O estresse térmico é considerado o maior vilão da pecuária leiteira, pois é capaz de provocar alterações nos sistemas produtivo, reprodutivo e imunológico das vacas.

Vivemos em um país com clima tropical, marcado por um verão com altas temperaturas e umidade. Essa combinação resulta em um grande estresse térmico para as vacas, principalmente para aquelas cuja raça é de origem europeia, como as vacas holandesas, que são as mais afetadas pelo calor.

As vacas leiteiras possuem uma faixa de temperatura considerada ideal, chamada de zona termoneutra, onde todos os processos fisiológicos ocorrem normalmente, resultando em produção de leite e desempenho reprodutivo regulares, sem alterações. Quando elas são expostas ao calor e umidade excessivos, elas entram em estresse térmico, comprometendo a sua produção.

O estresse térmico se inicia quando a taxa de ganho de calor é maior que a perda, isto é, quando os mecanismos de dissipação de calor do organismo não conseguem regular essa troca, fazendo com que uma série de reações e comportamentos se iniciem para que o excesso de calor seja eliminado.

Gráfico mostrando a zona termoneutra
Fonte: Milkpoint (Zona de Conforto Térmico e Índice de Temperatura e Umidade (THI))

Impactos negativos do estresse térmico

Por causar alterações fisiológicas e metabólicas em todo o organismo, o estresse térmico prejudica não somente a produção de leite, mas todos os fatores intrínsecos à pecuária leiteira, como:

  • Redução do desempenho reprodutivo: as funções reprodutivas podem ser afetadas ao ponto de as vacas reduzirem a duração do cio, reabsorverem o embrião e até mesmo abortarem quando a gestação está mais avançada.
  • Redução na produção e na qualidade do leite: a redução no consumo de alimentos resulta na diminuição da produção, além de aumentar a quantidade de CCS —contagem de células somáticas— no leite;
  • Redução na imunidade: o estresse sentido pelo organismo resulta no aumento de doenças, principalmente perto do parto. 
  • Estresse passado da vaca para a bezerra durante o período seco e pré-parto, podendo afetar negativamente a saúde da bezerra ao nascer e a sua capacidade produtiva na primeira lactação. Isso significa que o estresse sofrido durante a gestação ainda será sentido por longo tempo dentro da propriedade, resultando em prejuízos para o produtor.

E como reduzir o estresse térmico?

É imprescindível que o produtor adote algumas medidas para minimizar o estresse térmico sentido pelas vacas, caso queira minimizar os seus prejuízos.

Essas medidas são:

  • Sombreamento para os animais, principalmente se for produção a pasto. Pode ser sombra natural, sombrites ou galpões;
  • Água limpa e em grande quantidade, de fácil acesso aos animais;
  • Sistemas de resfriamento como ventilação e aspersão;
  • Realizar manejos nos horários mais frescos do dia;
  • Balancear a dieta de forma a otimizar o consumo de matéria seca — chame um bom nutricionista para te ajudar com isso.

Cuidar do conforto e bem-estar das vacas é cuidar da sua produtividade e longevidade. E tudo isso está diretamente relacionado com o seu faturamento e com bons resultados econômicos. Pense nisso!

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Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

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