Conheça os tipos e as vantagens de cada sistema de produção de gado de corte no Brasil, um país com grande potencial para exploração pecuária

 

O Brasil possui vasta extensão territorial, com grande potencial para a exploração da criação de gado, com cerca de 164 milhões de hectares, segundo levantamento do IBGE 2018. Com esse contexto, de terras altamente aproveitáveis, o país detém o maior rebanho comercial do mundo, em torno de 213,5 milhões de cabeças bovinas. Em 2019 aproximadamente 32,5 milhões de cabeças foram abatidas, com peso total de carcaça equivalente a 8.217 bilhões de quilogramas (IBGE,2019).

Dentre todas as atividades econômicas do Brasil, o agronegócio destaca-se como o setor mais importante para a economia nacional. Em 2019, o PIB do agronegócio representou 21,4% (Cepea) e somente a agropecuária representou 5,2% do PIB nacional (MAPA).

A produção de bovinos de corte envolve três fases:  cria, recria e engorda. A fase de cria inicia-se com a reprodução das matrizes e estende-se ao crescimento do bezerro até a desmama, que ocorre entre seis e oito meses de idade. A partir do desmame dos animais inicia a fase de recria, que se estende até a reprodução das fêmeas e/ou o início da fase de engorda dos machos, sendo a recria a fase de maior duração no subsistema tradicional brasileiro. A fase de engorda compreende o ganho das últimas arrobas e o acabamento da carcaça para o abate.

A escolha do sistema a ser trabalhado deve ser realizada com cautela. Todos os sistemas possuem suas particularidades, por isso devemos levar em consideração as condições da região, estrutura da fazenda e a capacidade do produtor em promover investimentos. Para auxiliá-lo nesta tomada de decisão, a equipe Esteio Gestão é composta por profissionais capacitados para esclarecerem as dúvidas e direcionar o pecuarista que deseja melhorar a produtividade e rentabilidade de sua fazenda.

gado no pasto

Cria, recria e engorda – entendendo cada fase

Cria

A fase de cria no Brasil é feita a pasto, o que reduz custos com alimentação, maquinário e estruturas. Nesta fase os principais desafios estão em emprenhar as matrizes, diminuir as taxas de mortalidade e desmamar os bezerros com peso adequado. Nesse sistema temos o benefício de vender todos os bezerros desmamados, vender o excedente de fêmeas desmamadas e as matrizes para descarte.

Recria

Após os bezerros serem desmamados, os animais entram na fase de recria ou crescimento, que irá se estender até a reprodução ou engorda. Esta é uma fase que a dieta tem grande influência no resultado técnico-econômico da operação, visto que o seu tempo de duração é significativo no ciclo de produção. Por isso, utilizar boas estratégias de suplementação traz melhores resultados produtivos e econômicos. Na recria temos como vantagem a maior produção de arrobas por hectare, maior liquidez dos animais, maior taxa de desfrute e maior taxa de lotação.

Engorda

A engorda, também conhecida como terminação, é realizada a pasto ou em confinamento. Dos 32,5 milhões de cabeças abatidas no Brasil, em 2018, cerca de 15 % foram terminadas em confinamento (informação do Valor Econômico). Esta fase consiste no ganho das últimas arrobas e do acúmulo final de gordura, conhecido como acabamento de carcaça, para o abate. Quando realizada com técnica adequada é a mais curta do ciclo produção, com isso, conseguimos girar o capital empatado em animais mais rapidamente, tornando o sistema potencialmente mais eficiente.

 

O sistema de ciclo completo envolve todas as fases produtivas (cria, recria e engorda), por isso se faz necessário maiores áreas, melhores estruturas e maior capital investido. Em contrapartida, é a atividade que sofre menor dependência do mercado, por produzir seu principal insumo: bezerro e o boi magro.

Desafios da produção

Independente do sistema a ser trabalhado, temos o desafio de aumentar a produtividade por área, de forma eficiente e com custos equilibrados. O objetivo é aumentar a quantidade de arrobas produzidas por hectare, desse modo, aproveitamos melhor a terra e obtemos uma maior taxa de retorno do capital empatado.

No sistema de cria buscamos aumentar a taxa de lotação de vacas prenhes ou paridas por área, isso trará mais bezerros desmamados, ou seja, mais arrobas produzidas. Nas fases de recria e engorda buscamos aumentar a taxa de lotação por área, sem prejudicar o ganho de peso e assim atingimos o objetivo de maior quantidade de arrobas produzidas por hectare.

A atividade escolhida deve ser considerada como um empreendimento econômico e deve gerar lucros para que se desenvolva e prospere. Para te auxiliar no gerenciamento do seu negócio, o Esteio Gestão Agropecuária é a ferramenta ideal para facilitar suas tomadas de decisões!

 

 

Bibliografia consultada:

EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Disponível em: http://old.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/doc/doc85/020sistema.html

ABIEC. Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne. Perfil da Pecuária no Brasil Relatório anual 2018. Disponível em: http:// www.abiec.com.br/noticias.aspx.

CEPEA. Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada. Disponível em:

https://www.cepea.esalq.usp.br/br/pib-do-agronegocio-brasileiro.aspx

MAPA. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Disponível em:

http://www.agricultura.gov.br/noticias/pib-do-setor-agropecuario-cresceu-1-3-em-2019.

Valor Econômico. Disponível em:

Confinamento já alcança 5 milhões de bois no país

 

 

 

 

 

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Autor:

Rodrigo Pereira

Médico Veterinário, pós-graduando em Produção, Reprodução e Gerenciamento de bovinos. Analista de negócios do Esteio Gestão.

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