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Uso de aditivos na alimentação de ruminantes

By Agro Sem comentários

Saiba mais sobre os aditivos, ingredientes utilizados na alimentação dos ruminantes para aumentar a qualidade da dieta ou melhorar o desempenho animal

Os aditivos têm sido muito estudados e utilizados na alimentação dos ruminantes, pois a maioria promove uma melhora no ambiente ruminal, favorecendo a fermentação e contribuindo para melhorar o desempenho animal. Segundo o MAPA, considera-se um aditivo a “substância, micro-organismo ou produto formulado, adicionado intencionalmente aos produtos, que não é utilizada normalmente como ingrediente, tenha ou não valor nutritivo e que melhore as características dos produtos destinados à alimentação animal ou dos produtos animais, melhore o desempenho dos animais sadios ou atenda às necessidades nutricionais.”

Hoje existem muitos aditivos comercializados no Brasil, com diferentes mecanismos de ação. Eles são classificados como aditivos tecnológicos, sensoriais, nutricionais, zootécnicos, anticoccidianos e agonistas.

Os aditivos tecnológicos e sensoriais, como antifúngicos, adsorventes, conservantes, aglutinantes, estabilizantes, corantes e aromatizantes são utilizados pelo setor industrial, enquanto os demais aditivos são empregados em toda cadeia da nutrição animal.

Vacas

Tipos de aditivos

Além dos aditivos tecnológicos e sensoriais, também existem os nutricionais e zootécnicos:

1 – Aditivos nutricionais

São todas as substâncias utilizadas para manter ou melhorar as propriedades nutricionais do produto, como vitaminas (niacina, biotina, colina protegida, calcidiol); minerais (selênio orgânico, cromo orgânico); aminoácidos (metionina, lisina, histidina) e ácidos graxos de cadeia longa (saturados, insaturados, palmítico, DHA, EPA).

2 – Aditivos zootécnicos

São substâncias utilizadas para auxiliar na melhoria do desempenho animal, como ionóforos, leveduras, probióticos, enzimas, tamponantes para o rúmen, ácidos orgânicos e extrato de própolis.

Os ionóforos são antimicrobianos que inibem ou deprimem o crescimento de bactérias dentro do rúmen, causando alterações na fermentação ruminal e melhora no desempenho. Eles atuam inibindo principalmente as bactérias gram-positivas, aumentando a eficiência energética, reduzindo a produção de ácido lático e aumentando a produção de propionato no rúmen. Em alguns países, como os da União Europeia, seu uso é proibido e há muita discussão sobre o risco de resíduos na carne e no leite.

Os ionóforos mais utilizados são a monensina, lasalocida e salinomicina, sendo a monensina muito utilizada na alimentação de vacas leiteiras.

Outros antimicrobianos que atuam melhorando o desempenho dos bovinos são a virginiamicina, bacitracina de zinco, flavomicina e espiramicina, sendo a virginiamicina muito utilizada na pecuária de corte.

As leveduras, fungos encontrados naturalmente dentro do rúmen, também são muito utilizadas nas dietas de vacas leiteiras e atuam otimizando o ambiente ruminal, aumentando a digestibilidade da fibra e melhorando a conversão alimentar. Elas têm sido muito estudadas, pois é uma opção ao uso dos antimicrobianos.

Também são considerados aditivos zootécnicos os probióticos, microrganismos vivos que se estabelecem no trato gastrointestinal e mantém a microbiota benéfica, evitando a proliferação de microrganismos patogênicos.

As enzimas também são aditivos zootécnicos, especialmente as enzimas fibrolíticas. Elas potencializam a degradação da fibra, melhorando a sua digestibilidade. As mais utilizadas são as celulases, hemicelulases, xilanases e pectinases.

Os tamponantes, como o bicarbonato de cálcio, também atuam na melhoria do ambiente ruminal, neutralizando os ácidos produzidos durante a fermentação, especialmente se a dieta tiver grandes quantidades de amido e forragens bem moídas. Seu uso é muito comum em dietas de vacas de alta produção, que consomem grandes quantidades de concentrado e têm maiores riscos de desenvolverem acidose ruminal e outros problemas metabólicos.

Os ácidos orgânicos são constituintes naturais dos alimentos e sua utilização é segura por não produzir resíduos na carne e no leite dos animais. Os ácidos málico e fumárico são os principais utilizados na dieta de vacas leiteiras.

O extrato de própolis, muito utilizado por humanos por ser antimicrobiano, cicatrizante e anti-inflamatório, vem sendo estudado para ser utilizado na alimentação bovina. Apesar de poucos estudos, observou que seu uso reduziu a produção de metano e selecionou bactérias benéficas no rúmen.

 

Apesar dos vários benefícios dos aditivos, é válido lembrar que eles não corrigem problemas nutricionais e nem dietas mal formuladas. Os aditivos funcionam como um ajuste fino da nutrição, e é necessário que o manejo alimentar esteja adequado para que os resultados com o uso dos aditivos sejam satisfatórios.

Bibliografia consultada:

-Revista Leite Integral. Aditivos: o que há de novo? Disponível em https://www.revistaleiteintegral.com.br/noticia/aditivos-o-que-ha-de-novo

-Nutritime. Utilização de aditivos nas dietas de bovinos de corte no Brasil: revisão de literatura. Disponível em https://www.nutritime.com.br/site/wp-content/uploads/2020/02/Artigo-469.pdf

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Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

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Importância do período de transição para vacas leiteiras

By Agro Sem comentários

Entenda por que você deve dar uma atenção especial para as vacas no período de transição e como isso pode impactar a produção de leite durante a lactação

O período de transição é o período compreendido entre as três semanas antes e as três semanas após o parto, onde a vaca passa da condição de seca e gestante para a condição de lactante não gestante, ocasionando grandes mudanças metabólicas e fisiológicas no seu organismo.

As exigências nutricionais das vacas aumentam consideravelmente neste período. Nas semanas que antecedem o parto, os requerimentos serão direcionados principalmente para o crescimento do bezerro, desenvolvimento da glândula mamária, produção de colostro e síntese de leite. Ao mesmo tempo, ocorre uma queda no consumo de alimentos durante essas três semanas, que pode chegar a 30% segundo Grummer et al, 1999.

Escore de condição corporal

Um fator muito importante que deve ser monitorado é o escore de condição corporal das vacas. O escore ideal ao parto é em torno de 3 a 3,5, sendo o mesmo recomendado no momento da secagem. Isso porque vacas que parem gordas têm maiores chances de desenvolverem problemas metabólicos no pós-parto, que podem impactar negativamente toda a lactação.

Logo após o parto, a vaca entra em balanço energético negativo, ou seja, ela não consegue ingerir a quantidade de alimento necessária para suprir todas as suas exigências, e com isso mobiliza suas reservas corporais para sustentar a produção de leite. Vacas com maior escore corporal mobilizam mais gordura no pós-parto, e ficam mais propensas a desenvolverem problemas de saúde e reprodutivos.

 

Vacas leiteiras

Manejo nutricional no pré e pós-parto

Para evitar ou atenuar os distúrbios que podem ocorrer após o parto, como hipocalcemia, cetose e deslocamento de abomaso, é fundamental que as vacas recebam uma alimentação adequada, que deve ser iniciada no pré-parto.

Uma estratégia muito utilizada na alimentação de vacas no pré-parto é o fornecimento de dietas aniônicas, que visam reduzir a ocorrência de hipocalcemia através de uma leve acidose metabólica. Desta forma, ocorre uma maior mobilização óssea de cálcio para a corrente sanguínea.

Após o parto, é o momento de tentar aumentar o consumo de matéria seca, para minimizar os efeitos do balanço energético negativo. O uso de fontes lipídicas atenua a mobilização de gordura corporal, pois aumentam a densidade energética da dieta.

É importante priorizar alimentos que não reduzam a ingestão, evitando aqueles com fibra de baixa qualidade ou com alta quantidade de amido, que pode levar à acidose ruminal. Tudo que ocorre nas duas semanas após o parto pode afetar toda a lactação da vaca, por isso, é recomendado que o manejo nutricional seja bem-feito e monitorado desde o pré-parto, para evitar ao máximo qualquer problema após a parição.

Separação de lotes

Separar os lotes de vaca seca, pré-parto e pós-parto nem sempre é fácil. Requer espaço, instalação e até mão de obra disponível para fazer isso.

Porém, os estudos mostram que ter um lote separado para vacas que estão a 21 dias do parto facilita as ações necessárias para minimizar os problemas do pós-parto, pois é possível controlar melhor a dieta e observar o momento do parto, intervindo de forma antecipada se for preciso.

Já o lote de pós-parto possibilita uma dieta adequada para o momento que a vaca está passando, pois tem menos competição por alimento e melhora o monitoramento dos animais.

 

Por fim, o manejo no período de transição é um desafio para os produtores de leite. Apesar de todas as mudanças que ocorrem no organismo das vacas, é possível minimizar os problemas causados pelo balanço energético negativo através de um bom manejo nutricional, reduzindo seus efeitos sobre a saúde, produção e reprodução das vacas.

Bibliografia consultada:

-Rotta, Polyana Pizzi; Marcondes, Marcos Inacio; Pereira, Bianca de Moraes. Nutrição e Manejo de Vacas Leiteiras. Viçosa-MG.Ed.UFV,2019.

-Marcondes, Marcos Inacio …(et al). Nutrição e Manejo de vacas de leite no período de transição. Viçosa-MG. Ed.UFV,2019

-Educapoint. Manejo e transição de vacas em lactação. Disponível em https://www.educapoint.com.br/catalogo/curso/nutricao-vacas-transicao/

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Importância dos minerais na alimentação dos ruminantes

By Agro Sem comentários

Entenda a importância dos minerais na alimentação dos ruminantes e quais são considerados essenciais para os bovinos

Os minerais constituem uma das principais limitações nutricionais dos bovinos, especialmente aqueles criados a pasto, já que a maioria das forragens não suprem as exigências de todos os elementos que estes animais precisam.

Os minerais são elementos químicos inorgânicos encontrados na forma de sais e associados a elementos inorgânicos ou orgânicos. Apesar de compor apenas 5% do corpo de um animal, os minerais fazem parte de 80 a 85% do esqueleto e compõem a estrutura dos músculos, além de serem indispensáveis para o bom funcionamento do organismo.

Podemos resumir as funções dos minerais em duas, dada a grande e complexa participação deles nas funções do organismo. São elas:

-Função estrutural: participam de estrutura de tecidos ou moléculas de compostos orgânicos, como o cálcio, fósforo e magnésio na estrutura dos ossos.

-Função metabólica: participam do metabolismo de outros nutrientes da dieta por meio de complexos enzimáticos.

Os minerais são divididos em macroelementos, aqueles encontrados em maior quantidade no organismo, como o cálcio, cloro, magnésio, fósforo, potássio, sódio e enxofre. E em microelementos, como o cobalto, iodo, ferro, manganês, selênio e zinco, que são encontrados em menor quantidade no corpo do animal.

Minerais essenciais

Os minerais essenciais são aqueles indispensáveis para o bom funcionamento do organismo animal. Veja abaixo quais são as principais funções de cada um.

-Cálcio (Ca): formação dos ossos e dentes; contração muscular; produção de leite.

-Cloro (Cl): principal constituinte do suco gástrico e participa da digestão de algumas proteínas.

-Magnésio (Mg): formação de ossos e dentes; contração muscular; participação de reações enzimáticas.

-Fósforo (P): formação de ossos e dentes; fermentação ruminal; reações enzimáticas; produção e secreção de leite; metabolismo energético.

-Potássio (K): contração muscular; transporte de oxigênio e gás carbônico no sangue; manutenção do equilíbrio ácido-básico celular; produção de leite.

-Sódio (Na): fermentação ruminal; contração muscular; transmissão de impulso nervoso.

-Enxofre (S): fermentação ruminal; componente de proteínas e vitaminas; composição de cartilagens e tendões.

-Cobalto (Co): componente da vitamina B12 sintetizada pelos microrganismos ruminais; fermentação ruminal.

-Selênio (Se): antioxidante; importante para a reprodução e resposta imunológica do animal.

-Iodo (I): síntese de hormônios da tireoide.

-Manganês (Mn): desenvolvimento dos ossos; ativador de enzimas; coagulação sanguínea.

-Cobre (Cu): formação de ossos e dentes; respiração celular; desenvolvimento do tecido conjuntivo.

-Ferro (Fe): transporte de oxigênio e respiração celular.

-Zinco (Zn): síntese proteica; catalisador de enzimas; reprodução dos animais; essencial para o sistema imunológico.

Gado no cocho

Fornecimento: consumo forçado ou à vontade no cocho?

Uma das formas mais seguras de garantir o consumo de minerais é através de suplementos minerais misturados ao concentrado. Geralmente a inclusão é em torno de 3 a 4% de suplementação mineral na formulação do concentrado.

Por outro lado, o suplemento pode ser deixado à vontade no cocho, mas a ingestão pode ser muito variável, e nem sempre o animal consegue obter as quantidades mínimas requeridas. Além disso, é importante que o cocho seja coberto, pois alguns minerais são solúveis em água.

É importante que o produtor forneça suplementos de qualidade, de empresas idôneas que utilizam ingredientes de alta qualidade e que contenham o selo do Serviço de Inspeção Federal – SIF.

A deficiência de minerais pode causar inúmeros problemas, como: fragilidade óssea, retenção de placenta, tetania, perda de peso, redução da fertilidade, queda no sistema imunológico, fraqueza muscular, redução do consumo de alimentos, redução da produção de leite, crescimento lento, anemia, aborto, mastite, infecções uterinas etc.

A suplementação de minerais deve ser obrigatória para que os animais tenham saúde e bom desempenho na produção de carne ou leite.

 

Bibliografia consultada:

– NETO, João Gonsalves. Manual do Produtor de Leite. 1ed. Viçosa. Aprenda Facil,2016

– Rotta, Polyana Pizzi; Marcondes, Marcos Inacio; Pereira, Bianca de Moraes. Nutrição e Manejo de Vacas Leiteiras. Viçosa-MG.Ed.UFV,2019.

-Lana, Rogério de Paula. Nutrição de alimentação animal (mitos e verdades). Viçosa – MG ed.UFV,2020.

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Micotoxinas na alimentação dos ruminantes

By Agro Sem comentários

Conheça quais são as principais micotoxinas encontradas na alimentação dos ruminantes e como isso afeta o desempenho e a saúde destes animais

 

As micotoxinas são compostos tóxicos produzidos por fungos que afetam tanto os animais quantos os seres humanos. Os ruminantes, por se alimentarem de forragens e concentrados à base grãos, estão mais expostos a estes compostos tóxicos, que causam perdas no desempenho animal, e consequentemente, prejuízos para o produtor.

As forragens, seja na forma de pastagem ou conservadas como silagem e/ou feno, além de grãos como milho, trigo, aveia, cevada, amendoim e arroz, são as culturas mais comumente contaminadas pelas micotoxinas. A contaminação pode ocorrer no campo, através do solo e da pastagem, no momento do transporte ou no local de armazenamento, como galpões e silo.

Animais que ingerem alimentos com micotoxinas desenvolvem uma doença chamada micotoxicose, que apresenta inúmeros efeitos no organismo, e a severidade depende do tipo e dose da micotoxina, além da espécie e saúde do animal. Alguns dos efeitos comuns da micotoxicose são: redução da imunidade, problemas renais e hepáticos, reações alérgicas, desordens reprodutivas, redução do consumo, problemas respiratório e circulatório e até a morte.

Dentre os principais gêneros de fungos micotoxigênicos podemos citar o Aspergillus, Alternaria, Fusarium, Penicillium, Stachybotrys e Claviceps.

Principais micotoxinas e seus efeitos na saúde animal

Além das forragens e grãos, as micotoxinas também podem estar presentes nas rações concentradas, em resíduos de cervejaria e em farinhas, como farinha de soja, de girassol e de colza. Estes alimentos se contaminam quando são mal armazenados, principalmente em ambientes úmidos.

As principais micotoxinas são:

-Aflatoxinas: são produzidas pelos fungos do gênero Aspergillus, e são encontradas em grãos como milho, amendoim, soja, trigo, aveia, arroz etc. Causam alterações hepáticas, hemorragias, queda no consumo, no ganho de peso e na produção de leite, além de reduzir a imunidade e levar o animal a óbito.

-Fumonisinas: produzidas por fungos do gênero Fusarium, encontradas no milho e em cereais de inverno. Provocam danos hepáticos e renais, redução no consumo, no ganho de peso e na produção de leite.

-Zearalenona: também são produzidas pelos fungos Fusarium, e provocam problemas reprodutivos, vulvovaginite, estros irregulares e prolapso vulvar. São encontradas principalmente no milho, trigo, cevada, arroz e sorgo.

-Desoxinivaleno (DON): outra micotoxina produzida pelo gênero Fusarium, provoca redução no consumo de alimentos, baixa produção de leite, diarreia, problemas reprodutivos e até a morte dos animais. É muito encontrada em silagens e grãos.

-Ocratoxina: produzidas pelo gênero Penicillium durante o armazenamento de rações. Provocam edema pulmonar, afecções renais e podem aumentar a taxa de mortalidade.

-Patulina: também são produzidas por fungos do gênero Penicillium, e estes fungos crescem em algumas frutas, legumes, grãos e cereais. Causam hemorragia no trato digestivo, comprometimento da função ruminal e redução da produção de leite e carne.

Silagem mofada

Micotoxinas e silagens

Eventualmente as forragens ensiladas apresentam maior chance de estarem contaminadas com micotoxinas do que as forragens secas, principalmente se as condições de armazenamento e fermentação não forem bem controladas. Por exemplo, os bolores coloridos nas silagens indicam a presença de fungos, e de acordo com Mahanna (2009), eles podem ser identificados como:

-Penicillium: forma um bolor azul-esverdeado, e as toxinas envolvidas podem ser ocratoxina e patulina.

-Aspergillus: o bolor é amarelo-esverdeado, indicando a presença de aflatoxinas e ocratoxina.

-Fusarium: bolor branco-rosado, podendo conter zearalenona, DON e fumonisina.

 

Vale ressaltar que essa identificação visual não dispensa a análise do tipo de fungo e de micotoxinas presentes nas silagens ou em qualquer outro alimento. Uma forma de reduzir a contaminação é utilizar rações de boa procedência e qualidade, que contêm adsorventes que reduzem a absorção intestinal das micotoxinas. Além disso, a conservação dos alimentos em local seco, protegido e livre de pragas é de fundamental importância.

Portanto, o controle de micotoxinas deve abranger não somente a fazenda, mas os fornecedores de grãos e rações, para que este problema não cause prejuízos aos animais e nem ao produtor.

Bibliografia consultada:

-Alltech – Gestão de micotoxinas. Disponível em https://www2.knowmycotoxins.com/pt/species/ruminantes

-Alltech – Micotoxinas na produção de ruminantes: quais os tipos e seus efeitos? Disponível em https://www.alltech.com/pt-br/blog/micotoxinas-na-producao-de-ruminantes-quais-os-tipos-e-seus-efeitos

-Nutrição e saúde animal by Vaccinar – Micotoxinas e a saúde animal: entenda os impactos na produção animal. Disponível em https://nutricaoesaudeanimal.com.br/micotoxinas-e-saude-animal/

-Milkpoint – Presença de micotoxinas em silagens: efeitos na nutrição de ruminantes. Disponível em https://www.milkpoint.com.br/artigos/producao-de-leite/presenca-de-micotoxinas-em-silagens-efeitos-na-nutricao-de-ruminantes-50491n.aspx

 

 

 

 

 

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Por que fazer o planejamento de volumosos?

By Agro Sem comentários

Saiba por que o planejamento de volumosos deve ser feito e quais as vantagens ele traz para a atividade

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelo pecuarista é a sazonalidade da produção das forrageiras, que possui seu ciclo de produção e crescimento bem definidos durante o período das águas. Na época mais seca do ano, quando as chuvas são escassas, a temperatura é mais baixa e o período de luminosidade é menor, a oferta de forragem reduz consideravelmente. Por este motivo o produtor deve se antecipar e fazer o planejamento de volumosos, para garantir a alimentação do rebanho durante este período de escassez de forragens.

O planejamento de volumosos consiste em planejar e ter disponível a quantidade de volumoso necessária para alimentar o rebanho durante o ano, principalmente na época seca, seja na forma de pastagens, de alimento conservados como silagens, fenos e pré-secados ou capineiras e canaviais, para garantir a oferta de alimento para todo o rebanho.

Desta forma, o planejamento de volumoso auxilia na otimização da produção, que por meio da nutrição adequada mantém a produção de leite, o ganho de peso e melhora os indicadores da propriedade.

 

Como fazer o planejamento de volumosos

Antes de iniciar o planejamento propriamente dito, o produtor precisa analisar alguns pontos cruciais para o sucesso do planejamento, como:

  • Qual o objetivo do fornecimento do volumoso? Produção de leite, manutenção, cria, recria ou engorda e terminação?
  • Quais animais receberão esse volumoso, em qual quantidade e por quanto tempo?
  • Qual a infraestrutura necessária para o volumoso que vou utilizar?

Após responder estas perguntas, o próximo passo é calcular a área necessária para produzir a quantidade a ser utilizada, considerando a produtividade da forrageira escolhida.  É importante adicionar uma margem de segurança de 10 a 20%, para minimizar qualquer perda que possa ocorrer durante o processo de produção do volumoso.

Plantação de milho

Por que fazer o planejamento de volumosos?

Além de garantir a alimentação do rebanho, o planejamento de volumosos auxilia em outros pontos, como manter o bom desempenho dos animais. Através da nutrição adequada os animais mantêm a produção, não perdem escore corporal e preservam um bom desempenho reprodutivo, contribuindo para melhorar os índices técnicos e econômicos da propriedade.

Nesse sentido, também é uma forma de reduzir o custo do volumoso, pois o produtor que faz compras estratégicas dos insumos que serão utilizados no plantio consegue um preço melhor, reduzindo o custo de produção.  Além disso, produzir o volumoso na própria fazenda, na maioria das vezes, fica mais barato do que comprar de terceiros, principalmente se for em época de oscilações de mercado ou de muitas intempéries climáticas.

Além da redução do custo, o planejamento contribui para otimizar o uso do volumoso, através de práticas de manejo que permitem o fornecimento de forragens de melhor qualidade para os animais mais produtivos, como as vacas em lactação e lote pré-parto. Já as categorias com menores exigências nutricionais, como a recria as vacas secas, podem receber um volumoso mais barato.

Uma outra vantagem do planejamento de volumosos é conhecer a capacidade de produção da fazenda, que ajuda o produtor a saber o momento de repor matrizes, descartar animais ou arrendar áreas para aumentar a produção de alimentos e atender a demanda do rebanho.

 

Principais volumosos utilizados

Os principais volumosos utilizados no período seco são as silagens, que podem ser de milho, sorgo, capim, cana ou outro alimento. Também são utilizadas as pastagens, fenos, pré-secados, capineiras e cana de açúcar in natura.

O importante é que o produtor entenda que os volumosos são a base da alimentação dos bovinos, e por isso é preciso garantir que todos os animais tenham acesso ao alimento, de forma a evitar prejuízos que podem ser contornados por meio do planejamento de volumoso.

 

 

 

 

Bibliografia consultada:

Educapoint. Planejamento alimentar para gado de leite em sistema de pastagem. Disponível em https://www.educapoint.com.br/catalogo/curso/planejamento-alimentar-leite/

Revista Leite Integral. Na arte de ensilar, o planejamento é o segredo. Disponível em https://www.revistaleiteintegral.com.br/noticia/na-arte-da-ensilagem-o-planejamento-e-o-segredo

Confinamento já alcança 5 milhões de bois no país

 

 

 

 

 

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Autor:

Rodrigo Pereira

Médico Veterinário, pós-graduando em Produção, Reprodução e Gerenciamento de bovinos. Analista de negócios do Esteio Gestão.

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Vantagens dos sistemas de produção da pecuária de corte

By Agro Sem comentários

Conheça os tipos e as vantagens de cada sistema de produção de gado de corte no Brasil, um país com grande potencial para exploração pecuária

 

O Brasil possui vasta extensão territorial, com grande potencial para a exploração da criação de gado, com cerca de 164 milhões de hectares, segundo levantamento do IBGE 2018. Com esse contexto, de terras altamente aproveitáveis, o país detém o maior rebanho comercial do mundo, em torno de 213,5 milhões de cabeças bovinas. Em 2019 aproximadamente 32,5 milhões de cabeças foram abatidas, com peso total de carcaça equivalente a 8.217 bilhões de quilogramas (IBGE,2019).

Dentre todas as atividades econômicas do Brasil, o agronegócio destaca-se como o setor mais importante para a economia nacional. Em 2019, o PIB do agronegócio representou 21,4% (Cepea) e somente a agropecuária representou 5,2% do PIB nacional (MAPA).

A produção de bovinos de corte envolve três fases:  cria, recria e engorda. A fase de cria inicia-se com a reprodução das matrizes e estende-se ao crescimento do bezerro até a desmama, que ocorre entre seis e oito meses de idade. A partir do desmame dos animais inicia a fase de recria, que se estende até a reprodução das fêmeas e/ou o início da fase de engorda dos machos, sendo a recria a fase de maior duração no subsistema tradicional brasileiro. A fase de engorda compreende o ganho das últimas arrobas e o acabamento da carcaça para o abate.

A escolha do sistema a ser trabalhado deve ser realizada com cautela. Todos os sistemas possuem suas particularidades, por isso devemos levar em consideração as condições da região, estrutura da fazenda e a capacidade do produtor em promover investimentos. Para auxiliá-lo nesta tomada de decisão, a equipe Esteio Gestão é composta por profissionais capacitados para esclarecerem as dúvidas e direcionar o pecuarista que deseja melhorar a produtividade e rentabilidade de sua fazenda.

gado no pasto

Cria, recria e engorda – entendendo cada fase

Cria

A fase de cria no Brasil é feita a pasto, o que reduz custos com alimentação, maquinário e estruturas. Nesta fase os principais desafios estão em emprenhar as matrizes, diminuir as taxas de mortalidade e desmamar os bezerros com peso adequado. Nesse sistema temos o benefício de vender todos os bezerros desmamados, vender o excedente de fêmeas desmamadas e as matrizes para descarte.

Recria

Após os bezerros serem desmamados, os animais entram na fase de recria ou crescimento, que irá se estender até a reprodução ou engorda. Esta é uma fase que a dieta tem grande influência no resultado técnico-econômico da operação, visto que o seu tempo de duração é significativo no ciclo de produção. Por isso, utilizar boas estratégias de suplementação traz melhores resultados produtivos e econômicos. Na recria temos como vantagem a maior produção de arrobas por hectare, maior liquidez dos animais, maior taxa de desfrute e maior taxa de lotação.

Engorda

A engorda, também conhecida como terminação, é realizada a pasto ou em confinamento. Dos 32,5 milhões de cabeças abatidas no Brasil, em 2018, cerca de 15 % foram terminadas em confinamento (informação do Valor Econômico). Esta fase consiste no ganho das últimas arrobas e do acúmulo final de gordura, conhecido como acabamento de carcaça, para o abate. Quando realizada com técnica adequada é a mais curta do ciclo produção, com isso, conseguimos girar o capital empatado em animais mais rapidamente, tornando o sistema potencialmente mais eficiente.

 

O sistema de ciclo completo envolve todas as fases produtivas (cria, recria e engorda), por isso se faz necessário maiores áreas, melhores estruturas e maior capital investido. Em contrapartida, é a atividade que sofre menor dependência do mercado, por produzir seu principal insumo: bezerro e o boi magro.

Desafios da produção

Independente do sistema a ser trabalhado, temos o desafio de aumentar a produtividade por área, de forma eficiente e com custos equilibrados. O objetivo é aumentar a quantidade de arrobas produzidas por hectare, desse modo, aproveitamos melhor a terra e obtemos uma maior taxa de retorno do capital empatado.

No sistema de cria buscamos aumentar a taxa de lotação de vacas prenhes ou paridas por área, isso trará mais bezerros desmamados, ou seja, mais arrobas produzidas. Nas fases de recria e engorda buscamos aumentar a taxa de lotação por área, sem prejudicar o ganho de peso e assim atingimos o objetivo de maior quantidade de arrobas produzidas por hectare.

A atividade escolhida deve ser considerada como um empreendimento econômico e deve gerar lucros para que se desenvolva e prospere. Para te auxiliar no gerenciamento do seu negócio, o Esteio Gestão Agropecuária é a ferramenta ideal para facilitar suas tomadas de decisões!

 

 

Bibliografia consultada:

EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Disponível em: http://old.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/doc/doc85/020sistema.html

ABIEC. Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne. Perfil da Pecuária no Brasil Relatório anual 2018. Disponível em: http:// www.abiec.com.br/noticias.aspx.

CEPEA. Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada. Disponível em:

https://www.cepea.esalq.usp.br/br/pib-do-agronegocio-brasileiro.aspx

MAPA. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Disponível em:

http://www.agricultura.gov.br/noticias/pib-do-setor-agropecuario-cresceu-1-3-em-2019.

Valor Econômico. Disponível em:

Confinamento já alcança 5 milhões de bois no país

 

 

 

 

 

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Autor:

Rodrigo Pereira

Médico Veterinário, pós-graduando em Produção, Reprodução e Gerenciamento de bovinos. Analista de negócios do Esteio Gestão.

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Febre aftosa: por que vacinar o seu rebanho?

By Agro Sem comentários

Entenda o que é e por que você deve vacinar seu rebanho contra a febre aftosa, uma doença que causa grandes perdas econômicas ao produtor

 

A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa causada por um vírus da família Picornaviridae, do gênero Aphtovirus, que afeta bovinos, suínos, ovinos, caprinos, bubalinos e outros animais de casco bipartido, como camelos, lhamas, capivaras e elefantes.

Esta doença causa grandes consequências econômicas e sociais, e por se disseminar de forma muito rápida, é uma das enfermidades mais combatidas no mundo todo.

Os primeiros sinais da doença aparecem nos animais infectados após um período de 2 a 14 dias, sendo as vesículas e erosões na boca e nos pés os sintomas mais conhecidos.

Transmissão da febre aftosa

A transmissão da febre aftosa ocorre quando os animais sadios entram em contato direto com outros animais infectados ou com objetos contaminados.

O vírus está presente no epitélio e fluido das vesículas, além da saliva, leite, fezes e urina, e no pico da doença o vírus também se encontra no sangue. Além disso, a doença pode ser transmitida pela movimentação de pessoas, animais, veículos, calçados, roupas e até pelas mãos de pessoas que tiveram contato com animais doentes.

Caminhões, carretas, currais de embarque e recintos de leilões também se tornam fontes de contaminação quando ocorre o contato com algum animal doente.

Além disso, pode ocorrer a transmissão por via aérea, dependendo das condições climáticas, fazendo com que o vírus se espalhe por grandes distâncias.

Quais são os sintomas?

O vírus provoca febre e vesículas (bolhas) dentro e ao redor da boca, língua, lábios, tetos, espaço interdigital e ao redor dos cascos. Essas vesículas se rompem e formam feridas, que são chamadas de erosões.

As erosões causam dor e desconforto, levando o animal à salivação excessiva, claudicação, apatia, falta de apetite, e dificuldade de ficar em pé.

Alguns outros sintomas que podem aparecer:

-Febre com duração de 2 a 3 dias;

-Emagrecimento;

-Queda na produção de leite;

-Aborto;

-Redução da ingestão de água;

-Morte em animais muito jovens.

 

A doença não possui tratamento, e a recuperação dos animais ocorre em até 15 dias, porém eles continuam sendo portadores do vírus por um período que varia de 6 meses a 3 anos.

Os sintomas podem ser confundidos com outras doenças que provocam lesões semelhantes, como estomatite, língua azul, diarreia viral bovina, podridão dos cascos e doença vesicular dos suínos. A forma de saber se as lesões são realmente causadas pelo vírus da febre aftosa é através de exames laboratoriais específicos realizados nos laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Lesões causadas pela febre aftosa

E se a doença for confirmada?

Após a confirmação da doença, a ocorrência será comunicada à comunidade nacional e internacional, e a movimentação de animais e pessoas nas propriedades será restrita e controlada. O serviço veterinário oficial irá estabelecer uma zona de proteção e as medidas de biosseguridade serão intensificadas.

Além disso, todos os animais acometidos e suscetíveis que entraram em contato com os animais infectados deverão ser sacrificados e ter suas carcaças destruídas, para inativar o vírus.

Também deverá ser feita a desinfeção dos locais e de todos os materiais contaminados, como pneus, veículos e roupas.

Prejuízos causados pela febre aftosa

A febre aftosa causa grandes prejuízos econômicos para o produtor e afeta fortemente as relações comerciais, pois impede a comercialização local e internacional de animais e seus produtos.

Com isso, os países importadores estabelecem fortes barreiras aos produtos oriundos de regiões com foco de febre aftosa, afetando de maneira significativa a economia.

Por estes motivos a vacinação é obrigatória na maioria dos estados do Brasil, exceto naqueles que são considerados livres da doença sem vacinação, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e algumas regiões do Amazonas e Mato Grosso.

Apesar de não impedir a entrada do vírus, a vacina funciona como uma medida de controle da doença, e deve ser feita em todas as propriedades de acordo com o calendário de vacinação do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa.

Bibliografia consultada:

-Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural RS – Orientações Técnicas – Disponível em https://www.agricultura.rs.gov.br/upload/arquivos/201710/10153339-folder-febre-aftosav3.pdf

-Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Perguntas frequentes. Disponível em https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude-animal/febre-aftosa/documentos-febre-aftosa/PerguntasfrequentesFebreaftosa.pdf

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Autora:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Pereira Viana

Zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa com mais de 10 anos de experiência trabalhando com pecuária leiteira.Criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

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Principais raças de gado de corte no Brasil

By Agro Sem comentários

Conheça quais são as principais raças de gado corte utilizadas para produção de carne no Brasil e quais as suas características mais importantes

 

O Brasil possui o maior rebanho de bovinos de corte do mundo, e a pecuária é um dos segmentos mais importantes do agronegócio brasileiro. Conhecer as principais raças de gado de corte e as suas características é fundamental para que o produtor entenda o quanto isso pode impactar na sua produção e, assim, optar pelas raças que melhor se enquadram no seu sistema.

O melhoramento genético dos animais ocorrido ao longo dos anos, permitiu selecionar características desejáveis que tornou possível a utilização de várias raças no nosso país, que possui vasta extensão territorial e diferentes tipos de clima, relevo e sistemas de produção.

Gado pré-abate

Qual raça devo escolher?

Para escolher a raça mais adequada para iniciar o processo produtivo, é necessário conhecer as características de cada raça para saber se ela irá se adaptar ao clima e ao modelo de produção que a fazenda possui.

Por exemplo, se a engorda dos animais será feita a pasto, as raças zebuínas podem ter um desempenho melhor, visto que são mais adaptadas às altas temperaturas e umidade na época de chuva, além de serem mais resistentes aos parasitas.

Por outro lado, se a engorda será em confinamento, o produtor deve analisar qual raça traria o melhor retorno econômico, já que qualquer uma pode ser utilizada. As raças zebuínas, apesar de terem uma adaptação melhor ao clima e à umidade, possuem um ganho de peso mais lento quando comparadas com as raças taurinas. Contudo, as taurinas são mais vulneráveis ao estresse calórico e aos parasitas, o que pode aumentar os custos. Por isso na escolha da raça devem ser considerados, além das características de cada uma, o tipo de clima e manejo que a propriedade possui.

Conheça as principais raças de gado de corte utilizadas no Brasil e suas respectivas características

 

1 – Nelore

Possui origem indiana e é a raça mais predominante no Brasil, aproximadamente 80% da produção de carne é proveniente de animais Nelore ou “anelorados”.

É bem adaptada às condições climáticas brasileiras, especialmente nas regiões mais quentes. As matrizes nelore possuem boa fertilidade e habilidade materna, o que torna a raça mais utilizada em rebanhos comerciais de corte e para realização de cruzamentos industriais (zebu x taurino), obtendo animais altamente produtivos e com melhor adaptação.

Sua carne possui baixo teor de gordura de marmoreio.

2 – Angus

É uma das raças mais conhecidas, principalmente pela qualidade da carne, que apresenta bom teor de marmoreio e uma cobertura de gordura espessa e uniforme, conferindo maciez e sabor.

É uma raça de origem europeia que se adaptou bem ao clima brasileiro, e possui outras vantagens como boa fertilidade e a precocidade. Os animais atingem a puberdade e a fase de terminação mais cedo.

3 – Brahman

Teve origem no EUA e o Brahman é o resultado do cruzamento de várias raças zebuínas.

Também é bem adaptado ao clima brasileiro e resistente ao ataque de insetos, além de possuir facilidade de parto e bom desempenho reprodutivo.

4 – Brangus

É resultante do cruzamento das raças Angus e Brahman.

Apresenta precocidade sexual, boa habilidade materna e excelente acabamento de carcaça e teor de marmoreio da carne.

É muito utilizado em confinamentos devido ao seu elevado ganho de peso.

5 – Senepol

É uma raça africana que chegou ao Brasil nos anos 2000 e que tem como principais características um crescimento rápido e um ciclo de engorda curto, pois apresenta ótima conversão alimentar.

É altamente adaptável ao calor e à umidade e muito resistente aos parasitas, além de possuir um alto desempenho reprodutivo.

6 – Hereford

Raça de origem inglesa que tem excelente capacidade de engorda e de acabamento de carcaça, com bom marmoreio e deposição de gordura.

São animais de grande porte e boa estrutura muscular, longevos e adaptados aos diversos sistemas de produção.

 

Para que a pecuária se torne lucrativa é necessário, além de escolher a raça mais adequada para a fazenda e a região, cuidar do negócio como uma verdadeira empresa, que precisa de planejamento, organização e controle. Ou seja, é fundamental cuidar dos manejos nutricionais e sanitários, da estrutura, melhoramento genético e principalmente da gestão da propriedade.

Assim o produtor irá potencializar os seus resultados e aumentar a sua lucratividade.

 

Bibliografia consultada:

-Revista Agropecuária – Raças de Gado de Corte: Saiba quais predominam no Brasil. Disponível em http://www.revistaagropecuaria.com.br/2020/05/06/racas-de-gado-de-corte-saiba-quais-predominam-no-brasil/

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Cultura microbiológica do leite na fazenda

By Agro One Comment

Conheça mais sobre a cultura microbiológica do leite, ferramenta que identifica o patógeno causador da mastite e reduz o uso de antibióticos na fazenda

 

A cultura microbiológica do leite é uma ferramenta utilizada para identificar o patógeno causador da mastite, e além de reduzir o uso indiscriminado de antibióticos na fazenda, também possibilita que seja feito um tratamento mais eficiente para cada caso da doença.

Relembrando a mastite

A mastite é uma infecção da glândula mamária que pode ser classificada quanto à sua forma de apresentação, em clínica ou subclínica. Na forma clínica ocorrem alterações visuais no leite e podem ocorrer também no úbere, como inchaço. Já na forma subclínica nenhuma alteração visível é percebida, sendo necessário alguns testes para o seu diagnóstico, como o teste do CMT, WMT ou contagem individual de CCS.

A mastite também é classificada quanto à forma de transmissão, podendo ser contagiosa ou ambiental. A mastite contagiosa é transmitida no momento da ordenha, de uma vaca doente para uma vaca sadia, através de teteiras contaminadas ou das mãos do ordenhador. Já a mastite ambiental é transmitida por microrganismos presentes no ambiente que a vaca vive, como camas e locais onde elas se deitam.

Placa de cultura microbiológica

Prejuízos

Quando a mastite se manifesta na forma clínica, ocorrem gastos com medicamentos e descarte do leite, que se mantém por alguns dias após o término do tratamento. Porém, muitas infecções da glândula mamária podem ter cura espontânea, ou seja, não necessitam do uso de antibióticos. Isso depende muito do patógeno envolvido e do sistema imunológico do animal, e é aqui que a cultura microbiológica se mostra uma aliada do produtor.

Cultura microbiológica na fazenda

O objetivo principal de se fazer a cultura microbiológica do leite na fazenda é a rápida tomada de decisão com relação ao tratamento e a identificação dos patógenos causadores. Fazer a cultura permite a identificação dos patógenos em até 24 horas, auxiliando o produtor em dois aspectos: se é necessário fazer o tratamento com antibiótico e qual antibiótico ele deve utilizar.

O maior uso de antibióticos em uma propriedade leiteira é para o tratar os casos de mastite clínica. O uso indiscriminado contribui para a seleção de patógenos resistentes, aumenta as chances de resíduo do medicamento no tanque de leite e aumenta também os gastos, reduzindo a margem de lucro do produtor. Dessa forma, a cultura microbiológica é uma ferramenta de extrema importância para as fazendas no controle da mastite.

Porém, para se montar um laboratório de análise de cultura na fazenda é necessário ter estrutura e equipe capacitada, para realizar e interpretar os resultados corretamente. Algumas empresas do mercado já fornecem o kit para montagem do laboratório e materiais necessários para a inoculação e leitura dos resultados.

Vantagens da cultura microbiológica para mastite clínica

-Redução no uso de antibióticos para tratamento de mastite clínica;

-Redução de descarte de leite contaminado;

-Maior eficiência dos tratamentos, pois a cultura permite a identificação do microrganismo causador da mastite;

-Redução do risco de resistência bacteriana por uso indevido dos antibióticos;

-Redução nos gastos com medicamentos.

Vantagens da cultura microbiológica para mastite subclínica

-Identificar as vacas infectadas;

-Identificar os patógenos e fazer uma linha de ordenha com maior segurança;

-Avaliar a eficiência do tratamento no momento da secagem;

-Identificar as vacas que devem ser tratadas durante a lactação;

-Identificar as vacas que não respondem aos tratamentos com antibióticos;

-Melhor definição do protocolo de secagem.

 

É importante ressaltar que a cultura microbiológica é uma das formas de controle de mastite e CCS no rebanho, e que sozinha não traz todos os resultados. É preciso que o produtor tenha um bom manejo e todos os envolvidos saibam a importância de se conhecer e evitar a mastite.

Dessa forma o produtor conseguirá controlar a mastite e aproveitar melhor as vantagens que a cultura microbiológica proporciona.

Bibliografia consultada:

Santos, Marcos Veiga dos; Fonseca, Luiz Fernando Laranja da. Controle da mastite e qualidade do leite – Desafios e soluções. 1ed. Pirassununga. Edição dos autores.

-Milkpoint  – Cultura microbiológica na fazenda: uma ferramenta na tomada de decisão.Diposnível em https://www.milkpoint.com.br/colunas/grupo-apoiar/cultura-microbiologica-na-fazenda-uma-ferramenta-na-tomada-de-decisao-208286/ 

Educapoint – Cultura microbiológica na fazenda: como usá-la para o controle de mastite. Disponível em https://www.educapoint.com.br/catalogo/curso/cultura-microbiologica/

Ideagri – A cultura na fazenda em tempos de crise: redução de custos e maior lucratividade. Disponível em https://ideagri.com.br/posts/a-cultura-na-fazenda-em-tempos-de-crise-reducao-de-custos-e-maior-lucratividade

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Uso de BST na produção de leite

By Agro Sem comentários

Saiba como o BST pode contribuir para aumentar a produção de leite do rebanho e quais são os critérios para a sua correta utilização

 

O BST (somatotropina bovina), conhecido como hormônio do crescimento ou GH, é um hormônio proteico produzido naturalmente pela hipófise e liberado na corrente sanguínea.

Uma de suas funções é promover o crescimento do animal, mas ele também atua no desenvolvimento da glândula mamária e no aumento da persistência da lactação.

A aplicação de BST sintético nas vacas leiteiras promove o aumento da produção de leite, elevando também o consumo de alimentos e o direcionamento dos nutrientes para a glândula mamária.

 

Entendendo a ação do BST

Quando liberado na corrente sanguínea, a ação do BST é mediada pelo fator de crescimento IGF-1, que é produzido pelo fígado. Normalmente, quanto maior o nível de GH no plasma, maior a produção de IGF-1. Contudo, quando as vacas se encontram em restrição alimentar, os níveis de GH ficam elevados, mas os de IGF-1 ficam baixos, pois o GH também está envolvido na mobilização de reservas corporais, que neste caso, é necessária devido às condições do animal.

As ações do BST na glândula mamária são mediadas pelo IGF-1, e por esta razão, animais malnutridos ou com restrição alimentar não apresentarão aumento na produção de leite quando for feita a aplicação exógena do BST. Além disso, poderá ocorrer o aumento da lipólise, estendendo o balanço energético negativo e reduzindo o escore de condição corporal dos animais (MOALLEM et al, 2000).

Na glândula mamária, o BST atua aumentando a captação de nutrientes para a produção de leite, processo conhecido como homeorrese. Além disso, também aumenta o fluxo sanguíneo, a atividade das células secretoras e a síntese de leite.

As aplicações de BST estimulam o aumento do consumo de alimentos para compensar a maior demanda de nutrientes para a produção de leite. Portanto, quanto melhor e mais completa for a dieta, maiores serão os resultados obtidos com o uso de BST exógeno.

Uso de BST na produção de leite

Quando utilizar o BST

O BST deve ser aplicado após o pico de lactação, por volta de 60 dias após o parto, quando não há mais mobilizações de reservas corporais por causa do balanço energético negativo. A dosagem, forma e frequência de cada aplicação pode variar de acordo com o fabricante, mas geralmente as aplicações são feitas a cada 14 dias.

Além disso, a escolha dos animais que receberão a dose de BST também é muito importante. A resposta produtiva às aplicações depende de alguns fatores, como: raça dos animais; dias em lactação; número de lactações; época do ano; manejo da propriedade e da dieta fornecida. Como dito anteriormente, animais com restrição alimentar e problemas nutricionais não terão o aumento esperado, podendo até perder escore corporal.

Um outro fator a ser analisado é o custo das aplicações, que pode não compensar caso a propriedade tenha problemas com manejo e condições alimentares. Para decidir se continua ou não as aplicações, o produtor pode fazer a seguinte conta:

 Resultado = (aumento da produção (litros/vaca/dia) x Preço do leite)) x 14 dias – Preço da dose

 

Uso de BST e aumento de casos de mastite

Vários estudos já foram realizados e o BST não afetou a incidência de casos de mastite clínica no rebanho, indicando que a somatotropina não afeta a saúde e a imunidade dos animais. Já a respeito da mastite subclínica, alguns estudos mostraram que pode haver o aumento de CCS do tanque, mas isso seria em decorrência do aumento da produção de leite das vacas com mastite subclínica, e não por causa do  BST em si.

 

Contraindicações

O BST não deve ser aplicado nas seguintes situações:

-Quando os animais estiverem em balanço energético negativo;

-Quando há falhas no manejo da propriedade;

-Quando a vaca não estiver saudável;

-Quando o incremento de produção não for suficiente para cobrir as despesas com as doses.

 

Vale ressaltar que o BST não causa nenhum dano à saúde humana quando se consome o leite de vacas que receberam as aplicações. Como se trata de um hormônio proteico, o mesmo é digerido junto com as proteínas da dieta, além de não ser ativo dentro do nosso organismo.

O BST é uma tecnologia que auxilia o produtor através do aumento da produção de leite, porém ele não corrige falhas no manejo e seu uso deve ser sempre monitorado e avaliado por um profissional.

Bibliografia consultada:

Marcondes, M.I; Rotta,P.P; Pereira,B.M. Nutrição e manejo de vacas leiteiras

-O que esperar da utilização de somatotropina bovina (BST)? – Grupo Apoiar. Disponível em https://www.grupoapoiar.com/o-que-esperar-da-utilizacao-da-somatotropina-bovina-bst/

-Efeitos e possibilidades para o uso de BST. Senar Santa Catarina. Disponível em http://www2.senar.com.br/Noticias/Detalhe/10976

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