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coprodutos na alimentação de vacas leiteiras

Uso de coprodutos na alimentação de vacas leiteiras

By Agro Sem comentários

O uso de coprodutos na alimentação de vacas leiteiras é uma alternativa viável para diminuir os custos sem afetar o desempenho dos animais.

A dieta de vacas leiteiras tem o milho e o farelo de soja como principais ingredientes concentrados. Em épocas de preços elevados desses insumos, é importante que o produtor busque alternativas que reduzam o custo com a alimentação e que não afetem o desempenho dos animais.

O que são coprodutos?

Os coprodutos são resíduos industriais obtidos a partir do processamento de grãos, frutas, álcool, lavoura e alimentação humana. Apresentam bom valor nutricional e podem ser utilizados na alimentação dos ruminantes substituindo parte do milho e da soja, reduzindo o custo da dieta e/ou favorecendo o ambiente ruminal.

Como os coprodutos são classificados?

São classificados como volumosos ou concentrados, proteicos ou energéticos, assim como os demais alimentos utilizados na produção animal. Alguns coprodutos possuem funções de concentrado e volumoso, como é o caso do caroço de algodão, que possui alto teor proteico e energético e tem boa efetividade da fibra, podendo ser utilizado para substituir parte do concentrado ou do volumoso na dieta.

Caroço de algodão coproduto na alimentação de vaca leiteira

Principais coprodutos utilizados na alimentação de vacas leiteiras

Coprodutos Energéticos

  1. Polpa cítrica: é um coproduto da fabricação de sucos concentrados, principalmente de laranja, composto por cascas, sementes, bagaços e frutas descartadas. O valor energético corresponde de 85 a 90% do milho e o teor proteico é um pouco menor. Possui elevado teor de pectina, um carboidrato estrutural de alta degradabilidade ruminal com fermentação acética, que reduz o risco de acidose ruminal quando comparada ao milho, cuja fermentação resulta em lactato e propionato.Estudos mostram que se pode substituir 100% do milho por polpa cítrica para vacas que produzem até 20kg de leite/dia. Para vacas de maior produção, inclusão acima de 30% reduz o consumo de MS e a produção de leite.
  2. Casca de soja: é resultante do processamento do grão de soja para extração do óleo, farelo e lecitina. É composta principalmente por fibra, possui baixo teor de amido e proteína em torno de 12%. A fibra possui alta digestibilidade, com grande quantidade de celulose e hemicelulose, e baixo teor de lignina. Em alguns estudos o desempenho de vacas alimentadas com casca de soja substituindo parcialmente o milho (50%) não foi afetado.
  3. Farelo de trigo: é obtido através do processamento do grão de trigo para produção de farinha para consumo humano. Por possuir alta digestibilidade, tem sido muito utilizado para substituir os grãos de cerais. A energia contida no farelo é bem parecida com a energia dos grãos, porém ela está contida na forma de fibra, e não de amido. Segundo alguns estudos, pode substituir até 60% do milho sem que haja alteração no consumo e no desempenho dos animais.

Coprodutos Proteicos

  1. Caroço de algodão: é um coproduto resultante da remoção da pluma da semente do algodão para ser usado na indústria têxtil. O caroço possui características de concentrado proteico e energético, pois possui alto teor de PB (em torno de 23%) e bom valor energético devido ao alto teor óleo contido dentro dele. Por causa deste óleo há uma limitação no uso do caroço, pois o excesso pode comprometer a digestibilidade da fibra e o crescimento microbiano. Além disso, possui um composto chamado gossipol, que em grandes quantidades é tóxico para os animais. Se utilizado conforme recomendação, é um ótimo alimento para a vacas leiteiras, pois além de ter boas características nutricionais, ele promove a ruminação e contribui para aumentar a gordura do leite. Recomenda-se fornecer no máximo 3 kg/vaca/dia.
  2. Farelo de algodão: também é proveniente do processamento do algodão, e possui alto teor de PB (28 ou 38%). A substituição total do farelo de soja por farelo de algodão pode ser feita, sem afetar a produção e o teor de proteína do leite, para vacas com produção abaixo de 20kg/dia.
  3. Resíduo úmido de cervejaria: é muito utilizado por produtores que se situam próximos às indústrias, devido ao alto teor de água que limita o transporte e armazenamento. Possui teor de PB variado (de 24 a 28%) e alto teor de fibra, podendo substituir também parte do volumoso.

O que deve ser avaliado na utilização de coprodutos ?

O principal ponto a ser avaliado na utilização de coprodutos é o benefício econômico, seja reduzindo custo ou melhorando o desempenho dos animais. É preciso ficar atento ao transporte, logística, armazenamento, teor de matéria seca e composição nutricional. E é sempre recomendado fazer uma análise bromatológica do material, para poder trabalhar com segurança e formular concentrados que irão atender às exigências dos animais.

Faça seu planejamento, avalie as  opções de coprodutos na sua região e cuide do seu rebanho sem esquecer do custo de produção.

UTILIZAÇÃO DE COPRODUTOS AGROINDUSTRIAIS NA ALIMENTAÇÃO DE BOVINOS – XI Congresso sobre Manejo e Nutrição de Bovinos CBNA disponível em https://www.researchgate.net/publication/259477855_Co-produtos_Agroindustriais_na_Alimentacao_de_Bovinos

Uso de co-produtos na alimentação de vacas leiteiras – Educapoint. Disponível em https://www.educapoint.com.br/blog/pecuaria-leite/uso-co-produtos-alimentacao-vacas-leiteiras

NETO, João Gonsalves. Manual do Produtor de Leite. 1ed. Viçosa. Aprenda Facil,2016

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Autora:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Pereira Viana

Zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa com grande experiência em qualidade do leite, tendo atuado por mais de 9 anos junto aos produtores de variadas regiões do país.

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Copo de Leite

Leite Lina

By Agro Sem comentários

O LINA é a sigla do leite instável não ácido, que coagula no teste do álcool e é rejeitado pela indústria, causando grandes prejuízos para a cadeia do leite.

A qualidade do leite e a sua estabilidade térmica são características de suma importância para a indústria, pois garantem que o leite poderá ser processado em condições adequadas e chegar com qualidade ao consumidor.

Para avaliar se o leite possui essas condições, a indústria realiza o teste do álcool ou teste do alizarol. Ele é feito pelo transportador de leite no momento da coleta na fazenda, onde se avalia duas características importantes, a acidez e a estabilidade térmica.

A acidez é avaliada através da mudança de coloração da solução e a estabilidade através da formação ou não de coágulos (grumos). Espera-se que o leite não apresente grumos e que a cor da solução seja vermelho tijolo, indicando que o carregamento do leite poderá ser feito pelo transportador.

Teste de Leite LINA

Como o álcool mede a estabilidade do leite?

O leite é composto por glóbulos de gordura, caseínas em suspensão, minerais, vitaminas e lactose, que ficam em equilíbrio de acordo com o pH do leite. O que permite que o leite seja aquecido e processado corretamente é a estabilidade das caseínas, que devem ser manter equilibradas.

Quando o álcool é adicionado ao leite ele desidrata as micelas de caseína e reduz as cargas negativas dos íons presentes. Com isso as caseínas se aproximam dentro da micela, e se essa aproximação for muito grande, ocorre a formação do coágulo. As caseínas que se mostram estáveis ao teste do álcool também se mostram estáveis durante o aquecimento na indústria, por isso esse teste é tão importante, pois a estabilidade do leite afeta toda a cadeia láctea.

Análise de leite LINA

Composição do  LINA

A composição do leite LINA não é muito diferente do leite estável. As diferenças mais comuns que foram encontradas foi o menor teor de lactose  e maior teor de cálcio iônico no LINA. Ou seja, é um leite saudável que pode ser utilizado para fabricar iogurtes, queijos e bebidas lácteas, apesar de haver uma perda de rendimento na fabricação de queijos.

Prejuízos para o setor

Apesar de poder ser utilizado para fabricar alguns derivados, se o leite do produtor é rejeitado no teste do álcool/alizarol no momento que o transportador faz a análise, ele não é coletado, e o produtor não receberá o valor correspondente àquele volume, ficando com o prejuízo.

A indústria não recebe este leite porque há receio dele comprometer a produção. Com isso há um menor aporte de matéria-prima e a programação de produção pode ser afetada.

Mas o que causa o LINA?

Os pesquisadores não sabem ao certo quais são as causas, mas vários estudos apontam alguns fatores que reduzem a estabilidade do leite. São eles:

  • Restrição alimentar e deficiências nutricionais: quando há mudança brusca na dieta, como na época da seca onde a qualidade da forragem diminui muito, ou quando o produtor retira o concentrado da dieta, ocorre um aumento da instabilidade do leite, além da redução da produção. Também há o aumento da produção de cortisol, hormônio relacionado ao estresse que altera a composição do leite, influenciando nos teores de sódio, alterando o equilíbrio iônico e diminuindo a estabilidade.
  • Distúrbios metabólicos: doenças como acidose e cetose, além de reduzirem a produção, também promovem o aumento da instabilidade do leite.
  • Estádio de lactação: no início da lactação, entre 1 a 5 dias (colostro e leite de transição), o leite tem baixa estabilidade, e ao final da lactação, acima de 270 dias, há aumento de cálcio iônico no leite, que é um grande agente desestabilizante.
  • Estresse térmico: causa o aumento de cortisol, que reduz a estabilidade.

Como prevenir o aparecimento de LINA?

Por ser uma condição com várias causas e possuir grande variação entre os produtores, época do ano e até dentro do próprio rebanho, a melhor forma de evitar o seu aparecimento é cuidar da alimentação dos animais, fornecendo dietas que atendam suas exigências nutricionais e que não causem doenças como acidose. Além disso, é muto importante promover conforto térmico para as vacas, pois o estresse térmico está relacionado a inúmeros prejuízos na atividade leiteira.

Por isso, cuide do seu rebanho e evite prejuízos com o LINA!

Bibliografias consultadas:

-LINA: um problema de qualidade ou manejo? Educapoint. Disponível em https://www.educapoint.com.br/curso/pecuaria-leite/lina/

-LINA: um leite saudável, mas de má aparência. Revista Leite Integral. Disponível em http://www.revistaleiteintegral.com.br/noticia/lina-um-leite-saudavel-mas-de-ma-aparencia

-LINA: Leite instável não ácido. Comunicado Técnico 356. Embrapa. Disponível em https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/184058/1/COMUNICADO-TECNICO-356.pdf

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Autora:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Pereira Viana

Zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa com grande experiência em qualidade do leite, tendo atuado por mais de 9 anos junto aos produtores de variadas regiões do país.

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Boi pastando

Controle estratégico de carrapatos

By Agro Sem comentários

O controle estratégico dos carrapatos é uma forma de reduzir a infestação do parasita no rebanho, diminuindo custos e melhorando a saúde dos animais.

Os carrapatos são os ectoparasitas que mais causam prejuízos econômicos à bovinocultura.

Estima-se que no Brasil as perdas econômicas podem chegar a 3,2 bilhões de dólares/ano, decorrentes da queda da produtividade de carne e leite, mortalidade dos animais devido à transmissão de doenças como babesiose e anaplasmose, gastos com os tratamentos e com mão de obra.

O principal carrapato bovino é o Boophilus microplus, amplamente distribuído em todas as  regiões do país, principalmente nas regiões mais quentes e úmidas, onde 95% dos carrapatos encontram-se nas pastagens e apenas 5% nos animais.

Para fazer um controle estratégico realmente efetivo e com menor custo é preciso entender o ciclo de vida do carrapato, que dura cerca de 21 dias e é dividido em duas fases distintas: a fase de vida livre e a fase parasitária.

Quando a fêmea do carrapato, chamada de teleógina e popularmente conhecida como “mamona”, se ingurgita de sangue, ela se desprende do animal e cai no solo, onde procura abrigo para fazer a postura dos ovos. Cada teleógina pode botar cerca de 3.000 ovos, e após a postura ela morre e o ciclo se inicia com as larvas, que infestam as pastagens. Este é o ciclo de vida livre.

Quando um animal encosta na pastagem que está cheia de larvas, elas se prendem à ele e passam a se alimentar de sangue, constituindo a fase parasitária.Essas larvas se transformam em adultos que irão se acasalar e as fêmeas (mamonas) ficarão cheias de sangue,  prontas para voltar ao solo para fazer a postura e dar início ao novo ciclo.

Ciclo de vida do carrapato

Este ciclo ocorre com maior multiplicação nos meses mais quentes e úmidos, correspondente ao período mais quente e chuvoso do ano. O objetivo do controle estratégico é controlar a população de carrapatos nas épocas mais desfavoráveis ao seu desenvolvimento, normalmente no fim do período seco e início do período chuvoso, quando se inicia a primeira geração de carrapatos do ano.

Como fazer o controle estratégico dos carrapatos na sua propriedade?

 

Antes de iniciar o controle estratégico é fundamental fazer o teste de sensibilidade do carrapato ao princípio ativo do produto. Este teste identifica quais produtos disponíveis no mercado terão maior eficácia no combate aos carrapatos. Para fazer o teste de sensibilidade é necessário separar alguns animais que estão mais infestados e coletar aproximadamente 200 teleóginas cheias de sangue. O teste é realizado gratuitamente  pela Embrapa Gado de Leite e as informações detalhadas  sobre coleta e envio podem ser encontradas no site da empresa.

O controle estratégico de carrapatos consiste em  realizar de 5 a 7 banhos carrapaticidas com intervalo de 21 dias, ou fazer 3 a 4 aplicações de produto pour on, a cada 30 dias, no início do período quente e chuvoso, podendo iniciar nos meses de setembro e outubro.

 O objetivo é quebrar o ciclo de vida do parasita, evitando que as fêmeas caiam no solo para depositar os ovos na pastagem. Isso causa uma redução no número de carrapatos na pastagem e também nos animais, pois após o banho ou aplicação, os carrapatos que subirem no animal serão eliminados, impedindo que mais fêmeas retornem ao solo para depositarem grandes quantidades de ovos.

Alguns cuidados devem ser tomados para que o controle seja eficiente. No caso dos banhos, seguem algumas recomendações:

  • Preparar a calda de maneira correta, aplicando a diluição e a dosagem do produto de acordo com as recomendações do fabricante. É muito importante que a mistura fique homogênea.
  • A pressão da bomba deve ser suficiente e deve-se utilizar um bico adequado, para que o produto seja bem distribuído no animal.
  • A aplicação deve começar pela parte posterior, molhando todo o corpo do animal, principalmente nas virilhas, barriga, orelhas e parte traseira do úbere.
  • Não aplicar nas horas mais quentes do dia e nem em dias de chuva.
  • Banhar os animais no sentido contrário aos pelos e a favor do vento.
  • Sempre utilizar EPI? – equipamento de proteção individual- máscaras, luvas, avental e botas.

Para aplicações com produto pour on, siga as recomendações de dosagem e locais de aplicação de acordo com a bula do produto.

É importante que os animais tratados retornem às pastagens infestadas para que as larvas possam ser eliminadas ao se prenderem nos animais, reduzindo assim a população de carrapatos e deixando a pastagem mais “limpa”.

 O sucesso do controle estratégico de carrapatos depende da aplicação correta dos carrapaticidas e também da escolha do produto certo. Cuide dos seus animais, não deixe que esses parasitas se tornem um problema no seu rebanho.

Bibliografias consultadas:

1- NETO,João Gonsalves. Manual do Produtor de Leite. 1ed. Viçosa. Aprenda Facil,2016

2- Controle estratégico de carrapatos em bovinos de leite. Grupo Apoiar. Disponível em www.grupoapoiar.com/controle-estrategico-de-carrapatos-em-bovinos-de-leite/

3- Controle estratégico do carrapato bovino. Educapoint. Disponível em www.educapoint.com.br/curso/pecuaria-de-leite/controle-carrapatos/

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Autora:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

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Zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa com grande experiência em qualidade do leite, tendo atuado por mais de 9 anos junto aos produtores de variadas regiões do país.

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Homem utilizando software de gestão

Indicadores Zootécnicos e sua importância

By Agro Sem comentários

Os indicadores zootécnicos mostram a situação produtiva da atividade e estão
ligados diretamente à rentabilidade e consequentemente ao lucro. A eficiência e o
direcionamento na hora da tomada de decisão dependem da análise dos índices
zootécnicos (IZ), que são obtidos através dos registros das informações produtivas,
quantitativas e qualitativas, referentes aos segmentos da exploração.

A coleta dos dados é muito importante para que se possa conhecer a real situação
da propriedade quanto à parte produtiva, reprodutiva e sanitária do rebanho, e
assim, poder planejar e estipular metas a curto, médio e longo prazo.

A partir dos IZ você realiza diagnósticos, traça objetivos e metas a fim de realizar estratégias de ação e operação da atividade, para assim, avaliar os resultados obtidos e se necessário realizar nova adequação do plano de ação.

Preparação e organização dos dados

Vale ressaltar que para iniciar o controle zootécnico na propriedade visando
futuramente obter uma melhor avaliação dos índices zootécnicos, é importante que o
produtor adote medidas como:

  • Identificação dos animais: a identificação individual dos animais é muito importante
    para um trabalho de gestão eficiente e pode ser feita através de brincos, brincos
    eletrônicos, marcação e tatuagem;
  • Definição do modo de anotações: as anotações podem ser feitas em cadernos de
    campo, fichas e softwares que podem ser oferecidos por empresas, consultores e
    afins. O método que será utilizado vai depender principalmente da disponibilidade
    do produtor;
  • Definição do(s) responsável(s) pela anotação: para evitar falhas de registro de
    dados;
  • Definição do que será anotado;
  • Definição da periodicidade das anotações;
  • Definição de metas para aprimoramento e refinamento do registro das informações.

Tipos de indicadores

Os IZ utilizados para as análises futuras vão depender da atividade exercida, dos
objetivos do proprietário e da forma como cada propriedade vai trabalhar. O Esteio
Gestão possui mais de 40 indicadores zootécnicos e econômicos, disponíveis na
tela inicial e em formato de relatórios.

Os IZ podem ser divididos em:

  • Indicadores de tamanho, que são utilizados para quantificar o rebanho, mensurar a
    área total da propriedade e a área utilizada para a atividade exercida, quantificar a
    mão de obra, a produção total por mês/ano, entre outros.
  • Indicadores de produção, como a mensuração da produção por animal, por área, por
    mão de obra, por mês, entre outros.
  • Indicadores reprodutivos, como taxas de inseminação, concepção e prenhez para as
    fêmeas e as análises necessárias para os machos, como a taxa de concepção por
    cobertura.

O software Esteio Gestão Agropecuária possibilita o monitoramento de todos os dados da
propriedade, tanto para gado de leite, quanto gado de corte. Além de garantir a praticidade
na hora de realizar as anotações e oferecer uma análise de cada Índice Zootécnico
disponibilizado.

Quer saber como iniciar o Controle zootécnico na sua propriedade? A
Esteio oferece inteiramente grátis um E-book “Como iniciar o controle zootécnico na minha
fazenda?”. Basta acessar o nosso site www.esteiogestao.com.br e fazer o download.
Gostou e quer ver a diferença em sua propriedade? Faça um teste grátis e aproveite!
Pensou em praticidade, pensou em ESTEIO!

Bibliografias consultadas:

POLYCARPO, Rafaela Carareto. Índices zootécnicos que auxiliam a medir a eficiência
do sistema produtivo. Milkpoint, 2010. Disponível em
<https://www.milkpoint.com.br/artigos/producao-de-leite/indices-zootecnicos-que-auxiliam-a-
medir-a-eficiencia-do-sistema-produtivo-61217n.aspx>. Acesso em: 25 Ago. 2020.

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Autora:

Sábata Raimundi - Autora do Artigo e Veterinária na Esteio Gestão

Sábata C. J. Raimundi

Estudante de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa, atualmente estagiária na empresa Dinni Soluções.

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Diferença entre o período seco e período de transição

By Agro Sem comentários

O período de transição em vacas leiteiras é definido como o intervalo entre as três semanas que antecedem o parto e as três semanas após. Durante esse período, há um aumento expressivo na demanda de nutrientes para produção de leite e as vacas reduzem o consumo, por isso é considerado como um período crítico.

O período seco marca o final da lactação atual e prepara a vaca para a próxima lactação. O tempo de duração do período seco vai depender muito do sistema de produção e também das raças, mas usualmente o tempo de duração mínimo é de sessenta dias para garantir uma boa recuperação das células epiteliais do úbere e completar as reservas corporais.

Período de transição – Importância 

É um período no qual o animal é extremamente desafiado, variando de baixa exigência metabólica até alta exigência de nutrientes necessários para o parto. Durante esse período, as vacas apresentam consumo reduzido, uma vez que o espaço da cavidade abdominal passa a ter maior ocupação pelo trato reprodutivo, limitando fisicamente o consumo de alimentos.  Desta forma, conhecer as modificações metabólicas, fisiológicas e endócrinas que a vaca sofre é importante para o manejo e para os produtores e nutricionistas que  precisam atuar para garantir o sucesso das adaptações do organismo, buscando favorecer a gestação e a lactação sem afetar a saúde do animal. 

Manejo nutricional no período seco

Para auxiliar o início desse período, o  aplicativo da Esteio Gestão Agropecuária possui lembretes para notificar o início da secagem e também configurações para que você possa definir quando se deve iniciar a secagem das suas vacas de acordo com o seu rebanho.

A estratégia adotada para a secagem vai depender de cada um, podendo acontecer de forma mais abrupta ou gradual. O método abrupto é feito pela interrupção das ordenhas em um dia específico, com base na data prevista de parto e no total de dias desejado para o período seco, já a secagem gradual, ocorre pela redução da frequência diária de ordenha durante um período determinado, normalmente se faz uma ordenha por dia até quando a vaca reduzir a produção de leite a um volume desejado.

A secagem deve ser feita até no máximo 230 dias de gestação. Nesta fase, pode ser que algumas vacinas sejam necessárias e claro, deve ser feito um programa de vacinação de acordo com os desafios de cada rebanho. 

Para um melhor acompanhamento dessas vacas, o ideal é separar em grupos com o mesmo tempo gestacional e assim quando iniciar o período seco alimentá-las com pastagem de boa qualidade, feno, silagem e/ou a combinação desses. E para isso, você pode contar com uma ferramenta de gestão que auxilie e permita que você consiga acompanhar a composição do seu rebanho, facilitando na hora do manejo.

Considerações finais

Os períodos seco e de transição são pontos críticos para o sucesso da fêmea leiteira, sendo assim, para obter o sucesso nessa fase é preciso seguir algumas recomendações:

  1. Não permita que as vacas estejam magras ou acima do peso no momento do parto, visto que vacas que parem mais gordas tendem a consumir menos alimentos no pós-parto, precisando mobilizar mais reservas corporais, estando mais sujeitas aos problemas metabólicos, gerando prejuízo na produção de leite. E deste modo, vacas magras no momento do parto não possuem adequadas reservas de energia para suportar este período crítico de transição e manter uma lactação produtiva; 
  2. Aumento no consumo de matéria seca: deve ser feito formulando corretamente a dieta dos animais buscando o fornecendo de uma dieta com volumosos de excelente qualidade e grãos com carboidratos altamente fermentáveis, e mantendo um nível mínimo de ingestão de fibra; 
  3. A adição de gordura na dieta (caroço de algodão ou soja em grão) pode aumentar a ingestão de energia pelo animal, mas sempre  nas proporções corretas;
  4. Oferecer dietas à vontade e manter espaço de cocho adequado para todos os animais; 
  5. Todos os rebanhos sofrem algumas enfermidades e é imprescindível monitorá-las e realizar um bom manejo para assegurar a sanidade dos animais e a qualidade do leite produzido. Com o auxílio de um software de qualidade como o Esteio Gestão Agropecuária, que permite acompanhar de uma maneira fácil e simples o seu rebanho, você consegue obter resultados positivos na sua propriedade.

Bibliografias consultadas:

MARCONDES, M. I.; ROTTA, P. P. et al. Nutrição e manejo de vacas de leite no período de transição. Viçosa, MG. 2019.

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Enchendo um copo de leite de vaca.

Importância do leite no período atual

By Agro Sem comentários

Importância do leite no período atual

Estamos vivendo um período atípico para a população do mundo todo e o melhor que temos a fazer, é cuidar de nossa saúde!

Os alimentos são as melhores fontes que temos para obter nutrientes e vitaminas que são essenciais para nos mantermos fortes e imunes. E o LEITE  é uma fonte natural de cálcio que possui um papel central na ativação, sobrevivência, regulação e proliferação de células do sistema imune, como os linfócitos, essenciais para combater as infecções.

O leite tem um papel fundamental em todas as etapas da vida de um ser humano e por isso somos os únicos que consumimos leite durante toda nossa vida. 

Na infância, ajuda no desenvolvimento, provendo proteínas, sais minerais e gordura. Durante a adolescência, o leite garante condições para o rápido crescimento com boa constituição muscular, óssea e endócrina. Para os adultos e idosos, garante a manutenção da densidade mineral óssea, sendo muito indicado o consumo de leite desnatado por possuir um reduzido teor de gorduras, para evitar o desenvolvimento e agravamento de doenças.

Por isso, em tempos de desafio imunológico, como a pandemia de Coronavírus que o mundo está vivendo, é importante se alimentar bem, para estimular a imunidade, além disso o consumo de produtos lácteos ajuda no desenvolvimento dos nossos produtores de leite que trabalham todos os dias para que tenhamos em nossas mesas produtos de qualidade.

Com a pandemia, muitos produtores tiveram que diminuir a produção de leite, tendo em vista os preços de insumos que aumentaram e também as ofertas que diminuiram. As mudanças nos preços não se deram apenas devido à pandemia, mas também ao período de seca onde muitos produtores enfrentam essa alta no preço dos insumos ano após ano. Muitos viram que esse momento deve ser levado com cautela e corte de gastos e isso não refere-se apenas aos produtores como também aos consumidores. 

A pandemia de Coronavírus chegou mudando a vida de muitos, principalmente para os  produtores, onde todo o cuidado é pouco na hora de evitar a contaminação do produto final e garantir que chegue em ótimo estado aos laticínios.

A Esteio apoia os produtores de leite, e pedimos para que você também apoie consumindo produtos lácteos. BEBA LEITE  e CUIDE-SE!!

Bibliografias consultadas:

 Porque consumir mais lácteos durante a pandemia de coronavírus?.Nutron. 2020. Disponível em <http://blog.nutron.com.br/bovinos-de-leite/por-que-consumir-mais-lacteos-durante-a-pandemia-de-coronavirus/>. Acesso em: 12 ago. 2020

RODRIGUES, Adriele Barcelos. A importância de consumir leite e derivados. Cemil. Disponível em <https://www.cemil.com.br/pratique-saude-artigo/12,A-import>. Acesso em: 12 ago. 2020.

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Autora:

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Gado de corte

Como evitar a perda de peso do rebanho

By Agro Sem comentários

O período de entressafra compreende o final da colheita atual e se estende até o início da próxima colheita. Durante esse período, que na maioria das vezes coincide com o  inverno e consequentemente a seca, alguns pecuaristas necessitam de um suporte alimentar para evitar a perda de produtividade do rebanho. A pecuária tem evoluído e se fortalecido cada vez mais, porém mesmo quem tem experiência com esse tipo de atividade, pode enfrentar algumas dificuldades durante a entressafra.

Como evitar a perda de peso do rebanho

O crescente uso da tecnologia é um avanço não se restringe à pecuária, mas também abrange diversas áreas da agricultura. Muitas práticas são usadas para aumentar os índices zootécnicos e alinhá-los às expectativas dos produtores.

A boa notícia é que diversas estratégias nesse contexto podem ser aplicadas visando à manutenção da produtividade. Pode-se usar um pastejo rotacionado, fazer uma formação de pastagem e promover uma integração entre lavoura e pecuária, para revitalizar o solo, como também aderir à produção de silagem. Cuidar do pasto e evitar um pastejo excessivo também são outras formas de evitar a baixa produtividade. 

Pensando na baixa oferta de forragem, o cuidado com a nutrição é importantíssimo. Para isso, defina um sistema de criação o quanto antes. Faça um planejamento nutricional de acordo com o seu rebanho e use a suplementação alimentar a seu favor.

Finanças – Como andam as suas?

Para tanto, é necessário programação e planejamento prévios por parte do produtor. Assim, usar o período entressafra para se programar para o próximo pode ser uma vantagem.  Para começar a se programar ou até mesmo se organizar para isso, deve-se antes por em dia as finanças. É preciso avaliar tudo o que foi gasto e que ainda se pode gastar até o próximo período. O que tornaria mais fácil essa avaliação e análise desse período seria poder contar com um aplicativo/software que forneça todos esses dados. 

O aplicativo ESTEIO GESTÃO é completo e prático de usar, com o seu desenvolvimento pensado para a parte Zootécnica, você consegue acompanhar a evolução do seu rebanho, assim como analisar os dados de produtividade de cada lote por você cadastrado e enfim, ao final dessas análises, é possível saber a quantidade pela qual deverá se programar para o período de entressafra do ano seguinte e evitar a perda de peso e produtividade. A parte financeira do aplicativo foi pensado para lhe dar o suporte necessário para que saiba quanto foi gasto para o ganho de cada @ dos seus animais, contando com receitas, despesas, compras, estoques, inventários e relatórios para que possa analisar todo o investimento dentro do tempo que lhe cabe.

Planeje-se 

Ter boas ferramentas tecnológicas à disposição pode fazer a diferença, mas é preciso se planejar para conseguir criar uma previsibilidade e reduzir os riscos produtivos. A ESTEIO GESTÃO AGROPECUÁRIA, de forma simples e prática, te fornece todos os dados necessários para se programar. Vale ressaltar que o aplicativo é bem completo e se encaixa super bem no dia a dia facilitando principalmente o seu manejo e, consequentemente, maximizando a sua gestão. Lembre-se, é imprescindível levar em conta determinados aspectos durante esse planejamento, como:

  • recuperação de pastagens e adubação;
  • manejo sanitário adequado;
  • cruzamento eficiente e genética;
  • estruturas e manutenção;
  • suplementação alimentar.
Aplicativo Esteio gestão

Bibliografias consultadas:

BAPTISTELLA, João Leonardo Corte. Como utilizar a entressafra de maneira produtiva em sua fazenda. Lavoura 10, 2019. Disponível em <https://blog.aegro.com.br/entressafra/#:~:text=A%20entressafra%20compreende%20o%20per%C3%
ADodo,per%C3%ADodo%20que%20caracteriza%20a%20entressafra
>. Acesso em: 05 Ago. 2020. 

Como o período entressafra prejudica a produtividade do rebanho?. Arames Belgo, 2020. Disponível em <https://blog.belgobekaert.com.br/agro/periodo-de-entressafra/> . Acesso em: 05 Ago.2020.

Final de safra – início de entressafra. BeefPoint Educação, 2005. Disponível em <https://www.beefpoint.com.br/final-de-safra-inicio-de-entressafra-24080/>. Acesso em: 05 Ago.2020.

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Autora:

Sábata Raimundi - Autora do Artigo e Veterinária na Esteio Gestão

Sábata C. J. Raimundi

Estudante de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa, atualmente estagiária na empresa Dinni Soluções.

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Uso de antibióticos e controle de resíduos no leite

By Agro Sem comentários

O Brasil possui o segundo maior rebanho de bovinos no mundo, sendo o primeiro colocado em termos de rebanho comercial. Desta forma, devemos ficar muito atentos às parasitoses, visto que, as infestações por carrapatos, moscas e verminoses são fatores fundamentais a sanidade e lucratividade do rebanho.

Para ser considerado seguro para a saúde, o leite não deve conter resíduos de drogas veterinárias, como antibióticos e antiparasitários. Em função disso, há um limite máximo permitido estabelecido pelo Codex Alimentarius, que é um programa conjunto da FAO e da OMS. O Brasil é membro do Codex desde 1970.

A presença de resíduos de antibiótico no leite é usada como critério para rejeição do leite cru que chega aos laticínios, pois ele não pode ser processado e deve ser descartado. A maioria dos laticínios já adotaram algum programa de penalização para o produtor responsável, como o pagamento de toda a carga contaminada. O prejuízo é grande para todos.

Todo antibiótico possui um período de carência que deve ser rigorosamente respeitado. Período de carência é o tempo que o leite leva após o último tratamento para apresentar resíduos menor do que o limite máximo permitido, ou seja, ainda há traços do medicamento no organismo do animal, porém em quantidades inferiores ao limite máximo.

A duração deste período varia de acordo com a dose e esquema de tratamento utilizado, via de administração, produção do animal e formulação do produto.

As principais classes de antimicrobianos utilizados são:
– beta-lactânicos (penicilinas, cefalosporinas)
– tetraciclinas (oxitetraciclina e clortetraciclinas)
– aminoglicosídeos (estreptomicina, neomicina, gentamicina)
– macrolídios (eritromicina, espiramicina, tilosina)
– sulfonamidas (sulfametazina, sulfadiazina)
– quinolonas (enrofloxacino, ciprofloxacino)

Alguns dos testes mais utilizados pelas indústrias para detecção de resíduos são: Charm Test, Snap, BetaStar, Delvotest, entre outros. A maioria deles é do tipo teste rápido, onde o resultado fica pronto em até 10 minutos.

Dentre as formas mais comuns e com alto risco de contaminação do leite por
resíduos , podemo citar:

1 – Não observar e/ou respeitar o período de carência indicado na bula do produto.
2 – Não identificar o animal tratado e não fazer as anotações do tratamento.
3 – Uso de superdosagem ou administração por vias diferentes da recomendada na
bula
4 – Descartar o leite apenas do quarto tratado.
5 – Vacas tratadas com antibiótico de vaca seca que pariram antes da data prevista.
6 – Uso de medicamentos de vaca seca em vacas que estão em lactação.
7 – Ordenha acidental das vacas que foram secas recentemente
8 – Erro ao misturar leite com e sem resíduos no tanque de expansão.

Os resíduos de antibiótico são os que mais chamam a atenção dos consumidores e das indústrias, devido aos seus efeitos negativos na saúde e na imagem do produto, mas outras drogas também podem gerar resíduos no leite, como é o caso dos carrapaticidas e vermífugos. O controle dos parasitas deve ser feito sempre de forma racional , e respeitando o período de carência do produto utilizado.

A melhor forma de se evitar a contaminação é adotar medidas preventivas e de controle. Podemos citar algumas:

1 – Reduzir o uso de medicamentos. Para isto, é necessário implantar um programa
de controle de mastite para reduzir a prevalência da doença e consequentemente o uso do antibiótico.
2 – Identificar da melhor forma possível todas as vacas que estão em tratamento
(fitas coloridas, cordinhas, spray, colar…) e ordenhá-las por último e separadamente.
3 – Respeitar o período de carência dos medicamentos.
4 – Utilizar a dose e/ou protocolo recomendados na bula.
5 – Treinar os colaboradores, inclusive os foguistas,sobre o uso correto de medicamento nos animais.
6 – Realizar a limpeza da ordenha e utensílios após a ordenha das vacas tratadas.
7 – Ter um controle (anotações) de aplicação de medicamentos de cada animal, anotando a data, nome/brinco da vaca, qual medicamento foi aplicado e qual a data de retorno para a ordenha.

Ter o registro e o controle dos animais em tratamento, associado ao correto período de carência, é fundamental para se evitar contaminação do leite do tanque e também do caminhão de coleta. O prejuízo é grande, é preciso ficar atento!

Bibliografias consultadas:

Livro Controle da Mastite e qualidade do leite – Marcos Veiga dos Santos e Luis Fernando Laranja Fonseca.

“SILAGEM E ENSILAGEM”. Acessado 7 de janeiro de 2020.

http://old.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/divulga/GCD02.html.

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Autora:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Pereira Viana

Zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa com grande experiência em qualidade do leite, tendo atuado por mais de 9 anos junto aos produtores de variadas regiões do país.

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Dicas de sucesso na produção da silagem

By Agro Sem comentários

Historicamente, a evolução da pecuária nacional sempre acompanhou a ocupação territorial, expandindo a produção e gerando o desenvolvimento econômico de diversas regiões brasileiras.Tendo em vista que o mercado se tornou mais propício e as soluções para o aumento da produtividade estão cada vez mais disponíveis com novas tecnologias para o campo, o planejamento se tornou essencial na vida do pecuarista. A silagem então, se apresentou como uma maneira de manter ou aumentar a produtividade dependendo pouco, ou nada, da qualidade e disponibilidade do pasto.

No processo de ensilagem, o princípio de conservação da forragem é a redução do pH (aumento da acidez) pela fermentação dos açúcares solúveis da planta. O processo para uma silagem de qualidade é feita através do preparo do solo, escolha da matéria prima que será utilizada para a formação da silagem, plantio, colheita, o tipo de silo que vai de acordo com a demanda de cada produtor e o valor no qual ele pode investir, o processo de ensilagem e a desensilagem.

O processo de ensilagem, da colheita ao fechamento do silo, deve ser feito o mais rápido possível, o ideal é que o silo seja cheio e fechado em um dia. Para evitar perdas na qualidade da silagem, deve-se atentar para a umidade da forragem no momento da colheita, que facilitará na hora da picagem e compactação. O teor de matéria seca, que determina o momento da colheita, deve estar entre 30 e 35%, ou entre 65 e 70% de umidade. Após o enchimento do silo é necessário vedá-lo. O ideal é que essa vedação seja feita com lona de polietileno com o mínimo de 200 micras de espessura.

Sabe-se que os silos são uma ótima solução para o armazenamento da forragem em épocas de seca e para garantir uma boa nutrição dos animais. Mesmo sendo considerada por muitos como um processo que precisa de maquinário e infraestrutura com custo elevado, a ensilagem pode sim ser feita em propriedades de pequeno e médio porte. É importante destacar que esse método é válido tanto para o pecuarista que quer aumentar a produção de leite da fazenda, como para aquele que quer engordar o gado.

Durante todo o processo, é importante que o produtor tenha um planejamento para que nada saia do controle e por isso é indicado que tenha uma boa ferramenta onde possa anotar e analisar todos os seus gastos e áreas utilizadas assim como a quantidade do seu rebanho e o quanto ele gastará por dia com alimentação, facilitando nas tomadas de decisões, podendo encontrar todos esses recursos em um único programa, o ESTEIO.

Bibliografias consultadas:

Campo, Tecnologia no. “Silagem – Entenda o que é, e aprenda como você deve fazer”.

Tecnologia no Campo, 3 de maio de 2018. https://tecnologianocampo.com.br/silagem/.“cnpgc-divulga-02.pdf”. Acessado 7 de janeiro de 2020.

https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/139015/1/cnpgc-divulga-02.pdf.

HARFUCH, L.; PALAURO, G.; KIMURA, W. Visão de longo prazo para a pecuária brasileira:
Impactos da implementação do código florestal e da redução de desmatamento. INPUT,
São Paulo,1-9, Agosto. 2016.

Issa, Mahmod A. “13 dicas para produzir silagem de qualidade para a pecuária leiteira”. Acessado 7 de janeiro de 2020.

http://www.semagro.ms.gov.br/13-dicas-para-produzir-silagem-de-qualidade-para-a-pecuaria-leiteira/.

“Prepare-se para a estação de ensilagem: passo a passo para a produção estratégica de silagem | DeLaval – Produção de Leite Eficiente | MilkPoint”. Acessado 7 de janeiro de 2020.

https://www.milkpoint.com.br/canais-empresariais/delaval/preparese-para-a-estacao-de-ensilagem-passo-a-passo-para-a-producao-estrategica-de-silagem-98904n.aspx .

“SILAGEM E ENSILAGEM”. Acessado 7 de janeiro de 2020.

http://old.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/divulga/GCD02.html.

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Autora:

Sábata Raimundi - Autora do Artigo e Veterinária na Esteio Gestão

Sábata C. J. Raimundi

Estudante de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa, atualmente estagiária na empresa Dinni Soluções.

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Planejamento de volumosos: essencial para resultados eficientes

By Agro Sem comentários

É possível observar de forma notória e evidente que o sucesso na bovinocultura leiteira se apoia basicamente na boa condução de fatores como genética, nutrição, manejo e sanidade além, é claro, de uma eficiente gestão econômica. Nesse contexto, a execução de um concreto planejamento de volumosos apresenta-se como ferramenta essencial para uma produção eficaz a nível de fazenda.

Diante dessa realidade, ao término de um ano agrícola, torna-se necessário traçar o manejo alimentar mais adequado para o próximo período objetivando-se sempre maximizar as margens obtidas ancoradas na elevação das receitas juntamente com a redução de custos, salientando-se assim a importância da nutrição em influenciar o alcance de bons indicadores de produção, reprodução e saúde do rebanho.

Em relação à utilização de concentrados, compras estratégicas aliadas à possibilidade de estocagem e uso de subprodutos com relação benefício : custo favorável se mostram como algumas formas de potencializar a utilização desse recurso nas propriedades leiteiras. Referindo-se a produção de volumosos, componente mais barato da dieta das vacas leiteiras e também o que participa em maior proporção, um planejamento antecipado propicia tomar conhecimento da área destinada ao plantio a fim de ser possível a aquisição de insumos a preços mais viáveis economicamente.

Considerando à elaboração da necessidade de volumosos para suplementação do rebanho, alguns pontos devem ser observados como:

  • Consumo por categoria;
  • Número médio de animais no período;
  • Segmentação dos volumosos para cada categoria;
  • Descarte voluntário(venda de animais);
  • Descarte Involuntário( mortes, por exemplo);
  • Número de parições(taxa de natalidade);
  • Idade ao primeiro parto;

Chegando-se a quantidade de volumosos a ser produzida, a partir da produtividade média das forrageiras da fazenda, é possível se obter a área necessária para plantio e implantação das culturas, ressaltando-se a relevância de levar em consideração uma margem de segurança de 20 a 30%, devido a perdas no campo e na colheita e também para sobras no cocho.

Somado a essas ações, o seguimento do calendário agronômico conforme as culturas, promover o fornecimento da dieta aos animais nas proporções adequada; a realização do descarte dos animais sugeridos, conforme as ordens de prioridade; suplementar os animais durante o período estipulado, seguindo a formulação de dietas, fazer compras e vendas de animais somente dentro do planejado, são atitudes essenciais para impedir transtornos como compra de volumosos a preços elevados e necessidade de realizar plantios em condições desfavoráveis pela possível falta de alimento na fazenda e sendo possível evitar prejuízos como queda no volume de leite, diminuição do escore de condição corporal, ineficiência reprodutiva entre outros.

Logo, a união de todos esses fatores irá interferir direta ou indiretamente nos índices técnicos e econômicos da fazenda, ocasionando assim, grandes impactos nos custos de produção. Portanto, elaborado o planejamento, torna-se imprescindível executar, monitorar e/ou até mesmo refazer o projeto de acordo com as necessidades pontuais inerentes a cada propriedade leiteira.