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Principais raças de gado de corte no Brasil

By Agro Sem comentários

Conheça quais são as principais raças de gado corte utilizadas para produção de carne no Brasil e quais as suas características mais importantes

 

O Brasil possui o maior rebanho de bovinos de corte do mundo, e a pecuária é um dos segmentos mais importantes do agronegócio brasileiro. Conhecer as principais raças de gado de corte e as suas características é fundamental para que o produtor entenda o quanto isso pode impactar na sua produção e, assim, optar pelas raças que melhor se enquadram no seu sistema.

O melhoramento genético dos animais ocorrido ao longo dos anos, permitiu selecionar características desejáveis que tornou possível a utilização de várias raças no nosso país, que possui vasta extensão territorial e diferentes tipos de clima, relevo e sistemas de produção.

Gado pré-abate

Qual raça devo escolher?

Para escolher a raça mais adequada para iniciar o processo produtivo, é necessário conhecer as características de cada raça para saber se ela irá se adaptar ao clima e ao modelo de produção que a fazenda possui.

Por exemplo, se a engorda dos animais será feita a pasto, as raças zebuínas podem ter um desempenho melhor, visto que são mais adaptadas às altas temperaturas e umidade na época de chuva, além de serem mais resistentes aos parasitas.

Por outro lado, se a engorda será em confinamento, o produtor deve analisar qual raça traria o melhor retorno econômico, já que qualquer uma pode ser utilizada. As raças zebuínas, apesar de terem uma adaptação melhor ao clima e à umidade, possuem um ganho de peso mais lento quando comparadas com as raças taurinas. Contudo, as taurinas são mais vulneráveis ao estresse calórico e aos parasitas, o que pode aumentar os custos. Por isso na escolha da raça devem ser considerados, além das características de cada uma, o tipo de clima e manejo que a propriedade possui.

Conheça as principais raças de gado de corte utilizadas no Brasil e suas respectivas características

 

1 – Nelore

Possui origem indiana e é a raça mais predominante no Brasil, aproximadamente 80% da produção de carne é proveniente de animais Nelore ou “anelorados”.

É bem adaptada às condições climáticas brasileiras, especialmente nas regiões mais quentes. As matrizes nelore possuem boa fertilidade e habilidade materna, o que torna a raça mais utilizada em rebanhos comerciais de corte e para realização de cruzamentos industriais (zebu x taurino), obtendo animais altamente produtivos e com melhor adaptação.

Sua carne possui baixo teor de gordura de marmoreio.

2 – Angus

É uma das raças mais conhecidas, principalmente pela qualidade da carne, que apresenta bom teor de marmoreio e uma cobertura de gordura espessa e uniforme, conferindo maciez e sabor.

É uma raça de origem europeia que se adaptou bem ao clima brasileiro, e possui outras vantagens como boa fertilidade e a precocidade. Os animais atingem a puberdade e a fase de terminação mais cedo.

3 – Brahman

Teve origem no EUA e o Brahman é o resultado do cruzamento de várias raças zebuínas.

Também é bem adaptado ao clima brasileiro e resistente ao ataque de insetos, além de possuir facilidade de parto e bom desempenho reprodutivo.

4 – Brangus

É resultante do cruzamento das raças Angus e Brahman.

Apresenta precocidade sexual, boa habilidade materna e excelente acabamento de carcaça e teor de marmoreio da carne.

É muito utilizado em confinamentos devido ao seu elevado ganho de peso.

5 – Senepol

É uma raça africana que chegou ao Brasil nos anos 2000 e que tem como principais características um crescimento rápido e um ciclo de engorda curto, pois apresenta ótima conversão alimentar.

É altamente adaptável ao calor e à umidade e muito resistente aos parasitas, além de possuir um alto desempenho reprodutivo.

6 – Hereford

Raça de origem inglesa que tem excelente capacidade de engorda e de acabamento de carcaça, com bom marmoreio e deposição de gordura.

São animais de grande porte e boa estrutura muscular, longevos e adaptados aos diversos sistemas de produção.

 

Para que a pecuária se torne lucrativa é necessário, além de escolher a raça mais adequada para a fazenda e a região, cuidar do negócio como uma verdadeira empresa, que precisa de planejamento, organização e controle. Ou seja, é fundamental cuidar dos manejos nutricionais e sanitários, da estrutura, melhoramento genético e principalmente da gestão da propriedade.

Assim o produtor irá potencializar os seus resultados e aumentar a sua lucratividade.

 

Bibliografia consultada:

-Revista Agropecuária – Raças de Gado de Corte: Saiba quais predominam no Brasil. Disponível em http://www.revistaagropecuaria.com.br/2020/05/06/racas-de-gado-de-corte-saiba-quais-predominam-no-brasil/

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Autora:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Pereira Viana

Zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa com mais de 10 anos de experiência trabalhando com pecuária leiteira.Criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

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Cultura microbiológica do leite na fazenda

By Agro

Conheça mais sobre a cultura microbiológica do leite, ferramenta que identifica o patógeno causador da mastite e reduz o uso de antibióticos na fazenda

 

A cultura microbiológica do leite é uma ferramenta utilizada para identificar o patógeno causador da mastite, e além de reduzir o uso indiscriminado de antibióticos na fazenda, também possibilita que seja feito um tratamento mais eficiente para cada caso da doença.

Relembrando a mastite

A mastite é uma infecção da glândula mamária que pode ser classificada quanto à sua forma de apresentação, em clínica ou subclínica. Na forma clínica ocorrem alterações visuais no leite e podem ocorrer também no úbere, como inchaço. Já na forma subclínica nenhuma alteração visível é percebida, sendo necessário alguns testes para o seu diagnóstico, como o teste do CMT, WMT ou contagem individual de CCS.

A mastite também é classificada quanto à forma de transmissão, podendo ser contagiosa ou ambiental. A mastite contagiosa é transmitida no momento da ordenha, de uma vaca doente para uma vaca sadia, através de teteiras contaminadas ou das mãos do ordenhador. Já a mastite ambiental é transmitida por microrganismos presentes no ambiente que a vaca vive, como camas e locais onde elas se deitam.

Placa de cultura microbiológica

Prejuízos

Quando a mastite se manifesta na forma clínica, ocorrem gastos com medicamentos e descarte do leite, que se mantém por alguns dias após o término do tratamento. Porém, muitas infecções da glândula mamária podem ter cura espontânea, ou seja, não necessitam do uso de antibióticos. Isso depende muito do patógeno envolvido e do sistema imunológico do animal, e é aqui que a cultura microbiológica se mostra uma aliada do produtor.

Cultura microbiológica na fazenda

O objetivo principal de se fazer a cultura microbiológica do leite na fazenda é a rápida tomada de decisão com relação ao tratamento e a identificação dos patógenos causadores. Fazer a cultura permite a identificação dos patógenos em até 24 horas, auxiliando o produtor em dois aspectos: se é necessário fazer o tratamento com antibiótico e qual antibiótico ele deve utilizar.

O maior uso de antibióticos em uma propriedade leiteira é para o tratar os casos de mastite clínica. O uso indiscriminado contribui para a seleção de patógenos resistentes, aumenta as chances de resíduo do medicamento no tanque de leite e aumenta também os gastos, reduzindo a margem de lucro do produtor. Dessa forma, a cultura microbiológica é uma ferramenta de extrema importância para as fazendas no controle da mastite.

Porém, para se montar um laboratório de análise de cultura na fazenda é necessário ter estrutura e equipe capacitada, para realizar e interpretar os resultados corretamente. Algumas empresas do mercado já fornecem o kit para montagem do laboratório e materiais necessários para a inoculação e leitura dos resultados.

Vantagens da cultura microbiológica para mastite clínica

-Redução no uso de antibióticos para tratamento de mastite clínica;

-Redução de descarte de leite contaminado;

-Maior eficiência dos tratamentos, pois a cultura permite a identificação do microrganismo causador da mastite;

-Redução do risco de resistência bacteriana por uso indevido dos antibióticos;

-Redução nos gastos com medicamentos.

Vantagens da cultura microbiológica para mastite subclínica

-Identificar as vacas infectadas;

-Identificar os patógenos e fazer uma linha de ordenha com maior segurança;

-Avaliar a eficiência do tratamento no momento da secagem;

-Identificar as vacas que devem ser tratadas durante a lactação;

-Identificar as vacas que não respondem aos tratamentos com antibióticos;

-Melhor definição do protocolo de secagem.

 

É importante ressaltar que a cultura microbiológica é uma das formas de controle de mastite e CCS no rebanho, e que sozinha não traz todos os resultados. É preciso que o produtor tenha um bom manejo e todos os envolvidos saibam a importância de se conhecer e evitar a mastite.

Dessa forma o produtor conseguirá controlar a mastite e aproveitar melhor as vantagens que a cultura microbiológica proporciona.

Bibliografia consultada:

Santos, Marcos Veiga dos; Fonseca, Luiz Fernando Laranja da. Controle da mastite e qualidade do leite – Desafios e soluções. 1ed. Pirassununga. Edição dos autores.

-Milkpoint  – Cultura microbiológica na fazenda: uma ferramenta na tomada de decisão.Diposnível em https://www.milkpoint.com.br/colunas/grupo-apoiar/cultura-microbiologica-na-fazenda-uma-ferramenta-na-tomada-de-decisao-208286/ 

Educapoint – Cultura microbiológica na fazenda: como usá-la para o controle de mastite. Disponível em https://www.educapoint.com.br/catalogo/curso/cultura-microbiologica/

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Uso de BST na produção de leite

By Agro Sem comentários

Saiba como o BST pode contribuir para aumentar a produção de leite do rebanho e quais são os critérios para a sua correta utilização

 

O BST (somatotropina bovina), conhecido como hormônio do crescimento ou GH, é um hormônio proteico produzido naturalmente pela hipófise e liberado na corrente sanguínea.

Uma de suas funções é promover o crescimento do animal, mas ele também atua no desenvolvimento da glândula mamária e no aumento da persistência da lactação.

A aplicação de BST sintético nas vacas leiteiras promove o aumento da produção de leite, elevando também o consumo de alimentos e o direcionamento dos nutrientes para a glândula mamária.

 

Entendendo a ação do BST

Quando liberado na corrente sanguínea, a ação do BST é mediada pelo fator de crescimento IGF-1, que é produzido pelo fígado. Normalmente, quanto maior o nível de GH no plasma, maior a produção de IGF-1. Contudo, quando as vacas se encontram em restrição alimentar, os níveis de GH ficam elevados, mas os de IGF-1 ficam baixos, pois o GH também está envolvido na mobilização de reservas corporais, que neste caso, é necessária devido às condições do animal.

As ações do BST na glândula mamária são mediadas pelo IGF-1, e por esta razão, animais malnutridos ou com restrição alimentar não apresentarão aumento na produção de leite quando for feita a aplicação exógena do BST. Além disso, poderá ocorrer o aumento da lipólise, estendendo o balanço energético negativo e reduzindo o escore de condição corporal dos animais (MOALLEM et al, 2000).

Na glândula mamária, o BST atua aumentando a captação de nutrientes para a produção de leite, processo conhecido como homeorrese. Além disso, também aumenta o fluxo sanguíneo, a atividade das células secretoras e a síntese de leite.

As aplicações de BST estimulam o aumento do consumo de alimentos para compensar a maior demanda de nutrientes para a produção de leite. Portanto, quanto melhor e mais completa for a dieta, maiores serão os resultados obtidos com o uso de BST exógeno.

Uso de BST na produção de leite

Quando utilizar o BST

O BST deve ser aplicado após o pico de lactação, por volta de 60 dias após o parto, quando não há mais mobilizações de reservas corporais por causa do balanço energético negativo. A dosagem, forma e frequência de cada aplicação pode variar de acordo com o fabricante, mas geralmente as aplicações são feitas a cada 14 dias.

Além disso, a escolha dos animais que receberão a dose de BST também é muito importante. A resposta produtiva às aplicações depende de alguns fatores, como: raça dos animais; dias em lactação; número de lactações; época do ano; manejo da propriedade e da dieta fornecida. Como dito anteriormente, animais com restrição alimentar e problemas nutricionais não terão o aumento esperado, podendo até perder escore corporal.

Um outro fator a ser analisado é o custo das aplicações, que pode não compensar caso a propriedade tenha problemas com manejo e condições alimentares. Para decidir se continua ou não as aplicações, o produtor pode fazer a seguinte conta:

 Resultado = (aumento da produção (litros/vaca/dia) x Preço do leite)) x 14 dias – Preço da dose

 

Uso de BST e aumento de casos de mastite

Vários estudos já foram realizados e o BST não afetou a incidência de casos de mastite clínica no rebanho, indicando que a somatotropina não afeta a saúde e a imunidade dos animais. Já a respeito da mastite subclínica, alguns estudos mostraram que pode haver o aumento de CCS do tanque, mas isso seria em decorrência do aumento da produção de leite das vacas com mastite subclínica, e não por causa do  BST em si.

 

Contraindicações

O BST não deve ser aplicado nas seguintes situações:

-Quando os animais estiverem em balanço energético negativo;

-Quando há falhas no manejo da propriedade;

-Quando a vaca não estiver saudável;

-Quando o incremento de produção não for suficiente para cobrir as despesas com as doses.

 

Vale ressaltar que o BST não causa nenhum dano à saúde humana quando se consome o leite de vacas que receberam as aplicações. Como se trata de um hormônio proteico, o mesmo é digerido junto com as proteínas da dieta, além de não ser ativo dentro do nosso organismo.

O BST é uma tecnologia que auxilia o produtor através do aumento da produção de leite, porém ele não corrige falhas no manejo e seu uso deve ser sempre monitorado e avaliado por um profissional.

Bibliografia consultada:

Marcondes, M.I; Rotta,P.P; Pereira,B.M. Nutrição e manejo de vacas leiteiras

-O que esperar da utilização de somatotropina bovina (BST)? – Grupo Apoiar. Disponível em https://www.grupoapoiar.com/o-que-esperar-da-utilizacao-da-somatotropina-bovina-bst/

-Efeitos e possibilidades para o uso de BST. Senar Santa Catarina. Disponível em http://www2.senar.com.br/Noticias/Detalhe/10976

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Zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa com grande experiência em qualidade do leite, tendo atuado por mais de 9 anos junto aos produtores de variadas regiões do país.

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Manejo nutricional de vacas leiteiras

By Agro Sem comentários

Conheça a importância do manejo nutricional e aprenda algumas dicas para melhorar a produtividade das vacas

O manejo nutricional é o conjunto de práticas que visam melhorar o desempenho dos animais, atuando não somente na formulação de dietas, mas em um grupo de fatores que levarão à maior produtividade e saúde do rebanho.

A alimentação está diretamente relacionada à produtividade, e é o item que mais impacta no custo de produção, podendo chegar a 70% dos custos variáveis de uma propriedade. Entender e praticar um bom manejo nutricional pode ajudar a reduzir este custo e melhorar a lucratividade da atividade.

Importância do manejo nutricional

Como a alimentação exerce um grande impacto sobre o custo de produção, saber escolher e utilizar os alimentos é fundamental. Uma boa dieta visa fornecer aos animais os alimentos na quantidade e na qualidade que eles necessitam, se aproximando ao máximo de suas exigências nutricionais. Como resultado, há uma melhora na produtividade e consequente redução de custos.

Porém, formular uma dieta que atenda às necessidades dos animais vai além da produtividade e redução de custos. Ela está diretamente ligada à saúde animal. Dietas mal formuladas e desbalanceadas podem causar desordens como acidose ruminal, deslocamento de abomaso, problemas de casco e queda de imunidade.

Apesar da importância de uma boa dieta, ela não é o único fator que compõe o manejo nutricional.

Manejo nutricional de vacas leiteiras

Fatores que compõem e afetam o manejo nutricional

Além da dieta, outros elementos exercem grande influência para se ter um bom manejo nutricional. São eles:

  • Qualidade da água: é o nutriente mais importante da alimentação das vacas. Se a água estiver suja ou contaminada isso irá limitar a sua ingestão pela vaca, reduzindo também o consumo de alimentos.
  • Qualidade da ração: rações e suplementos de qualidade contribuem para um bom desempenho produtivo e reprodutivo, além de melhorar o sistema imune.
  • Espaço de cocho: limitações de espaço no cocho reduzem a ingestão de alimentos. É importante observar os lotes para adequar a dieta formulada com a dieta que efetivamente está sendo consumida pelos animais.
  • Conforto animal: animais sob estresse térmico reduzem o consumo de alimentos e afeta a produção de leite e a reprodução.
  • Saúde animal: animais doentes ou debilitados não ingerem quantidades suficientes de alimento, prejudicando o seu desempenho.

Dicas práticas de manejo nutricional

Algumas práticas influenciam diretamente na produção de leite e podem melhorar o manejo nutricional da propriedade, como:

  • Tenha disponível forragem de qualidade. Pode ser pasto, silagem, feno ou outra forrageira, mas que tenha matéria seca com bom valor nutritivo. O volumoso de qualidade é essencial para a saúde ruminal e para a produção de leite.
  • Se produz silagem, fique atento na hora da colheita. O tamanho do corte, a compactação e vedação do silo interferem muito na qualidade final da silagem, interferindo também na dieta que será formulada e consumida pelos animais.
  • Utilize ingredientes de qualidade para a produção do concentrado.
  • Dê preferência para sal mineral de empresas confiáveis.
  • Forneça a dieta de acordo com as exigências das vacas. Em cada fase do período de lactação essa exigência será diferente, portanto, a dieta também deverá ser.
  • Cuide dos bebedouros, forneça água limpa de qualidade e em quantidade suficiente para as vacas. No verão o consumo pode chegar a ser o dobro, por isso sempre tenhas bebedouros limpos para estimular o consumo.
  • Promova espaço físico adequado para as vacas, especialmente a linha de cocho. Isso reduz a competição por comida e estimula o consumo.
  • Nos períodos de maior estresse calórico, observe os animais, mensure as sobras no cocho e ajuste a dieta. Isso reduz desperdícios e minimiza a queda na produção de leite.
  • Pelo menos duas vezes ao dia, empurre a comida para perto do cocho, pois isso estimula o consumo e evita desperdícios.
  • Tenha atenção com o conforto térmico. A queda no consumo causa uma redução rápida na produção de leite.

O manejo nutricional é fundamental na pecuária leiteira, porém uma dieta sozinha não faz milagres. Para potencializar o potencial produtivo das vacas é preciso aliar uma boa dieta com o manejo adequado.

Bibliografia consultada:

-Nutrição e saúde animal – Nutrição para gado leiteiro. Disponível em https://nutricaoesaudeanimal.com.br/nutricao-para-gado-leiteiro/

-Grupo Cultivar. Manejo nutricional de vacas leiteiras no período de lactação. Disponível em https://www.grupocultivar.com.br/artigos/manejo-nutricional-de-vacas-leiteiras-no-periodo-de-lactacao#:~:text=O%20manejo%20nutricional%20%C3%A9%
20fundamental,resultando%20em%20maior%20retorno%20econ%C3%B4mico
.

-Rehagro blog. Formulação de dietas para bovinos leiteiros – Disponível em https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/

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Qualidade do leite: controle de CBT

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A qualidade do leite está diretamente relacionada com o controle de CBT, que é feito por meio de limpeza, higiene dos equipamentos e refrigeração do leite

A contagem bacteriana total ou CBT é um dos principais parâmetros para se avaliar a qualidade do leite e refere-se ao crescimento bacteriano durante o processo de obtenção e armazenamento do leite na propriedade rural. Para produzir um leite com qualidade, o controle da CBT é primordial, pois envolve práticas de higiene, limpeza e refrigeração correta do leite.

Sendo o leite um alimento amplamente consumido pela população, é imprescindível que ele seja produzido dentro das normas de segurança alimentar. Além disso, a qualidade também interfere no rendimento e no tempo de prateleira dos produtos lácteos, como queijos, leite UHT, fermentados, entre outros.

Legislação

Para garantir que o leite seja produzido com qualidade, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) atualizou algumas legislações que entraram em vigor em 2019 e são conhecidas como Instruções Normativas 76 e 77. Nelas está estipulado que o valor máximo de CBT permitido no leite cru refrigerado é de até 300.000 UFC/ml, em uma média geométrica trimestral.

Portanto, o produtor precisa ficar atento ao controle da CBT para produzir um leite com qualidade e não sofrer nenhuma penalização por estar fora do parâmetro estabelecido.

Como controlar a CBT do leite

O controle da CBT está relacionado com a higiene de equipamentos, utensílios, qualidade da água, manutenção de equipamentos e refrigeração adequada do leite. Alguns procedimentos auxiliam na redução da contaminação microbiana e no controle da CBT. São eles:

  • Higiene dos equipamentos de ordenha

Após a ordenha deve-se fazer um enxágue com água morna para retirar todo o resíduo de leite, até que a água saia limpa.

Após este enxágue, faz-se a limpeza com detergente alcalino clorado e água quente (de acordo com a recomendação do fabricante) onde os compostos orgânicos do leite, como proteína, gordura e lactose, serão removidos.

Após a limpeza alcalina, um novo enxágue é feito para remover os resíduos da solução.

Por no mínimo 2 vezes na semana deve-se fazer a limpeza com detergente ácido, que elimina os compostos minerais do leite. Esta frequência vai variar de acordo com a dureza da água da propriedade. A quantidade de produto e temperatura da água deve ser seguida de acordo com a recomendação do fabricante. Não é necessário enxaguar após circular a solução pelos equipamentos.

É aconselhável que os equipamentos e tubulações de leite e vácuo sejam desmontados e limpos de forma manual pelo mens 1 vez na semana.

Para ordenha manual: enxaguar e lavar os baldes, coadores e latões com detergente alcalino clorado espumante, esfregando bem com esponja macia. Enxaguar e deixar secar bem em local limpo e seco.

Retirada de leite para realizado a qualidade do leite: Controle de CBT
  • Limpeza e higiene do tanque de refrigeração

O tanque também deverá ser lavado e higienizado após a coleta do leite, utilizando detergente e escovas próprias para limpeza de tanque.

  • Fazer a desinfeção dos tetos antes de ordenhar

Além de contribuir para evitar casos de mastite, a desinfecção dos tetos (pré-dipping) antes da ordenha contribui para reduzir a contagem bacteriana.

  • Fazer a manutenção dos equipamentos de ordenha

É importante trocar as mangueiras e teteiras a cada 6 meses ou 2500 ordenhas (de acordo com a recomendação do fabricante). Do mesmo modo, verificar os pulsadores, nível de vácuo e integridade do motor.

  • Fazer manutenção do tanque de refrigeração

A manutenção do tanque também é muito importante no controle da CBT, visto que o leite deve estar refrigerado a 4°C após 3 horas do térmico da ordenha. Para isso, é necessário que o tanque esteja em perfeito funcionamento.

  • Análise da qualidade da água

A água é o principal recurso utilizado na limpeza dos equipamentos de ordenha e pode ser fonte de contaminação dependendo da sua análise microbiológica. Além disso, algumas características da água vão influenciar na quantidade de detergente a ser utilizado e na frequência da limpeza com o detergente ácido, por isso a importância de se fazer a análise da qualidade da água.

Produzir leite com qualidade é um dever do produtor e todos se beneficiam com isso: produtor, indústria e consumidor.

Bibliografia consultada:

-Rehagro blog : Leite: como reduzir a contagem bacteriana total e de células somáticas? Disponível em https://rehagro.com.br/blog/leite-como-reduzir-a-contagem-bacteriana-total/

-Cursos CPT: CBT do leite: o que é isso e como diminuir segundo as normas da IN77. Disponível em https://www.cpt.com.br/cursos-bovinos-gadodeleite/artigos/cbt-do-leite-o-que-e-isso-e-como-diminuir-segundo-as-normas-da-in77

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Controle de plantas daninhas em pastagens

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O controle de plantas daninhas ajuda na produtividade da pastagem e evita que a área sofra degradação, melhorando a rentabilidade da pecuária

O Brasil possui uma grande área de pastagens distribuídas em todas as regiões do país, sendo aproximadamente 158 milhões de hectares segundo o censo do IBGE em 2018, e cerca de 60% desta área apresenta algum tipo de degradação, como infestação de plantas daninhas, super pastejo, ataque de pragas e doenças etc. O controle de plantas daninhas em pastagens é de extrema importância, pois elas competem com as forrageiras por nutrientes, reduzindo a produtividade e contribuindo para acelerar o processo de degradação da área. Além disso, quando ocorre intenso pastoreio sobre as forrageiras enfraquecidas, as plantas daninhas se estabelecem e proliferam com mais facilidade.

Características das plantas daninhas

Uma planta é considerada daninha ou invasora quando se estabelece em uma área onde sua permanência não é desejável, como nas pastagens e lavouras, já que elas absorvem os nutrientes do solo que seriam destinados à cultura ou forrageira implantada nesta área.

As principais características das plantas daninhas são:

  • Algumas espécies apresentam mais de um tipo de reprodução;
  • Crescem e produzem sementes que são resistentes às diversas condições climáticas;
  • Tem crescimento inicial rápido;
  • Produzem grande número de sementes por planta;
  • Possuem sistema radicular abundante;
  • Possuem grande competitividade por água, luz e nutrientes.
plantas daninhas em pastagens

Como controlar o crescimento das plantas daninhas nas pastagens?

O termo controle engloba medidas que visam reduzir a competição das plantas daninhas, para evitar prejuízos econômicos e de produtividade. Um outro ponto importante de se fazer o controle está relacionado com a possibilidade de intoxicação dos animais, visto que algumas plantas daninhas podem ser tóxicas se forem consumidas, podendo causar a morte dos animais.

Os tipos de controle são: cultural, físico, mecânico e químico.

Controle cultural:

São práticas que visam evitar o aparecimento de plantas daninhas, como:

  • Ajustar a carga animal de acordo com a área da pastagem;
  • Formar pastagens utilizando espécies adaptadas à região;
  • Utilizar sementes com alto valor cultural (VC);
  • Dividir as pastagens para melhor aproveitamento;
  • Deixar o gado em quarentena quando for proveniente de local com alta infestação de plantas daninhas/invasoras.

Controle físico:

As práticas mais comuns são:

  • Roçada com foice;
  • Capina manual;
  • Queima (uso do fogo) – prática tradicional, porém deve ser evitada ao máximo, pois traz prejuízos como: queima da matéria orgânica do solo; menor acúmulo de nutrientes no solo; menor fertilidade do solo; degradação da pastagem; aumento de erosão; risco para a fauna e seres humanos.

Controle mecânico:

É importante que seja feito no período das águas, onde a pastagem terá maiores condições de se recuperar e impedir o desenvolvimento das plantas daninhas através do sombreamento.

  • Aração e/ou gradagem;
  • Correntão e link – para pastagens com muitos arbustos e árvores de pequeno porte;
  • Roçadeiras;
  • Rolo-faca.

Controle químico

É um dos métodos mais utilizados e mais eficazes também, feito com o uso de herbicidas. Quando aplicados da maneira correta promovem menores taxas de rebrotes e podem eliminar definitivamente as plantas daninhas/invasoras

Ele pode ser usado na formação da pastagem ou para fazer a limpeza e manutenção, controlando a população de plantas daninhas.  É muito importante analisar primeiro se a pastagem terá condições de crescer e ocupar o lugar das plantas daninhas que serão controladas, caso contrário, se o estado de degradação da pastagem estiver elevado, a reforma do pasto pode ser mais vantajosa.

Classificação dos herbicidas

Os herbicidas são classificados de acordo com o seu modo de ação, podendo ser herbicida de contato ou sistêmico. Os herbicidas de contato matam somente as partes da planta que tiveram contato com o produto, enquanto os sistêmicos atingem a seiva e eliminam a planta por inteiro. Este último é indicado para plantas que apresentam capacidade de rebrota, que são perenes. Também são divididos em seletivos e não seletivos, e para o controle de plantas daninhas em pastagens os mais utilizados são os herbicidas sistêmicos seletivos.

Dependendo das espécies de plantas daninhas existentes na área de pastagem, pode ser necessário o emprego de dois ou mais métodos, como o químico e o mecânico.

-Documento 185 Embrapa – Controle de plantas daninhas em pastagens. Disponível em https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/920044/controle-de-plantas-daninhas-em-pastagens

– NETO, João Gonsalves. Manual do Produtor de Leite. 1ed. Viçosa. Aprenda Facil,2016

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Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Pereira Viana

Zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa com grande experiência em qualidade do leite, tendo atuado por mais de 9 anos junto aos produtores de variadas regiões do país.

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Indicadores de bem-estar animal

By Agro Sem comentários

Conheça os indicadores utilizados para mensurar o bem-estar animal que te ajudam a tomar decisões que favoreçam a maior produção de leite

O bem-estar animal é uma ciência que estuda o estado do animal num determinado momento de acordo com o ambiente em que ele se encontra. A princípio este termo ganhou muita importância pela pressão dos consumidores para saber a origem do produto que estão consumindo, mas logo a ciência mostrou que o bem-estar animal é um fator decisivo na produtividade, especialmente para a produção de leite.

Os estudos mostram que quando as vacas estão em boas condições de bem-estar elas produzem mais leite, tem menos problemas de reprodução, apresentam boa saúde e assim permanecem mais tempo no rebanho.

Em contrapartida, animais em condições de estresse produzem menos leite, consomem menos alimentos, são mais suscetíveis a doenças, apresentam mais problemas reprodutivos, dificultam o manejo e acabam permanecendo menos tempo dentro do rebanho, além de aumentar os custos com os tratamentos quando ficam doentes.

Nesse sentido, algumas ações se tornam necessárias para proporcionar bem-estar aos animais e garantir que eles consigam expressar todo o seu potencial genético, aliado à nutrição, estrutura da propriedade e conforto.

Avaliação do bem-estar animal dentro da propriedade

Mas como avaliar se os animais estão realmente confortáveis? Como saber se estou tendo retorno sobre o investimento que fiz para melhorar o bem-estar na fazenda? Os critérios de avaliação consideram a boa alimentação, boas instalações, boa saúde e bom comportamento dos animais. E para mensurar isso foram criados alguns indicadores para poder monitorar o bem-estar dos animais. São eles:

  • Índice de ocupação de cama
  • Escore de locomoção
  • Índice de sujidade do úbere
  • Índice de sujidade do corpo
  • Escore de jarrete

Índice de ocupação de cama

Esse índice está relacionado ao tempo que as vacas passam deitadas, e dá uma ideia do quão confortável está a cama dos animais. Camas duras e compactadas fazem com que as vacas fiquem mais tempo de pé, o que aumenta as chances de lesões nos cascos.

Além disso, quanto mais tempo a vaca passa deitada, mais energia e nutrientes são direcionados para a glândula mamária, aumentando a síntese do leite. Há alguns softwares que são interligados aos animais, como os podômetros, que calculam o número de horas que as vacas ficaram deitadas. O ideal é que as vacas fiquem no mínimo 12 horas deitadas.

Escore de locomoção

O escore de locomoção é uma importante forma de identificar animais que estão andando com dificuldade. Vacas que estão com esse problema comem menos, pois vão menos vezes ao cocho, o que reduz a produção de leite e aumenta o estresse animal. Além disso, problemas de locomoção são uma das causas de descarte precoce de animais.

O escore de locomoção varia de 1 a 5, onde 1 seria a vaca que anda perfeitamente e 5, a vaca que está mancando muito, às vezes até com dificuldade de se levantar.

O escore é calculado observando as vacas em um local plano, que pode ser na saída da ordenha, e anotando quantas estão com escore 1, quantas com escore 2, e assim por diante, e ao final obter a relação da porcentagem de vacas que está em cada escore.

O ideal é que quanto maior o número de vacas com escore 1, melhor. Cada fazenda deve possuir a sua meta de escore, e trabalhar em cima dos fatores como casqueamento preventivo para evitar este problema.

Índices de sujidades do úbere

A sujeira no úbere está diretamente relacionada com maiores chances de a vaca desenvolver mastite clínica. Este índice nos mostra como está a limpeza do ambiente que a vaca fica, se for produção a pasto, e como está o manejo da cama, se for confinamento.

O escore varia de 0 a 4, onde 0 o úbere está muito limpo e 4 está muito sujo.

A avaliação é feita dentro da sala de ordenha, e a meta é que mais de 90% das vacas estejam com escore 0, ou seja, com o úbere limpo.

Índice de sujidades do corpo.

Este indicador mostra, de modo geral, a limpeza e o manejo do ambiente das vacas, e tal qual o índice de sujidade do úbere, também está relacionado com o aumento das chances de desenvolvimento de mastite. Além disso, também pode indicar que os animais estão com estresse térmico, pois eles deixam de deitar na cama limpa e passam a deitar no piso, onde está mais fresco.

As partes avaliadas são os flancos, jarretes e pernas e úbere. Este indicador varia de 0 a 4, e o ideal é que mais de 85% dos animais estejam com escore 0 ou 1, que corresponde a animais limpos ou pouco sujos.

Escore de jarrete

Este indicador mostra como está o conforto das camas ou do pasto/ambiente que as vacas ficam, e muitas vezes é um alerta que poderá haver problemas futuros de locomoção no rebanho.

Camas abrasivas ou pastos muito compactados podem causar lesões nos jarretes e causar desconforto aos animais.

Uma forma fácil de visualizar os jarretes é dentro da sala de ordenha, e pode ser feito uma vez por mês. O escore varia de 1 a 3, onde 1 é o jarrete sem nenhuma lesão, o 2 é aquele que está começando a ter lesão e começa a ter queda de pelo na região, e o 3 é onde a lesão está bem visível. Neste estágio o animal sente muita dor e pode haver processo inflamatório também.

Indicadores de bem-estar animal

Em síntese, a avaliação e monitoramento dos indicadores de bem-estar animal é importante para que o produtor possa saber efetivamente se os animais estão confortáveis ou não, e a partir daí, tomar decisões que irão melhorar ou manter o conforto das vacas, buscando sempre melhorar a produtividade e o retorno econômico.

Bibliografia consultada:

-Educapoint. Curso: Indicadores de bem-estar: como medir o conforto e aumentar a produção de leite. Disponível em https://www.educapoint.com.br/catalogo/curso/indicadores-bem-estar-producao-leite/

-Fundação Roge – Como avaliar o bem-estar de vacas leiteiras. Disponível em https://www.fundacaoroge.org.br/blog/como-avaliar-o-bem-estar-das-vacas-leiteiras#:~:text=Indicadores%20de%20bem%20estar%20animal&text=Boa%
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Produção de silagem com qualidade

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Conheça as etapas da produção de silagem com qualidade, que ajuda a reduzir os custos com a alimentação e maximiza o lucro do produtor

A produção de silagem com qualidade é vista por alguns produtores como um desafio, pois envolve o cumprimento de etapas importantes que não podem ser negligenciadas.

A silagem é um dos volumosos mais utilizados na alimentação animal, especialmente na pecuária leiteira, pois é uma atividade altamente dependente da disponibilidade de forragem em quantidade e qualidade durante o ano todo. Por este motivo, a produção de silagem com menor custo é primordial, e o produtor deve investir em lavouras de alta produtividade.

A ensilagem é a forma mais comum para a conservação de forragens, e representa a principal fonte de volumoso para os animais, sendo as silagens de milho e sorgo as mais utilizadas.

A facilidade de cultivo, o grande número de cultivares disponíveis, o alto teor de energia, a alta produção de matéria seca por área e a boa aceitabilidade pelos animais são alguns dos fatores que justificam a escolha do milho e do sorgo para a produção de silagem.

O fornecimento de silagem com qualidade e alto valor nutritivo reduz a necessidade do uso de concentrado, reduzindo também o custo com a alimentação.

Etapas da produção de silagem

As etapas se dividem em planejamento, implantação da lavoura, colheita, armazenamento e desensilagem.

Planejamento:

No planejamento do plantio é feito a escolha das variedades que serão utilizadas e deve-se calcular qual a quantidade de silagem necessária a ser produzida, considerando o número de animais que irão consumir o volumoso, a quantidade média que cada um irá consumir, o número de dias que receberão a silagem e as perdas que ocorrem durante o processo.

Calcula-se também a necessidade de insumos, mão de obra e maquinário que serão necessários.

Implantação da lavoura:

Nesta fase é importante fazer corretamente o preparo do solo, atender a demanda nutricional da planta e fazer o manejo cultural, controlando pragas, doenças e plantas daninhas, que podem afetar a produtividade da lavoura.

Colheita:

A colheita no momento certo é um ponto-chave para a qualidade da silagem. O ponto ideal de colheita é quando a planta possui 30 a 35% de matéria seca ou 65 a 70% de umidade. Forragens colhidas com baixo teor matéria seca (ou alta umidade) têm maiores perdas por efluentes e fermentações indesejáveis, que comprometem a qualidade da silagem.  Por outro lado, forragens colhidas com alto teor de matéria seca (ou baixa umidade) apresentam maior dificuldade na hora de picar e compactar dentro do silo, favorecendo a presença de oxigênio e maior chance de seleção pelos animais.

Um outro ponto a ser observado no momento da colheita é o tamanho de partícula da forrageira picada, que deve ser de 8 a 15 mm. Partículas maiores dificultam a compactação dentro do silo e favorece uma menor quebra dos grãos, diminuindo seu aproveitamento pelos animais.

A duração aproximada do estádio ideal de colheita do milho é de dez dias. Se houver atrasos superiores a esse período na colheita por problemas de chuva, quebra ou falta de maquinário e mão de obra, a qualidade pode ficar comprometida.

A foto demonstra a produção de silagem com qualidade
Armazenamento:

Ao chegar ao silo, a forragem picada deve ser compactada para retirar o máximo de ar de dentro dela. Isso é fundamental para produção de uma silagem com qualidade.

Quanto maior a quantidade de oxigênio, maior a perda de carboidratos solúveis e maior será a temperatura dentro da massa ensilada. Por isso a compactação deve ser bem feita.

Após o enchimento e compactação, o silo deve ser vedado com lona plástica de alta resistência, com no mínimo 200 micras de espessura. É comum ver a utilização da lona dupla face, onde a face branca fica voltada para fora, protegendo a silagem do excesso de calor. Sobre a lona devem ser colocados pesos para eliminar o excesso de ar entre ela e a silagem. Pode-se usar pneus, sacos de areia, brita…

Desensilagem:

Após o fechamento do silo é recomendável esperar no mínimo 30 dias para utilizar a silagem. Ao abrir o silo o material passa a ter contato com o oxigênio, e começa a proliferação de microrganismos, o que causa perdas. Quanto menos tempo essa massa ensilada ficar exposta, melhor a sua conservação. Para isso, a retirada da silagem deve ser plana e perpendicular ao solo e laterais, e o silo deve ser coberto novamente.

Se houver alguma parte da silagem que esteja deteriorada, ela deve ser descartada, pois pode conter toxinas que prejudicam o desempenho e a saúde dos animais.

Em resumo, para produzir uma silagem com qualidade são necessárias práticas de manejo que devem ser feitas de forma integrada, pois cada etapa da produção de silagem é importante e a falha em uma delas pode prejudicar toda a operação.

Bibliografia consultada:

-Rehagro blog: Produção de silagem de milho cm qualidade – você sabe como fazer? Disponível em https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/#:~:text=A%20produ%C3%A7%C3%A3o%20de%20uma%20silagem%20de
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-Embrapa Gado de Leite – Cursos EAD – Curso: Silagens de milho e sorgo para rebanhos leiteiros. Disponível em https://www.embrapa.br/gado-de-leite/cursos/silagem-de-milho-e-sorgo

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Lesões de casco em bovinos

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Saiba por que as lesões de casco afetam a produtividade dos animais e quais são as medidas que devem ser tomadas para o tratamento e prevenção

As lesões de casco nos bovinos são muito comuns e causam inúmeros prejuízos, sendo responsáveis por cerca de 90% dos problemas de locomoção dos animais. Além do gasto com medicamentos decorrentes do tratamento, as lesões de casco causam desconfortos que fazem com que os animais se desloquem cada vez menos, diminuindo as idas ao cocho para se alimentar, e consequentemente, reduzindo a produção de leite e o ganho de peso. Também tem grande participação nas causas de descarte de animais, pois também dificulta e afeta a reprodução.

Principais causas das lesões de casco

As lesões de casco em bovinos possuem causas multifatoriais, ou seja, vários fatores contribuem para que as lesões se manifestem. Estão muito ligadas ao ambiente que os animais vivem, à genética e à nutrição.

  • Ambientais

    O tipo de piso por onde o animal caminha ou passa a maior parte do tempo tem grande impacto sobre o aparecimento das lesões. Pisos de terra que são acidentados, com pedras, barro e umidade, contribuem para danificar os cascos. A umidade amolece as lâminas do casco, deixando-o propenso à traumatismos. Além disso, locais úmidos e com barro também facilitam a contaminação por bactérias que podem agravar as lesões. Se o piso for de cimento poderá causar o desgaste irregular do casco, pois o cimento funciona como uma lixa, causando além de deformidades nos cascos, problemas articulares.
    Outro ponto a ser observado no ambiente são as camas dos animais. Camas que foram mal dimensionadas ou estão muito compactadas fazem com que as vacas fiquem mais tempo em pé, aumentando a pressão sobre os cascos e os riscos de aparecimento de lesão.

    ? Genéticas

    As causas de origem genética estão ligadas à conformação de pernas e pés. Nos bovinos leiteiros, principalmente, a longevidade e os aprumos são características muito desejáveis, pois animais confinados sofrem um desgaste maior do que animais a pasto. Daí a importância de se atentar aos aprumos dos animais na hora de escolher o sêmen para inseminação.

    ? Nutricionais

    Animais que consomem uma dieta desbalanceada, com grande quantidade de alimentos concentrados e volumosos de baixa qualidade, estão mais propensos a desenvolver laminite, uma inflamação que atinge as estruturas da parede do casco, deformando-os. O grande consumo de alimentos altamente fermentáveis leva à produção de ácido lático e redução do pH ruminal, causando acidose. O baixo pH causa a morte de bactérias gram-negativas e libera endotoxinas na corrente sanguínea, que estimulam a liberação de mediadores inflamatórios que causam alteração na circulação vascular periférica, afetando diretamente as lâminas dos cascos. Com a circulação deficiente, ocorre a isquemia e hipóxia das células e inibição da síntese normal do casco, resultando na degeneração e deformação laminar.

Principais lesões de casco em bovinos

São várias as lesões que podem acometer os bovinos, na forma de feridas, desgaste anormal, crescimento excessivo das unhas, bicheiras, dermatites, entre outras. Todas elas causam grande desconforto e perdas na produtividade. As principais lesões são:

  • Laminite
  • Dermatite digital
  • Gabarro (hiperplasia interdigital)
  • Úlcera de sola
  • Abscesso de sola
  • Erosão de talão
  • Podridão de casco
Imagem de lesões de casco em bovinos.

Tratamento

O tratamento das lesões de casco em bovinos deve ser feito por um profissional treinado e capacitado, que irá realizar a limpeza, corte e demais procedimentos que forem necessários. Em alguns casos são utilizados medicamentos antibióticos e anti-inflamatórios, para combater microrganismos e aliviar as dores.
Em outras situações o animal deve ser manejado para um local mais limpo e seco, para poder se recuperar melhor e ajudar no processo de cicatrização.

Prevenção

Portanto, a prevenção é a melhor forma de evitar os prejuízos causados pelas lesões de casco em bovinos. Mudanças no manejo são fundamentais para reduzir esse tipo de problema, e alguns cuidados ajudam a manter a saúde dos cascos:

  • Oferecer dieta balanceada
  • Cuidar da higiene dos locais onde os animais vivem
  • Oferecer conforto
  • Fazer o casqueamento preventivo, pelo menos duas vezes ao ano. Para vacas leiteiras recomenda-se fazer o casqueamento no momento da secagem e 100 dias após o parto.
  • Utilizar pedilúvio na propriedade

O pedilúvio é uma alternativa simples e barata que auxilia no fortalecimento dos cascos. É uma instalação onde se adiciona sulfato de cobre ou formol, que fica localizada geralmente na saída da sala de ordenha, onde os animais passam e molham os pés na solução. O sulfato de cobre e o formol desinfetam e ajudam a endurecer os cascos. É interessante ter um lava-pés antes, pois a sujeira inibe a ação da solução desinfetante.

Alterações no manejo podem melhorar a saúde dos cascos e evitar prejuízos com tratamentos, queda na produtividade e descartes involuntários.

Bibliografia consultada:

-Como evitar doenças de casco em bovinos de leite. Disponível em https://www.fundacaoroge.org.br/blog/comoevitardoencasdecascosembovinos

-Podologia bovina: entendendo os problemas de casco. Disponível em https://www.comprerural.com/podologia-bovina-entenda-os-problemas-de-cascos-em-bovinos/

-Tratamento das afecções de casco em bovinos. Disponível em https://www.ourofinosaudeanimal.com/ourofinoemcampo/categoria/artigos/tratamento-das-afeccoes-de-cascos-em-bovinos/

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Controle sanitário em gado de corte

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Saiba como fazer o controle sanitário do rebanho de corte de forma eficiente e por que isso te ajuda a ter animais mais produtivos, lucrativos e livres de doenças.

O Brasil é o quinto maior país em extensão territorial e possui um rebanho bovino constituído por aproximadamente 220 milhões de cabeças. Isso possibilita atender as demandas nacionais e internacionais do mercado da carne, oferecendo produtos para todos os tipos de consumidor, desde carnes nobres até peças com menor valor.
Para que a pecuária seja produtiva e lucrativa é necessário que os animais estejam saudáveis e livres de doenças, e que o produtor adote práticas de manejo que possibilitem o crescimento e a reprodução dos animais, combinando nutrição, melhoramento genético e sanidade.

Por que ter um programa de controle sanitário?

O controle sanitário se faz necessário não somente para garantir a saúde e o bem-estar dos animais, mas também está relacionado com a saúde pública, para garantir o controle de qualidade e oferecer aos consumidores um alimento seguro.
Além de estar diretamente ligado à melhoria da produtividade, o controle sanitário possibilita identificar os riscos que cada propriedade está exposta e assim tomar as medidas necessárias para assegurar a saúde dos animais através do controle e erradicação de doenças.
O controle sanitário envolve a utilização de vacinas e manejo de endo e ectoparasitas que causam doenças relacionadas com perdas produtivas e reprodutivas.

Principais vacinas utilizadas em bovinos de corte

Dentre as várias vacinas disponíveis, as mais utilizadas no controle sanitário de bovinos de corte são:

  1. Brucelose: uma das principais doenças reprodutivas que afeta os bovinos, sendo a zoonose bacteriana de maior importância, segundo a ONU. Causa abortos, aumenta o intervalo de partos e reduz a produção de carne. A vacinação é obrigatória em todas as fêmeas com idade de 0 a 8 meses, com a vacina B19. Para vacinar animais adultos que não receberam a dose quando eram mais jovens, a vacina utilizada é a RB51.
  2. Febre aftosa: o vírus da febre aftosa causa lesões ulcerativas na boca e nos membros, podendo levá-lo à morte. A vacinação é obrigatória, exceto em estados considerados livre de febre aftosa sem vacinação, como o Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e áreas do Amazonas e Mato Grosso.
  3. Raiva: A vacinação contra raiva se torna obrigatória em regiões que aparecem focos da doença e todo o rebanho deve ser vacinado. Animais jovens devem ser vacinados a partir de 4 meses de idade.
  4. IBR / BVD: tem a finalidade de proteger os bovinos contra infecção pelo vírus da rinotraqueíte infecciosa bovina e pelo vírus da diarreia viral bovina, que podem causar nos animais infertilidade, morte embrionária, aborto, rinotraqueíte e até a morte. Dependendo do diagnóstico da propriedade nem todos os animais precisam ser vacinados, somente as matrizes e touros, por isso é importante seguir a recomendação do técnico responsável.
  5. Leptospirose: a vacina protege o bovino contra infecção pelos microrganismos do gênero Leptospira sp, que podem causar nos animais infertilidade, aborto e até a morte. A vacinação deve ser feita de acordo com a orientação do técnico responsável.
  6. Carbúnculo sintomático e botulismo: protege o bovino contra infecção pelos microrganismos do gênero Clostridium sp, que são causadores de enfermidades que podem levar à morte. Dentre as doenças mais comuns causadas por esses microrganismos, podemos citar: carbúnculo sintomático, gangrena gasosa, enterotoxemia, botulismo, morte súbita e tétano. Deve-se observar na bula da vacina, contra quais doenças ela protege, uma vez que existe uma grande variedade de vacinas polivalentes no mercado. Recomenda-se vacinar os animais jovens entre 3 e 4 meses, realizando a dose reforço, seguindo as recomendações do técnico responsável.
Controle sanitário em gado de corte

Outros manejos do controle sanitário

Não podemos esquecer dos endo e ectoparasitas, como verminoses, carrapatos e moscas.
Estes parasitas também causam muitos prejuízos, reduzem a produtividade, são vetores de doenças, retardam o crescimento e podem levar o animal à morte.
Fazer corretamente a vermifugação e ter um bom controle dos carrapatos e moscas é fundamental para garantir o crescimento e boa produtividade dos animais.

Cuidando da saúde e oferecendo boas condições os animais crescerão saudáveis e isso se refletirá na qualidade da carne e no bolso do produtor.

-Manejo sanitário -Cartilha da bovinocultura de corte. Disponível em https://acrimat.org.br/portal/wp-content/uploads/2016/01/CARTILHA-SOBRE-MANEJO-SAN_LQ.pdf
-Educapoint. Princípios básicos para o controle sanitário em bovinos de corte.

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