All Posts By

admin.dinni

Dicas para armazenar corretamente os alimentos na fazenda

By Agro Sem comentários

Uma boa nutrição começa com a qualidade dos alimentos, que devem ser armazenados corretamente na fazenda

Tão importante quanto fornecer uma boa dieta é utilizar alimentos de qualidade e em bom estado e isto está diretamente relacionado com o correto armazenamento deles na fazenda.

Alimentos que são armazenados de forma incorreta trazem prejuízos diretos para o produtor, não somente pelas perdas e desperdício por deterioração, mas também por prejudicar muito o desempenho e saúde dos animais.

Se o local de armazenamento não for bem arejado e houver problemas com umidade e alta temperatura ocorrerá a proliferação de bactérias e de fungos, que produzem as temidas micotoxinas que provocam grandes perdas para o produtor.

As micotoxinas são substâncias produzidas pelos fungos e que são tóxicas para os animais e para os seres humanos. Elas estão presentes em vários alimentos e a contaminação pode ocorrer desde a produção no campo até o armazenamento, seja nas fábricas de ração ou no galpão dentro da propriedade. Alguns dos efeitos das micotoxinas são:

  • Problemas reprodutivos;
  • Queda no consumo de matéria seca;
  • Patologias renais e hepáticas;
  • Problemas nos sistemas circulatório, respiratório e nervoso;
  • Problemas no sistema imune;
  • Reações alérgicas;
  • Risco de morte.

Além dos fungos, um outro problema que pode surgir devido às más condições de armazenamento são as bactérias do gênero Clostridium, produtoras da toxina causadora do botulismo nos bovinos. O botulismo afeta o sistema nervoso, causando a paralisia flácida dos membros e o animal passa a ter dificuldades para se levantar e se alimentar, podendo evoluir para paralisia do sistema cardiorrespiratório, levando o animal ao óbito.

Assim, para evitar esses transtornos, é fundamental que o produtor saiba como armazenar os alimentos utilizados na alimentação animal corretamente.

Silo de armazenamento

Seguem algumas dicas:

  • Cobertura: os alimentos devem ser abrigados dentro de um galpão coberto, ao abrigo do tempo, protegido das chuvas e da exposição solar direta;
  • Ventilação: o galpão deve ser arejado e iluminado, com boa ventilação para que não ocorra problemas de altas temperaturas lá dentro;
  • Umidade: um dos principais causadores de problema é a umidade. Sendo assim, não encoste os alimentos diretamente nas paredes nem no chão, principalmente se estiverem ensacados. Coloque os sacos em cima de paletes ou estrados e nunca os encoste na parede. O uso de silos de armazenamento também é recomendado, caso o volume de alimentos seja maior;
  • Não armazene outros produtos como adubos ou materiais de limpeza no mesmo local onde estão os alimentos;
  • Controle de pragas: faça o controle de pragas e roedores. Além de causarem desperdício podem transmitir doenças aos animais;
  • Limpeza: o local deve ser limpo e inspecionado periodicamente.

Lembre-se: estes pequenos atos evitam desperdício de alimento e doenças para o seu rebanho. Uma boa nutrição começa com a qualidade dos alimentos, portanto, armazene corretamente os alimentos que você fornece para os seus animais.

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Como aproveitar o bezerro macho leiteiro?

By Agro Sem comentários

O produtor precisa olhar os seus números e analisar a viabilidade de engordar os machos leiteiros, complementando a renda da propriedade

A criação de bezerros machos na pecuária leiteira não é uma prática muito habitual, visto que por muito tempo não era vantajoso realizar a engorda destes animais devido às características genéticas não tão favoráveis ao ganho de peso.

Além disso, por ser tratar de pecuária leiteira, as bezerras fêmeas têm a função de substituírem as vacas ou aumentar o rebanho, enquanto os machos, por não produzirem leite, aumentam os custos e não geram receita. Sendo assim, muitos produtores optam por doá-los, já que mantê-los no rebanho não é viável economicamente.

Com as recentes mudanças no cenário global, que resultaram na valorização do preço da arroba do boi, muitos debates referentes à criação de machos leiteiros vieram à tona. Mesmo tendo um custo por arroba mais elevado e necessitando de maior tempo para atingir o peso de abate, para muitos produtores tem sido viável a sua criação e engorda para posterior venda ao frigorífico.

Bezerro recém-nascido

Quais os desafios na criação dos machos leiteiros?

Antes de tomar a decisão de cria-los, o produtor precisa conhecer todas as variáveis e os desafios que envolvem a criação de um macho leiteiro, como:

  • Custo de criação mais elevado: ao contrário dos bezerros de corte, que são amamentados via aleitamento natural, isto é, permanecem ao pé da vaca por aproximadamente 6 a 8 meses, o bezerro leiteiro precisa ser aleitado artificialmente, como as fêmeas, com quantidade de leite suficiente para um bom desenvolvimento e crescimento, além de receber volumoso e concentrado.
  • Menor rendimento de carcaça: por não possuírem genética especializada para maximizar o ganho de peso, os machos leiteiros apresentam menor eficiência alimentar e menor rendimento de carcaça.
  • Menor ganho de peso: demoram mais tempo para atingirem o peso de abate, aumentando o custo da arroba produzida.
  • Necessidade de alimentos: a propriedade precisa ter alimento suficiente para alimentar os animais leiteiros e os que serão engordados. Para isso, o planejamento de volumoso é essencial.

Como saber se é a viável engordar os machos leiteiros?

Vale lembrar que cada produtor necessita olhar os seus números e a sua realidade, para então analisar a viabilidade de engordar os machos leiteiros.  É necessário incluir algumas variáveis para que essa análise seja feita da melhor forma possível.

Confira abaixo o que você precisa saber para analisar a viabilidade de engordar os machos leiteiros:

  • Custos relacionados à inseminação e alimentação da vaca durante a gestação;
  • Custo com mão-de-obra: criar os machos irá aumentar a necessidade de mão-de-obra?
  • Custo com aleitamento: contabilizar todo o volume de leite necessário durante a fase de aleitamento;
  • Custo com alimentação: ração e volumosos;
  • Custos com vacinas, vermífugos e medicamentos.

Após descobrir o custo de produção de um macho leiteiro na sua propriedade o produtor poderá analisar se realmente será viável ou não realizar a sua criação, e optar por criá-lo ou doá-lo, como fazem a maioria dos produtores.

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Recria: indicadores que você precisa acompanhar

By Agro Sem comentários

A recria é uma fase importante do ciclo produtivo da pecuária de corte e alguns indicadores te ajudam a acompanhar a produtividade e o desempenho dos animais

A recria é uma fase importante do ciclo produtivo da pecuária de corte e a maneira como ela é conduzida pode influenciar de forma positiva ou negativa nos resultados financeiros do produtor, principalmente se a fazenda realiza o ciclo completo de cria, recria e engorda. Desse modo, é necessário acompanhar alguns indicadores que mostram a eficiência e o desempenho dos animais, facilitando o domínio da situação pelo produtor e consequentemente, as suas tomadas de decisão.

Um dos maiores desafios da recria é fazer com que os animais cheguem à fase reprodutiva ou de terminação no menor tempo possível e com um custo equilibrado. É a fase mais extensa e a sua duração é variável dentro do ciclo produtivo, sendo 2 anos a duração média no Brasil.

É durante a recria que os animais começam a ganhar músculos e aumentam o desenvolvimento dos ossos, de forma a expressarem a sua genética e seu desempenho. Assim, uma boa recria começa com animais que foram desmamados com um peso superior, bem nutridos e saudáveis.

O planejamento nutricional exerce um papel fundamental nos resultados da recria. Animais bem nutridos, com suplementação e oferta de volumosos, terão um desempenho maior e poderão ser abatidos mais cedo, resultando numa carne de melhor qualidade e mais valorizada. Para que isso aconteça, alguns indicadores precisam ser acompanhados e monitorados, para que o produtor consiga atingir as metas e intervir caso algum fator possa distanciá-lo dos objetivos propostos.

Gado no campo

Indicadores de produtividade

O primeiro e o mais básico de todos os indicadores a serem acompanhados em uma fazenda de pecuária de corte é o ganho de peso médio diário (GMD). O GMD é um número que varia de acordo com a fazenda e está diretamente relacionado ao planejamento nutricional. A pesagem dos animais se torna necessária para acompanhar o desempenho e calcular outros indicadores de produtividade que mostram a eficiência da propriedade, como taxa de lotação/ha e quantidade de arrobas produzidas por área (@/ha/ano).

De acordo com o GMD o pecuarista analisa se há necessidade de alterar o plano nutricional, se os animais estão respondendo ao manejo aplicado e principalmente se o número está dentro das metas programadas para gerar os resultados econômicos esperados. Não adianta ter um alto GMD se o custo está alto e compromete os resultados da fazenda, é preciso aliar o ótimo produtivo com o ótimo econômico.

Os outros indicadores – taxa de lotação e @/ha/ano – mostram a eficiência de utilização da área disponível, um dos desafios da pecuária de corte no Brasil. Conseguir otimizar a área da propriedade significa produzir mais na mesma área e até em menor tempo, o que demanda ter uma assistência técnica de qualidade e a aplicação de tecnologias que vão ajudar no manejo dos pastos, saúde dos animais, planejamento e gerenciamento da fazenda.

Apesar de ser muito negligenciada por grande parte dos pecuaristas, a recria é uma fase decisiva para se obter bons resultados econômicos, portanto, o produtor precisa se atentar ao planejamento e acompanhamento do rebanho que está nesta fase do ciclo produtivo.

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Leite orgânico: como produzir?

By Agro Sem comentários

O leite orgânico é aquele produzido sem a utilização de defensivos químicos, adubos, fertilizantes, transgênicos e medicamentos alopáticos

A produção de leite orgânico, que atende um público bem restrito e específico, vem crescendo no Brasil, impulsionada pelas demandas de consumidores mais exigentes que buscam um produto saudável, certificado e que cause o menor impacto possível ao meio ambiente.

Neste tipo de sistema de produção a saúde de todos os envolvidos na cadeia produtiva é considerada como um todo, não somente dos consumidores, mas também dos produtores, colaboradores, das vacas, da propriedade e do meio ambiente. Vamos entender um pouco mais como este sistema funciona ao longo do texto.

O que é o leite orgânico?

De forma resumida, o leite orgânico é aquele produzido sem a utilização de defensivos químicos, adubos, fertilizantes, transgênicos e medicamentos alopáticos.

A legislação vigente que estabelece o regulamento da produção de leite orgânico é Instrução normativa 46, de 6 de outubro de 2011 (MAPA). Nela consta as substâncias e práticas que são permitidas neste tipo de sistema de produção.

Confira alguns critérios para a produção de leite orgânico:

  • Pastagens e alimentação dos animais:

Os animais não podem ser criados em sistema 100% confinados; devem receber uma alimentação livre de alimentos transgênicos; as pastagens devem ser livres de defensivos agrícolas e fertilizantes; não pode utilizar compostos nitrogenados não proteicos na dieta; o uso de suplementos minerais e vitamínicos deve ocorrer de tal forma que os componentes não apresentem resíduos contaminantes acima do permitido; deve ser realizado a rotação de culturas ou consórcio nas pastagens.

  • Tratamento de doenças:

No sistema orgânico são permitidos apenas tratamentos homeopáticos e fitoterápicos, seja para o tratamento e doenças ou controle de endo e ectoparasitas. O uso de medicamentos alopáticos só é permitido quando o animal estiver em sofrimento ou houver risco de morte, sendo o máximo duas vezes ao ano. O animal deve ser identificado e separado do rebanho e o período de carência deverá ser o dobro do que consta na bula indicado pelo fabricante.

Já a aplicação de vacinas é permitida, de acordo com o calendário da região.

  • Reprodução

Com relação à reprodução a inseminação artificial é permitida, contanto que o sêmen utilizado seja de um touro criado em sistema orgânico. O melhoramento do rebanho deve ser feito com base na adaptabilidade dos animais às condições do local de criação, optando por animais mais resistentes ao calor e ectoparasitas.

Vacas na pastagem

Como implantar o sistema orgânico?

Para implantar o sistema de produção orgânico é necessário fazer a conversão do sistema tradicional para o orgânico, que dura cerca de 18 meses.

Durante este tempo, aproximadamente 12 meses são destinados à conversão das pastagens, que não devem receber nenhum tipo de fertilizante químico ou defensivo agrícola. Já a conversão dos animais demora cerca de 6 meses, podendo receber somente 15% da ingestão de matéria seca composta por alimentos convencionais, contanto que não haja transgênicos na sua composição.

Após a conversão, é necessário contratar uma empresa especializada e credenciada pelo MAPA para fazer a certificação da propriedade, para que o produtor receba o selo comprovando a produção orgânica. Essas empresas realizam auditorias que atestam que o leite foi produzido de acordo com as normas da produção orgânica, sendo uma forma de garantir ao consumidor a idoneidade do produto.

A produção de leite orgânico possui muitos desafios, relacionados principalmente à alimentação dos animais, visto que a obtenção de matéria-prima orgânica não é fácil e possui alto custo. A assistência técnica precisa ser especializada, para orientar o produtor em todos os aspectos da produção. O custo de produção é alto, porém o preço pago pelo leite também é maior do que aquele recebido pelos produtores convencionais. Mas não podemos esquecer que apenas o preço não garante uma boa rentabilidade, é preciso gerenciar toda a atividade.

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Importância do manejo no período seco

By Agro Sem comentários

Saiba porque é preciso dar atenção ao manejo no período seco

O período seco é uma fase crítica para as vacas leiteiras, definido por diversas mudanças fisiológicas e metabólicas que impactam na saúde das vacas e na produção da próxima lactação. Por este motivo, ele não deve ser negligenciado, pois, apesar dos animais não estarem produzindo leite, eles têm necessidades que precisam ser acompanhadas para não afetar o desempenho após o parto.

O período seco inicia-se normalmente 60 dias antes da previsão do parto, com a interrupção da lactação e pode ser dividido em duas fases:

  • Período seco: 60 a 21 dias antes do parto
  • Pré-parto: 21 dias antes do parto

É importante compreender que a secagem não consiste apenas em promover “descanso” para a vaca. É um período extremamente necessário para a recuperação da glândula mamária, a fim de proporcionar maior produção de leite na próxima lactação. Essa recuperação também é fundamental para a qualidade do colostro, principal via de transferência de imunidade para a bezerra. Nesses últimos 60 dias antes do parto ocorre o maior desenvolvimento do bezerro e se a vaca estiver seca, um grande aporte sanguíneo será direcionado para o útero ao invés da glândula mamária, favorecendo a entrega de nutrientes que irão contribuir para o nascimento de um bezerro saudável.

Além disso, é no momento da secagem que tratamos as infecções intramamárias subclínicas, utilizando antibióticos de longa ação que vão agir na glândula mamária eliminando a mastite e evitando novas infecções no período seco.

Vaca leiteira pastejando

Cuidados necessários durante o período seco

No momento da secagem do animal é importante fazer a ordenha completa e desinfetar bem os tetos antes de aplicar o antibiótico de vaca seca e o selante. Isso vai reduzir as chances de novas infecções durante o período seco, cujos primeiros dias são bem desafiadores para as vacas.

Além do cuidado com a saúde da glândula mamária, o produtor precisa se atentar para o manejo nutricional e para o lote pré-parto. A dieta destas vacas não pode ser a mesma das vacas em lactação, é preciso ajustar para que elas não ganhem peso durante esse período, principalmente as vacas do pré-parto. Estas precisam receber uma dieta específica para evitar a ocorrência de distúrbios metabólicos no pós-parto, como hipocalcemia e cetose, por exemplo.

Da mesma forma, o ambiente em que essas vacas passarão o período seco e o pré-parto também influenciam no seu desempenho após o retorno à lactação. É importante cuidar do conforto e da higiene, para se evitar casos de mastite, estresse térmico, disputas hierárquicas dentro do lote e redução drástica do consumo. Portanto, algumas medidas são necessárias, como:

  • Sombreamento e resfriamento das vacas;
  • Espaço de cocho adequado;
  • Evitar superlotação;
  • Ter acesso à água limpa e de qualidade;
  • Ter um ambiente limpo e seco.

Tudo isso impacta negativamente na produção, na saúde e no desempenho reprodutivo das vacas após o parto. Por isso é tão importante ter um bom manejo no período seco, especialmente para as vacas que estão no pré-parto. A prevenção dos problemas é muito mais barata do que a resolução deles, o produtor só tem a ganhar, tanto pela maior produção quanto pela saúde e reprodução das vacas após o parto.

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Desafios no confinamento de bovinos de corte

By Agro Sem comentários

Conheça os principais desafios enfrentados pelos pecuaristas dentro do confinamento de bovinos de corte

O confinamento, sistema de produção intensivo utilizado principalmente na fase de terminação ou engorda dos animais, possui alguns desafios que precisam ser gerenciados de perto pelo produtor, a fim de proporcionar melhores resultados tanto técnicos quanto econômicos.

Por demandar maior investimento em alimentação, estrutura e tecnologias, os custos são mais altos quando comparados com os sistemas semi-intensivo e a pasto. Contudo, o ganho de peso diário e a qualidade da carne produzida também é superior, o que agrega maior valor ao produto e consequentemente, maior lucro para o produtor.

Mas para conseguir esses resultados superiores é necessário gerenciar e controlar toda a produção, desde a alimentação até a escolha do comprador para realizar a venda dos animais.

Boi comendo no cocho

Principais desafios no confinamento:

  • Sanitário

Ter animais saudáveis deve ser o maior objetivo do produtor, pois se a sanidade for negligenciada poderá comprometer todo o desempenho dos animais, causando enormes prejuízos.

Algumas enfermidades estão relacionadas diretamente com o confinamento e causam grande impacto no desempenho, como:

-Doenças respiratórias: relacionadas com o estresse do transporte, baixa imunidade, superlotação, instalações com pouca ventilação, alta umidade relativa, mistura de animais de idades e lotes diferentes, etc.

-Acidose ruminal e laminite: estão relacionadas às mudanças na dieta e manejo nutricional.

-Clostridioses: pode acometer os animais em qualquer idade e em qualquer fase do ciclo produtivo, causando grandes prejuízos.

-Problemas de casco: as lesões no casco podem aparecer devido a traumas decorrentes de pisos escorregadios, excesso de lama, umidade ou superlotação.

Ter um bom programa sanitário com vacinações preventivas é o caminho para evitar essas doenças e garantir a saúde dos animais.

  • Mão – de- obra qualificada

No confinamento os animais precisam ser alimentados no cocho, serem bem manejados, terem acesso à água e ainda existem todas as outras funções de rotina que precisam ser feitas diariamente. Por isso é tão importante ter pessoas qualificadas, que entendem do trabalho e conhecem a importância de cada tarefa que deve ser executada. Colaboradores engajados são fundamentais para que o produtor atinja os seus objetivos.

  • Custo com alimentação

Os custos com alimentação se elevaram e a presença de um nutricionista para formular e acompanhar a dieta se tornou indispensável para quem pretende confinar seus animais. A alta de preços do milho e da soja, por exemplo, fez com que os produtores buscassem alimentos alternativos que pudessem ser incluídos na dieta para reduzir os custos, porém sem afetar o desempenho dos animais. Além disso, um bom manejo nutricional pode reduzir problemas metabólicos como acidose e aumentar a eficiência alimentar.

  • Clima:

Apesar das condições climáticas não estarem sob o controle do produtor, elas podem afetar muito os resultados dentro do confinamento. Calor excessivo, geadas, excesso de chuvas ou estiagem impactam negativamente no desempenho dos animais.

Enfim, para conseguir controlar estes desafios e ter bons resultados o produtor precisa ter todo o planejamento da atividade, fazer a gestão minuciosa dos custos e estar sempre atento às informações do mercado para conseguir as melhores oportunidades de compra de insumos e venda dos animais.

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Como a mastite afeta a composição do leite?

By Agro Sem comentários

Saiba como a mastite afeta a composição do leite e como isso impacta na qualidade do produtor e dos derivados lácteos

 

A mastite, inflamação da glândula mamária causada por microrganismos como bactérias, algas e leveduras, tem como característica o aumento da contagem de células somáticas do leite (CCS), que é um dos principais parâmetros de qualidade utilizado pelas indústrias.

As células somáticas são células de defesa do organismo, como os linfócitos, macrófagos e neutrófilos, além de células do próprio epitélio da glândula mamária. Nas vacas sadias o valor da CCS normalmente é abaixo de 200.000 células/ml de leite e quando há alguma inflamação esse valor aumenta, indicando a presença de mastite. Portanto, a CCS é um indicador de saúde da glândula mamária e varia de acordo com a prevalência de mastite no rebanho.

A CCS pode ser monitorada de duas formas: pela análise individual dos animais e pela CCS do tanque, que é utilizada pelas indústrias como parâmetro de qualidade e de acordo com a Instrução Normativa N° 76 de 26 de novembro de 2018 (MAPA), o valor máximo de CCS do tanque é de 500.000 células/ml.

O valor de CCS também está relacionado com a lucratividade do produtor. Além da redução da produção de leite, um alto valor de CCS também implica em perdas de bonificação no preço de leite pago pela maioria dos laticínios. Mas o prejuízo pela alta CCS não afeta somente o produtor, a indústria também é prejudicada, pois o aumento da CCS está associado com perdas no processo produtivo, alterações na composição do leite e defeitos de qualidade nos derivados lácteos.

Teste da caneca de fundo preto

Mastite x composição do leite

Além da redução da produção de leite, que é o principal prejuízo causado pela mastite, ela também é responsável por causar alterações na sua composição, pois há uma redução na síntese e na secreção dos componentes do leite dentro da glândula mamária. A proteína, a gordura e a lactose são os componentes mais afetados, assim como alguns minerais. Também ocorre um aumento na permeabilidade vascular, aumentando a passagem de elementos do sangue para o leite, como a albumina e a plasmina, sendo que a plasmina aumenta a proteólise das caseínas.

  • Proteína: a mastite causa redução do teor de proteína do leite e aumento das proteínas do soro. Isso acontece porque a síntese de caseína diminui nas células epiteliais, além de haver maior degradação da caseína pela plasmina. Já as proteínas do soro aumentam devido ao aumento da permeabilidade vascular, onde ocorre maior passagem de proteínas do sangue para o leite.
  • Lactose: o teor de lactose diminui quando há mastite por causa da capacidade reduzida de síntese nas células epiteliais, além de ocorrer maior passagem de lactose do leite para o sangue, aumentando as concentrações deste componente no sangue e na urina das vacas.
  • Gordura: a alteração no teor de gordura é variável, podendo ocorrer redução em alguns casos e em outros não. A redução pode ser explicada pela menor capacidade de síntese de gordura na glândula mamária, enquanto o aumento talvez aconteça devido ao efeito de concentração deste componente, já que há uma menor produção de leite durante a mastite. A divergência entre metodologias de estudo causa resultados variáveis, mas no geral, nota-se uma redução nos teores de gordura.
  • Concentração de minerais: a alteração na concentração de minerais aumenta a condutividade elétrica do leite. Os teores de Na e Cl, que são maiores no sangue, migram para o leite devido ao aumento na permeabilidade vascular, enquanto os teores de K migram do leite para o sangue.
  • pH: O pH do leite sofre alteração por causa da permeabilidade vascular, se tornando mais próximo do pH do sangue. Isso reflete diretamente no teste do alizarol, que acusa uma solução mais alcalina e se torna arroxeada.

É importante lembrar que essas alterações são variáveis e dependem do tipo de agente causador e da intensidade da inflamação na glândula mamária.

Mastite x derivados lácteos

O queijo é um dos derivados que mais sofrem impacto quando o leite possui alta CCS. Ocorre queda no rendimento, aumento de umidade, alteração na coagulação, defeitos de sabor e redução na qualidade. As alterações no pH e a presença de enzimas proteolíticas e lipolíticas no leite são as responsáveis por esses defeitos na fabricação dos queijos.

Já no leite UHT pode acontecer a geleificação e a sedimentação da caseína, além de alteração no sabor.

Portanto, o controle da mastite e da CCS vai além de apenas cumprir os valores que determina a legislação. A mastite causa prejuízos para os três principais elos da cadeia produtiva do leite: o produtor, a indústria e o consumidor. Dessa forma, temos que trabalhar para reduzir cada vez a mastite e a CCS do rebanho, melhorando a qualidade do leite e dos derivados lácteos.

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Estresse térmico x Reprodução

By Agro Sem comentários

Saiba por que o estresse térmico reduz o desempenho reprodutivo e os índices da propriedade

O estresse térmico é responsável por grandes perdas econômicas, afetando diretamente não somente a produção de leite, mas a reprodução das vacas, especialmente as de alta produção. O fato do Brasil ser um país tropical torna o período do verão bastante desafiador para os produtores de leite, pois algumas medidas precisam ser tomadas para evitar a queda brusca no desempenho dos animais e grande prejuízo econômico.

A zona termo neutra das vacas, isto é, a zona de conforto térmico, varia de 5 a 25C°. Qualquer valor acima desse limite já se caracteriza um quadro de estresse térmico e começa a ocorrer alterações no organismo da vaca, como um mecanismo de defesa contra o calor.

A primeira alteração é a queda no consumo de alimentos e do metabolismo basal, seguidos por aumento na frequência respiratória, aumento no consumo de água, apatia, queda na imunidade, piora na qualidade do leite e alterações hormonais.

A redução no consumo de alimentos impacta diretamente na produção, levando a uma queda rápida no volume produzido e quanto maior o estresse térmico, menor o consumo. Essa queda na produção é mais acentuada em vacas de alta produtividade, devido ao grande metabolismo em decorrência da lactação.

controle de Estresse térmico em vacas leiteiras

Como o calor afeta a reprodução?

Além das alterações já citadas, o estresse térmico também exerce influência sobre o comportamento dos animais. Nas horas mais quentes do dia as vacas passam mais tempo em pé em vez de ficarem deitadas, o que contribui ainda mais para a redução na produção de leite.

A fertilidade também é afetada e a duração do cio se reduz, passando de 14 horas para até 8 horas, se manifestando nas horas mais frescas do dia, geralmente durante a noite ou a madrugada.

Aliado a isso, outras modificações também acontecem, comprometendo algumas funções como:

  • Crescimento folicular;
  • Secreção hormonal;
  • Composição do fluido folicular;
  • Função do endométrio;
  • Fluxo sanguíneo para o útero;
  • Capacidade de desenvolvimento do oócito e do embrião.

O embrião é extremamente sensível ao estresse térmico, especialmente nos seus estágios iniciais de desenvolvimento, e quando isso acontece a prenhez fica comprometida. Um outro dano pode ocorrer com o folículo, que começa a se desenvolver meses antes da ovulação, e em momentos de calor o efeito negativo irá se manifestar lá na frente, podendo durar algumas semanas. Por este motivo que a fertilidade da vaca não se recupera rapidamente mesmo após o térmico do estresse calórico.

Algumas doenças uterinas podem aparecer com maior frequência, como a retenção de placenta, metrite e endometrite, dificultando ainda mais o desempenho reprodutivo após o parto.

Conhecendo todos os danos que o estresse calórico causa, fica claro a importância das práticas de resfriamento das vacas, não somente das vacas em lactação, mas do lote pré-parto também. Isso porque além de evitar as doenças, a produção de leite após o parto aumenta e o colostro tende a ter mais qualidade quando as vacas são resfriadas.

Portanto, o resfriamento vai muito além de impedir a queda na produção de leite, mas visa principalmente cuidar da saúde e do bem-estar das vacas, reduzindo o prejuízo que será sentido diretamente no bolso do produtor.

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Principais cuidados no bezerreiro

By Agro Sem comentários

Conheça alguns cuidados e manejos que são necessários durante o período que as bezerras estiverem no bezerreiro

 

A criação de bezerras é uma das fases mais importantes dentro de uma propriedade leiteira. Nesta fase ela irá passar por desafios que vão definir seu desempenho e, consequentemente, seu potencial produtivo no futuro. Em função disso, alguns cuidados e manejos são necessários durante o período que estes animais estiverem no bezerreiro.

Um desses cuidados diz respeito às instalações. No Brasil existem diversos tipos de bezerreiro, sendo os principais os de criação individual, podendo ser em casinhas, gaiolas ou baias suspensas; ou os de criação coletiva junto com outras bezerras, em galpões ou no sistema do tipo argentino.

A escolha do sistema de criação deve ser feita considerando as condições de cada propriedade, levando em conta os objetivos e as particularidades de cada uma delas.

Bezerra leiteira

Cuidados necessários

Após o nascimento, o colostro e a cura do umbigo devem ser realizados com atenção e cuidado. É via colostro que o animal receberá imunidade e nutrientes necessários nessas primeiras horas de vida, sendo recomendado fornecer o volume equivalente a 10% do peso da bezerra nas 6 primeiras horas após o parto e mais 5% em até 8 horas de vida. Já a cura do umbigo é feita para impedir que ocorra a entrada de microrganismos que possam causar alguma infecção, devendo ser feita com a imersão do umbigo dentro da solução de iodo 10%.

É importante manter os animais instalados de forma individual pelo menos nos primeiros 15 dias de vida, pois neste período a incidência de diarreia é maior, quando a bezerra está em um abrigo individual o colaborador consegue observar e intervir de forma mais rápida caso seja necessário. Além disso é importante para evitar a disseminação de doenças para as outras bezerras.

Outro ponto crucial dentro do bezerreiro é a ventilação. A troca de ar precisa acontecer para evitar umidade excessiva, eliminar odores e reduzir a transmissão de patógenos causadores de doenças, principalmente das doenças respiratórias. Assim, a orientação da construção do bezerreiro deve ser no sentido leste-oeste, a fim de receber o sol da manhã que auxilia na sanitização.

Os efeitos do estresse térmico, seja pelo frio ou pelo calor, é outro fator que prejudica o desempenho das bezerras e que deve ser levado em consideração no momento da escolha do bezerreiro na propriedade. A escolha de uma boa cama auxilia na manutenção da temperatura corporal, principalmente em lugares mais frios.

A limpeza e desinfecção das instalações devem ser feitas todos os dias, retirando as fezes e as partes úmidas e promovendo a troca da cama, quando houver. Existem no mercado produtos sanitizantes e detergentes que são muito utilizados para este tipo de limpeza, é importante ressaltar que não se deve utilizar máquinas de alta pressão, pois isso aumenta o risco de contaminação cruzada.

É importante que o produtor perceba e entenda a importância de alguns manejos e os aplique da melhor forma, dada a fragilidade das bezerras nesta fase e à expectativa de desempenho futuro quando elas se tornarem vacas.

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Carne carbono neutro: você sabe o que é?

By Agro Sem comentários

A carne carbono neutro é um marca-conceito desenvolvida pela Embrapa que possibilita a neutralização da emissão de CO2 no processo produtivo

Cresce cada vez mais a preocupação da população com a conservação ambiental e as mudanças climáticas decorrentes da emissão de gases provenientes das atividades humanas, dentre elas a pecuária. Aliado a isso, a demanda mundial por alimentos é crescente e o Brasil possui participação significativa na produção de carne, sendo o principal produtor de carne bovina do mundo.

A preocupação em ter uma pecuária mais sustentável pode ser explicada pelo ciclo de produção da carne. A maior parte da produção ocorre a pasto, necessitando de grandes áreas de pastagens que servem de alimento para os bovinos. Além disso, há a emissão de gás metano por meio da eructação, resultante do processo de fermentação e digestão que ocorre dentro do rúmen dos animais.

Pensando em uma forma de compensar a emissão de metano e evitar o desmatamento de áreas florestais, a Embrapa em parceria com outras instituições desenvolveu a marca-conceito Carne Carbono Neutro (CCN), com o objetivo de garantir aos consumidores que a carne produzida por meio deste sistema teria os gases neutralizados pela aplicação de algumas técnicas de manejo, além de contribuir para a preservação ambiental.

Selo Carne Carboo Neutro

Fonte: Embrapa

Como funciona o sistema da Carne Carbono Neutro?

Como descrito no manual 50 perguntas e 50 respostas sobre a Carne Carbono Neutro, elaborado pela Embrapa, a “marca-conceito visa atestar a carne bovina que apresenta seus volumes de emissão de gases de efeito estufa (GEE) neutralizados pela presença de árvores em sistemas de integração do tipo silvipastoril (pecuária-floresta, IPF) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecuária-floresta, ILPF). Todo o processo é parametrizado e auditável.”

Em outras palavras, é feita a mensuração da emissão de metano utilizando índices pré-determinados ou calculados por meio de equações e a compensação desse valor pela fixação de carbono que ocorreu nas árvores.

Os valores utilizados na mensuração de metano podem ser provenientes de três referências:

1) O valor fixo do Nível 1 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2006), para a América Latina: 56 kg de CH4/animal/ano;

2) O valor estimado usando o Nível 2 do IPCC, para bovinos castrados de porte médio, consumindo forragem com diferentes digestibilidades (55% a 65%): 70 kg de CH4/animal/ano

3) O valor médio anual usando a equação empírica da Rede Pecus de pesquisa (obtido também nos sistemas de ILPF da Embrapa Gado de Corte): 66 kg de CH4/animal/ano

Também é possível medir individualmente, porém o método utilizado é trabalhoso e de alto custo, sendo empregado apenas em pesquisas que necessitam de uma precisão maior.

Já a fixação de carbono pelas árvores pode ser quantificada utilizando o inventário florestal da propriedade, determinando o crescimento real das árvores e seu potencial em acumular carbono.

As propriedades certificadas como produtoras de Carne Carbono Neutro recebem um selo e o produto é reconhecido quanto à neutralização do metano que ocorreu no processo produtivo. Além da neutralização, o selo indica que os animais foram criados com conforto e bem-estar, utilizando técnicas adequadas de manejo das pastagens, contribuindo para agregar mais valor ao produto, principalmente para mercados mais exigentes como o europeu, por exemplo.

O produtor que se interessar por esse selo precisa adaptar e adequar a sua produção, cumprindo os requisitos abaixo:

  1. a) Compromisso de implantação de projeto de sistema de IPF/ILPF;
  2. b) Avaliação técnica da emissão de carbono;
  3. c) Cálculo do carbono fixado;
  4. d) Cálculo da neutralização das emissões;
  5. e) Garantia do estoque de carbono.

Isso mostra que é possível produzir carne de qualidade de modo sustentável, contribuindo para a preservação ambiental e maior bem-estar dos animais, tornando a carne carbono neutro um produto valorizado e reconhecido no mercado.

 

 

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.