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Pastejo rotacionado: vantagens e cuidados

By Agro Sem comentários

O pastejo rotacionado é um sistema de intensificação da produção de pasto, que permite aos animais terem acesso às forrageiras quando elas estão no ponto ótimo para serem consumidas, gerando aumento no desempenho e na taxa de lotação

O Brasil, com sua vasta extensão territorial, possui cerca de 200 milhões de hectares de pastagens, segundo a Embrapa. Estima-se que aproximadamente 130 milhões sejam de pastagens que possuem algum tipo de degradação e que necessitam de intervenção, o que reduz a competitividade e a lucratividade da pecuária. Como forma reduzir a degradação e aumentar a eficiência produtiva das forragens, o pastejo rotacionado vem sendo muito utilizado pelos produtores, que conseguem produzir mais e diluir os custos.

O pastejo rotacionado é um sistema de intensificação da produção de pasto, que permite aos animais terem acesso às forrageiras quando elas estão no ponto ótimo para serem consumidas, gerando aumento no desempenho e na taxa de lotação.

É feito por meio da divisão da área em piquetes menores, que serão utilizados alternando períodos de pastejo e de descanso. Após os animais consumirem a foragem de um piquete, são transferidos para outro piquete, e assim sucessivamente, até que eles retornam para o primeiro piquete, que passou por um período de descanso para que a forrageira pudesse ter condições de crescer novamente.

O período de descanso é determinado pelo tipo de forrageira, bem como o momento de entrada e saída dos animais de cada piquete. Cada planta forrageira possui o seu ponto ótimo nutricional, sendo determinado pela altura da planta. Assim, os animais entram nos piquetes quando a forrageira possui a altura ideal para ser consumida, contendo mais nutrientes e melhor digestibilidade, e saem quando a planta chega a uma determinada altura que seria necessária para a sua rápida recuperação e crescimento.

Vacas em pastejo rotacionado

Vantagens do pastejo rotacionado

  • Intensificação do uso da pastagem

Isso permite maior produção de forragem e aumento da taxa de lotação. Quando colocamos mais animais dentro do piquete a área será pastejada de forma mais uniforme, evitando o super pastejo ou sub- pastejo, como ocorre no pastejo contínuo. Além disso, a distribuição das excreções dos animais também será mais uniforme, melhorando as condições do solo.

  • Aumento do desempenho

O manejo das alturas de entrada e saída dos piquetes permite que os animais tenham acesso à forrageira quando o seu valor nutricional está no ponto ótimo, permitindo que sejam consumidos maiores teores de nutrientes e fibra com melhor digestibilidade. Esses nutrientes serão utilizados para a produção de leite e ganho de peso.

  • Aumento da vida útil da pastagem

Com o pastejo rotacionado elimina-se as práticas de recuperação e renovação dos pastos, além de controlar o aparecimento de plantas invasoras.

Cuidados necessários para se ter bons resultados com o pastejo rotacionado

Como qualquer sistema de produção, o rotacionado também as suas desvantagens e pontos que merecem atenção para que o produtor tenha bons resultados produtivos e financeiros. São eles:

  • Necessita de adubação constante, de acordo com a análise de solo e as demandas da planta forrageira, o que aumenta o custo quando comparado ao pastejo contínuo. Além disso, há os custos com construção de cercas, corredores, sombras e instalação de bebedouros.
  • É necessário atenção às alturas de entrada e principalmente de saída dos animais, evitando que haja um pastejo excessivo que dificultará o crescimento da planta durante o período de descanso. Ou seja, o manejo do pastejo rotacionado precisa ser muito bem-feito.
  • Na época seca do ano é necessário suplementar os animais no cocho, pois devido às características do clima e da forrageira, a sua produção no inverno será menor, e consequentemente, não será o suficiente para alimentar a mesma lotação do período das águas.

 

Fazendo o manejo bem-feito e escolhendo a forrageira mais adequada para as condições da propriedade, o pastejo rotacionado é uma ótima opção para aumentar a produtividade e reduzir os custos.

 

 

 

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Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

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Mastite: muito além de antibióticos

By Agro Sem comentários

Os antibióticos são amplamente utilizados no tratamento da mastite, muitas vezes de forma não controlada, aumentando ainda mais os prejuízos relacionados à doença

 

A mastite, doença bastante conhecida do produtor de leite, é uma inflamação da glândula mamária causada por microrganismos como bactérias, leveduras e algas, sendo as bactérias as responsáveis pelo maior número de casos da doença. Por este motivo, os antibióticos são amplamente utilizados no tratamento da mastite, muitas vezes de forma não controlada, aumentando ainda mais os prejuízos relacionados à doença.

Atualmente tem crescido o número de produtores que utilizam a técnica de cultura microbiológica para identificar o agente causador da mastite. Esta técnica possibilita a identificação do microrganismo e auxilia o produtor nas tomadas de decisão quanto à realização ou não do tratamento com antibióticos e de outros manejos, como linha de ordenha, secagem antecipada e até a seleção de animais para descarte.

As bactérias causadoras de mastite se dividem em dois grupos, as bactérias Gram positivas e as Gram negativas. E com a cultura microbiológica pode-se obter os seguintes resultados:

  • Negativo: não houve crescimento bacteriano ou o agente não é possível de ser identificado por este método, como o caso do Mycoplasma, que necessita de técnicas de cultura específicas para a sua identificação.
  • Positivo: houve crescimento e foi possível a identificação. Neste caso, o produtor é capaz de optar por fazer ou não o tratamento com antibióticos, pois conhecendo o patógeno é possível saber se ele apresenta uma taxa de cura satisfatória, se é melhor fazer o tratamento durante a lactação ou no momento da secagem, se é uma vaca que precisa ser ordenhada por último etc.
  • Contaminação: ocorre o crescimento de mais de 2 tipos de bactérias, indicando que houve falhas na coleta ou no procedimento de inoculação, devendo ser refeita esta análise.
Aplicação de medicamento intramamário em vaca

Além dos antibióticos

Apesar dos antibióticos serem muito utilizados, outros fatores contribuem para o sucesso do controle e cura da mastite, como:

1 – Tipo de patógeno: os patógenos diferem entre si quanto ao grau de virulência, local da infecção dentro da glândula mamária e gravidade dos sintomas. E identificá-los com a ajuda da cultura microbiológica auxilia o produtor na tomada de decisão com relação ao tratamento, pois cerca de 30% dos resultados de cultura são negativos, ou seja, não há patógenos na glândula mamária, e ocorre cura espontânea da mastite clínica em até 3 dias. Portanto, o uso de antibióticos nesses casos é totalmente dispensável, o que gera economia para o produtor, que evitará gastar com o medicamento e com descarte do leite durante o período de carência do antibiótico.

2 – Fatores relacionados à vaca: a idade, estágio de lactação, número de partos e imunidade influenciam diretamente no sucesso do tratamento. Vacas bem nutridas e com boa imunidade são capazes de reconhecer e eliminar a infecção mais rapidamente. E nos animais mais jovens esse mecanismo de defesa imune é ainda mais eficiente do que em animais mais velhos. Vacas recém -paridas geralmente apresentam mastite clínica de origem ambiental, e mastite subclínica de origem contagiosa no final da lactação. Ou seja, é preciso intensificar as medidas de controle durante estes períodos para evitar que novos casos de mastite apareçam.

3 – Ambiente: o ambiente tem papel fundamental no controle dos casos de mastite. Um lugar limpo, seco e que ofereça conforto térmico reduz a queda imunológica causada pelo estresse térmico e a exposição aos agentes ambientais, reduzindo assim novos casos de mastite no rebanho.

 

Por fim, é importante analisar cada caso de mastite clínica, com base no grau de severidade dos sinais clínicos e no tipo de patógeno causador, a fim de tomar a decisão mais acertada com relação ao tratamento, que envolve desembolso financeiro e descarte de leite. E para evitar que esses casos ocorram com frequência, as medidas de controle precisam ser implantadas e monitoradas.

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Higiene e desinfecção dos equipamentos de ordenha

By Agro

Devido à composição do leite, a higiene e desinfecção dos equipamentos de ordenha possui um papel fundamental na produção de leite com qualidade

 

A produção de leite é uma atividade complexa que depende da harmonia de vários fatores para que o produtor possa produzir um leite com qualidade e manter a saúde dos animais, resultando numa maior eficiência e lucratividade. E a higiene e desinfecção dos equipamentos de ordenha possui um papel fundamental na qualidade do leite.

O leite é composto por gorduras, proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais, que ao entrarem em contato com os equipamentos de ordenha, se aderem à superfície deles, resultando na proliferação de microrganismos que reduzem a qualidade do leite, aumentando a contagem bacteriana. Por este motivo, a higiene dos equipamentos de ordenha é uma etapa essencial para garantir a qualidade do leite.

Vacas sendo ordenhadas

Etapas da limpeza dos equipamentos de ordenha

Alguns fatores são determinantes para que a limpeza seja feita de forma correta e eficaz. São eles:

  • Qualidade, temperatura e volume de água utilizado: a água para limpeza dos equipamentos de ordenha deve ser potável, assim como toda água utilizada nos demais processos da fazenda. Além disso, o volume de água utilizado na limpeza precisa ser suficiente e estar na temperatura adequada para a ação dos detergentes.
  • Uso de detergentes específicos para equipamentos de ordenha e tanque de refrigeração: existem detergentes próprios para este fim, não devendo ser utilizado detergentes comuns como aqueles que usamos para lavar louças, por exemplo.

Sabendo disso, fica mais fácil entender como deve ser feito o processo de limpeza dos equipamentos. Veja abaixo o passo a passo a ser feito no momento da limpeza:

1 – Enxágue inicial com água limpa

Esta é a primeira etapa da limpeza, um enxágue com água morna para retirar todo o resíduo de leite que se encontra nas tubulações, latões, baldes etc., facilitando a remoção química que será feita pelo detergente.

2 – Limpeza com detergente alcalino clorado

Este tipo de detergente tem a função de remover os resíduos de gordura e proteína que ficaram aderidos aos equipamentos. Para esta etapa, é preciso adicionar o detergente em água quente, onde a temperatura pode variar de 70 a 80 graus, dependendo do fabricante.

Na maioria dos produtos, o tempo de ação recomendado é de 10 minutos, e é importante monitorar a temperatura da solução após este tempo. O ideal é que no início da limpeza a água esteja com 70 a 80 graus e após os 10 minutos, com pelo menos 45 graus. A limpeza com detergente alcalino clorado deve ser feita todos os dias, após cada ordenha.

3 – Enxágue com água limpa

Este enxágue vai remover o detergente alcalino, para que não haja interferência na ação do detergente ácido.

4 – Limpeza com detergente ácido

O detergente ácido remove quimicamente os resíduos minerais do leite. Geralmente esta etapa é feita com água morna, ou na temperatura ambiente, variando de acordo com o fabricante. Não é preciso enxaguar. A frequência de utilização do detergente ácido pode ser diária ou semanal, dependendo das particularidades de cada propriedade, como a dureza da água, por exemplo.

5 – Uso de sanitizante

O sanitizante é utilizado para eliminar possíveis microrganismos que estejam presentes nos equipamentos entre uma ordenha e outra. Trinta minutos antes da ordenha começar deve-se circular a solução com sanitizante por 5 minutos.

A limpeza dos equipamentos de ordenha manual ou balde ao pé sem o lavador semi-automático também deve ser feita utilizando os detergentes alcalino clorado e ácido, além dos utensílios próprios para limpeza de teteiras, mangueiras e latões. O uso de água morna vai facilitar a retirada dos resíduos e garantir que os utensílios estejam limpos para a próxima ordenha.

 

O mesmo processo vale para o tanque de expansão, que deve ser limpo e higienizado após cada coleta do leite, seguindo os mesmos passos da limpeza da ordenha. Todas as partes do tanque devem ser esfregadas, como parte interna e externa, agitador, válvula de saída do leite e parte interna e externa da tampa.

A higiene dos equipamentos permite reduzir a contagem bacteriana do leite do tanque e evitar novos casos de mastite, que podem ocorrer por meio de teteiras sujas e contaminadas. Portanto, esta etapa deve ser feita com todo cuidado, observando todos os detalhes, para garantir a qualidade do leite e a saúde do úbere das vacas.

 

 

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Pré-secado: mais uma opção de alimento conservado

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Conheça mais sobre a silagem pré-secada, conhecida como uma forma intermediária entre a silagem da planta inteira e o feno, uma boa opção de forragem conservada para os animais

 

A alimentação do rebanho é o fator que mais impacta no custo de produção, sendo responsável por até 70% dos gastos da propriedade. Por este motivo, os pecuaristas precisam buscar maior produtividade e eficiência nos processos de produção de forragem, que é a base da alimentação dos ruminantes. Como o clima do Brasil, em grande parte do seu território, é marcado por períodos de baixa pluviosidade, os pastos ficam pouco produtivos e não conseguem suprir a demanda dos animais, sendo necessário fornecer outras fontes de forragem, como as forragens conservadas, por exemplo.

Dentre essas fontes, a mais utilizada é a silagem, principalmente a silagem de milho, seguido do feno e da silagem pré-secada. Esta última é conhecida como uma forma intermediária entre a silagem da planta inteira e o feno, e seu uso vem crescendo cada dia mais, principalmente na região sul do país.

Os processos de ensilagem e fenação garantem que o produtor tenha alimento em estoque para fornecer aos animais durante o período mais seco do ano, sem que haja perdas no valor nutricional desses alimentos.

Fardos de silagem pré-secada

Silagem pré-secada

A silagem pré-secada é menos difundida do que a silagem convencional de planta inteira e o feno, sendo mais utilizada no sul do Brasil, onde as condições climáticas são mais favoráveis.

Apesar de ser conhecida como uma forma intermediária entre a silagem e o feno, a silagem pré-secada é uma silagem mesmo, pois passa pelo processo de fermentação e armazenamento como na silagem convencional.

A diferença é que a silagem pré-secada sofre uma desidratação prévia no campo após o corte, para que atinja os níveis ideais de umidade antes de ser ensilada.

Após o período de desidratação, a forragem é envolta em filme de polietileno por uma máquina envelopadora, formando fardos que podem ser armazenados no campo, ao ar livre, por até um ano. Esse filme protege a forragem das condições externas e cria um ambiente anaeróbico propício para que o processo de fermentação ocorra.

A escolha da forrageira é um item importante para quem quer produzir silagem pré-secada. Deve-se observar a produtividade, custo e valor nutricional, sendo as gramíneas de clima temperado as mais indicadas para esse processo.

As gramíneas mais utilizadas são:

  • Aveia preta: possui boa produtividade e valor nutricional, podendo ser utilizada em regiões de clima tropical também dependendo do manejo empregado.
  • Aveia branca: com boa qualidade nutricional, é muito utilizada devido à sua resistência à ferrugem.
  • Azevém: é utilizado de diversas formas, podendo ser fornecido como silagem pré-secada, picado verde no cocho, feno ou pastejo.
  • Centeio: possui grande resistência às doenças e crescimento vigoroso.

Vantagens da utilização de silagem pré-secada

  • Melhor conservação de nutrientes;
  • Menor capital imobilizado na construção de silos e galpões;
  • Volumoso de alta qualidade que permite formular dietas de alta produtividade;
  • Menores perdas no processo de ensilagem;
  • Praticidade no armazenamento e transporte do material.

 

Independentemente do tipo de forragem que o produtor for utilizar, os processos de adubação, tratos culturais e práticas corretas no momento da colheita devem ser feitos com bastante cuidado, para que o resultado final seja um alimento nutritivo e com o menor custo possível, contribuindo para reduzir os custos com a alimentação e aumentar a produtividade dos animais.

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Como o melhoramento genético ajuda o pecuarista?

By Agro Sem comentários

O melhoramento genético do rebanho tem sido uma das principais causas de aumento de produtividade nos rebanhos de leite e de corte, sendo fundamental para todos os pecuaristas que querem produzir de forma mais sustentável e econômica.

Sendo um dos pilares da pecuária, o melhoramento genético possibilita que características desejáveis sejam expressas nos animais, como maior produção de leite, produção de sólidos, precocidade, deposição de gordura, dentre outras. E aliado às práticas de nutrição e sanidade adequadas, o produtor consegue atingir os resultados desejados em menor tempo, principalmente com as técnicas disponíveis no mercado, como inseminação artificial, inseminação artificial em tempo fixo (IATF), transferência de embrião (TE) e fertilização in vitro (FIV).

O primeiro passo para iniciar o melhoramento genético do rebanho é definir os objetivos e os critérios de seleção. Os objetivos de seleção são relativos ao retorno econômico que o produtor deseja, enquanto os critérios de seleção são as características necessárias e de interesse para que se atinja os objetivos.

Touro Nelore

Critérios de seleção

Algumas das características mais procuradas e avaliadas nos programas de melhoramento genético são:

  • Produção de leite
  • Produção de sólidos
  • Fertilidade e precocidade sexual
  • Facilidade de parto
  • Conformação de úbere
  • Qualidade da carne
  • Potencial de ganho de peso
  • Eficiência alimentar

Após identificar as características que seriam interessantes para se ter no rebanho, é o momento de escolher os touros mais indicados para montar o acasalamento dirigido. O acasalamento dirigido nada mais é do que escolher quais touros serão utilizados em quais vacas para serem os pais da próxima geração de animais. E com uso da inseminação artificial ou da IATF fica muito mais fácil, rápido e econômico de se fazer isso. A escolha dos touros deve ser feita observando, além das características desejadas, as condições da propriedade, já que o potencial genético dos animais só é totalmente expresso quando há um ambiente favorável para isso. Ou seja, é preciso cuidar da nutrição, saúde, conforto e ambiência dos animais, principalmente quando se trata de vacas leiteiras.

Uma outra forma de melhorar o rebanho é por meio da participação de algum programa de melhoramento genético, onde além de consumir a genética de animais superiores, o pecuarista passa a produzir a sua própria genética. Nestes programas são feitas as avaliações genéticas dos animais da propriedade, identificando os animais superiores para as características desejadas e, posteriormente, realizando o acasalamento dirigido. A vantagem de participar de um programa de melhoramento é que o pecuarista tem as informações genéticas do seu próprio rebanho, o que agrega valor no momento da venda de algum animal.

Independente da forma que o pecuarista irá proceder o melhoramento do seu rebanho, seja apenas utilizando os touros provados em sus vacas ou participando de algum programa de melhoramento, é importante ressaltar que isso contribui para aumentar a produtividade e a lucratividade do produtor, que irá produzir mais e terá animais com uma genética superior, melhorando a eficiência da sua atividade.

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O que pode influenciar a qualidade da carne?

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Entenda como a escolha e o manejo dos animais pode influenciar em algumas características que atuam diretamente na qualidade da carne

   A busca por produzir carne com mais qualidade cresce a cada dia, em grande parte devido às exigências dos consumidores, que procuram cortes que tenham bons atributos sensoriais, como sabor, cor, odor, maciez, suculência e textura. E hoje sabemos que alguns fatores podem influenciar muito esses atributos, desde a criação dos animais até a etapa pós-abate nos frigoríficos. Neste texto vamos citar apenas os fatores que podem ser controlados pelo produtor, ou seja, aqueles referentes à criação dos animais.

A qualidade da pode ser definida de acordo com a composição, sendo classificada em carne magra ou gorda, e pelos atributos sensoriais, que fazem toda a diferença na hora do consumidor optar pela compra do produto. Esses atributos são:

-Cor: geralmente é a primeira coisa que o consumidor analisa antes de comprar. A cor da carne bovina é denominada de “vermelho-cereja”, e sofre influência não só das características do animal, mas também do processo de resfriamento no frigorífico.

-Suculência: está relacionada com a quantidade de água retida na carne, e confere maior maciez e sabor.

-Maciez: relacionada com a resistência da pressão dos dentes, uma carne macia tem uma facilidade maior de fragmentação. A maciez é utilizada para precificar os cortes, quanto mais macio, maior será o preço.

-Sabor: reflete a sensação que o consumidor tem durante o consumo da carne, e é influenciado, entre outros fatores, pela nutrição que o animal recebeu.

Conhecendo essas características que são desejáveis pelos consumidores, os produtores podem direcionar a sua criação e manejo de modo a garantir que a carne seja considerada de qualidade e que tenha um valor agregado maior.

 

Gado nelore

Principais fatores que afetam a qualidade da carne

1 – Raça: a raça é um dos principais fatores que influenciam na qualidade da carne, uma vez que três características importantes na determinação da qualidade são oriundas da genética do animal, como o peso da carcaça, área de olho de lombo e marmoreio. Algumas raças naturalmente possuem maior capacidade de apresentar essas características, sendo um ponto importante a ser observado pelos produtores no momento de escolher qual raça se adapta melhor às condições da propriedade.

2 – Nutrição: animais que são criados a pasto normalmente levam um tempo maior para serem abatidos, comparados com os animais confinados, o que prejudica um pouco a maciez da carne. Quando são alimentados com grãos, a carne apresenta um teor de gordura maior do que quando os animais que são alimentados apenas com forragens, e a gordura é uma característica importante que contribui para realçar o sabor da carne.

3 – Idade ao abate: à medida que o animal envelhece o colágeno presente na carne vai se tornando insolúvel, e isso afeta a maciez e a mastigabilidade. Por isso muitos produtores querem abater os animais com até 2 anos de idade, para que a carne apresente uma maciez satisfatória.

4 – Classe sexual: machos castrados e fêmeas apresentam diferenças com relação aos machos inteiros. Os machos inteiros ganham mais peso, crescendo mais em musculatura e menos em gordura, enquanto os machos castrados e fêmeas depositam gordura mais rapidamente.

Para que uma carne saborosa, suculenta e macia chegue até a mesa do consumidor é necessário o trabalho de várias pessoas, envolvendo todas as etapas da cadeia de produção, desde a concepção do animal até a forma de preparo da carne. Por isso o produtor deve ficar atento ao manejo e forma de criação dos animais, para que não possa somente produzir um alimento de qualidade, mas também melhorar a sua rentabilidade.

 

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Uso de sucedâneo na alimentação de bezerras

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Saiba mais sobre o sucedâneo e como pode ser vantajoso o seu uso na alimentação das bezerras.

 A boa nutrição das bezerras é essencial para que elas se desenvolvam de forma saudável, garantindo boa saúde e alta produtividade, pois esta fase tem relação direta com a produção de leite futura destes animais. O uso de sucedâneo visa melhorar a relação de benefício e custo na fase de cria, garantindo a nutrição e saúde das bezerras.

Sucedâneos são substâncias ou produtos que podem substituir outros por apresentarem aproximadamente as mesmas características, e no caso dos sucedâneos lácteos ele substituem o leite fornecido para as bezerras, apresentando composição semelhante em teores de proteína, energia e aminoácidos.

O aleitamento artificial é uma realidade em grande parte das fazendas leiteiras, uma vez que separando a bezerra da vaca é possível ter o controle da quantidade de leite ingerida, maior higiene na ordenha, menor ocorrência de doenças e melhor qualidade do leite, além de permitir separar e quantificar os custos na fase de cria.

Contudo, o uso do leite no aleitamento artificial pode aumentar os custos da fazenda, pois parte do leite que seria vendido e se tornaria receita está sendo destinado às bezerras. Um outro ponto que merece atenção neste tipo de aleitamento é o uso do leite de descarte, proveniente de vacas que estão em tratamento com algum medicamento, como os antibióticos. Além da contaminação com antibióticos, esse leite contém patógenos que podem causar diarreia, doenças respiratórias e mastite nas novilhas, por meio da mamada cruzada, e contribuem também para aumentar a seleção de bactérias resistentes, reduzindo a eficácia dos antimicrobianos.

Aleitamento de bezerra

Por que utilizar o sucedâneo?

O uso do sucedâneo se torna uma opção viável para ser utilizado no aleitamento das bezerras, apresentando algumas vantagens, como:

  • Redução do custo: após fazer os cálculos comparando os preços do leite e do sucedâneo, pode ser viável fazer a substituição, reduzindo os custos da fazenda;
  • Redução do uso do leite de descarte: evita fornecer leite contaminado para as bezerras, reduzindo as chances de transmissão de patógenos e doenças;
  • Facilita o manejo de fornecimento: não depende do horário da ordenha para fazer o aleitamento das bezerras;
  • É fácil de estocar na propriedade.

Apesar das vantagens, alguns pontos devem ser observados antes de se optar pelo sucedâneo.

Um bom sucedâneo deve conter alta inclusão de proteína e carboidrato de origem láctea. Muitos sucedâneos no mercado apresentam grande quantidade de proteína de origem vegetal, que reduz o custo do produto, mas que possui baixo aproveitamento pela bezerra, já que nesta fase ela ainda não apresenta enzimas suficientes para digerir estes alimentos. O sucedâneo deve conter pelo menos 60% de leite em pó e derivados do leite, e a principal fonte de energia deve ser proveniente da lactose, além de ter acima de 10% de gordura de qualidade. Com relação aos teores de fibra, o recomendado é que os níveis máximos estejam entre 0,15 e 0,20%, e de proteína entre 18 e 22%. Alguns possuem aditivos como probióticos e prebióticos, que podem auxiliar no controle de diarreias.

Como é um produto que necessita ser diluído em água, a qualidade da água é fundamental, não adianta fornecer um bom sucedâneo se a água não tiver qualidade. A quantidade correta do produto a ser utilizada (recomendada pelo fabricante) e uma boa homogeneização também são pontos que merecem atenção.

Da mesma forma, a higiene dos utensílios utilizados, sejam baldes com bicos, mamadeiras ou baldes comuns precisa ser bem-feita, evitando a proliferação de microrganismos nocivos à saúde das bezerras.

Seja qual for a opção do produtor, usar leite ou sucedâneo, ele deve analisar os benefícios e os custos, e escolher aquele que lhe trará melhor retorno, sempre pensando na saúde das bezerras, que serão as futuras vacas da propriedade.

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Milho ou sorgo? Qual destes é melhor para a alimentação dos bovinos?

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Conheça as características do milho e do sorgo, estes cereais que são amplamente utilizados na alimentação dos bovinos

 

A alimentação do rebanho é o item que mais impacta o custo de produção da atividade, seja ela de corte ou leite. A utilização de alimentos que visam reduzir o custo com a nutrição é prática que está se tornando cada vez mais comum entre os produtores, especialmente em tempos de alta dos preços da soja e do milho. O milho é um alimento energético amplamente utilizado na alimentação dos bovinos devido à sua composição nutricional e facilidade de cultivo, sendo considerado um alimento energético padrão. Com composição semelhante, o sorgo também possui um lugar de destaque e sua participação em dietas de bovinos aumenta cada dia mais.

Assim, é natural que apareça a dúvida sobre qual destes alimentos é o melhor, já que ambos são muito cultivados e utilizados. Conheça um pouco mais sobre estes dois cereais:

Milho

O milho é um grão rico em amido, um carboidrato não fibroso altamente energético que pode ser fornecido de diversas formas ao rebanho, como grão inteiro, grão moído, silagens de grão úmido e grão reidratado e como volumoso, na forma de silagem da planta inteira.

O processamento do grão de milho influencia na digestibilidade e no aproveitamento do amido, sendo a moagem fina, floculação e ensilagem do grão os processamentos que mais contribuem para aumentar essa digestibilidade e reduzir as perdas nutricionais.

Nas rações concentradas o milho está presente em forma de farelo, com moagens mais finas que facilitam a mistura com os demais ingredientes.

Já em confinamentos, o uso do grão inteiro está muito presente nas dietas de alto grão, fornecidas para os animais que estão na fase de terminação.

Na dieta de vacas leiteiras a silagem de milho tem sido a mais utilizada para vacas de alta produção, devido às suas características nutricionais como fibra de boa qualidade e teor energético, além da alta aceitabilidade pelos animais.

O cultivo do milho para silagem foi e ainda é muito estudado pelas instituições e empresas que comercializam sementes, o que possibilita o acesso dos produtores e técnicos às mais diversas informações de plantio, adubação, colheita e ensilagem, para que se possa conservar ao máximo as caraterísticas nutricionais desejáveis que a planta possui. Contudo, a produção de silagem de milho possui um custo elevado quando comparada com outras culturas, pois além dos gastos com a colheita, transporte e ensilagem, é uma forrageira exigente em fertilidade do solo, tratos culturais, altitude e umidade. Ou seja, dependendo do local de cultivo, a planta não conseguirá expressar todo o seu potencial produtivo.

Planta de milho

Sorgo

O sorgo também é um grão rico em amido e é um dos substitutos do milho mais utilizados nas dietas dos bovinos, pois geralmente seu custo é menor e seu valor nutricional é de aproximadamente 90% em relação ao milho. Por possuir a mesma fonte de energia (o amido), o sorgo pode substituir até 100% do milho nas dietas sem que haja prejuízos na produção ou desempenho dos animais, considerando uma dieta balanceada adequadamente.

O sorgo, ao contrário do milho, apresenta boa resistência ao déficit hídrico e maior tolerância às altas temperaturas, se desenvolvendo bem em várias regiões do país.

Por não possuir uma proteção para as sementes, como a palha que reveste o milho, o sorgo produz compostos fenólicos chamados de taninos que agem como uma defesa contra pássaros, patógenos e outros predadores. Os taninos podem diminuir a digestibilidade e a palatabilidade do grão, reduzindo o seu aproveitamento pelos bovinos. Mas algumas cultivares apresentam menores quantidades de tanino, sendo essas as mais indicadas para o uso na dieta dos animais.

O processamento dos grãos aumenta a digestibilidade e o aproveitamento do amido pelos animais, sendo a moagem mais fina e a silagem do grão reidratado opções boas e mais baratas.

O uso do sorgo como volumoso na forma de silagem também é uma alternativa à silagem do milho, possuindo bom valor nutritivo e custo mais baixo quando bem-feita.

Comparação milho e sorgo
Planta de sorgo

Com bases nas características destes dois alimentos, podemos responder à pergunta: qual dois é melhor? E a resposta é: depende! Depende da região, do processamento do grão, das condições de plantio, do processo de ensilagem, do preço de venda etc. Por serem muito semelhantes nutricionalmente, os dois são excelentes alimentos para serem fornecidos aos bovinos, portanto, a escolha de um ou outro deve ser baseada de acordo com as particularidades da propriedade e da relação custo-benefício que cada um apresenta.

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Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

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Fatores que afetam o consumo de alimento das vacas

By Agro Sem comentários

Conheça alguns fatores que podem afetar o consumo de alimento das vacas e reduzir a produção de leite e a lucratividade do produtor

O consumo de alimentos é fator primordial para manter a saúde, bem-estar e produtividade das vacas, juntamente com uma boa produção de sólidos no leite. Uma nutrição adequada, com dietas balanceadas e compostas por alimentos de qualidade, será responsável por nutrir e ajudar o animal a expressar seu potencial produtivo de acordo com a sua genética.

Além disso, a alimentação do rebanho é o elemento que mais impacta no custo de produção da atividade leiteira, portanto, precisa ser cuidadosamente planejada e fornecida de forma adequada para os animais, a fim de evitar desperdícios, baixa produtividade e gastos desnecessários.

Mas somente a dieta balanceada não garante que as vacas irão consumir as quantidades que necessitam para sua mantença e produção. Outros fatores contribuem para que esse consumo previsto pelo nutricionista no momento da formulação da dieta não seja realmente consumido, levando à redução da produção de leite, desperdício de alimentos e aumento dos custos.

Vacas se alimentando no cocho

Fatores que afetam o consumo de alimentos

  • Digestibilidade dos alimentos e qualidade da fibra

Alimentos com baixa digestibilidade e alto teor de fibra limitam fisicamente o consumo, pois ocupam toda a cavidade ruminal e possuem baixa velocidade de digestão, impedindo que o animal consuma mais alimentos.

  • Problemas metabólicos

Problemas como acidose e cetose reduzem o consumo e, consequentemente, a produção de leite, além de causarem desconforto e mal-estar nos animais.

  • Espaço de cocho

O espaço de cocho se torna um limitante de consumo quando é dimensionado de forma incorreta e existe dominância entre as vacas, que acontece com frequência quando não há divisão de lotes. As vacas dominantes vão ao cocho mais vezes e dificultam o acesso das outras, que tem o seu consumo e desempenho reduzidos.

  • Frequência de trato

A frequência de trato, que deve ser feita no mínimo duas vezes ao dia, é um estímulo para as vacas irem ao cocho. Da mesma forma, aproximar o alimento para perto delas também, pois estimula o consumo e aumenta a ingestão de nutrientes.

  • Manejo de sobras

Tão importante quanto a frequência de trato é o manejo das sobras. Restos do trato do dia anterior devem ser descartados, pois ao misturar o trato fresco com o antigo pode haver rejeição pelas vacas. Além do descarte, é importante mensurar a quantidade que está sobrando e relacionar com a quantidade fornecida, como forma de ajustar o consumo. O ideal é que a sobra seja de aproximadamente 5% do que foi fornecido. Valores abaixo indicam que a quantidade de alimento fornecida está sendo insuficiente, enquanto valores acima podem indicar excesso de alimento, rejeição, problemas com digestibilidade etc.

  • Estresse térmico

O estresse térmico é um dos fatores que mais influenciam no consumo, pois uma das formas que as vacas possuem de dissipar o calor é reduzindo a ingestão de alimentos. Desta forma, a produção e a qualidade do leite são prejudicadas.

  • Consumo de água

A água é o nutriente mais importante na nutrição de vacas, visto que a quantidade de água ingerida regula a quantidade de alimento consumido. Vacas que bebem pouca água comem menos, refletindo imediatamente na produção de leite. A água fornecida deve ser limpa, com qualidade e em quantidade suficiente, principalmente nos meses mais quentes do ano, quando o seu consumo aumenta.

  • Problemas de saúde

Vacas com mastite ou problemas de casco, por exemplo, vão menos ao cocho, seja pela dor ao caminhar ou pela própria condição da doença. Isso reduz bastante o consumo de alimentos e o produtor precisa cuidar um pouco mais da dieta destes animais, para que a sua recuperação ocorra mais rapidamente e com menos perdas produtivas.

  • Qualidade dos alimentos

A qualidade dos alimentos não influencia somente o consumo, mas também a saúde dos animais. Alimentos mofados, azedos ou de origem da varredura de fábricas podem estar contaminados com micotoxinas e microrganismos que afetam a saúde das vacas, além reduzirem o consumo e a produção de leite.

 

O manejo nutricional vai muito além de formular uma dieta e colocar os alimentos no cocho. É necessário observar os animais, fazer o manejo das sobras, verificar as condições de conforto e bem-estar, relacionar a dieta formulada com a dieta consumida, analisar a produção de leite e de sólidos e fazer os ajustes necessários para alcançar os objetivos que a propriedade possui.

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Você sabe o que é biosseguridade?

By Agro Sem comentários

Conheça algumas práticas que podem ajudar a prevenir a disseminação de agentes causadores de doenças na propriedade

 

A palavra biosseguridade se refere a normas e procedimentos feitos na propriedade que têm como objetivo evitar a entrada de microrganismos causadores de doenças, bem como a sua disseminação pelo rebanho e por outras propriedades. A ocorrência de agentes infecciosos no rebanho tem um impacto muito grande na produtividade animal e na lucratividade do produtor além de afetar a segurança do alimento produzido ao consumidor, e, por esses motivos, as práticas de biosseguridade devem estar atreladas a um bom controle sanitário.

Muitas doenças que acometem os animais causam queda no desempenho, problemas reprodutivos, baixa produção de leite e até a morte, sendo que algumas são zoonoses importantes que impactam na saúde pública. Dentre elas podemos citar a raiva, a febre aftosa, a brucelose e a tuberculose, que geram inúmeros prejuízos tanto para a saúde quanto para setor em geral.

Além das zoonoses, outras doenças podem se instalar dentro da propriedade, por meio de patógenos trazidos por terceiros, como visitantes e transportadores, por exemplo. Sendo assim, algumas medidas de controle precisam ser implantadas para evitar esses riscos.

Vacas pastando

Medidas de biosseguridade

As medidas de biosseguridade são implantadas para evitar ou controlar a introdução de um novo patógeno no rebanho, chamada de biosseguridade externa, ou para controlar a disseminação dos patógenos já conhecidos dentro da propriedade, que é a biosseguridade interna.

  • Biosseguridade externa

-Quarentena: isolar animais que foram comprados recentemente até que se façam exames que comprovem a sua saúde, como testes de brucelose, tuberculose, cultura microbiológica para mastite, entre outros.

-Acesso ao interior da propriedade: evitar o acesso de terceiros ao interior da propriedade onde ficam os animais, especialmente os animais mais jovens como os bezerros, que possuem a imunidade mais baixa e podem facilmente ser contaminados. É importante demarcar a área de acesso aos veículos, como caminhões de leite, de ração e serviços, e que estes circulem somente onde não haja animais.

-Uso de EPI´s: os profissionais devem usar EPI’s higienizados e quando possível evitar o mesmo utilizado em outras propriedades, bem como descartar, em local apropriado, os materiais usados, como luvas cirúrgicas, luvas de palpação e agulhas.

-Pedilúvio e/ou rodolúvio: para lavagem e desinfecção das patas dos animais e dos calçados de funcionários de outros setores da propriedade e de visitantes, bem como as rodas dos veículos.

 

  • Biosseguridade interna

-Dividir os animais em lotes e realizar o controle sanitário próprio de cada fase: Lotes de vacas, novilhas e bezerros em ambientes separados. Cada fase exige um controle sanitário específico que deve ser atendido. Atentem-se para vacinação, é uma das medidas mais eficazes para o controle e erradicação de doenças no rebanho.

-Rotina de ordenha: realizar teste da caneca, pré e pós-dipping em todas as vacas.

-Realizar linha de ordenha: vacas com mastite clínica e/ou subclínica devem ser ordenhadas por último, especialmente se o patógeno causador for contagioso.

-Limpeza dos equipamentos de ordenha e tanque: devem ser lavados com água quente e com detergentes específicos.

-Fornecimento de colostro e cura do umbigo: o colostro deve ser ordenhado de forma higiênica, seguindo a rotina de ordenha, e fornecido ao bezerro nas seis primeiras horas após o nascimento. O umbigo deve ser curado com iodo 10% para evitar infecções.

-Piquete enfermaria: para animais que estão debilitados ou doentes, que devem ficar isolados e em ambiente apropriado.

-Uso de água limpa e de boa qualidade: usar água de boa qualidade para a limpeza dos equipamentos de ordenha, tanque e fornecimento aos animais, além de se atentar para a limpeza da caixa d’água e bebedouros.

-Controle de pragas, insetos e roedores: são animais que podem ser vetores de doenças, portanto, precisam ser controlados.

-Destino de carcaças: animais mortos apresentam risco potencial à saúde, por isso devem ser incinerados ou enterrados, de acordo com a situação, e a pessoa que for manusear precisa utilizar vestimentas e EPI’s para sua proteção.

– Higienização das mãos: prática que deve ser adotada por todos antes e após a realização das tarefas.

 

Essas são algumas das várias práticas de biosseguridade que devem ser adotas nas propriedades. Em cada fazenda o desafio sanitário é diferente, portanto, além do controle sanitário específico, as medidas de biosseguridade precisam ser adotadas e repassadas para todos os envolvidos. O treinamento constante aos colaboradores é fundamental para que as práticas se tornem rotineiras e assim, garantam a saúde e segurança de todos, bem como a qualidade do alimento produzido.

 

 

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