Entenda a importância de um bom controle sanitário do rebanho e conheça as práticas mais adotadas

A adoção de medidas preventivas para o controle sanitário do rebanho é de suma importância para a pecuária leiteira. O correto manejo sanitário permite a obtenção de um leite seguro e saudável para os consumidores, além de melhorar a eficiência produtiva e reprodutiva dos animais.

A atividade leiteira, por ser complexa, necessita de um controle sanitário mais completo, que envolva o uso de vacinas, endectocidas, bem-estar animal, manejo alimentar e do ambiente. Para que seja efetivo, é recomendado a adoção de um calendário sanitário, especificando quais vacinas e procedimentos deverão ser realizados ao longo do ano.

Controle das principais enfermidades que acometem os bovinos leiteiros

1 – Verminoses:

Em animais muito jovens, de 0 a 6 meses, recomenda-se aplicar o vermífugo a cada 2 meses, de acordo com o desafio enfrentado pelos animais. Animais de 6 a 24 meses, o controle estratégico feito na época da seca é o mais indicado. Consiste na aplicação de vermífugo nos meses de maio, julho e setembro. E em vacas recomenda-se realizar a vermifugação no momento da secagem, evitando assim resíduos no leite.

2 – Ectoparasitas:

Os carrapatos e moscas são os ectoparasitas que mais causam prejuízos ao rebanho leiteiro. Além do estresse e desconforto, também impactam negativamente no ganho de peso e na produção de leite.

O controle estratégico de carrapatos é o mais indicado. Aqui no blog tem um artigo explicando como ele deve ser feito.

Para o controle de moscas é ideal que se aplique o inseticida nos animais e nas instalações, evitando a sua proliferação.

Controle sanitário em bovinos leiteiros

3 – Doenças controladas por meio de vacinas:

  • Brucelose:

Vacinar as fêmeas de 3 a 8 meses, dose única. A vacinação é obrigatória.

  • Leptospirose

A primeira dose da vacina deve ser feita entre 4 e 6 meses de idade, o reforço 30 dias após a primeira dose e fazer a revacinação anual ou semestral.

  • Carbúnculo e outras clostridioses:

Vacinar os bezerros com 4 meses de idade e fazer o reforço 30 dias após a primeira dose. Revacinar todo o rebanho anualmente.

  • Raiva:

A primeira dose é aplicada aos 4 meses de idade e a vacinação de todo o rebanho deve ser feita anualmente.

  • Febre aftosa

O produtor deve seguir o calendário de vacinação do seu estado. Geralmente as campanhas são feitas no mês de maio, onde se vacina todos os animais, e no mês de novembro, onde somente os animais com até 24 meses são vacinados.

Alguns estados são considerados livres de febre aftosa sem vacinação. São eles: Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e regiões do Amazonas e de Mato Grosso. Para os outros estados, a vacina é obrigatória.

  • IBR e BVD (Rinotraqueíte infecciosa bovina e Diarreia viral bovina)

A primeira dose deve ser feita com 4 meses de idade, e o reforço após 30 dias da primeira dose.

4– Problemas de casco:

Para prevenir as lesões de casco, é recomendado fazer o casqueamento preventivo dos animais, evitando desgaste ou crescimento excessivo das unhas. Deve ser feito pelo menos duas vezes ao ano, no momento da secagem e 100 dias após o parto.

Para ajudar no fortalecimento dos tecidos córneos e reduzir infecções também recomenda-se utilizar o pedilúvio, com solução contendo sulfato de cobre e formol.

Outro fator que auxilia na manutenção dos cascos é o ambiente. Ambientes sujos, com excesso de umidade, pedras e pontas podem machucar os cascos e contribuir para transmissão de algumas doenças que são contagiosas.

O conforto do ambiente que as vacas vivem também é muito importante, pois elas necessitam ficar deitadas para aliviar a carga sobre os pés e direcionar energia para produção de leite.

5 – Tuberculose

Não existe vacina para a tuberculose. O controle é feito com exames clínicos e adoção de medidas de biosseguridade, como a quarentena de animais oriundos de outras propriedades.

Fazer um bom controle sanitário reduz significativamente as perdas por doenças, garante a produção de um leite seguro e torna a atividade leiteira economicamente mais viável para o produtor.

Bibliografia consultada:

NETO, João Gonsalves. Manual do Produtor de Leite. 1ed. Viçosa. Aprenda Facil,2016

Manejo sanitário de bovinos de leite, entenda a importância. Disponível em https://rehagro.com.br/blog/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite-entenda-a-importancia/

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Autora:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Pereira Viana

Zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa com grande experiência em qualidade do leite, tendo atuado por mais de 9 anos junto aos produtores de variadas regiões do país.

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