus custos agora passo a enxergar a propriedade com uma visão mais estratégica. Tenho como saber se estou perdendo e entender onde estou com problemas.”

Há quatro anos a COMIGO é parceira da Esteio Gestão Agropecuária e possui parceria através do programa Super-PEC, personalizado para a cooperativa, atendendo a cooperados produtores da pecuária de leite e corte que recebem acesso ao aplicativo além do auxílio de consultores técnicos especializados e capacitados para utilizar o Super-PEC.

Confira a matéria completa:

Link para a revista completa:

http://abre.ai/revistainformecomigo

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Fazendas conectadas conseguem melhorar a produtividade do agronegócio (Reportagem Globo)

By Esteio na Mídia Sem comentários

Uma reportagem exibida pelo Jornal da Globo no dia 19 de abril de 2019 fala sobre como fazendas conectadas conseguem melhorar a produtividade do agronegócio.

Como exemplo de aumento de produtividade por meio do uso da tecnologia, a equipe de reportagem entrevistou o proprietário de uma fazenda de produção leiteira que realiza o gerenciamento com a plataforma vinculada a Cooperativa COMIGO do estado de Goiás.

Há quatro anos a COMIGO é parceira da Esteio Gestão Agropecuária e possui parceria através do programa Super-PEC, personalizado para a cooperativa.

Confira a reportagem:

“Fazendas conectadas conseguem melhorar a produtividade do agronegócio”
Reprodução: TV Globo
http://globoplay.globo.com/v/7531333/?fbclid=IwAR1PUnfNijglUaF6jRbzgFbYfbgzuLhkib14DDtmtehP-saRyaBmbBQPXHw

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Planejamento de volumosos: essencial para resultados eficientes

By Agro One Comment

É possível observar de forma notória e evidente que o sucesso na bovinocultura leiteira se apoia basicamente na boa condução de fatores como genética, nutrição, manejo e sanidade além, é claro, de uma eficiente gestão econômica. Nesse contexto, a execução de um concreto planejamento de volumosos apresenta-se como ferramenta essencial para uma produção eficaz a nível de fazenda.

Diante dessa realidade, ao término de um ano agrícola, torna-se necessário traçar o manejo alimentar mais adequado para o próximo período objetivando-se sempre maximizar as margens obtidas ancoradas na elevação das receitas juntamente com a redução de custos, salientando-se assim a importância da nutrição em influenciar o alcance de bons indicadores de produção, reprodução e saúde do rebanho.

Em relação à utilização de concentrados, compras estratégicas aliadas à possibilidade de estocagem e uso de subprodutos com relação benefício : custo favorável se mostram como algumas formas de potencializar a utilização desse recurso nas propriedades leiteiras. Referindo-se a produção de volumosos, componente mais barato da dieta das vacas leiteiras e também o que participa em maior proporção, um planejamento antecipado propicia tomar conhecimento da área destinada ao plantio a fim de ser possível a aquisição de insumos a preços mais viáveis economicamente.

Considerando à elaboração da necessidade de volumosos para suplementação do rebanho, alguns pontos devem ser observados como:

  • Consumo por categoria;
  • Número médio de animais no período;
  • Segmentação dos volumosos para cada categoria;
  • Descarte voluntário(venda de animais);
  • Descarte Involuntário( mortes, por exemplo);
  • Número de parições(taxa de natalidade);
  • Idade ao primeiro parto;

Chegando-se a quantidade de volumosos a ser produzida, a partir da produtividade média das forrageiras da fazenda, é possível se obter a área necessária para plantio e implantação das culturas, ressaltando-se a relevância de levar em consideração uma margem de segurança de 20 a 30%, devido a perdas no campo e na colheita e também para sobras no cocho.

Somado a essas ações, o seguimento do calendário agronômico conforme as culturas, promover o fornecimento da dieta aos animais nas proporções adequada; a realização do descarte dos animais sugeridos, conforme as ordens de prioridade; suplementar os animais durante o período estipulado, seguindo a formulação de dietas, fazer compras e vendas de animais somente dentro do planejado, são atitudes essenciais para impedir transtornos como compra de volumosos a preços elevados e necessidade de realizar plantios em condições desfavoráveis pela possível falta de alimento na fazenda e sendo possível evitar prejuízos como queda no volume de leite, diminuição do escore de condição corporal, ineficiência reprodutiva entre outros.

Logo, a união de todos esses fatores irá interferir direta ou indiretamente nos índices técnicos e econômicos da fazenda, ocasionando assim, grandes impactos nos custos de produção. Portanto, elaborado o planejamento, torna-se imprescindível executar, monitorar e/ou até mesmo refazer o projeto de acordo com as necessidades pontuais inerentes a cada propriedade leiteira.

Preço dos insumos altos… Como atravessar por um momento difícil?

By Agro Sem comentários

Administrar qualquer empresa é extremamente difícil, quando o mercado não está num bom momento isso se torna mais desafiador ainda. O Consultor de Orientação Empresarial do Sebrae/SP Sérgio Diniz escreveu um resumo sobre como atuar em empresas que estão passando por momentos de crise e nos quais seu mercado muda a cada virada de mês. Isso acontece na pecuária de leite também? Vamos as dicas feitas por ele e a alguns comentários sobre a pecuária leiteira:

  1. Comprar bem: “Adquirir mercadorias com especificações corretas, em quantidades adequadas, de boa qualidade e por preços competitivos são as dicas para esse momento” (Sérgio Diniz). Isso quer dizer que o desespero não pode tomar conta do empresário. No entanto, é comum deparar com produtores que nesses momentos passam a comprar matérias primas de qualidade inferior, por pensar única e exclusivamente no preço das mesmas. Comprar bem é conseguir negociar produtos de qualidade para não comprometer a qualidade e a eficiência de produção da fazenda. Neste sentido, o produtor deve se atentar especialmente para os índices reprodutivos das vacas e novilhas, pois os efeitos negativos de uma “economia mal feita” neste momento resultará em menos animais produzindo no ano seguinte, o que gerará menor receita no mesmo período também.
  2. Controlar os estoques: “Controlar o valor médio dos estoques, o estoque atual, grupos de produtos que pesam mais nos estoques, rotatividade-giro, valor médio de perdas por quebra, furto ou prazo de validade” (Sérgio Diniz). Quando se fala de controlar os estoques médios, é importante que o produtor entenda a importância de analisar o custo de produção médio do ano, lógico sem esquecer-se do fluxo de caixa que é fundamental para a empresa rural também. É interessante analisar o item relacionado ao controle de perdas. Numa propriedade rural, as perdas por mastite podem voltar a acontecer nos momentos de crise justamente por algumas economias erradas e/ou desatenção no manejo causado por desânimo da equipe e do proprietário. Quando se pensa a respeito da alimentação do rebanho o volumoso produzido erradamente sofre muito, pois é comum diminuir a adubação, mudar de híbrido, diminuir o número de operações para controle de pragas e plantas daninhas. Na verdade o custo da maioria dos volumosos é altamente dependente da produtividade, ou seja, quando maior a produção, menores são os custos/tonelada. Mais importante que isso é o reflexo que pode gerar a falta de volumoso suficiente para alimentar o rebanho e o aumento de desembolso com concentrado para compensar a falta de volumoso. Se esse alimento é tão nobre dentro da fazenda, é imprescindível diminuir as perdas do mesmo, que geralmente acontecem por mal aproveitamento das pastagens ou por perdas durante o armazenamento dos alimentos, como as silagens. Além de existir muita perda de silagem estragada, existe outro “inimigo invisível” que são as micotoxinas produzidas pelos fungos, que estão presentes nas silagens e grãos mal armazenados. Essas micotoxinas podem gerar diminuição de desempenho, de saúde e vários problemas reprodutivos. Isso significa que além das perdas por desperdício, o produtor precisa conhecer melhor os prejuízos causados pela baixa qualidade dos alimentos conservados e tentar prevenir os efeitos negativos, melhorando o armazenamento e utilizando adsorventes de micotoxinas.
  3. Produzir com qualidade: “Contínuo aperfeiçoamento, eliminação do desperdício, fazer as coisas certas da primeira vez, rápida preparação das máquinas e comprometimento do pessoal” (Sérgio Diniz). Apesar de existir uma oferta de mão-de-obra muito superior nas cidades, o problema relacionado a qualidade da mesma é algo que aflige a todos os empresários. Portanto, aperfeiçoar a equipe (funcionários e patrões) é essencial. Diminuir o desperdício começa desde coisas básicas relacionadas a fábrica de ração, a silagem que cai fora do cocho, a quantidade de detergente para limpeza de ordenha etc. Tudo isso tem tudo a ver com a preparação das máquinas, pois nossas fazendas ainda usam poucos maquinários devido ao passado recente de custo de mão de obra barato. No entanto, isso está acabando, pois o salário mínimo cresce a taxas fortes ano a ano. Não adianta lutar contra isso, pois a eficiência da equipe, que pode ser medida pela quantidade de leite que é produzida na fazenda dividida pelo número de pessoas envolvidas na produção de leite (litros/dia homem) é o principal diferencial se as fazendas são rentáveis ou não. Quanto maior esse indicador, maior é a tendência de maior rentabilidade, por consequência, mais preparada está a fazenda para passar por momentos de crise.
  4. Acompanhamento mensal dos custos: “identificar qualquer variação fora do normal, para permitir a tomada de decisão que evite prejuízo” (Sérgio Diniz). É comum nesse momento, buscarmos subprodutos para diminuir os custos da dieta. Para que isso seja bem feito, lembrar-se dos conceitos discutidos acima é essencial, pois não é interessante diminuir o custo em X reais e, por consequência, diminuir a receita em X reais também. Esse é o conceito que muitos produtores usam e que é chamado por alguns especialistas como a “lei dos rendimentos decrescentes”. Por exemplo, se o meu concentrado custa R$ 1,00/kg e o leite é vendido por R$ 0,90/litro, aumentar 1 kg de concentrado e obter apenas 1 litro de leite não seria economicamente viável. O que é preciso ressaltar neste momento é que biologia não é matemática, ou seja, os produtores que estão todos os dias com seus animais e os conhecem bem, muitas vezes fazem essa mesma conta, mas procuram “OLHAR” para as vacas. Pois elas nos “dizem” se estão bem de saúde ou não, além do que o desempenho reprodutivo não pode ser esquecido de maneira alguma. Portanto, o bom senso e a experiência de produtores e consultores devem ser levados em consideração.
  5. Manter um efetivo controle do fluxo de caixa: O controle das contas a pagar e a receber, além de analisar o que poderá acontecer nos próximos meses, é importante para o produtor ter mais noção sobre os seus compromissos e onde ele pode atuar. Muitos já conseguem um nível de planejamento do fluxo de caixa que permite fazer algumas reservas financeiras durante os meses mais positivos para fazer uma compra estratégica, de determinado insumo, no momento em que este está em baixa de preço.
  6. Compatibilizar os prazos das compras e das vendas: “Evitar um desequilíbrio financeiro, que afete o fluxo de caixa e a necessidade de capital de giro” (Sérgio Diniz). Outra dica que tem tudo a ver com a pecuária de leite, pois além dos momentos de crise, existem os momentos de bonança, e é neste momento que o produtor precisa se organizar, para passar pelo momento de crise sem se atrapalhar e fazer muitas dívidas.
  7. Vender bem: O autor descreve sobre a importância de manter as condições de preço, prazo, condições de pagamento e pontualidade. Diante disso, devemos pensar nos animais, já que o preço do leite sofre outras variações. Manter o equilíbrio e a qualidade dos animais a serem comercializados é uma das estratégias para aqueles que querem manter o “nome” respeitado no mercado de comercialização de animais. Todo e qualquer desespero pode jogar por terra o trabalho de anos para conquistar uma boa clientela.
  8. Rever constantemente o planejamento: “Avaliando e revisando as metas, os objetivos e as estratégias” (Sérgio Diniz). Todos já ouviram aquela frase: “Fazenda é sempre fazendo.” Isso na verdade está relacionado a dois fatores, um de caráter emergencial e outro relacionado ao planejamento. O primeiro está mais relacionado aos empresários que não possuem planejamento e, por isso, sempre estão ocupados em resolver os problemas que aparecem no dia a dia da fazenda. No segundo caso, existe um planejamento e os empresários estão sempre atentos em dar manutenção a sua propriedade, por isso, o número de “problemas” emergenciais tendem a ser menores.

Ninguém gosta ou está completamente preparado para passar por uma crise. Mesmo assim, é possível ver a lógica que faz a diferença entre os que sentem mais ou menos os efeitos de um momento adverso. Pensar no bolso e nas vacas é essencial para uma boa administração do próprio negócio. Por isso, trabalhar com fluxo de caixa, custo de produção, com alta qualidade de volumoso, com poucos desperdícios e alta eficiência de mão-de-obra são dicas para uma fazenda eficiente. Isso tudo só é possível se tivermos vacas com boa capacidade de produção, longevas, com baixa CCS, sem problemas de casco e com a reprodução em dia. Por isso, é preciso estar atento as ferramentas que existem para melhorar a eficiência produtiva e a saúde dos animais.

Autor: Daniel Navarro, zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa, mestre em Produção de Ruminantes pela Universidade Federal de Viçosa. Atualmente é gerente de vendas da Alltech.