É possível observar de forma notória e evidente que o sucesso na bovinocultura leiteira se apoia basicamente na boa condução de fatores como genética, nutrição, manejo e sanidade além, é claro, de uma eficiente gestão econômica. Nesse contexto, a execução de um concreto planejamento de volumosos apresenta-se como ferramenta essencial para uma produção eficaz a nível de fazenda.

Diante dessa realidade, ao término de um ano agrícola, torna-se necessário traçar o manejo alimentar mais adequado para o próximo período objetivando-se sempre maximizar as margens obtidas ancoradas na elevação das receitas juntamente com a redução de custos, salientando-se assim a importância da nutrição em influenciar o alcance de bons indicadores de produção, reprodução e saúde do rebanho.

Em relação à utilização de concentrados, compras estratégicas aliadas à possibilidade de estocagem e uso de subprodutos com relação benefício : custo favorável se mostram como algumas formas de potencializar a utilização desse recurso nas propriedades leiteiras. Referindo-se a produção de volumosos, componente mais barato da dieta das vacas leiteiras e também o que participa em maior proporção, um planejamento antecipado propicia tomar conhecimento da área destinada ao plantio a fim de ser possível a aquisição de insumos a preços mais viáveis economicamente.

Considerando à elaboração da necessidade de volumosos para suplementação do rebanho, alguns pontos devem ser observados como:

  • Consumo por categoria;
  • Número médio de animais no período;
  • Segmentação dos volumosos para cada categoria;
  • Descarte voluntário(venda de animais);
  • Descarte Involuntário( mortes, por exemplo);
  • Número de parições(taxa de natalidade);
  • Idade ao primeiro parto;

Chegando-se a quantidade de volumosos a ser produzida, a partir da produtividade média das forrageiras da fazenda, é possível se obter a área necessária para plantio e implantação das culturas, ressaltando-se a relevância de levar em consideração uma margem de segurança de 20 a 30%, devido a perdas no campo e na colheita e também para sobras no cocho.

Somado a essas ações, o seguimento do calendário agronômico conforme as culturas, promover o fornecimento da dieta aos animais nas proporções adequada; a realização do descarte dos animais sugeridos, conforme as ordens de prioridade; suplementar os animais durante o período estipulado, seguindo a formulação de dietas, fazer compras e vendas de animais somente dentro do planejado, são atitudes essenciais para impedir transtornos como compra de volumosos a preços elevados e necessidade de realizar plantios em condições desfavoráveis pela possível falta de alimento na fazenda e sendo possível evitar prejuízos como queda no volume de leite, diminuição do escore de condição corporal, ineficiência reprodutiva entre outros.

Logo, a união de todos esses fatores irá interferir direta ou indiretamente nos índices técnicos e econômicos da fazenda, ocasionando assim, grandes impactos nos custos de produção. Portanto, elaborado o planejamento, torna-se imprescindível executar, monitorar e/ou até mesmo refazer o projeto de acordo com as necessidades pontuais inerentes a cada propriedade leiteira.

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