Category

Agro

Estratégias para o período seco

By Agro Sem comentários

Conheça as principais estratégias utilizadas no período seco para alimentar os animais

Uma das adversidades da pecuária brasileira é o temido período seco, época do ano em que as pastagens não conseguem se desenvolver devido às condições de baixas temperaturas, luminosidade e pouca ou até nenhuma precipitação. Isso afeta a qualidade e a quantidade de forragem disponível para o rebanho e por este motivo o produtor precisa se planejar para evitar prejuízos nesta época.

Em grande parte do país o período seco compreende os meses mais frios do ano, onde as chuvas são escassas, a luminosidade é menor e as temperaturas são mais baixas, impedindo o crescimento e o desenvolvimento das plantas forrageiras que são, em grande parte das propriedades, a única fonte de volumoso disponível.

Além do problema da baixa quantidade de forragem disponível, há também a questão da qualidade. As forrageiras do período seco possuem baixa qualidade nutricional, com alta proporção de fibra indigestível e baixo teor de proteína, que limita o consumo e compromete muito o desempenho dos animais. Para contornar este problema o produtor precisa adotar algumas estratégias que vão otimizar o aproveitamento dessa forragem e manter um desempenho mínimo esperado dos animais, evitando a perda de peso.

Bovino no pasto seco

Principais estratégias utilizadas

Das principais estratégias utilizadas temos o diferimento de pastagem e a suplementação. Existem outras, como o fornecimento de volumoso no cocho, que demanda um maior investimento em aquisição de alimentos e principalmente em mão de obra, sendo uma estratégia utilizada por um número bem menor de produtores quando comparado com a maioria das propriedades que utilizam somente a pastagem como fonte de alimento. Portanto, aqui vamos tratar das estratégias utilizadas por quem produz usando exclusivamente a pastagem como volumoso.

  • Diferimento

O diferimento de pastagens, também conhecido como feno em pé, é uma técnica de manejo onde se faz a vedação de uma área determinada da fazenda, geralmente no final do período das águas. Essa vedação é para permitir que o pasto cresça e se acumule, formando uma reserva para ser utilizada durante a seca.

É importante fazer o planejamento antes do diferimento, considerando a área que será necessária e qual o tipo de forrageira será utilizado. As forrageiras mais indicadas são as do gênero Brachiaria e Cyndon, e deve-se evitar as plantas com crescimento reto do gênero Panicum como mombaça e tanzânia. Estas últimas formam touceiras que são difíceis de serem pastejadas, além de sofrerem acamamento, resultando em grande perda de alimento.

  • Suplementação

Com o diferimento conseguimos resolver o problema da quantidade de alimento disponível, enquanto a suplementação irá trabalhar para melhorar a qualidade e aproveitamento deste alimento.

Sabemos que as pastagens sozinhas não conseguem fornecer todos os nutrientes que são necessários ao crescimento e desenvolvimento dos animais, mesmo que eles estejam pastejando no período das águas, onde a qualidade nutricional das forrageiras é maior.

Sendo assim, a suplementação se faz necessária durante todo o ano, mas principalmente no período da seca, onde o nutriente limitante para o desempenho dos animais é a proteína. As forragens apresentam um teor muito baixo de proteína durante a seca, aproximadamente 6 a 7% de PB. Além disso, a qualidade da fibra piora consideravelmente, aumentando a proporção de fibra indigestível.

Para minimizar estes problemas devemos fornecer uma suplementação que vai permitir o maior aproveitamento desta forrageira, de forma a otimizar a eficiência da síntese microbiana dentro do rúmen. Desta forma haverá uma maior degradação da forrageira, aumentando a taxa de passagem e, consequentemente, aumentando o consumo de forragem pelo animal.

O tipo de suplementação a ser utilizada deverá ser avaliado junto ao técnico da propriedade, que irá considerar as condições da forragem, dos animais e de investimento do produtor. Para cada situação existe um tipo de suplementação que será mais indicado, por isso a importância do acompanhamento de um profissional.

O produtor que se planeja e utiliza as tecnologias disponíveis a seu favor não fica refém do período seco. Pense nisso!

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Rentabilidade: uma análise essencial

By Agro Sem comentários

A gestão da atividade compreende a análise constante de indicadores técnicos e econômicos e uma das formas de se avaliar o retorno da atividade é por meio da rentabilidade

O Brasil é um dos maiores produtores de bovinos de corte do mundo, tendo um rebanho de aproximadamente 217 milhões de cabeças, o que corresponde a 14,3% do rebanho mundial, de acordo com a Embrapa. Além disso, é líder na exportação de carnes para os Estados Unidos, representando 25% de toda carne consumida neste país.

Apesar os números impressionantes, ainda há muito o que melhorar nas propriedades produtoras, especialmente quando o assunto é produzir com eficiência e ganhar dinheiro com a pecuária. O pecuarista que insiste em não gerenciar todas as etapas de produção da sua atividade será, pouco a pouco, atropelado pelo mercado e provavelmente sairá da atividade.

A gestão da atividade compreende a análise constante de indicadores técnicos e econômicos que diagnosticam a situação do negócio e são a base para as tomadas de decisão necessárias para garantir o maior retorno ao produtor. Em outras palavras, as decisões e o planejamento giram em torno de números reais e não de achismos, como a maioria dos pecuaristas ainda insiste em trabalhar.

Uma das formas de se avaliar o retorno da atividade é por meio da rentabilidade. É comum confundirmos rentabilidade com lucratividade quando falamos de analisar o retorno, mas há uma diferença conceitual entre estes dois termos. A lucratividade indica o quanto o negócio ganhou em relação às vendas realizadas, ou seja, em relação à receita obtida, enquanto a rentabilidade mensura o retorno que um investimento trouxe ao negócio.

Esteio Gestão

Calculando o retorno da pecuária de corte

A rentabilidade é um indicador útil para comparar a atividade com outros investimentos ou outras taxas de juros, e quanto maior é o retorno, maior é a atratividade do negócio.

Para o cálculo da taxa de retorno utilizamos a margem líquida e o estoque de capital empatado. A margem líquida (ML) é obtida pela diferença entre a renda bruta anual e o custo operacional total, que engloba os custos operacionais como: mão de obra contratada, mão de obra familiar, energia, alimentação, sanidade, impostos, combustíveis, reparos, benfeitorias e depreciações.

Assim, para calcular a taxa de retorno fazemos a divisão da margem líquida pelo capital investido na propriedade, composto pelas benfeitorias, máquinas, implementos, rebanho e terras.

Consegue perceber que para se chegar a este número é preciso avaliar todos os custos e indicadores da atividade? Eles são necessários para o produtor conhecer o seu negócio e enxergar as oportunidades de melhoria. São eles:

  • Custo operacional efetivo
  • Custo operacional total
  • Custo total
  • Custos fixos e variáveis
  • Margem bruta
  • Margem líquida
  • Lucratividade
  • Rentabilidade

Todas estas análises servem como um guia que indica o melhor caminho a ser tomado, não somente para conhecer a rentabilidade após a venda dos animais, mas também para saber a hora de vende-los e evitar que o custo seja maior que o ganho de peso, trazendo prejuízos ao produtor, por exemplo. Avaliar a fundo todos os números da propriedade deve ser prioridade para o produtor que quer ganhar dinheiro com a pecuária.

E nada melhor do que um software completo que faça todas essas análises, como o Esteio.

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Cana – de – açúcar: uma alternativa no período seco

By Agro Sem comentários

A cana-de-açúcar se mostra uma alternativa viável de volumoso para ser utilizada na alimentação do rebanho pela grande produção de massa verde com alto teor de carboidrato

A época mais seca do ano costuma ser um desafio para os produtores, visto que o crescimento das forrageiras se torna muito limitado devido à falta de chuva, menor temperatura e menor luminosidade disponível. Mas é justamente no período seco que a cana-de-açúcar atinge seu ponto ideal de colheita, quando apresenta maior concentração de carboidratos, juntamente com grande produção de massa verde. Desta forma, a cana-de-açúcar se mostra uma alternativa viável de volumoso para ser utilizada na alimentação do rebanho.

Além da grande produção por hectare a cana possui uma outra vantagem, que é o período de renovação de aproximadamente quatro a cinco anos, ou seja, não é uma cultura de plantio anual, portanto, o seu custo é menor comparado com outras culturas como o milho ou sorgo.

Aspetos nutricionais

Apesar de conter grande quantidade de energia, estocada na forma de sacarose, a cana-de-açúcar possui um teor de proteína muito baixo, de aproximadamente 2 a 4% , sendo um volumoso desbalanceado nutricionalmente.  Por este motivo é necessário adicionar ureia e sulfato de amônio no momento do fornecimento aos animais. Assim os teores de proteína e energia estarão mais equilibrados e o animal irá aproveitar melhor este alimento.

Além disso, possui cerca de 50% de FDN (fibra em detergente neutro), porém é uma fibra de baixa qualidade, onde a fração fibrosa indigestível pode representar até 60% do teor total de FDN, enquanto no milho e sorgo essa fração indigestível é de aproximadamente 30%.

A baixa qualidade da fibra e o baixo teor de proteína são os principais fatores limitantes do uso da cana, mas que podem ser contornados com uma dieta balanceada e bem ajustada.

Canavial

Formas de fornecimento

A forma mais comum de fornecimento é a cana picada in natura, acrescida da mistura de ureia com sulfato de amônio. A desvantagem desse tipo de fornecimento é a necessidade de se ter mão de obra disponível para cortar e picar a forrageira todos os dias. Uma outra forma é a ensilagem, utilizada quando a propriedade não dispõe de mão de obra para o corte diário ou quando o produtor precisa realizar o corte e desocupar toda a área plantada, então a silagem é uma alternativa para armazenar a forrageira.

Se a grande quantidade de carboidratos é uma vantagem da cana in natura, para a ensilagem ela se torna um ponto de atenção, pois todo esse carboidrato vai fermentar e podem ocorrer fermentações indesejáveis que vão comprometer toda a qualidade da silagem. Assim, é indispensável que produtor faça o uso de bons inoculantes no momento da ensilagem.

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Criação de bezerros: do nascimento à desmama

By Agro Sem comentários

A criação de bezerros do nascimento à desmama, conhecida como fase de cria na pecuária de corte, é uma etapa de fundamental importância para o pecuarista, pois é nesta fase que ele consegue otimizar o desempenho futuro do animal.

Além de servir como reposição do próprio rebanho, muitas vezes com uma genética superior, o pecuarista também pode optar por realizar a venda do animal desmamado, garantindo uma renda num menor espaço tempo comparado com o ciclo completo da pecuária.

Por esses motivos é importante garantir que esses animais tenham os cuidados necessários para se desenvolverem bem, esses cuidados começam antes mesmo do nascimento, desde o momento que a vaca ficou gestante.

O primeiro passo para ter bezerros saudáveis é garantir a nutrição e a saúde da mãe, pois assim as chances de abortos serão menores e essa vaca terá uma melhor recuperação no pós parto. Desta forma ela conseguirá produzir um colostro com mais qualidade e produzirá também mais leite, alimentando o bezerro até chegar o momento da desmama. Ter um bom protocolo sanitário, que contemple as vacinas necessárias, é outro ponto chave para garantir a saúde da matriz. Sendo assim, os cuidados com a vaca gestante são primordiais para que o bezerro nasça saudável.

Gado no campo

Cuidados após o nascimento

Após o parto é importante e necessário que o bezerro realize a mamada do colostro, pois é via colostro que ele conseguirá os primeiros anticorpos que irão formar a defesa de seu sistema imunológico. Essa transferência de imunidade via colostro é chamada de imunidade passiva.

Além de fornecer as primeiras defesas ao organismo do bezerro o colostro também garante a primeira nutrição do recém-nascido, pois sua composição é rica em energia, proteínas e gorduras que vão ajudar a nutrir o bezerro.

Um outro ponto que o produtor precisa se preocupar e ter cuidado é com a cura do umbigo. O umbigo do bezerro é uma porta aberta para a entrada de microrganismos que podem causar inflamações e infecções que poderão levá-lo a óbito, causando grande prejuízo ao produtor.

Para evitar esse problema, é preciso fazer a cura do umbigo com iodo 10%, por 3 a 5 dias ou até o umbigo secar. As infecções umbilicais são responsáveis pela alta taxa de mortalidade na fase de cria, portanto, é preciso ter atenção com a cura do umbigo.

Além de garantir uma boa colostragem e cura do umbigo, o produtor precisa identificar o bezerro recém-nascido, além de anotar dados como o peso ao nascimento, nome da mãe e data de nascimento. Estas informações são necessárias para o controle zootécnico e gerenciamento da atividade.

A partir de dois meses de idade os bezerros passam a ter exigências nutricionais maiores e somente o leite da mãe não é suficiente para atender toda a demanda. Assim, uma forma de atender essa exigência e acelerar o seu desenvolvimento é fazer uso do sistema creep-feeding, que nada mais é do que um espaço cercado e limitado com um cocho que permite apenas a entrada do bezerro. A alimentação fornecida precisa atender as exigências do ganho de peso planejado. É necessário ter atenção com altura, espaço de cocho e o número de animais no cercado para ter sucesso com o creep-feeding.

Com esse sistema de alimentação os bezerros apresentam um desempenho melhor, chegando à desmama, por volta dos 8 meses, com um peso maior. Além disso a matriz também se beneficia, pois como a dependência do bezerro pelo leite será menor ela conseguirá direcionar suas energias para manutenção do seu peso e voltar ao ciclo reprodutivo.

Portanto, o pecuarista que busca aumentar sua lucratividade precisa estar bem atento à fase de cria, pois o impacto no desempenho e produtividade nesta fase é evidente e será decisivo para obter bons resultados.

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Fatores que afetam a reprodução das vacas

By Agro Sem comentários

Uma fazenda onde as vacas possuem um bom desempenho reprodutivo produz mais leite, mais bezerros e os animais são mais saudáveis

A eficiência reprodutiva do rebanho sempre esteve ligada à rentabilidade do produtor, pois tanto na pecuária leiteira quanto na pecuária de corte é necessário que as vacas estejam saudáveis, ciclando e se reproduzindo, para manter a produção de leite ou para produzir um bezerro que será criado e vendido posteriormente.

Uma fazenda onde as vacas possuem um bom desempenho reprodutivo produz mais leite, mais bezerros, os animais são saudáveis, o manejo é realizado corretamente e os indicadores zootécnicos tendem a ser superiores. Além disso, a taxa de descarte involuntário tende a ser menor, enquanto o descarte voluntário é maior, indicando que o produtor faz o descarte baseado em decisões de manejo que avaliam características como temperamento, produção de leite, idade, entre outros e não por problemas reprodutivos como vacas vazias, alta taxa de abortos ou intervalo de parto longo.

Conheça alguns fatores que afetam diretamente a reprodução das vacas e saiba como melhorar o desempenho reprodutivo do seu rebanho.

Vacas leiteiras
  • Alimentação

Uma boa alimentação é a base para a saúde das vacas e uma dieta balanceada, formulada por um profissional, faz toda a diferença. A subalimentação ou a superalimentação são prejudiciais, tanto para os animais quanto para os resultados do produtor. Animais subnutridos são magros, fracos, com maior risco de desenvolver alguma doença, no caso das vacas, entram em um processo chamado anestro, que é a ausência do ciclo estral e do cio. Já a superalimentação leva ao aumento de peso, deixando as vacas obesas e prejudicando o desenvolvimento dos folículos ovarianos. A obesidade também está relacionada a partos distócicos e ao aumento do número de serviços por concepção. Portanto, a dieta balanceada é a melhor forma de fornecer os nutrientes que a vaca precisa, em cada fase de sua vida.

  • Sanidade

Além da nutrição, a sanidade também é um fator que está intimamente ligado ao desempenho reprodutivo. Ter um bom calendário sanitário garante que doenças reprodutivas não prejudiquem o desempenho das vacas e minimiza os riscos de aborto.

  • Conforto

O conforto das vacas é responsável por aumentar o consumo de alimentos e o tempo em que elas permanecem deitadas, direcionando energia para a produção de leite e melhorando o seu desempenho. Já as vacas que permanecem muito tempo de pé apresentam maiores chances de desenvolvimento de lesões podais, o que reduz o consumo e afeta diretamente a reprodução.

  • Produção de leite

Com ao avanço do melhoramento genético as vacas leiteiras passaram a alcançar produções cada vez maiores, porém a reprodução não acompanhou essa evolução na mesma velocidade. Vários estudos indicam que vacas com produção de leite acima da média apresentam maior intervalo de partos e sinais menos evidentes de cio, além da duração do cio ser menor.

  • Manejo

O manejo muitas vezes é o grande responsável por abortos em vacas sadias. O estresse sentido em momentos de manejo mal conduzidos (brutalidade, longas caminhadas, gritos, por exemplo) podem levar a abortos espontâneos e causar transtornos para o produtor.

  • Clima

Altas temperaturas, especialmente no verão, são extremamente prejudiciais à reprodução. O estresse térmico provoca desequilíbrios hormonais, alterações nervosas e queda no consumo de alimentos, além de reduzir a taxa de concepção e aumentar a taxa de morte embrionária.

  • Idade

A fertilidade da fêmea é expressa em uma curva que aumenta até um certo ponto e depois declina progressivamente. Normalmente vacas mais velhas apresentam uma fertilidade menor do que vacas mais jovens.

  • Qualidade do sêmen

Seja no uso de inseminação artificial ou de monta natural, a qualidade do sêmen é extremamente importante para aumentar as chances de prenhez. Utilizar sêmen de empresas idôneas e/ou ter machos sadios na propriedade são premissas básicas para melhorar o desempenho reprodutivo.

Além destes fatores, existe um outro que também é decisivo para um bom desempenho reprodutivo do rebanho: o fator humano. Os colaboradores da propriedade devem ser capacitados e treinados para identificar as vacas que estão no cio, para realizarem as inseminações artificias e para registrarem os dados de cada animal, possibilitando a gestão das informações e as tomadas de decisão.

Portanto, produtor, fique atento e invista em mão-de-obra capacitada na sua propriedade.

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Da fazenda ao frigorífico: práticas que influenciam na qualidade da carne

By Agro Sem comentários

Os consumidores estão cada vez mais preocupados e buscando carnes de qualidade, é preciso ficar atento a alguns processos que acontecem a partir do momento que os animais embarcam para os frigoríficos

Sabemos que uma carne de qualidade é produzida do lado de dentro da porteira, mas alguns fatores externos possuem grande influência no resultado do produto que chega ao consumidor. Essa influência pode ser positiva, realçando o trabalho do produtor, ou pode comprometer de forma severa a qualidade da carne.

E como os consumidores estão cada vez mais preocupados e buscando carnes de qualidade, é preciso ficar atento a alguns processos que acontecem a partir do momento que os animais embarcam para os frigoríficos.

Dentre as principais perdas de qualidade oriundas de práticas mal executadas podemos citar:

  • Hematomas (contusão);
  • pH final inadequado;
  • Carne escura;
  • Dureza;
  • Redução do peso de carcaça.

Todos esses problemas podem ser evitados se as pessoas envolvidas souberem conduzir e manejar corretamente os animais.

Gado em pré-abate

Garantindo a qualidade da carne

Ao fim do ciclo produtivo chega o momento que o produtor tanto esperou:  a hora de vender os animais para o abate e receber por todos os esforços e investimentos feitos em nutrição, manejo, genética e sanidade. Para que todo esse esforço seja percebido são necessários alguns cuidados pré-abate que vão garantir a qualidade da carne produzida.

E esse cuidado começa no momento do embarque dos animais, onde eles estarão mais susceptíveis ao estresse, ficando mais agitados e aumentando o risco de lesões. Para evitar que isso aconteça o embarque deve ser feito de forma calma e tranquila, sem gritos e sem o uso de choques e ferrões. Se possível, conduza os animais em grupos pequenos, sem misturar com outros lotes para evitar problemas com a hierarquia.

É importante ressaltar que o momento do desembarque também deve ser feito de forma tranquila, evitando ao máximo os sentimentos de estresse e medo.

O segundo ponto está relacionado ao transporte desses animais, que deve ser feito em veículos adequados e adaptados para isso. Um ponto crucial nesta etapa é a densidade animal, que não deve ser muito alta e nem muito baixa. Uma densidade alta causa mais estresse aos animais, enquanto uma densidade baixa aumenta o risco de quedas e lesões.

Após o desembarque no frigorífico é importante que os animais não passem sede e nem fiquem mais de 24 horas em jejum de alimentos sólidos, pois isso aumenta ainda mais o estresse e interfere diretamente no processo de transformação do músculo em carne.

Pense sempre no bem-estar dos animais, pois ele faz toda diferença neste momento. O medo e o estresse prejudicam muito a qualidade da carne, e devem ser minimizados ao máximo para evitar prejuízos.

Cuidar e respeitar os animais é dever de todas as pessoas, principalmente dos produtores, já que não há produtividade se não houver bem-estar. Pense nisso!

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Aleitamento de bezerras com leite de alta CCS

By Agro Sem comentários

Cerca de 70% do custo com a alimentação das bezerras é proveniente do fornecimento de leite e por este motivo muitos produtores buscam reduzir esse custo fornecendo leite de descarte de animais com alta CCS

A criação de bezerras é um desafio econômico para muitos produtores, visto que os custos são elevados e o retorno só ocorre quando esses animais se tornam vacas e começam a produzir leite. Cerca de 70% do custo com a alimentação das bezerras é proveniente do fornecimento de leite e por este motivo muitos produtores buscam reduzir esse custo fornecendo leite de descarte de animais com alta CCS ou que estejam em tratamento para mastite.

O período de aleitamento dura, em média, 60 dias, com um volume fornecido variando de 4 a 8 litros por bezerra ao dia, dependendo do manejo e dos objetivos da propriedade. Todo esse volume seria vendido para o laticínio caso não houvesse a necessidade de alimentar as bezerras, o que contribui para aumentar o custo de produção.

O uso de leite de descarte proveniente de vacas com alta CCS ou em tratamento para mastite é uma prática muito utilizada pelos produtores para reduzir os custos, pois este leite não pode ser vendido, sendo um prejuízo para o produtor. O problema é que fornecer este tipo de leite para as bezerras pode ser tornar um prejuízo ainda maior para o produtor.

Bezerra sendo aleitada com mamadeira

 Riscos para as bezerras

Apesar de ser uma prática comum e utilizada há bastante tempo, fica o questionamento: se é um leite de descarte, não adequado ao consumo humano, será que é apropriado fornecê-lo às bezerras?

Leite com alta CCS é um leite proveniente de vacas que estão com mastite, que é uma inflamação da glândula mamária. Além de elevar a contagem de células somáticas a mastite também altera toda a composição do leite, causando variação nos teores de gordura, proteína, lactose e minerais, e muitas vezes apresentam contaminação por patógenos como Staphylococcus aureus, Mycobacterium, Salmonella, Mycoplasma, Escherichia coli, dentre outros.

Sendo assim, além de ser um leite de composição variável e que não irá nutrir adequadamente as bezerras, também é um leite contaminado com patógenos que podem causar inúmeros problemas, como: aumento na incidência de diarreias, doenças respiratórias e causar mastite em novilhas.

As bezerras recém-nascidas são ainda mais sensíveis a estes patógenos, visto que ainda não possuem todo o sistema de absorção intestinal amadurecido, sendo capazes de absorver os microrganismos e as suas toxinas.

Quanto à mastite em novilhas, este é um problema que pode se iniciar no bezerreiro e ser percebido somente após o parto. A transmissão ocorre devido a mamada cruzada entre as bezerras e o patógeno pode ficar latente até o momento da lactação. Uma forma de reduzir o risco de transmissão desses patógenos é realizar a pasteurização desse leite antes de fornecê-lo às bezerras, porém poucas fazendas possuem um pasteurizador.

Além disso, na maioria das vezes, o leite de vacas com mastite apresenta resíduos de antibióticos, o que o torna ainda mais impróprio para as bezerras. Elas podem desenvolver resistência a essas drogas e não responder aos tratamentos no futuro. E mesmo que esse leite seja pasteurizado, o pasteurizador não é capaz de eliminar as moléculas de antibiótico, apenas os microrganismos.

Portanto, o produtor precisa analisar a sua situação e ponderar se fornecer leite com alta CCS para as bezerras é uma maneira de economizar ou se assim aumentará as chances de ter um prejuízo ainda maior.

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Timpanismo em bovinos

By Agro Sem comentários

Saiba mais sobre essa enfermidade que acomete os bovinos de todas as idades

O timpanismo, também conhecido por empanzinamento ou meteorismo ruminal, é uma enfermidade que acomete os bovinos de todas as idades, causada pelo acúmulo excessivo de gases provenientes da fermentação ruminal, que leva a uma distensão do rúmen e retículo.

O problema pode surgir em qualquer sistema de criação, porém é mais comum em confinamentos ou em animais que recebem dietas com alto fornecimento de concentrados. Alguns alimentos também aumentam o risco de timpanismo, como é o caso do feno de leguminosas como alfafa e trevos ou o leite quando ingerido em grandes quantidades pelo bezerro.

A fermentação ruminal é um processo natural que ocorre durante a digestão dos alimentos e os gases produzidos são eliminados por vias fisiológicas normais. Quando há excesso de gases o animal não consegue eliminá-los, o que leva à distensão do rúmen e do retículo, provocando um quadro de dificuldade respiratória e circulatória, podendo até causar a morte.

Tipos de timpanismo

O timpanismo pode se apresentar de duas formas, primária ou secundária.

No timpanismo primário, também conhecido como timpanismo espumoso, é quando ocorre a distensão do rúmen, havendo também aumento na viscosidade do líquido ruminal e presença de bolhas na espuma, que dificultam ainda mais a sua eliminação. Geralmente o timpanismo primário está relacionado a fatores nutricionais, como baixa proporção de volumoso: concentrado, forrageiras altamente fermentativas e concentrados com granulometria muito fina.

Já o timpanismo secundário ocorre quando há alguma dificuldade ou anormalidade física que atrapalha a eructação. É menos comum que o timpanismo primário e está relacionado com a obstrução do esôfago por um corpo estranho ou lesões das vias do reflexo de eructação.

Boi comendo no cocho

Sintomas e tratamento

O timpanismo evolui rapidamente, aumentando o volume e a pressão ruminal, aumento da salivação, desconforto, dor abdominal, redução no consumo de alimentos e aumento da frequência respiratória. Ocorre a queda do animal, com a cabeça distendida, língua para fora e olhos dilatados. Se não for tratado pode morrer poucas horas após o aparecimento dos sintomas.

O tratamento é feito promovendo a expulsão dos gases e aliviando a pressão dentro do rúmen. Além de estimular a eructação e a salivação, usa-se a sonda orogástrica , que segue até o estômago e permite a expulsão dos gases. Em casos mais graves é necessário fazer uma rumenotomia.

Prevenção

A prevenção deve ser feita utilizando dietas balanceadas feitas por um profissional capacitado, para evitar que haja ingestão excessiva de alimentos rapidamente fermentáveis. Outro ponto importante é impedir o acesso de animais aos galpões de ração, evitando que haja consumo acidental de grandes quantidades de concentrado.

O produtor deve sempre buscar a orientação profissional para cuidar da alimentação dos animais. Uma dieta desbalanceada traz grandes prejuízos e pode causar a morte dos animais.

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Pontos de atenção no confinamento do gado leiteiro

By Agro Sem comentários

Apesar de proporcionar maior conforto e controle da ingestão de matéria seca, alguns pontos precisam de mais atenção na hora de montar o projeto ou pensar no aumento do rebanho, pois podem prejudicar o desempenho dos animais e elevar os custos para o produtor.

O confinamento é um tipo de sistema de produção onde os animais ficam contidos em uma área delimitada, recebendo alimentação exclusivamente no cocho durante todo o ano. Para o gado leiteiro, é um sistema projetado para promover maior conforto dos animais, possibilitando o aumento da produção de leite, principalmente de raças mais especializadas.

Como todo sistema de produção, o que determina o seu sucesso é a forma como ele é manejado. Existem dois tipos principais de confinamento que são os mais utilizados no Brasil, o Free Stall e o Compost Barn. No Free Stall as vacas são alojadas em galpões que possuem camas individuais e acesso comum aos cochos e bebedouros. Já no Compost Barn não há o alojamento individual das vacas, elas ficam alojadas em um espaço coberto revestido por uma cama que é composta por um material orgânico como serragem, maravalha, casca de café, etc.

Apesar de proporcionar maior conforto e controle da ingestão de matéria seca, alguns pontos precisam de mais atenção na hora de montar o projeto ou pensar no aumento do rebanho, pois podem prejudicar o desempenho dos animais e elevar os custos para o produtor.

Além dos pontos básicos relacionados à construção dos galpões como altura do pé direito, orientação e equipamentos necessários para a manutenção, existem outros pontos que precisam de uma atenção especial, como:

Vacas em Compost Barn
  • Espaço adequado por animal

O espaço por animal está relacionado diretamente com o bem-estar das vacas, pois a alta lotação é um fator estressante para elas. Além disso, alta lotação no Compost Barn dificulta o manejo da cama, deixando-a mais úmida e aumentando as chances do desenvolvimento de mastite. Já no Free Stall o espaço por vaca é definido de acordo com o número e o tamanho das camas, sendo que elas devem ser projetadas respeitando o tamanho dos animais da propriedade.

  • Espaço de cocho

De forma análoga ao item anterior, o espaço de cocho precisa ser compatível com a quantidade de animais, para evitar a dominância e competição pela comida. As vacas dominantes impedem o acesso de outras vacas ao cocho e, desta forma, comem mais que as outras. Isso se torna um problema porque as vacas que comem mais podem desenvolver doenças metabólicas (dependendo da dieta), enquanto as vacas que comem menos apresentam queda na produção de leite e acabam emagrecendo e prejudicando também a reprodução. Por isso é importante ter atenção ao espaço disponível de cocho.

  • Funcionamento de ventiladores e aspersores

Estes dois equipamentos são muito utilizados para melhorar o conforto térmico, especialmente durante os meses mais quentes do ano. Além disso, no Compost Barn os ventiladores também possuem a função de acelerar a secagem e a compostagem da cama. Ou seja, precisam funcionar não somente nos meses quentes, mas durante todo o ano.

  • Qualidade da água

A qualidade da água influencia diretamente no consumo de alimentos, que por sua vez, está relacionado com o aumento ou a redução da produção de leite. Vacas gostam de água limpa, portanto, a água disponível precisa ser de qualidade e em quantidade suficiente para todas as vacas. Não se pode esquecer da limpeza dos bebedouros, que precisa ser feita periodicamente, de preferência todos os dias.

  • Tipo de cama

O material das camas precisa ser confortável, para que as vacas passem a maior parte do tempo deitadas. Camas de material abrasivo machucam e as vacas evitam de deitar, ficando muitas horas de pé e intensificando a pressão sobre os cascos, aumentando assim a chance de lesões podais. No Free Stall as camas de areia são bem aceitas pelos animais, enquanto as de borracha são menos confortáveis.

Estes são alguns pontos que podem passar despercebidos durante o dia a dia numa propriedade leiteira, mas que fazem toda a diferença no desempenho e na saúde dos animais, afetando diretamente o bolso do produtor. Portanto, observe a sua estrutura e faça as adequações necessárias para garantir os melhores resultados.

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.

Do boi se aproveita tudo!

By Agro Sem comentários

A criação e produção de bovinos possibilita o aproveitamento de praticamente todas as partes do corpo do animal e não somente a carne e o leite, que são os produtos principais

“Do boi se aproveita até o berro” é uma frase que você já deve ter ouvido algumas vezes e talvez não tenha prestado atenção que realmente há fundamento nestas palavras. Isto porque a criação e produção de bovinos possibilita o aproveitamento de praticamente todas as partes do corpo do animal e não somente a carne e o leite, que são os produtos principais. Os produtos derivados dos bovinos participam de inúmeros segmentos da indústria, sendo utilizados de diferentes formas.

Além da carne destinada ao consumo humano, outras partes do animal também são aproveitadas, chamadas de subprodutos, que são utilizados em inúmeros tipos de indústrias, desde as alimentícias até farmacêuticas.

Subprodutos bovinos

Conheça agora as principais partes utilizadas como matéria-prima para outras indústrias.

  • Couro

Depois de tratada, a pele do boi que é conhecida como couro, é utilizada em roupas, sapatos, bolsas, estofados e revestimentos e artigos esportivos (como bolas, chuteiras e luvas). Na pele está presente o colágeno, que é extraído e utilizado principalmente pelas indústrias farmacêuticas e cosméticas.

  • Pelos, sebo, gordura, ossos e sangue

Os pelos são usados na fabricação de pincéis, vassouras, filtros de ar e de combustível. A gordura está presente na fabricação de sorvetes e é muito utilizada em confeitarias. Já o sebo, que não é comestível, é matéria-prima para a produção de velas, sabão, sabonetes, cremes, detergentes e shampoos.

Já os ossos são utilizados na alimentação animal (aves, suínos e cães, por exemplo) na forma de farinha, rica em cálcio e fósforo. O sangue também pode ser aproveitado na forma de farinha ou para a produção de soro e plasma, sendo este último usado para confeccionar vacinas. Também podem ser aplicados como fertilizantes, devido à sua rica composição.

  • Tendões e ligamentos

São utilizados na indústria alimentícia na forma de gelatina e geleias. Também estão presentes em óleos lubrificantes e graxas para couros e máquinas.

  • Cascos e chifres

São muito encontrados em artesanatos e deles também são extraídos componentes utilizados no pó de extintores de incêndio, adesivos, plásticos e também são aproveitados como alimentos para pets.

  • Órgãos internos

Além das vísceras comestíveis, os órgãos dos bovinos são utilizados na fabricação de produtos que sequer imaginamos, como: produção de hormônios, enzimas, vitaminas, corda de instrumentos, materiais médicos, raquete de tênis e embutidos.

Até o som (o berro) é aproveitado em gravações musicais de filmes e novelas. Sem contar as fezes, utilizadas como adubo e as mais variadas partes aproveitadas como alimentos e petiscos para pets. Muitos componentes são extraídos dos bovinos e praticamente 100% do corpo animal é aproveitado, o que torna a pecuária uma atividade sustentável do início ao fim.

Agora você já sabe: do boi se aproveita tudo, até o berro!

 

 

 

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
Leia mais em: https://esteiogestao.com.br/blog/

Use um sistema que te permite acessar as informações a qualquer momento e em qualquer lugar.

Você é produtor e quer gerenciar o seu negócio de forma prática e rápida? Conheça as nossas soluções agropecuárias em: https://esteiogestao.com.br/produtos-e-servicos/

Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades.