O período seco é um momento crítico que apresenta alguns desafios que devem ser muito bem manejados para que não afete a saúde e a produção de leite da vaca após o parto.

O período seco é uma necessidade fisiológica das vacas, onde ocorrem diversas mudanças no seu organismo, como a involução da glândula mamária, a renovação das células produtoras de leite, a produção de colostro e a preparação para uma nova lactação. É um momento crítico que apresenta alguns desafios que devem ser muito bem manejados para que não afete a saúde e a produção de leite da vaca após o parto.

Para otimizar a produção de leite na próxima lactação e manter a saúde da glândula mamária, o período seco deve ser iniciado 45 a 60 dias antes do parto. Neste intervalo ocorrerão mudanças na estrutura da glândula mamária, que passará por uma involução completa e começará a produção de colostro, já se preparando para a próxima lactação.

Nos últimos 60 dias antes do parto é quando ocorre o maior desenvolvimento do bezerro(a) e um grande aporte sanguíneo com nutrientes é direcionado ao útero. Se, neste momento, a vaca ainda estiver em lactação, o suprimento sanguíneo será direcionado também para a glândula mamária, prejudicando a entrega de nutrientes para o bezerro (a). Desta forma, além de não conseguir renovar as células secretoras de leite, o bezerro(a) também será prejudicado caso não haja um período seco adequado.

Vacas

Principais desafios no período seco

No momento da secagem da vaca a glândula mamária se encontra com uma produção ativa de leite e, quando a lactação é interrompida, vários processos são iniciados para que a glândula mamária entre na fase de involução, saindo do modo lactante para o não lactante.

A primeira fase é a involução ativa e, neste momento, aumenta-se a chance de ocorrer novas infecções intramamárias devido ao acúmulo de leite e aumento da pressão dentro da glândula. Uma forma de evitar que estas infecções aconteçam é fazer o tratamento de vaca seca, que consiste na aplicação intramamária de um antibiótico de longa ação, específico para a secagem das vacas. Junto ao antibiótico é importante aplicar um selante de teto, que funciona como uma barreira física contra a entrada de patógenos no interior da glândula.

A próxima fase é a involução completa, onde não há mais secreção de leite e as chances de infecção são mais baixas. A última fase é a lactogênese, onde o risco de novas infecções se eleva novamente, devido ao aumento da pressão intramamária pela síntese do colostro, menor resposta imune e alterações metabólicas que são associadas ao período peri-parto.

Ou seja, o controle de mastite no período seco precisa ser feito não somente no momento da secagem, mas também ao longo dos 60 dias, cuidando da higiene do ambiente e da correta nutrição das vacas.

E por falar em nutrição, este é um outro desafio do período seco. Ao se aproximar da data do parto, faltando aproximadamente 21 dias, as vacas entram no período pré-parto e o produtor deve realizar alguns ajustes na dieta deste lote. Elas precisam receber uma dieta específica para evitar a ocorrência de distúrbios metabólicos no pós-parto, como hipocalcemia e cetose, por exemplo.

Assim, o período seco precisa ser bem manejado e conduzido, oferecendo sempre as melhores condições para que as vacas possam iniciar a próxima lactação de forma saudável e produtiva.

Algumas ações que auxiliam para que este objetivo seja alcançado são: 

  • Ambiente limpo e seco;
  • Dieta pré-parto;
  • Sombreamento e, se possível, resfriamento das vacas;
  • Acesso à água de boa qualidade e em grandes quantidades;
  • Espaço de cocho adequado;
  • Evitar a superlotação.

Os cuidados no período seco evitam problemas na próxima lactação, além de contribuírem para a saúde das vacas e um melhor retorno financeiro para o produtor.

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Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana

Zootecnista, criadora do perfil @dicasdazootecnista no Instagram.

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