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Uso de ocitocina injetável em vacas leiteiras

By Agro Sem comentários

Conheça quais são as vantagens e desvantagens de utilizar ocitocina injetável nas vacas leiteiras

A ocitocina é um hormônio neuropeptídico que está comprometido com diferentes funções reprodutivas e de ordenha. Ele é responsável por estimular as contrações musculares do útero no momento do parto, auxiliando a expulsão da cria e da placenta, e também permite a ejeção do leite no momento da ordenha.

Por ter uma estrutura química mais simples, a ocitocina foi sintetizada quimicamente na década de 1950, e hoje está amplamente disponível para ser utilizada na forma injetável, tanto na medicina humana quanto na veterinária.

A liberação de ocitocina no momento da ordenha de vacas leiteiras é fundamental para a manutenção da lactação e descida do leite, independente do tipo de sistema de ordenha, seja ele manual ou mecânico, para que a ordenha seja feita de forma completa e rápida.

Descida do leite

A glândula mamária é composta por células secretoras e sistemas de ductos e cisternas. O leite é produzido continuamente pelas células secretoras, que se organizam em alvéolos que se comunicam com os ductos e as cisternas da glândula e dos tetos.

Cerca de 80% do leite armazenado está contido nos alvéolos, e somente 20% está nas cisternas da glândula e do teto. Somente o leite das cisternas está imediatamente disponível para a ordenha, ou seja, os outros 80% que estão nos alvéolos dependem do estímulo da ocitocina para serem liberados para a cisterna e serem prontamente ordenhados.

O principal estímulo para liberação da ocitocina é a estimulação manual dos tetos ou através da mamada dos bezerros. Outros estímulos, como visuais e auditivos, também contribuem, mas não são tão eficientes. Após o estímulo, o tempo para liberação da ocitocina na corrente sanguínea é de cerca de 1 minuto e meio, e o hormônio é continuamente liberado durante a ordenha, através da ação das teteiras.

Ocitocina exógena

A ocitocina se liga a receptores muito específicos localizados nas células mioepiteliais, promovendo a ejeção do leite. Contudo, esse reflexo de ejeção pode ser inibido quando a vaca se encontra em situações de estresse, onde há liberação de adrenalina e noradrenalina no sangue, impedindo a ligação da ocitocina aos receptores das células mioepiteliais.

Nestes casos, é comum a aplicação de ocitocina exógena, antes ou durante a ordenha, para que ocorra a ejeção de todo o leite alveolar.

No Brasil, vacas mestiças de origem zebuína como Gir e Girolando, compõe a maior parte dos rebanhos, e podem apresentar alguma dificuldade de adaptação à ordenha mecânica, sem o bezerro por perto. Nestes animais é preciso trabalhar bem a estimulação dos tetos, caso contrário o leite só será ejetado com a aplicação de ocitocina exógena.

O problema ocorre quando a aplicação se torna rotineira. Como a dose aplicada é muito maior do que a dose que seria produzida naturalmente pelo organismo da vaca, ocorre uma dessensibilização dos receptores para este hormônio, deixando as vacas “viciadas” após o uso continuado da ocitocina.

Uso de ocitocina injetável em vacas leiteiras

Consequências do uso continuado da ocitocina

Além de precisar aplicar doses cada vez maiores nos animais, a aplicação de ocitocina também tem outras consequências, como:

-Maior estresse das vacas;

-Maior dificuldade para as vacas entrarem na sala de ordenha;

-Maior tempo de ordenha;

-Aumento dos custos, pois alguns animais necessitam de mais de uma aplicação;

-Maior risco de transmissão de doenças.

Como evitar o uso da ocitocina exógena?

Quanto maior o estresse antes da ordenha, menor será a liberação da ocitocina, visto que a adrenalina liberada decorrente do estresse bloqueia os receptores de ocitocina. Com isso, fazer um bom manejo de ordenha é fundamental. Seguem algumas dicas:

-Conduza as vacas para a sala de ordenha da forma mais tranquila possível. A ordenha deve ser um momento de conforto para elas, e não de medo e estresse.

-Após o estímulo manual dos tetos, atente-se para a colocação das teteiras em até 1 minuto e meio, para aproveitar o pico de ocitocina no sangue.

-Evite gritos e não bata nos animais. Se as vacas sentirem medo, a ejeção do leite não ocorrerá.

-Para as novilhas, acostume-as com a sala de ordenha algumas semanas antes do parto, simulando os procedimentos de preparação dos tetos, para que elas se habituem com o local e não apresentem dificuldades de liberação do leite após o parto.

A aplicação de ocitocina exógena deve ser cuidadosamente planejada e só deve ser utilizada nas vacas que realmente apresentam problemas, que poderia afetar a saúde da glândula mamária pela quantidade de leite residual restante no úbere.

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Autora:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Pereira Viana

Zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa com grande experiência em qualidade do leite, tendo atuado por mais de 9 anos junto aos produtores de variadas regiões do país.

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Tristeza parasitária bovina

By Agro Sem comentários

Saiba como prevenir e tratar a tristeza parasitária bovina do seu rebanho, uma doença que provoca grandes perdas para o produtor

A tristeza parasitária bovina (TPB) é um complexo de doenças muito frequentes nos rebanhos do Brasil, e compreende duas enfermidades: a babesiose e a anaplasmose. A babesiose é causada pelos protozoários Babesia bigemina e Babesia bovis, enquanto a anaplasmose é causada pela rickettsia Anaplasma marginale.

A TPB causa grandes prejuízos, como perda de peso, queda na produção de leite, aborto, altas taxas de mortalidade, além dos custos com tratamento e prevenção.

Os principais agentes transmissores da doença são os carrapatos, podendo ser também, no caso da anaplasmose, as moscas hematófagas. Além destes, a transmissão também pode ocorrer por via transplacentária, transfusões sanguíneas e fômites, como agulhas, luvas e tatuadeiras contaminadas.

A Babesia bigemina é transmitida pelas ninfas e pelos carrapatos adultos, enquanto a Babesia bovis é transmitida pelas larvas. O clima tropical do nosso país é altamente favorável à disseminação dos agentes transmissores da TPB, o que facilita a contaminação dos animais.

Ocorrência de TPB

A TPB pode ocorrer em qualquer fase do desenvolvimento dos animais, sendo mais comum nas bezerras de 3 a 6 meses de idade, que passam por fases críticas como a pós-desmama e o início da recria. Mas animais adultos também podem apresentar a doença, especialmente se não tiveram contato com os vetores contaminados durante a fase jovem da vida.

Características da doença

A babesiose age causando hemólise (destruição das hemácias) devido à multiplicação dos protozoários dentro das hemácias, causando lise celular. Isso pode ser constatado observando a urina do animal, que ficará escura (cor de café). A Babesia bovis é mais patogênica, liberando fatores vasoativos e de coagulação sanguínea (Radostis et al.,2007b), que provocam a babesiose cerebral.

Já na anaplasmose as hemácias parasitadas são removidas no baço, que libera bilirrubina na corrente sanguínea e provoca a icterícia das mucosas. A perda de hemácias leva à hipóxia, anóxia e morte do animal (Radostis et al.,2007b)

Sinais clínicos

Os sinais clínicos da doença incluem febre (temperatura superior a 39,3°C), letargia, apatia, anemia, anorexia, alteração na coloração das mucosas (palidez ou icterícia), desidratação e perda de apetite.

O diagnóstico é feito por meio da observação dos sinais clínicos e exames hematológicos, como o esfregaço e o hematócrito. O esfregaço permite a identificação dos animais infectados logo no início, direcionando o tratamento para o agente específico. Já o hematócrito mostra o grau da anemia instaurada, indicando a gravidade do quadro após a infecção.

Tristeza parasitária

Tratamento

O tratamento visa impedir o crescimento do agente dentro do organismo do animal, seja Babesia ou Anaplasma.  Para babesiose é utilizado aceturato de diminazeno e para anaplasmose é utilizado tetraciclina ou enrofloxacino. A febre e a desidratação também devem ser tratadas, com antitérmicos e soro, para que o animal se recupere melhor e mais rapidamente.

O diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para a sobrevivência dos animais infectados.

Prevenção

A prevenção é feita controlando os agentes transmissores, como os carrapatos e moscas. Adotar um controle de carrapatos que quebre o ciclo deste parasita é fundamental.

Evitar o compartilhamento de agulhas e seringas também, bem como manter a higiene do local onde os animais ficam através de boas práticas de manejo.

Além disso, garantir um bom programa de vacinação e dieta adequada, para promover uma melhora na imunidade.

A tristeza parasitária bovina é uma doença responsável por grandes perdas, e por isso é necessário ficar atento aos animais nos períodos de maior estresse, quando sua imunidade diminui. O controle dos vetores aliado a boas práticas de manejo ajuda muito no controle da doença.

– Rehagro blog: Saiba a melhor forma de atuar contra a tristeza parasitária bovina. Disponível em https://rehagro.com.br/blog/tristeza-parasitaria-bovina/

-Milkpoint: Tristeza parasitária: uma doença que ameaça a bovinocultura. Disponível em https://www.milkpoint.com.br/empresas/novidades-parceiros/tristeza-parasitaria-uma-doenca-que-ameaca-a-bovinocultura-219419/

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Procedimentos para coleta de amostras de leite do tanque de refrigeração

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Saiba quais são os materiais e procedimentos necessários para realizar corretamente a coleta de amostras de leite

A coleta de amostras de leite é uma prática obrigatória realizada para o controle da qualidade do leite dos produtores. Está prevista nas Instruções Normativas n° 76 e 77/2018 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), onde todos os laticínios devem realizar pelo menos uma coleta de amostra de todos os produtores fornecedores mensalmente.

Através destas amostras determina-se os teores de gordura, proteína, lactose, extrato seco total e desengordurado, contagem bacteriana (CBT), contagem de células somáticas (CCS) e presença de resíduos de antimicrobianos. Muitos laticínios utilizam esses resultados para compor o pagamento do leite, bonificando ou reduzindo o preço de acordo com o programa de pagamento por qualidade do leite do estabelecimento.

As amostras de leite devem representar todo o volume contido no tanque do produtor, e para que isso aconteça é necessário rigor e padronização dos procedimentos de coleta, pois alguns fatores podem interferir nos resultados. São eles:

-Materiais utilizados e sanitizados;

-Procedimentos de coleta;

-Transporte e armazenamento da amostra;

-Tempo entre coleta e análise;

-Treinamento do responsável ou do agente de coleta.

Os responsáveis pela coleta devem receber treinamentos para realização desta prática, de acordo com as Instruções Normativas 76 e 77, citadas anteriormente.

Materiais utilizado para coleta das amostras

-Frascos de plástico contendo os conservantes bronopol (para análise de CCS e composição do leite) e azidiol (para análise de CBT). Os conservantes são necessários para garantir que a amostra conserve as características desde o momento da coleta até a análise.

Material para coleta de amostra de leite

-Concha inox para coleta;

-Luvas descartáveis;

-Desinfetante ou sanitizante para desinfetar a concha;

-Caixa térmica com gelo (ou geladeiras nos caminhões de coleta de leite) para refrigerar as amostras.

Procedimentos para coleta de amostras de leite do tanque de refrigeração

1 – Homogeneizar o leite

A pá agitadora do tanque deve ser ligada para agitar o leite por 5 minutos (se o tanque tiver capacidade para até 3.000 litros) ou por 10 minutos (se o tanque tiver capacidade superior a 3.000 litros).

2- Lavar e higienizar a concha de coleta.

3- Higienizar as mãos e colocar as luvas para evitar a contaminação da amostra.

4- Realizar a coleta e manusear os frascos e tampas longe do tanque, para evitar que os conservantes caiam dentro do tanque.

5- Identificar corretamente os frascos com as etiquetas.

6- Fazer a inversão/tombamento dos frascos por 10 vezes, para que os conservantes sejam dissolvidos.

7 – Armazenar corretamente as amostras na caixa térmica com gelo ou na geladeira do veículo.

8- Lavar os utensílios.

Amotra de leite

As amostras nunca devem ser coletadas pelo registro de saída do leite, mas sim pela tampa do tanque. Na saída do leite há maior contaminação bacteriana, o que pode alterar o resultado da amostra, e dependendo da quantidade de bactérias poderá causar alterações na composição do leite.

O que não deve ser feito na coleta de amostras:

-Trocar os frascos ou as tampas no momento da coleta;

-Tocar no interior dos frascos e tampas;

-Colar as etiquetas de identificação da amostra na horizontal (o correto é colar na vertical);

-Ultrapassar o volume de leite indicado no frasco ou coletar pouca quantidade;

-Rasurar a identificação das etiquetas;

-Usar cubos de gelo dentro das caixas térmicas;

-Enviar amostras com temperatura acima de 7°C.

A coleta de amostras do tanque, realizada pelo transportador ou agente de coleta, é de fundamental importância para o controle da qualidade do produtor, e muitas vezes interfere no preço de leite que ele receberá. Por isso deve ser feita com bastante cautela e profissionalismo, para que possa representar corretamente a qualidade do leite do produtor.

Bibliografia consultada:

– Embrapa circular técnica 109. Disponível em https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/201532/1/CT-109-revisada.pdf

-Manual de coleta de amostras de leite cru. Disponível em  https://eparaguacu.sp.gov.br/cria/servico-inspecao-municipal/10/

– Educapoint. Coleta de amostras de leite: procedimentos corretos para resultados seguros. Disponível em https://www.educapoint.com.br/catalogo/curso/coleta-amostra/

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Manejo de pastagens

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Como o correto manejo possibilita maior produção por área e melhor desempenho dos animais

O manejo de pastagens pode ser caracterizado como o conjunto de medidas e intervenções que visam obter uma maior produtividade animal por área, seja para produção de leite ou de carne, sem prejudicar o desenvolvimento da forrageira e a qualidade do solo.

O Brasil, por ser um país com vasta extensão territorial e clima tropical, apresenta boas condições para produção de forragem. As estações climáticas principais, na pecuária, são definidas como seca e águas, onde o maior crescimento e acúmulo de forragem ocorre na época das águas e a menor produção ocorre na época da seca, o que causa grande oscilação na produtividade.

O manejo de pastagens é fundamental para reduzir essa oscilação e possui como objetivos:

-Proporcionar produção constante de forragem por área;

-Conservar a qualidade do solo;

-Garantir que o animal receba alimentação em quantidade e qualidade necessárias;

-Evitar a degradação do pasto.

Sistemas de pastejo

O manejo do pastejo monitora duas variáveis: o crescimento das folhas das plantas e o consumo destas folhas pelos animais.

Há dois tipos de sistema de pastejo:

1 – Pastejo contínuo:

Neste sistema, os animais ficam em uma única área determinada durante o ano todo (presença contínua na pastagem). Possui como vantagem a baixa demanda por mão-de-obra, não havendo necessidade de mudar os animais de lugar, apenas fazer os manejos básicos, como o sanitário.

Por outro lado, a produtividade dos animais pode ser menor e a alta pressão exercida pelos animais sobre a forrageira pode dificultar a rebrota e o crescimento da planta. Uma forma de reduzir essa pressão é ajustar a carga sobre a pastagem, diminuindo o número de animais na área, o que nem sempre é possível e viável de se fazer na prática.

2 – Pastejo rotacionado:

No pastejo rotacionado a área de pastagem é dividida em piquetes e cada piquete é utilizado por um determinado tempo, chamado de período de ocupação. Após o período de ocupação os animais deixam esse piquete, que ficará vazio por um determinado número de dias, chamado de período de descanso.

O período de descanso, como o nome diz, serve para que a forragem se recupere e emita novos brotos, crescendo e atingindo a quantidade de folhas ideal para o próximo pastejo, minimizando os danos na estrutura da planta e no solo.

Geralmente este tipo é utilizado em sistemas mais intensivos de produção, e exige maior demanda de mão-de-obra.

O pastejo rotacionado pode ser classificado em três modalidades:

-Lotação rotativa convencional: é o método de pastejo rotacionado mais simples, onde apenas um grupo de animais é utilizado durante a estação de crescimento do capim.

-Pastejo em faixas: neste sistema são pré-determinadas as faixas de pastejo e o período de ocupação geralmente é de 1 dia.

-Pastejo ponta-repasse: são utilizados dois grupos de animais, onde o grupo de maior exigência nutricional pasteja primeiro (ponta) e outro grupo de menor exigência pasteja o mesmo piquete após a saída do primeiro grupo de animais (repasse). É muito utilizado na pecuária leiteira, onde as vacas em lactação pastejam primeiro e as vacas secas ou novilhas pastejam depois.

-Creep-grazing: é semelhante ao ponta-repasse, mas utilizado na pecuária de corte. Os bezerros que ainda não foram desmamados entram primeiro e depois entram as mães. Isso possibilita o desenvolvimento do trato gastrointestinal mais rapidamente devido à ingestão de forragens de alta qualidade.

-Pastejo diferido: Uma área da pastagem é vedada no final da época das águas, e ele só será consumido na época da seca. É uma forma de garantir forragem para o período seco.

O sistema de pastejo rotacionado permite a utilização de forrageiras altamente produtivas e com menor resistência ao pisoteio, como gramíneas do gênero Panicum e Cynodon.

O manejo é feito pela altura de entrada e saída das forrageiras, que possibilita que o animal consuma a planta na sua melhor relação de qualidade x quantidade. Além disso, são feitas adubações contínuas para garantir o bom crescimento e qualidade das forrageiras.

Independente do sistema que o produtor escolher, é preciso ter profissionalismo e dedicação, para que a pecuária se torne um negócio cada vez mais lucrativo.

Bibliografia consultada:

-Manejo de pastagem: conheça mais sobre esta prática. Disponível em:
http://www.sementesguinossi.com.br/blog/pastagem/manejo-de-pastagem-conheca-mais-sobre-essa-pratica/11#:~:text=O%20manejo%20do%20pastejo%20é,é%20º%20crescimento%20do%20capim

-Tipos de manejo de pastagem: contínuo, alternado ou rotacionado. Disponível em: https://prodap.com.br/pt/blog/manejo-de-pastegam-continuo-alternado-rotacionado

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Controle sanitário em bovinos leiteiros

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Entenda a importância de um bom controle sanitário do rebanho e conheça as práticas mais adotadas

A adoção de medidas preventivas para o controle sanitário do rebanho é de suma importância para a pecuária leiteira. O correto manejo sanitário permite a obtenção de um leite seguro e saudável para os consumidores, além de melhorar a eficiência produtiva e reprodutiva dos animais.

A atividade leiteira, por ser complexa, necessita de um controle sanitário mais completo, que envolva o uso de vacinas, endectocidas, bem-estar animal, manejo alimentar e do ambiente. Para que seja efetivo, é recomendado a adoção de um calendário sanitário, especificando quais vacinas e procedimentos deverão ser realizados ao longo do ano.

Controle das principais enfermidades que acometem os bovinos leiteiros

1 – Verminoses:

Em animais muito jovens, de 0 a 6 meses, recomenda-se aplicar o vermífugo a cada 2 meses, de acordo com o desafio enfrentado pelos animais. Animais de 6 a 24 meses, o controle estratégico feito na época da seca é o mais indicado. Consiste na aplicação de vermífugo nos meses de maio, julho e setembro. E em vacas recomenda-se realizar a vermifugação no momento da secagem, evitando assim resíduos no leite.

2 – Ectoparasitas:

Os carrapatos e moscas são os ectoparasitas que mais causam prejuízos ao rebanho leiteiro. Além do estresse e desconforto, também impactam negativamente no ganho de peso e na produção de leite.

O controle estratégico de carrapatos é o mais indicado. Aqui no blog tem um artigo explicando como ele deve ser feito.

Para o controle de moscas é ideal que se aplique o inseticida nos animais e nas instalações, evitando a sua proliferação.

Controle sanitário em bovinos leiteiros

3 – Doenças controladas por meio de vacinas:

  • Brucelose:

Vacinar as fêmeas de 3 a 8 meses, dose única. A vacinação é obrigatória.

  • Leptospirose

A primeira dose da vacina deve ser feita entre 4 e 6 meses de idade, o reforço 30 dias após a primeira dose e fazer a revacinação anual ou semestral.

  • Carbúnculo e outras clostridioses:

Vacinar os bezerros com 4 meses de idade e fazer o reforço 30 dias após a primeira dose. Revacinar todo o rebanho anualmente.

  • Raiva:

A primeira dose é aplicada aos 4 meses de idade e a vacinação de todo o rebanho deve ser feita anualmente.

  • Febre aftosa

O produtor deve seguir o calendário de vacinação do seu estado. Geralmente as campanhas são feitas no mês de maio, onde se vacina todos os animais, e no mês de novembro, onde somente os animais com até 24 meses são vacinados.

Alguns estados são considerados livres de febre aftosa sem vacinação. São eles: Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e regiões do Amazonas e de Mato Grosso. Para os outros estados, a vacina é obrigatória.

  • IBR e BVD (Rinotraqueíte infecciosa bovina e Diarreia viral bovina)

A primeira dose deve ser feita com 4 meses de idade, e o reforço após 30 dias da primeira dose.

4– Problemas de casco:

Para prevenir as lesões de casco, é recomendado fazer o casqueamento preventivo dos animais, evitando desgaste ou crescimento excessivo das unhas. Deve ser feito pelo menos duas vezes ao ano, no momento da secagem e 100 dias após o parto.

Para ajudar no fortalecimento dos tecidos córneos e reduzir infecções também recomenda-se utilizar o pedilúvio, com solução contendo sulfato de cobre e formol.

Outro fator que auxilia na manutenção dos cascos é o ambiente. Ambientes sujos, com excesso de umidade, pedras e pontas podem machucar os cascos e contribuir para transmissão de algumas doenças que são contagiosas.

O conforto do ambiente que as vacas vivem também é muito importante, pois elas necessitam ficar deitadas para aliviar a carga sobre os pés e direcionar energia para produção de leite.

5 – Tuberculose

Não existe vacina para a tuberculose. O controle é feito com exames clínicos e adoção de medidas de biosseguridade, como a quarentena de animais oriundos de outras propriedades.

Fazer um bom controle sanitário reduz significativamente as perdas por doenças, garante a produção de um leite seguro e torna a atividade leiteira economicamente mais viável para o produtor.

Bibliografia consultada:

NETO, João Gonsalves. Manual do Produtor de Leite. 1ed. Viçosa. Aprenda Facil,2016

Manejo sanitário de bovinos de leite, entenda a importância. Disponível em https://rehagro.com.br/blog/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite-entenda-a-importancia/

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Ureia na alimentação de vacas leiteiras

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Entenda como o uso da ureia na alimentação das vacas pode reduzir o custo com a alimentação e melhorar a rentabilidade do produtor

A utilização de ureia na alimentação de ruminantes ocorreu a primeira vez em meados de 1914, na Alemanha. Desde então, tem sido utilizada na dieta de bovinos leiteiros por dois motivos: adequar o fornecimento de PDR (proteína degradável no rúmen) e reduzir o custo com suplementação proteica. Por ser uma fonte barata de nitrogênio não proteico, o uso da ureia pode reduzir a quantidade de farelo de soja ou outra fonte proteica utilizada na dieta.

A ureia é um composto orgânico de cor branca e solúvel em água e álcool. Quimicamente é classificada como amida e é considerada um composto nitrogenado não proteico. Não é classificada como proteína por não apresentar aminoácidos ligados por ligações peptídicas em sua estrutura (Maynard et al, 1984).

Estima-se que o fornecimento de 100 gramas de ureia equivale a produção de 280 gramas de proteína microbiana, devido a alta concentração de nitrogênio que ela possui, cerca de 45%.

Ureia para vacas leiteiras
  • Vantagens da utilização de ureia na alimentação de vacas leiteiras

    -É uma tecnologia de baixo custo e acessível a qualquer produtor;

    -Fonte de nitrogênio não proteico de baixo custo;

    -Reduz a perda de peso e produção de leite na época da seca;

    -Mantém e/ou estimula a produção de leite;

    -Reduz o custo com a alimentação, reduzindo assim o custo de produção.

    Metabolismo da ureia dentro do organismo

    Ao chegar ao rúmen a ureia é rapidamente solubilizada e se transforma em amônia (NH3). Esta amônia é utilizada pelos microrganismos que degradam a celulose e hemicelulose como fonte de nitrogênio para produção de proteína microbiana. Os microrganismos que degradam amido, pectina e açúcares e possuem crescimento mais rápido podem utilizar tanto amônia quanto aminoácidos como fonte de nitrogênio. Portanto, o fornecimento de ureia favorece o crescimento de diferentes tipos de microrganismos ruminais.

    A amônia não utilizada para a síntese de proteína microbiana é absorvida pela parede ruminal e transportada para o fígado através da veia porta, pois sua forma livre é tóxica para o animal. No fígado será convertida a ureia novamente, chamada de ureia endógena. Esta ureia terá os seguintes destinos: uma parte voltará ao rúmen, outra alcançará a saliva e outra parte será excretada na urina ou no leite.

    Este processo é chamado de ciclo da ureia.

    Toxidez

    Apesar dos benefícios do uso da ureia, o composto é altamente tóxico e pode causar danos à saúde do animal, inclusive a morte.

    Quando grandes quantidades de ureia são fornecidas aos animais, ocorre acúmulo de amônia no rúmen. Este acúmulo eleva o pH ruminal e favorece uma maior absorção de amônia, excedendo a capacidade detoxificadora do fígado e tamponante do sangue.

    A quantidade de ureia necessária para causar intoxicação depende de vários fatores, principalmente da velocidade de consumo, pH do rúmen e grau de adaptação do animal.

    Os sintomas mais frequentes de intoxicação por ureia são:

    -Agitação;

    -Falta de coordenação;

    -Intensa salivação;

    -Respiração ofegante;

    -Tremores musculares;

    -Micção e defecação constantes;

    -Avançado estágio de timpanismo.

    Em caso de intoxicação é recomendado o fornecimento via sonda de 2 a 3 litros vinagre (ácido acético), logo no aparecimento dos primeiros sintomas. O vinagre promove queda no pH do rúmen, reduzindo a absorção de amônia.

    Utilizando ureia com segurança

    Os carboidratos são fatores importantes na incorporação da amônia na proteína microbiana. Fontes de energia com alta degradabilidade, como amido e açúcares, favorecem a utilização da amônia para produção de proteína microbiana e aumentam a digestibilidade da fibra da dieta, pois ocorre aumento na população dos microrganismos ruminais.

    Em decorrência disso, a cana-de-açúcar é um volumoso muito utilizado junto com a ureia. O açúcar presente na cana fornece energia para os microrganismos ruminais degradarem a fibra e a ureia fornece nitrogênio, melhorando o teor proteico da dieta.

    Além disso, a ureia também pode ser utilizada na formulação de concentrados e sais minerais, substituindo parcialmente o farelo de soja ou outra fonte proteica.

    É importante observar alguns cuidados e recomendações no uso da ureia para que não haja problemas no seu fornecimento. Os animais devem passar por um período de adaptação para evitar quadros de toxidez.

    O período de adaptação deve ser de pelo menos uma semana, com fornecimento de doses pequenas.  Se for utilizar a ureia junto com a cana-de-açúcar, durante a primeira semana a quantidade de ureia deverá ser de 0,5% em relação à quantidade de cana. Na segunda semana pode-se aumentar o fornecimento para 1%. Também é importante ressaltar que junto com a ureia deve ser fornecido uma fonte de enxofre, na proporção de 9:1, sendo o sulfato de amônio a fonte mais utilizada.

    Veja o exemplo na foto abaixo:

Ureia Alimentação
Outras recomendações

-Limitar em até 5% de ureia no concentrado quando este for fornecido separadamente do volumoso;

-Após a adaptação, limitar o fornecimento de ureia a 30 gramas/100 kg de peso do animal/dia, não excedendo o limite de 200g/animal/dia;

-Misturar uniformemente a ureia com a ração;

-Fornecer o suplemento em cochos cobertos.

Quando bem utilizada, a ureia é uma aliada do produtor rural. Seguindo corretamente as recomendações, o produtor só tem a ganhar, pois a ureia é uma alternativa barata e viável para ser utilizada na pecuária leiteira.

Bibliografia consultada:

Uso de ureia na alimentação de ruminantes. Disponível em https://www.educapoint.com.br/blog/pecuaria-leite/uso-ureia-alimentacao-ruminantes/

Ureia na alimentação de vacas leiteiras. Disponível em https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/571977/1/doc186.pdf

Uso de ureia na alimentação de vacas leiteiras. Disponível em https://www.locus.ufv.br/bitstream/123456789/13000/1/texto%20completo.pdf

Marcondes, M.I; Rotta,P.P; Silva, M.O.R da. Cálculo de ração e alimentos para bovinos leiteiros Ed.UFV 2019

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Autora:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Pereira Viana

Zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa com grande experiência em qualidade do leite, tendo atuado por mais de 9 anos junto aos produtores de variadas regiões do país.

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Estresse térmico em vacas leiteiras

By Agro Sem comentários

Saiba como o estresse térmico afeta as vacas leiteiras e qual impacto ele causa na produção de leite.

O estresse térmico é um dos fatores de maior importância econômica na atividade leiteira, pois impacta diretamente na produção e reprodução das vacas. Vacas de alta produção sofrem ainda mais com as condições climáticas tropicais devido à grande produção de calor oriunda da ingestão de maiores quantidades de alimentos.

A produção de calor metabólico aliada às altas temperaturas do ambiente diminuem a capacidade do animal de regular a sua temperatura e dissipar o calor. Esta condição é conhecida como estresse térmico.

Animais de raças europeias, especialmente as vacas Holandesas, são mais sensíveis ao calor e se expressam melhor em temperaturas entre 4 e 24°C. Em temperaturas mais altas é necessário fornecer condições que minimizem o estresse térmico, a fim de reduzir perdas na produção.

Como identificar os sintomas do estresse térmico?

As vacas mostram alguns sintomas quando estão sofrendo com o calor, como:

-Aumento da frequência respiratória acima de 80 movimentos por minuto em 70% dos animais do lote

-Boca aberta e língua para fora, na tentativa de trocar calor com o ambiente

-Temperatura retal maior que 32,9°C em 70% dos animais do lote

-Aumento da ingestão de água

-Redução do consumo de alimentos e consequente queda na produção de leite

Impacto do estresse térmico na produção animal

O impacto mais conhecido é a queda na produção de leite, devido a redução no consumo de alimentos. Mas o estresse térmico também afeta o metabolismo, a reprodução e a saúde das vacas.

A mudança no comportamento alimentar e na quantidade de alimento ingerida são estratégias para minimizar a produção de calor. As vacas passam a se alimentar mais nas horas mais frescas do dia, e de forma rápida, o que aumenta o risco de redução do pH ruminal e consequente acidose. Com menos nutrientes disponíveis, a produção de leite começa a diminuir, podendo chegar a 30% de redução.

Além da produção, a reprodução também é afetada. As vacas começam a expressar o cio nas horas mais frescas do dia, dificultando a observação, e a duração do cio também é menor. A taxa de concepção fica comprometida e animais prenhes podem sofrer abortos, além de aumentar a incidência de metrite e retenção de placenta.

A qualidade do colostro de vacas que sofreram estresse térmico no período seco e pré-parto também fica comprometida, e a cria nasce com maiores chances de desenvolver doenças e ter problemas ao longo do seu crescimento. A produção de leite desta cria na primeira lactação também é afetada negativamente, por causa do estresse térmico que a mãe sofreu durante a gestação.

O sistema imunológico fica comprometido e o animal fica mais susceptível a desenvolver doenças como a mastite.

Estratégias para minimizar o estresse térmico

Existem algumas alternativas que os produtores podem utilizar para minimizar um pouco o estresse térmico e seus impactos na produção de leite.

  • Modificação física do ambiente:

Promover sombra e ventilação para os animais. Vacas resfriadas aumentam o consumo, o que ajuda na produção de leite. Se os animais são criados a pasto, é fundamental que haja sombra natural ou artificial para as vacas, como árvores e sombrites. Se são animais criados em galpões de confinamento, é necessário o uso de ventiladores e aspersores, para ajudar na dissipação de calor.

O uso destes equipamentos na sala de espera da ordenha também auxilia no conforto dos animais.

controle de Estresse térmico em vacas leiteiras
  • Fazer ajustes nutricionais:

-A dieta deve conter alta quantidade de nutrientes e baixo incremento calórico. Uma boa opção é aumentar a densidade energética da dieta utilizando alimentos que contenham alto teor de gordura.

-Utilizar tamponantes para estabilizar o pH do rúmen.

-Estimular o consumo da dieta.

-Alimentar as vacas nos horários mais frescos do dia, no início da manhã e final da tarde, evitando os horários mais quentes.

  • Realizar manejos nas horas mais frescas do dia.
  • Oferecer água limpa à vontade. O consumo de água aumenta consideravelmente no período de estresse.
  • Uso de raças geneticamente mais tolerantes ao calor:

Animais zebuínos ou provenientes do cruzamento de taurinos e zebuínos, como é o caso dos girolandos, são mais tolerantes ao calor e sofrem menos com o estresse térmico.

Garantir condições de conforto para as vacas, especialmente nos dias mais quentes, é o caminho para evitar queda na produção de leite e baixo desempenho reprodutivo do rebanho, que afeta negativamente a rentabilidade do produtor.

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Dietas de alto grão para bovinos de corte

By Agro Sem comentários

Conheça mais sobre a dieta de alto grão para bovinos de corte e saiba por que o uso desta alimentação vem crescendo nos confinamentos do país

O uso de confinamentos para terminação de bovinos tem aumentado cada vez mais no Brasil. Isso porque o confinamento permite uma redução no tempo de espera para o abate dos animais, libera áreas de pastagem para outras categorias, além de  possibilitar a terminação em períodos de entressafra e permitir que características desejáveis da carcaça sejam atingidas.

Uma das desvantagens do uso do confinamento é o manejo alimentar. Toda alimentação deve ser fornecida no cocho, que aumenta o manejo e os custos.

Nos últimos anos muitos confinamentos têm adotado o uso de dietas com maior quantidade de concentrado, pensando em reduzir a mão-de-obra para produção, armazenamento e utilização do volumoso, além de aumentar o ganho de peso diário dos animais, reduzir o tempo para o abate e aumentar a lucratividade.

O que é a dieta de alto grão?

Dietas de alto grão são aquelas que possuem acima de 65% de grãos na matéria seca, podendo chegar a 90%.

O uso desta dieta diminui o ciclo de produção, pois permite alto desempenho dos animais, quando bem conduzida. Como é uma dieta rica em concentrado, a produção de propionato dentro do rúmen será maior, o que possibilita uma maior síntese de gordura e proteína, melhorando a qualidade da carcaça.

Vantagens da dieta de alto grão

Conheça algumas vantagens de se utilizar a dieta de alto grão no confinamento dos bovinos:

1-Aumento de energia da dieta: Quanto maior o consumo de energia pelo animal, maior a sua capacidade de ganhar peso.

2- Reduz a necessidade de área para produção de volumoso: estas áreas podem ser usadas para outras categorias animais, além de não ser mais necessária a produção de silagem.

3-Reduz a linha de cocho disponível: com isso há a redução dos custos com infraestrutura. A linha de cocho pode ser de 50 centímetros com dieta de alto grão.

4-Aumento do ganho de peso: isso ocorre por causa do alto teor energético da dieta.

5- Aumento do peso de abate dos animais: ocorre devido ao maior ganho de peso e eficiência alimentar.

6-Melhora a deposição de gordura na carcaça:  a alta densidade energética permite um maior peso ao abate, conferindo uma carcaça de melhor qualidade e com maior valor agregado.

7-Maior remuneração: o melhor acabamento da carcaça pode gerar bonificações por parte dos frigoríficos.

Cuidados a serem tomados antes de adotar a dieta de alto grão

1 – Adaptação

Por ser uma dieta totalmente diferente das convencionais, os animais necessitam passar por um período de adaptação, para evitar problemas metabólicos como a acidose ruminal.

Ocorrem mudanças significativas no ambiente ruminal quando o animal começa a receber uma dieta com maior quantidade de grãos. O aumento de grãos leva a uma maior fermentação e produção de ácidos graxos voláteis, diminuindo o pH do rúmen e levando a uma acidose ruminal, que pode ser clínica ou subclínica. Animais em acidose demoram mais para ganhar peso e depositar gordura na carcaça, permanecendo por períodos maiores dentro do confinamento.

Para evitar isso é necessário que eles passem por um período de adaptação à nova dieta, que, segundo a revisão de literatura de Brown et al (2006), não deve ser menor que 14 dias.

Na adaptação os animais devem receber dietas com diferentes proporções de volumoso e concentrado, antes do início da dieta definitiva. É importante ter o acompanhamento de um profissional nutricionista para que essa transição de dietas ocorra da melhor forma possível.

alto grão para bovinos de corte
2-Escolha do grão

Existem várias opções de grãos que podem ser utilizados, cada um com sua composição de nutrientes. O nutricionista poderá avaliar qual a melhor opção para o confinamento, levando em consideração as metas de desempenho, utilização de suplementos, transporte e armazenamento dos grãos.

3- Uso de tamponante

O uso de tamponante se faz necessário neste tipo de dieta.  Conhecido também como núcleo, ele geralmente é peletizado e contém uma quantidade mínima suficiente de fibra, minerais e vitaminas.

4- Disponibilidade de água

O acesso dos animais à água limpa e de qualidade deve ser irrestrito.

O confinamento com dieta de alto grão é uma alternativa para aumentar a lucratividade do pecuarista, mas deve ser conduzida por um profissional capacitado, para poder maximizar o potencial produtivo dos animais e agregar maior valor ao produto.

Lembre-se: as bezerras são os animais de reposição da propriedade, serão as futuras vacas. Todo cuidado deve ser dado nesta fase, para que elas cresçam e se desenvolvam saudáveis, podendo expressar todo o seu potencial genético quando se tornarem vacas.

Bibliografias consultadas:

7 motivos para usar dietas de alto concentrado. Disponível em : https://www.educapoint.com.br/blog/pecuaria-corte/7-motivos-usar-dietas-alto-concentrado/

Dietas de alto grão e suas consequências. Disponível em https://www.beefpoint.com.br/dietas-de-alto-grao-e-suas-consequencias-46436/

Adaptação de animais confinados às dietas de alto grão. Disponível em https://www.beefpoint.com.br/adaptacao-de-animais-confinados-as-dietas-de-alto-grao-34242/

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Manejo de bezerras leiteiras do nascimento à desmama

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Saiba como fazer o correto manejo das bezerras do nascimento à desmama, para que elas se tornem boas vacas no futuro

Os cuidados com as bezerras começam antes mesmo do nascimento. As vacas precisam receber cuidados especiais no terço final da gestação, como uma boa nutrição e conforto térmico, para que possam produzir colostro com quantidades adequadas de imunoglobulinas, que posteriormente serão transmitidas à bezerra.

Vacas que não passam pelo período seco produzem colostro de baixa qualidade, o que compromete a saúde e o desenvolvimento da bezerra.

O local de nascimento do bezerro também é um ponto que devemos dar atenção. Bezerra que nasce em local sujo têm maiores chances de se contaminar e ficar doente.

Manejo de bezerras leiteiras

A criação de bezerras é uma das fases mais importantes da atividade leiteira, pois os animais enfrentam muitos desafios que podem afetar o seu desenvolvimento e o seu desempenho futuro quando se tornarem vacas. Veja a seguir quais as práticas de manejo que devem ser adotadas para garantir o crescimento saudável e um bom desenvolvimento das bezerras.

1 – Fornecimento de colostro

Além da função nutritiva, o colostro também é responsável pela transferência de imunidade passiva às bezerras. Durante a gestação não ocorre a passagem de anticorpos da vaca para a bezerra, sendo necessário fornecer o colostro para ela adquirir essa imunidade.

Durante muito tempo foi recomendado fornecer o colostro na quantidade de 10% do peso corporal. Hoje essa recomendação já não faz muito sentido, pois vários estudos mostram que o fornecimento de 15 a 20% do peso corporal traz maiores benefícios e garante uma melhor transferência de imunidade.

Para avaliar a qualidade do colostro é utilizado o refratômetro de Brix, que indica se o colostro possui boa qualidade imunológica.

O tempo de fornecimento também é importante. Dentro das primeiras 2 horas de vida deve-se fornecer 10% do peso corporal de colostro, e depois mais 5%, dentro de 6 a 8 horas após o nascimento.

Exemplo: Peso corporal de 40kg

-Primeira mamada: 4 litros em até 2 horas após o nascimento

-Segunda mamada: 2 litros em até 6-8 horas após o nascimento.

2 – Cura do umbigo

A desinfeção do umbigo também deve ser feita logo após o nascimento, imergindo todo o cordão umbilical até a sua base na tintura de iodo com concentração a 10%. Isso deve se feito 2 vezes ao dia, por 5 dias, até que o umbigo seque.

3 – Fornecimento de leite

Forneça pelo menos 6 litros de leite ou 15% do peso corporal da bezerra, 2 vezes ao dia. Esse leite não deve conter resíduos de medicamentos. Se for leite que tenha alta CCS é aconselhável pasteurizá-lo antes de fornecer.

Se optar por utilizar sucedâneo, escolha aquele com teor de proteína entre 22 e 27%, e que utilize pelo menos 50% da proteína oriunda de fontes lácteas.

A higiene dos utensílios, como baldes, bicos e mamadeiras tem papel fundamental na saúde das bezerras. Deve-se ter atenção com a limpeza.

O número de dias que as bezerras deverão ser aleitadas varia de acordo com o objetivo de cada propriedade. Pode-se fazer o desaleitamento quando elas estiverem consumindo de 1 a 1,5 kg de concentrado.

4 – Fornecimento de água e concentrado

Água e concentrado devem ser fornecidos desde o primeiro dia de vida da bezerra.

A água deve ser limpa e de qualidade.

O concentrado deverá ter PB acima de 18%, com bom balanceamento de aminoácidos essenciais. Ele pode ser farelado ou peletizado, contanto que tenha ingredientes de qualidade na sua composição.

5-Fornecimento de volumoso

O volumoso pode ser fornecido a partir de 40 dias, em pouca quantidade, para não comprometer o consumo de concentrado. Alimentos fermentados como silagens não devem ser fornecidos antes dos 60 dias.

6- Instalações

O ambiente que as bezerras ficam deve ser seco, arejado, limpo e confortável, protegendo-as do sol, chuva e frio.

Ambientes sujos são fontes de contaminação e disseminação de doenças, por isso as instalações devem ser sempre limpas.

7- Desmama ou desaleitamento

A desmama é uma fase crítica para as bezerras, e por isso deve ser feita da melhor forma possível.

Para minimizar o estresse sofrido pelas bezerras, a desmama deve ser feita de forma gradual, reduzindo aos poucos a quantidade de leite oferecida. Outra prática que facilita essa transição é o fornecimento de dieta de bezerras desmamadas em torno de 10 dias antes do desaleitamento, para que elas se acostumem e não reduzam o consumo quando forem desaleitadas.

Se possível, faça o desaleitamento de pequenos grupos por vez. Dessa forma elas se sentirão mais acolhidas e o estresse será menor.

8-Saúde

É imprescindível manter atualizado o calendário sanitário e de vacinação. As vacinas que deverão ser aplicadas variam de acordo com o desafio enfrentado em cada propriedade, sendo obrigatória somente a vacina contra brucelose nas bezerras de 3 a 8 meses de idade. A vermifugação também deve ser feita.

A mochação deverá ser feita antes da bezerra completar 5 semanas de vida, utilizando um anestésico e analgésico.

Lembre-se: as bezerras são os animais de reposição da propriedade, serão as futuras vacas. Todo cuidado deve ser dado nesta fase, para que elas cresçam e se desenvolvam saudáveis, podendo expressar todo o seu potencial genético quando se tornarem vacas.

Boas Práticas de Manejo de Bezerros Leiteiros – Zoetis. Disponível em https://www.zoetisus.com/global-assets/private/manual-bezerros-leiteiros-e-book.pdf

Manual Alta Cria – Padrão Ouro de Bezerras Leiteiras

Ficou curioso e quer aprender mais sobre pecuária?
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leite de qualidade

Importância da produção de leite com qualidade

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Saiba por que o leite deve ser produzido com qualidade e como isso impacta em toda cadeia produtiva

Produzir leite com qualidade se torna cada vez mais necessário, não apenas porque existem normativas que devem ser cumpridas, mas por melhorar a lucratividade da atividade e atender aos consumidores que estão cada vez mais exigentes.

O leite é considerado um produto completo, nobre, com alto valor nutricional e indicado para ser consumido por todas as faixas etárias. Sendo assim, é indispensável que seja produzido e processado dentro dos parâmetros de qualidade, pois será consumido por bebês, crianças, jovens, adultos e idosos.

Mas afinal, o que é um leite de qualidade? Segundo a Embrapa Gado de Leite, “o  leite de qualidade é definido por ser seguro para quem o consome, pois não veicula doenças ou bactérias patogênicas; ter reduzida contagem de células somáticas (CCS); ter reduzida contagem bacteriana total (CBT); ser livre de resíduos químicos (principalmente antimicrobianos e endectocidas); possuir composição adequada (teor de proteína, gordura, lactose); e preservar as características de cor, gosto e cheiro (livre de fraudes).”

Por que o produtor deve produzir leite com qualidade?

Só o fato de o leite ser um alimento nobre e muito perecível já justificaria um maior cuidado e atenção durante a sua produção. Mas existem alguns fatores que fomentam a produção de leite com qualidade na propriedade.

Atualmente estão em vigor as instruções normativas 76 e 77 do MAPA, que discorrem sobre as etapas da produção de leite, desde a fazenda até o seu processamento na indústria.

  • A IN76 trata do regulamento técnico de identidade e qualidade do leite cru refrigerado, pasteurizado e pasteurizado tipo A. Os parâmetros principais desta normativa são a CCS, que deverá ser de no máximo 500 mil células/ml e a CBT ou CPP (contagem padrão em placas), que deverá ser de no máximo 300 mil/ml, considerando a média geométrica trimestral. Também prevê a suspensão da coleta pelo laticínio caso a CBT ou CPP esteja fora do padrão.

Ou seja, o produtor tem uma referência de valor que deverá ser cumprido para não ser penalizado.

Já a IN77 trata dos critérios para produção, acondicionamento, conservação, transporte, seleção e recepção do leite cru nos estabelecimentos que irão receber e /ou processar o leite.

  • Além das normativas, outro fator é levado em conta quando se trata de produzir leite com qualidade: a remuneração. Muitos laticínios possuem programas de bonificação do preço do leite para incentivar a qualidade. Esta bonificação compreende os resultados de CBT, CCS e porcentagem de sólidos do leite (gordura e proteína). Com isso, há um aumento ou decréscimo no preço de leite que será pago.
  • Um outro fator está diretamente relacionado com a lucratividade, mas muitas vezes passa despercebido ao produtor. É a saúde da glândula mamária. O valor de CCS nos diz se o animal está com a glândula mamária sadia ou infectada. Valores de CCS acima de 200 mil células/mL indicam que os animais estão com mastite (que pode ser clínica ou subclínica), e isso causa queda na produção do leite. Essa queda pode chegar a 29% da produção na lactação. Animais sadios produzem mais leite e garantem mais renda ao produtor.

Por que a qualidade é importante para a indústria?

De forma semelhante com o que ocorre com o produtor, a qualidade do leite impacta diretamente na lucratividade da indústria.

Ao adquirir e processar um leite de qualidade os produtos terão maior rendimento, maior segurança para serem consumidos e melhores características sensoriais.

Leite com alta CCS impacta fortemente a produção de queijos, reduzindo seu rendimento. Em leite UHT pode causar geleificação e sedimentação, além de deixar gosto amargo nos produtos láticos. Isso ocorre devido a presença da protease plasmina que resiste aos processos de pasteurização e tratamento UHT, e causa esses defeitos de fabricação.

Já o leite com alta CBT pode causar gosto de ranço nos produtos lácteos, além de reduzir o rendimento e a vida de prateleira. Esse gosto advém das proteases e lipases das bactérias psicotrópicas presentes nesse leite.

Qualidade do leite na produção de queijo

Esses defeitos não causam danos à saúde humana, mas provocam perdas econômicas e rejeição por parte dos consumidores.

Os programas de melhoria de qualidade praticados pelas empresas, indústrias e governo auxiliam toda a cadeia produtiva e devem ser incentivados por todos. A conscientização e capacitação dos produtores é o primeiro passo para que possamos melhorar a qualidade do nosso leite.

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