É possível produzir, preservar e ter bons resultados adotando algumas práticas na propriedade

A pecuária lucrativa, amparada nos cinco pilares — nutrição, bem-estar animal, melhoramento genético, sanidade e gestão — se mostra perfeitamente sustentável não somente no âmbito econômico, mas também no ambiental.

Aquela pecuária extrativista, com pouca ou nenhuma tecnologia envolvida, praticada há décadas, não tem espaço no mercado atual. Além das exigências dos consumidores e dos países importadores de carne brasileira, o aumento dos custos de produção não permite que pecuaristas que não conduzem a fazenda como uma empresa permaneçam no mercado. Cada dia está sendo mais desafiador produzir carne e leite, portanto, somente quem for eficiente no processo conseguirá se manter na atividade.

Vale lembrar que as práticas que permitem que a pecuária se desenvolva de forma sustentável também contribuem para uma melhora na eficiência produtiva e, consequentemente, no aumento do lucro do produtor. Podemos afirmar que esta é, de certa forma, uma relação simbiótica, onde produtividade e sustentabilidade andam juntas.

Bovinos no pasto

Algumas práticas sustentáveis indispensáveis na pecuária lucrativa

Manejo de pastagens: as pastagens são a base da alimentação dos animais na maioria das fazendas brasileiras. Sendo assim, é importante que o produtor se preocupe com o manejo das pastagens da sua propriedade, de forma a garantir alimento disponível para os animais durante todo ano. Além de reduzir o custo de produção, uma pastagem bem manejada auxilia na conservação do solo, impedindo a sua erosão e degradação. Aliado a isso, há também o sequestro e a fixação de carbono, um gás responsável por cerca de 60% do efeito estufa.

Dieta balanceada: uma dieta rica em ração concentrada proporciona uma menor produção de metano, que é um gás extremamente poluente. Alguns aditivos também provocam este efeito, reduzindo a emissão de metano e otimizando o crescimento de bactérias ruminais benéficas que vão degradar melhor a fibra da pastagem.  Além de contribuir com a redução na emissão de metano, uma dieta balanceada reduz o tempo de abate, melhorando o ganho de peso dos animais.

Melhoramento genético: o melhoramento genético é um grande aliado do produtor, pois permite selecionar animais com melhor desempenho produtivo, favorecendo o ganho de peso ou a produção de leite, produzindo menores quantidade de gás metano do que um animal com um desempenho inferior.

Uso de tecnologias: o uso de tecnologias que auxiliam e geram dados para o produtor está cada vez maior. Quando falamos de tecnologia não estamos nos limitando apenas ao uso de máquinas e equipamentos, mas também à outras formas de produção, como o sistema ILPF – Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. Claro que há várias máquinas e softwares que auxiliam o produtor, como drones, softwares de gestão, máquinas que otimizam a colheita, etc. Mas a integração entre diferentes sistemas de produção também é uma tecnologia e contribui muito para a preservação do solo e aumento do bem-estar animal.

Preservação dos recursos hídricos: a água é um recurso necessário para manter todo o sistema, desde a conservação do solo até a produção dos animais. Preservar e proteger as nascentes, utilizar reservatórios de água de chuva e disponibilizar bebedouros para os animais em pontos estratégicos são algumas práticas adotadas para evitar o desperdício e garantir o acesso a longo prazo a este recurso.

É possível produzir, preservar e ter bons resultados adotando algumas práticas na propriedade, que vão favorecer o desenvolvimento da nossa pecuária e garantir a preservação do meio ambiente.

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Autor:

Eduarda - Autora do conteúdo Controle estratégico de carrapatos

Eduarda Viana – @dicasdazootecnista

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